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Grande Artista e Goleador

Pensamento do dia

É público, já o manifestei diversas vezes, que não gosto da Liga Europa enquanto competição. Não a considero com grande visibilidade nem grande impacto mediático, será sempre o parente pobre das competições europeias e acaba por causar nas equipas que a disputam um maior desgaste físico que a Liga dos Campeões.

Por todos estes motivos e mais uns quantos, devem imaginar-me pouco entusiasmado com a possibilidade (ainda não garantida) de vir a disputar a prova. Ainda assim, tenho noção que o ranking europeu do Sporting é baixo e nada consentâneo com aquilo que pretendemos ser enquanto Clube.

Se nos queremos afirmar na Europa, teremos de garantir a presença nesta Liga Europa e fazer uma prestação que nos honre e amealhe uns pontos para o nosso pobre ranking da UEFA.

 

Mas, assim de repente, salta-me à vista algo que pode tornar a competição mais atraente para os adeptos e talvez até para os próprios jogadores. O fracasso dos rivais na Champions levaria cada um deles para a Liga Europa, onde esperamos também marcar presença.

Atacar esta competição com a pressão extra de ter nela inserida os nossos rivais internos seria um aliciante para mim e, mais importante que isso, colocaria em pé de igualdade os três rivais no que à gestão do plantel entre competições europeias e nacionais diz respeito. Poderão até ser quatro as equipas portuguesas presentes, pois o Braga está em condições de se qualificar para a fase seguinte da prova.

 

Dentro daquilo que é a desilusão de não seguir em frente na Liga milionária e a possibilidade de ter de encarar uma Liga Europa, este seria talvez o maior factor motivacional que encontro.

Veremos como correm as coisas a Porto e Benfica que, no mínimo, têm a Liga Europa garantida e espero que, na 4ª feira, não nos deixemos surpreender em Varsóvia, onde vai estar um gelo descomunal, nada condizente com aquilo que estamos habituados em Portugal.

 

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Sporting vs Benfica: Os Playoff

Um Sporting - Benfica é jogo de tripla. Passamos a vida a ouvir isto. A verdade é que não é apenas uma frase feita ou um lugar comum...muito menos no futsal.

 

No campeonato nacional da 1ª divisão (hoje Liga SportZone) são 60 os jogos entre ambos. 30 deles em playoff, 27 dos quais em finais. 22 vitórias, 14 empates e 22 derrotas. 173 golos marcados para ambos os lados. Não há favoritos em jogo nenhum, nem o factor casa se revela determinante.

 

Em 8 finais discutidas nos playoff, temos 4 títulos nacionais para cada lado. Nos 30 jogos em playoff (3 em meias-finais e 27 em finais) a sorte sorriu-nos 16 vezes e 14 ao rival (15-12, se contarmos apenas as finais). Perdemos em casa mais do que ganhamos e o oposto acontece fora. É impossível prever o que acontecerá nos próximos 3 jogos, que podem vir a ser 5.

 

Só por duas vezes a final se discutiu na 'negra' e sempre que isso aconteceu, perdemos. Só uma vez uma final à melhor de 5 jogos acabou ao fim de 3 e fomos nós que vencemos. Desde que há playoff, o Sporting só venceu a fase regular 4 vezes (contabilizando já a deste ano) e nas três anteriores acabou sempre campeão nos playoff.

 

Há dois jogos que o Sporting não vence o Benfica em playoff (a pior série de sempre, igualada por outras 3 ocasiões). A melhor série leonina foram 5 vitórias consecutivas (4 delas fora de casa).

 

Seja como for, vencer os 2 jogos em casa será meio caminho andado para recuperar o título nacional, colocando toda a pressão em cima do adversário, mesmo sabendo que nunca a equipa que iniciou em casa a final a 5 jogos, venceu ambos.

 

Tal como disse Nuno Dias, esta semana, na antevisão aos jogos 1 e 2, não há segredos. As equipas conhecem-se profundamente, tanto em termos colectivos, como individuais. Serão os detalhes e a sorte a resolver o resto. Sobretudo, é importante que os jogadores saibam manter o equilíbrio emocional pois, muitas vezes, são as questões mentais e não as tecnico/tácticas que resolvem este tipo de jogos.

 

Seguem as estatísticas:

Playoff SCP vs SLB.png

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2015/16: A Onda Verde

Terminada que está a época, é tempo de fazer também o rescaldo da Onda Verde. É sabido que os Sportinguistas bateram todos os recordes de assistência em casa e que não pouparam esforços na hora de apoiar a equipa fora mas falta quantificar e comparar com o passado recente.

Apesar do Sporting ter noticiado uma média superior a 40 mil adeptos por jogo, tal não corresponde à realidade e confesso não saber como se chegou aos 40017 espectadores veiculados pelos nossos meios de comunicação oficiais.

A média foi de 39988 espectadores por jogo (a 2ª da nossa Liga, atrás do Benfica - 50322) e a taxa de ocupação de 80% (a 2ª da nossa Liga, atrás do Marítimo - 85%).

Os maior parte das equipas da 1ª Liga subiram este ano as suas médias de assistência e só dois pioraram os seus registos de 2014/15. Um bom indicador que deverá fazer a Liga pensar em formas de melhorar ainda mais estes números (talvez com maior transparência e melhores espectáculos a coisa possa atingir outros patamares).

Vamos aos números:

Média em casa.png

Média em casa sem grandes.png

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Percentagem ocupação em casa sem grandes.png

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Percentagem ocupação fora sem grandes.png

 

COMPARATIVO COM A ÉPOCA ANTERIOR

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Ponto da situação da Onda Verde

A quatro jornadas do final, parece-me pertinente fazer um ponto de situação da Onda Verde, comparando-a com a dos rivais.

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Tal como no último update, mantemo-nos líderes em percentagem de ocupação no próprio estádio, embora os adeptos benfiquistas tenham começado nas últimas semanas a subir este percentil.O Porto encontra-se em queda livre, tanto nos jogos em casa, como nos jogos fora. Fora, tanto Sporting como Benfica viram a percentagens de ocupação subir, mantendo essa tendência.

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Em casa, há três jogos consecutivos que Sporting e Benfica vêm as suas médias subir. Em contraponto, a média de assistência do Porto desce há 10 jogos consecutivos, situação que sofrerá inversão dentro em breve, assim que o Sporting visite o Estádio do Dragão. O Benfica lidera sem surpresa neste parâmetro.

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As médias decrescem em 2 mil espectadores se excluirmos da contagem os jogos grandes. Há 7 jogos consecutivos que a média cresce em Alvalade. Na Luz, há 5 jogos que a tendência é crescente. No Dragão, há 11 jogos consecutivos que a média cai.

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Depois de na 1ª metade da época o Porto ter sido o clube que mais encheu o seu estádio, o Sporting assumiu a liderança deste dado estatístico, que mantêm há 7 jogos em sua casa. O Benfica nunca teve uma percentagem de ocupação do seu estádio superior aos dois rivais em toda a temporada.

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Mesmo excluído os jogos grandes da equação, a tendência mantêm-se. O Porto foi 'rei' na 1ª metade da temporada, para depois passar o 'trono' ao Sporting.

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Sporting e Benfica têm-se mantido a uma distância mais ou menos constante na ocupação dos estádios dos adversários. O Porto vem-se afastando dos rivais. Neste ponto, de realçar apenas que o Benfica não foi a Arouca, tendo sido deslocado o jogo para Aveiro (o que não significa que não preenchesse 78% do Estádio Municipal de Arouca, como fez em Aveiro).

Onda Verde 6.png

Excluído as deslocações ao campo