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Grande Artista e Goleador

Entrevista de Bas Dost à Sporting TV (vídeo)

Perdi o primeiro minuto da entrevista que, mais não deve ter sido que cumprimentos e a primeira pergunta, à qual ouvimos a resposta de BasDost logo no início do vídeo. Caso apanhe a entrevista durante o dia de hoje, actualizarei a publicação mas nem deve ser necessário. Gostei muito e espero que gostem também.

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Nuno Dias: "Por mim, fico no Sporting até quando o Sporting me quiser."

Nuno Dias chegou aos 200 jogos no comando técnico do Sporting com a marca incrível de 169 vitórias, 48 jogos sem sofrer golos, 1011 tentos marcados e 321 sofridos. Assim, parece fácil perceber como é que desde 2012/2013 já alcançou também 11 títulos para o Museu verde e branco.
 
Aos 44 anos, está há 23 ligado ao futsal e é treinador há dez. Vive da e para a modalidade e adora o treino. Em 2015 apresentou a tese de mestrado na Universidade da Beira Interior sobre a ‘Representatividade dos Exercícios de Treino em Relação ao Jogo no Futsal’ e concluiu-a com 17 valores.
 
É um dos treinadores de futsal com mais títulos em Portugal - todos no Sporting - e está nomeado para o troféu de melhor treinador do mundo de 2016. Soma já três nomeações, mas nunca venceu. Será desta? 
 
Em entrevista ao Maisfutebol, o fervoroso, mas nunca expulso, Nuno Dias falou da paixão que tem pela modalidade e do percurso no futsal, abordando também os temas da atualidade e falando dos rivais Benfica e até FC Porto, sim. O clube azul e branco não tem futsal, mas o treinador do Sporting gostava que tivesse.
 
 
Está nomeado, pela terceira vez, para melhor treinador do mundo de 2016. É desta que conquista o título?
Não, não acredito nisso. Já ganhei com o facto de estar nomeado num universo tão grande de treinadores e de tantas ligas competitivas. Para mim, estar entre esses dez já é uma vitória. É sempre difícil ganhar um prémio desses, mais ainda quando sei que há portugueses que não votam em mim. Isto não é como na Eurovisão em que os países votam nos países 'amigos'. Já fui a votos noutras ocasiões e sei quem votou em mim e quem não o fez.
 
O Marcão e o Leo, por exemplo, dois dos «mais vividos» do plantel do Sporting, e que já passaram por muitas e boas mãos dizem que o melhor é o Nuno Dias. Como é que vê isso? Estão a ser sinceros ou…
…estão a dar-me graxa (risos). É isso que estão a fazer! Felizmente já ouvi isso de mais jogadores e não só deles. É bom ouvir isso de jogadores experientes e que já estiveram noutras ligas, que trabalharam com outros treinadores. São eles que de facto me podem avaliar, ainda que possam também dizer isso consoante o estarem a jogar mais ou menos. 
 
Sendo o melhor ou não, como é que se é... Nuno Dias?
(risos) É-se com muito trabalho e dedicação, para também atrair a sorte. E tenho tido a sorte de estar bem rodeado. Ninguém ganha sozinho. Sempre o disse e nunca vou deixar de o dizer. Estas distinções tem a ver com as conquistas coletivas e ninguém as ganha sozinho. Toda a gente que trabalha comigo tem uma quota-parte de responsabilidade.
 
Sim, mas com os números apresentados, nota-se que há muito trabalho do Nuno. O que tem de especial?
(risos) Não sei. Tento ser especial em algumas coisas, nomeadamente em ser coerente nas escolhas e nas decisões. Acho que isso é importante. Faço sempre aquilo que acho que é o melhor para a equipa e não favoreço A ou B. Não gostava disso quando era jogador e agora tenho muita atenção a isso. E depois ao nível da organização e da metodologia de treino também tento ser diferente.
 
Então ter sido jogador foi muito importante para aquilo que é enquanto treinador?
Claro. Não é um fator determinante, mas é importante. É sempre uma mais-valia conhecermos o balneário, sabermos o que os jogadores gostam ou não de ouvir, a maneira como gostam ou não de ser tratos e também, claro, conhecer o jogo lá dentro. 
 
Está a ser melhor treinador do que foi jogador?
Não acho. Estou a ganhar mais títulos como treinador, isso sim. Mas, provavelmente, aquilo que atingi enquanto jogador custou mais do que aquilo que estou a conquistar enquanto treinador. É mais fácil ganhar no Sporting, onde estou munido de tudo do melhor, do que na equipa na qual jogava. Já havia equipas profissionais e semiprofissionais e eu jogava no Instituto que era amadora. Mesmo assim cheguei à seleção, estive lá dois anos e fui importante. Também ganhei alguns troféus pelo clube, como a Taça de Portugal e a Supertaça. Foi difícil. Só não fui campeão porque isso só está ao alcance das grandes equipas.
 
Está satisfeito com o rumo da sua carreira?
Sim, muito. Orgulho-me muito de todas as etapas. Fiz o curso de treinador ainda enquanto jogador, fui professor e treinador de iniciados, juvenis e juniores. Só comecei a jogar aos 22 anos, mas depois passei por todos os escalões enquanto treinador.
 
Como é que tudo começou?
Foi com um grupo de amigos na faculdade e depois recebi um convite da Académica. Fui e a Académica subiu logo àI Divisão, depois disso fui chamado àseleção universitária, saí para o Instituto onde fui jogador e treinador. Passei peloCSKA Moscovo e agora estou aqui. Fiz tudo isto sempseudo-ajudas. Nunca tive nem precisei, é tudo fruto de muito trabalho.

Como é que vê o futsal, o jogo em si. Como se deve atacar, como se deve defender, que esquema utilizar, quando utilizar o cinco para quatro…?
É o que digo sempre nos cursos de treinadores: não há um sistema tático que resulte melhor do que outro, não há um método defensivo melhor do que outro. Todos eles têm vantagens e desvantagens. O nosso papel é escolher, consoante aquilo que é a nossa equipa e os nossos jogadores, aquilo que melhor se adapta.  Não há sistemas perfeitos, mas sim ideias de jogo e metodologias que devem ser aplicadas consoante as características dos jogadores que temos. 
 
Mas, como amante do futsal, que tipo de jogo gosta de ver?
O do Sporting. A minha equipa, felizmente, joga bem e como eu gosto. Gosto de ver o jogo com ritmo, com movimentação constante, com jogadas bonitas em que o jogo não para e em que há golos de estratégia fabulosos, em que há alternância de sistema, em que tanto se joga com um pivot ou sem, em que se joga com um guarda-redes avançado ou não. Acho que a beleza do jogo tem a ver com esta alternância e dinâmica.
 
Como é que prepara os jogos, o que faz e com quanto tempo de antecedência?
Vejo os adversários com os cortes em vídeo que o Miguel Ferreira me faz e a partir daí analiso. Todos os domingos tenho as imagens da equipa que se segue e preparo o treino para a semana consoante o que analiso. Na UEFA tenho a preocupação de ver o jogo todo e vejo mais do que uma vez, mas no campeonato não. Não vejo o jogo todo, por norma é só os cortes e isso chega-me. Analiso o que cada jogador faz e como é que a equipa joga. Tento perceber o que é que as equipas fazem em todos os momentos do jogo e perante todas as situações. E depois, em função daquilo que eu percebo das equipas, tento tirar partido daquilo que é a nossa ideia de jogo, explorar a melhor forma de atacar e, mais importante, pegar nessa analise e criar tarefas de treino. 
 
200 jogos no comando técnico do Sporting e os números que já apresentámos. Como é que se chega a esta marca?
Com bons atletas e com uma equipa técnica que trabalha muito bem. Acho que tem tudo a ver com o coletivo e com um grupo muito grande de pessoas que trabalha bem e tem qualidade.
 
Sendo assim, parece fácil…
(risos) Não, não é fácil. Dá trabalho. Sai-nos do corpo este trabalho todo, mas se fosse feito para atletas sem qualidade não íamos ter sucesso nenhum. Isto é tudo resultado do nosso trabalho, do nosso empenho, da nossa metodologia, da qualidade dos jogadores, das condições que nós temos e dos adeptos que nos ajudam em momentos difíceis. Acho que tem a ver com tudo e tudo isso tem quota de importância.
 
E como é que se mantém este nível?
Acho que um dos aspetos é a proposta de objetivos internos, bem definidos e que todos entendem. Objetivos difíceis de alcançar, mas possíveis de alcançar com muito trabalho. Acho que tem a ver com isso, objetivos pontuais e internos que vamos delineamento. E depois tentar que todos os aceitem e que trabalhem em função disso.
 
Tem contrato com o Sporting até 2019, mas já esteve na Rússia, num campeonato muito competitivo. Quer voltar a sair ou está para ficar no Sporting?
Espero estar no Sporting para ficar, mas o contrato vai terminar nessa altura. A minha vontade é fazer mais duzentos jogos. Para mudar teria de ser para melhor. Estou tão bem e o Sporting é tão grande, que olho para o panorama internacional e, tirando o Barcelona, não há nenhum com esta grandeza. Por isso não me vejo a ir para o estrangeiro, a menos que haja aspetos financeiros que mudem isso. Por mim, fico no Sporting até quando o Sporting me quiser.
 
Os títulos que tem conquistado ajudam a que assim seja?
É sempre melhor trabalhar assim, mas essas coisas ajudam mais a quem lidera o clube. Se ganhamos, não é preciso mudar. Ainda assim, no desporto, muitas vezes olha-se só para os resultados. É injusto. Muitas das vezes não se vê o trabalho que foi feito até à bola bater no poste. No entanto, felizmente a bola tem batido no poste e entrado mais vezes. Isso vai-me mantendo cá. Nós vivemos de resultados e nem sempre aquilo que fazemos tem repercussões nos resultados. Mas se forem bons, claro que me querem cá.
 
Os adeptos também parecem gostar e querer, pelo menos no final dos jogos costumam cantar o seu nome…
Sim, às vezes acontece. Acho que reconhecem que aquilo que se faz é bem feito e que admiram a equipa, a forma como joga e eles próprios se envolvem no jogo. Eles conseguem ver que a equipa pode não ganhar, mas faz de tudo para o conseguir. O cantarem por mim acho que é por acreditarem naquilo que estamos a fazer. Sinto-me bem como é lógico. É sinal que gostam do que faço e que reconhecem. Sou bem tratado e sinto-me importante para o clube.
 
Chegou ao Sporting em 2012/2013 e foi campeão com recorde de pontos (75), no ano seguinte também ganhou o título. E, no terceiro ano, falou-se que os adversários já conheciam a maneira de jogar do Sporting. Já não havia o fator surpresa. Foi isso que fez com que falhassem o tricampeonato?
Não, acho que não. Por essa ordem de ideias, este ano, ao fim de cinco, os resultados não seriam bons. No primeiro ano talvez tenha havido essa surpresa, sobretudo na primeira volta do campeonato, mas depois ao fim de meia dúzia de jogos isso já não acontece.
 
Então porque é que o título nacional lhes 'escapou'?
Por várias razões: saíram jogadores super importantes - o Divanei e o Deo - e os jogadores que chegaram não estavam habituados a este nível; o João Benedito lesionou-se com gravidade, tal como o Paulinho e o Marcelinho, o Alex estava com 34 anos e depois de épocas belíssimas; o Benfica apostou e fez um investimento grande no plantel - Juanjo, Chaguinha e Patias - com jogadores de muita qualidade que entraram para um clube que andava a perder. Tudo junto fez com que a época não fosse a melhor. Ainda assim, não fomos campeões, mas ganhámos a Supertaça e fomos terceiros na UEFA Futsal Cup. Na final do campeonato, perdemos um jogo nas grandes penalidades e de resto foram jogos muito equilibrados. Não acho que tenha sido uma época desastrosa, os títulos e a forma como fizemos o campeonato foi boa, mas ninguém ganha sempre.
 
De há dois anos para cá a equipa mudou muito. Hoje tem o plantel que quer?
Tenho, mas infelizmente com a regra dos formados localmente não posso utilizá-lo na plenitude todos os fins de semana. Tenho sempre de deixar de fora três jogadores não-formados localmente. Ao contrário do que acontece na UEFA. Aqui só posso utilizar cinco e eu tenho oito. É a mesma coisa que ter um Ferrari em que consigo andar com ele a 200 km/hora, mas que me limitaram o motor para andar só até 80.
 
Mas, neste momento, é o melhor plantel de futsal em Portugal?
Eu acho que sim e não tenho a menor dúvida sobre isso, mas infelizmente, como já disse, não o posso utilizar todo.
 
E é o seu melhor de sempre?
Sim, talvez. Mas o do meu primeiro ano também era fortíssimo. No entanto, este ano, ao nível das soluções que o plantel tem, parece-me o melhor de sempre do Sporting.

Ainda assim, começou a época a perder a Supertaça para o Benfica… é o adversário mais difícil? 
É, é o adversário que, juntamente connosco, tem o melhor leque de jogadores e é mais equilibrado.
 
O que é que o Benfica tem de melhor? 
Tem uma equipa muito boa também. Nos últimos dois anos reforçou-se bem e manteve principais figuras do último título. No entanto, a meu ver, o que eles têm de melhor, e que nós precisamos, é o facto de se superarem nos dérbies. A forma como encaram os jogos contra nós parece-me diferente da forma como encaram os outros. Acho que nos últimos dois jogos com o Benfica baixámos o nosso nível e o Benfica elevou-o. Se calhar temos de trabalhar esse aspeto quando jogamos contra eles.
 
Supera-se porque se sente 'inferior', dado as últimas épocas do Sporting?
Não sei, isso é pergunta para se fazer a eles e não a mim. Eu acho que o Sporting é o melhor e por isso é que está em primeiro e tem cinco pontos de vantagem, mas a realidade é que o Sporting perdeu a Supertaça para o Benfica. O certo é que como disse, a atitude mental deles é mais forte frente a nós do que noutros jogos, isso é.
 
Por falar em rivais, em Portugal há ainda o FC Porto. Seria interessante tê-lo no futsal?
Seria, claro que sim! Quanto mais equipas de nome, de camisola e com massas adeptas numerosas estiverem na modalidade, mais mediática ela se torna. Isso implicaria também mais receitas, mais patrocinadores, transmissões e mais tudo. Mais competitiva também e isso obrigar-nos-ia a ser ainda melhores do que aquilo que somos. Quanto mais equipas de qualidade existirem, melhor para a liga e melhor para todos.
 
Na Liga lidera, mas esta fase só decide quem vai à fase final. Acredita que vai renovar o título?
Claro que sim, mas é importante referir que esta fase também é importante. É importante liderar, marcar muitos golos, não sofrer e jogar bem. Para nos é sempre importante, mesmo que o campeonato só se decida no play-off. Ao longo dos últimos anos só duas vezes é que o campeão da fase regular não venceu o título. Espero este ano vencer a fase regular e o campeonato.
 
A UEFA Futsal Cup, perante os adversários que terá pela frente [Inter Movistar, de Ricardinho, Kairat Almaty e Ugra Yugorsk], é também uma possibilidade real? 
Temos equipa para discutir jogos com toda a gente e em que pavilhão for, temos qualidade e vamos apresentá-la, mas é preciso referir que vamos jogar com equipas que a todos os níveis têm um poderio superior ao nosso e que estão muito habituadas a chegar a este tipo de finais, que têm jogadores habituados a ganhar europeus e mundiais. Não me parece justo aquilo que as vezes vamos ouvindo. Parece que é uma obrigação o Sporting ganhar e que se não o conseguir é uma desgraça, uma frustração ou um desanimo total. O Sporting é a única destas equipas que não era cabeça de serie na Ronda de Elite e é a única que ainda não ganhou a UEFA. Quem não tem noção das dificuldades não percebe o futsal. Não vai ser fácil, mas vamos bater-nos de igual para igual e dar o nosso melhor. É um título que há muito procuramos.
 
Fonte. Mais Futebol

 

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Solange Carvalhas na 10A

Daqui por uns dias, prometo um post sobre o futebol feminino do Sporting Clube de Portugal, projecto que se revela sólido, ganhador e promete muito para o futuro.

Obrigado pelo vídeo ao Jean La Fontaine!

 

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A entrevista de Jorge Jesus

Vamos por pontos:

 

- Assumiu erros próprios, algo que lhe fica bem;
- Falou nas arbitragens, como não podia deixar de ser, dado o imenso prejuízo que nos tem sido infligido;
- William e Adrien em sub-rendimento, e isso nota-se. "São o coração da equipa" (fim de citação);
- Falou no vídeo-árbitro e disse não compreender como podem haver equipas que não querem (podia ter ido mais longe e dizer que não entende porque é que as que ganham não têm interesse);
- Sintonia total com o Presidente num projecto de futuro;
- Continua a "martelar" que a estrutura, que tem de se solidificar, crescer e tornar-se mais forte;
- No futebol não vale tudo (e os rivais estão a tentar tudo para nos enfraquecer, dentro e fora de campo);
- Reforços pensavam que chegavam e eram eles e mais 10: falou em Marko, Joel, Elias e André, jogadores que têm interesses pessoais à frente dos colectivos. Estes jogadores têm mercado e estão a ser alvo de propostas;
- Disse que ficaríamos, passo a citar, "com 23 jogadores, com os 3 GR". Percebi que seriam 20 jogadores de campo mas não ficou claro;
- Vão regressar dois jogadores que fizeram a pré-época. Aposto em Iuri e Podence, já que o Chico não fez a pré-temporada;
- Praticamente confirmou o André Pinto para a próxima temporada;
- Para o ano vai tentar meter mais dois jogadores da formação no 11, como fez com Rúben e Gelson (quero ver isso)
- Markovic, assim que viu que não seria titular, deixou de "estar cá";
- Tem um modelo de jogo e de jogador, pelo que vai continuar a tentar moldar os jogadores em vez de se adaptar a eles (não o disse literalmente mas foi o que eu percebi);
- Admitiu ser mais fácil integrar jovens no Sporting pois, normalmente, entende ser um processo que demora entre 3/5 anos;
- Fezada clara no Alan;
- Dost é um profissional exemplar.

 

Agora é ganhar ao Paços e arrancar para uma segunda volta extraordinária, pois só assim chegaremos ao objectivo mínimo, que é o 2º lugar.

 

Fica a entrevista completa, com o agradecimento ao canal Portugueses Pelo Mundo:

 

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Entrevista: Francisco Geraldes

Estreou-se na Liga esta temporada, depois de 11 anos de formação e um ano na equipa B do Sporting. Como está a correr a experiência no Moreirense?
Está a correr bastante bem até agora. A nível estatístico não está a ser como ambicionava, porque só tenho dois golos e gostava de ter mais, mas o mais importante é que tenho estado a corresponder e até, se calhar, a conseguir superar as expetativas do primeiro ano.
 
E o Moreirense é o clube certo para evoluir e se mostrar ao Sporting?
Se é o certo ou não, não sei, porque nunca experimentei nenhum outro clube, mas até este momento tem corrido tudo da melhor maneira e por isso acho que é um excelente clube para evoluir e poder ganhar experiência na Liga.
 
Quando se é emprestado não há o sentimento de se estar a afastar do clube?
É um facto que acabamos por nos afastar do clube, sim, mas a política do Sporting é a de seguir os jogadores emprestados, pelo menos até hoje, e eu, porque tenho tido sempre feedback positivo do Sporting e um acompanhamento assíduo, não me posso queixar de me terem esquecido. 
 
Como foi sair de «casa»? Saiu de Lisboa pela primeira vez e do Sporting também…
Sim, foi a primeira vez e é sempre difícil. O período de adaptação não foi fácil, porque deixei tudo em Lisboa, família, amigos e o clube, mas quando a vontade de singrar é maior do que as dificuldades de estar longe, tudo é superável tendo em conta o objetivo final.
 
Chegou para ser opção de Pepa, mas Pepa saiu do comando técnico da equipa, e depois chegou Augusto Inácio, que já conhecia do Sporting. Como se lida com a mudança de treinador?
Tem de se lidar de uma forma natural porque estas situações fazem parte do desporto, e neste caso do futebol, quando os resultados não aparecem. O Pepa é um excelente treinador e de certeza que vai ter muito sucesso no futuro. Gostei de trabalhar com ele e desejo-lhe a maior sorte do mundo. Agora temos o mister Augusto Inácio que também é um grande treinador e com quem tem estado a correr tudo bem.
 
O que mudou com a troca de treinadores?
Muda sempre alguma coisa porque nenhum treinador é igual. Na forma de treinar têm métodos diferentes, mas o estilo de jogo é mais ou menos o mesmo. Em campo continuamos a fazer as mesmas coisas.
 
Tem mais liberdade com Augusto Inácio? Dá essa ideia…
Não, penso que é igual. Tenho a mesma, mas é um treinador que exige muito de mim e a cada dia que passa sinto-me melhor.
 
E jogar numa equipa com outros objetivos, diferentes dos que tinha no Sporting B, está a abrir-lhe os olhos para uma missão de sacrifício defensivo a que não estava tão habituado?
Sim, sim, isso sim. É uma realidade diferente daquela que encontrei na equipa B do Sporting, porque apesar de ser uma equipa B é sempre vista como sendo o Sporting e as equipas acabam sempre por se fechar mais. Agora é completamente o oposto. O Moreirense é que é a equipa «pequena» e, principalmente, quando joga frente aos grandes joga mais fechado e tem de explorar o contra-ataque. É diferente e isso tem sido positivo para o trabalho defensivo que, confesso, não tinha muito.
 
Gosta de marcar e, apesar de ter dito que esperava já ter marcado mais, fez dois golos importantes. Um ao Feirense, numa excelente apresentação e exibição, e outro ao FC Porto. Como foi este último golo?
Foi bom, mas acaba por ser só mais um. Mesmo assim, claro, por ter sido à equipa que foi e pelo simbolismo, de ter posto o Moreirense na meia-final, foi o mais importante de todos os que já marquei na carreira. Quando somos pequenos, pomo-nos a imaginar este tipo de golos e achamos irreal, mas consegui marcar e claro que isso me deixa satisfeito.
 
Como sportinguista, pela rivalidade, também?
(risos) Claro, como sportinguista também.
 
Esse golo colocou o Moreirense na final-four da Taça da Liga, pela primeira vez. Chegados aqui, qual é o objetivo da equipa nesta prova?
Vamos ao Algarve com a intenção de fazer as coisas o melhor possível. Quanto mais podermos sonhar e ambicionar, melhor. Já demonstrámos que nos podemos bater contra qualquer adversário e sabemos o que podemos fazer. Derrotámos o FC Porto e sabemos que não é fácil o que se segue [Benfica], mas já estarmos na meia-final é excelente. 
 
No campeonato é só a manutenção que interessa?
Sim, é obviamente que esse é o nosso objetivo. Saímos lá de baixo no último jogo e agora é continuar a subir. Já temos uma folga [pontos] maior com a vitória frente ao Belenenses e trabalhar assim será melhor. Agora vamos ao Dragão com a mesma ambição de conquistar os três pontos.
 
E tem também a ambição de marcar outra vez?
(risos) Claro, se possível.

Se marcar vai mostrar outra vez a caneleira, na qual tem a máscara do filme ‘V de Vingança’...
Sim.
 
Mostra-a sempre, porquê?
É uma questão que pode dar horas de conversa! Mostro porque muito do que penso está ali resumido. Tem tudo a ver com a mensagem do filme. Vi-o com o meu pai no cinema e marcou-me. Na altura não tanto porque com apenas 11 anos, não estava tão desperto e tão atento ao quão real, atual e verosímil é a mensagem do filme. Hoje, depois de ter estudado, ler muito e tentar perceber várias questões, identifico-me totalmente com a ideia revolucionária do filme.
 
Não se preocupa apenas com o futebol, não é? Há mais vida para além «disto»…
É. O futebol é a minha grande paixão, adoro este jogo, e não me vejo a fazer mais nada - agora sou jogador e um dia quero ser treinador, mas tal como não é o dinheiro que me move, não fecho os olhos à nossa sociedade, à política, economia, cultura…
 
É um dos nomes que se falam para regressar ao Sporting já em janeiro, já sabe alguma coisa sobre isso?
Não.
 
João Palhinha já regressou, isso motiva-o? Como vê a chamada dele por Jorge Jesus?
Claro, como disse anteriormente, no Sporting estão atentos aos emprestados e isso demonstra-o. Vejo a chamada dele à equipa principal com satisfação, felicidade e justiça. Além de ser uma excelente pessoa, como profissional ninguém tem nada a apontar-lhe. Só ele sabe o que trabalhou para conseguir ser chamado e é com todo o mérito que já lá está.
 
Perante este exemplo e pelo que tem feito sempre e, sobretudo, nestes últimos meses, acredita que também pode voltar?
Acredito, claro que sim. Foi com essa finalidade que vim para o Moreirense: com a perspetiva de voltar ao Sporting e conseguir chegar à equipa principal. O meu maior sonho - e só de imaginar me arrepio - é jogar no Sporting e em Alvalade. Cresci a ir ao estádio e a ver o Sporting jogar, a ver o André Cruz a marcar livres diretos ou o Paíto a dar uma ‘cueca’ ao Luisão no Estádio da Luz (risos). Cresci e fiz-me ainda mais sportinguista com alguns desses momentos. 
 
E acha que já está preparado para esse passo?
Acho que sim e acho que o que tenho feito tem demonstrado que posso vestir a camisola do Sporting. Além disso, porque tenho a ‘mentalidade Sporting’, que também considero importante dentro de campo. Sei que sinto o clube da forma que só a formação consegue sentir e que é difícil de explicar. Ninguém sua a camisola como quem a veste desde sempre. Muitas vezes os jogos ganham-se pelo que sentimos pelo clube e pela vontade de vencer por ele. Eu sinto o Sporting.
 
O que acha que pode acrescentar ao plantel do Sporting?
Esse sportinguismo que já falei e as minhas qualidades técnicas, claro. Sei o meu valor e aquilo que sou capaz. As minhas valências passam pela visão de jogo, qualidade de passe e também pela entrega que dou ao jogo. Dou tudo e não me limito a fazer o mais fácil.
 
Sente-me mais um 8 ou um 10?
Gosto de jogar em ambas as posições.
 
É também um jogador mais inteligente do que físico…
Sim e para mim isso no futebol é o mais importante. Claro que o físico conta, mas acho que quanto mais jogadores inteligentes uma equipa tiver mais perto está de atingir resultados e títulos. Quanto menos inteligente o jogador for mais aleatórias serão as decisões. É sempre preciso pensar mais à frente, ter noção dos espaços, das posições da equipa e dos adversários.
 
E o que é mesmo um jogador inteligente?
É aquele que melhor decide, tendo em conta o sucesso coletivo. A decisão até pode passar por uma ação individual, mas não é aquele que se cinge a seguir à risca aquilo que mandam as regras do ‘bom futebol’, como, por exemplo, procurar sempre superioridade numérica com bola. Há situações em que inteligência, aliada à criatividade, resolve os problemas que são encontrados no jogo. Mesmo sendo uma situação de dois atacantes para quatro defesas. Tem muito a ver com a capacidade de decisão, daí que quanto mais inteligentes forem, individualmente, os 11 jogadores, mais próxima está a equipa de ganhar o jogo
 
É um jogador menos individualista?
Não necessariamente, mas é por aí e pela reação e decisão. Tem a ver com a forma como vê o jogo e consegue ser rápido a tomar a decisão. Além disso, saber, como disse, onde está cada um e para onde será melhor jogar e não parar para ver e pensar o que fazer porque aí perde-se a vantagem de milésimos de segundo perante o adversário. Quem manda é quem tem a bola e o defesa vai sempre reagir àquela que for a decisão de quem ‘manda’.
 
Como é que se ganha essa inteligência?
Parte dela é já intrínseca, mas pode e deve ser sempre estimulada através de pensar o que fazer com a bola mesmo antes de a recebermos. A mim quem me ajudou muito nesse aspeto foi o João Mário. Fomos companheiros de equipa na B e ele achava que eu muitas vezes decidia só quando tinha a bola. Uma vez, num treino, chamou-me e perdeu tempo comigo. Falou-me de dois aspetos: de como controlar a bola e sobre a decisão. 

É por isso que é um dos jogadores que o Francisco admira?
Também, pela importância que teve no meu crescimento, e pelo jogador fantástico que é. É dos jogadores mais inteligentes que há atualmente. Não precisa de ser rápido, é inteligente e isso para mim é o atributo mais importante nos desportos coletivos.
 
Há muita gente a comparar o Francisco ao Adrien Silva, sobretudo nas redes sociais e quando não estão satisfeitos com o meio-campo do Sporting…
Sim, sei que muitas vezes se compara ‘o Francisco Geraldes’ ao Adrien Silva, mas também sei que somos jogadores diferentes, até porque não há jogadores iguais. Ele numas coisas é melhor, eu serei noutras. Faz parte. Mas o Adrien é o Adrien.
 
É difícil de o substituir?
Nenhum jogador é insubstituível, mas, claro, fazer a vez do Adrien não é fácil. Para mim, ele é um dos melhores box-to-box do mundo. É um pulmão incansável, que dá à equipa a estabilidade que é muito difícil de encontrar num jogador. Encontra-se num Ramires (ex-Benfica e ex-Chelsea) ou num Enzo Perez (ex-Benfica e Valencia), mas não é fácil. 
 
Curiosamente esses jogadores que já passaram pelas mãos de Jorge Jesus… já se imaginou a trabalhar com ele?
Quero vir a trabalhar, mas ainda não me imaginei. É um grande treinador, os resultados e os títulos falam por ele. O que ele já conseguiu não é fácil de conseguir: duas finais europeias, três campeonatos quase seguidos, entre outros títulos. Não é fácil.
 
Com que treinadores é que gostou de trabalhar no Sporting? 
Vários, o Sporting costuma ter grandes treinadores. Destaco o Hugo Cruz, Tiago Capaz, José Lima e João de Deus. Cada um com a sua importância. O último foi o mister João de Deus, que é um excelente treinador. Pedagogicamente é muito forte e, pelo menos, a mim mostrou-me que este não é um caminho fácil. Com a forma de ser mais rígida mostrou-me que se não fizermos por isso nenhum sucesso bate à nossa porta.
 
Internacional sub-18, 20 e 21. Falhou o último mundial de sub-20, mas ultimamente tem sido chamado para os sub-21. Sente-se certo já no próximo Europeu?
Trabalho para isso todos os dias. Tenho sido chamado e ganhado alguns minutos, espero conseguir lá estar. Serão chamados os melhores e acredito que posso estar nesse lote. Vamos ver!
 
Rui Jorge tem muitas e boas opções, não é?
Sim, acho que Portugal tem tido, também por força das equipas B, excelentes jogadores. Até mesmo na seleção A já há muitos jogadores sub-21 e que cresceram ali. Atualmente o grupo é muito forte e acho que por isso poderemos ser sempre considerados candidatos.
 
E o Francisco já pensa na seleção principal?
Não, não penso. Ainda nem me consegui impor nos sub-21, quanto mais pensar já nos AA. É preciso ir com calma.
 
Como é que tem visto o trabalho de Rui Jorge?
Como disse sobre o Jorge Jesus, os resultados falam por si. O que o Rui Jorge está a fazer na seleção é fantástico. A equipa joga bom futebol e tem apresentado resultados muito positivos, é praticamente imbatível. 
 
Todos os jogadores falam bem dele…
E só há razões, é uma excelente pessoa e é um prazer trabalhar com ele. Além do que se vê como treinador é muito direto e frontal, gosto disso.
 
Fonte: Mais Futebol

O "Senador" Sá Pinto

"...nós jogávamos muito bem, tínhamos excelentes resultados mas depois havia ali jogos em que éramos muito penalizados pela arbitragem. Fomos muito penalizados pela arbitragem (...) mas fomos mesmo...e nós sabíamos, só que não havia nada a fazer."

Há coisas que nunca mudam, Ricardo "Coração de Leão". Mas estamos aqui fortes e unidos para continuar a lutar.

Acompanhem os restantes vídeos no meu canal de youtube, entre outras coisas (LINK)

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O "Senador" Zezito

1º episódio (André Cruz) AQUI
2º episódio (Manuel Fernandes) AQUI
3º episódio (António Ramalhete) AQUI
4º episódio (Beto) AQUI
5º episódio (Toñito e Niculae) AQUI

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Fernando Mamede na 10A

Primeiro episódio, com Bryan Ruiz, AQUI
Segundo episódio, com João Matos, AQUI
Terceiro episódio, com Bosko Bjelanovic, AQUI
Quarto episódio, com João Pinto, AQUI

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Os "Senadores" Toñito e Niculae

1º episódio (André Cruz) AQUI
2º episódio (Manuel Fernandes) AQUI
3º episódio (António Ramalhete) AQUI
4º episódio (Beto) AQUI

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O "Senador" Beto

Podem ver o primeiro episódio, com André Cruz, AQUI
Podem ver o segundo episódio, com Manuel Fernandes, AQUI
Podem ver o terceiro episódio, com António Ramalhete, AQUI

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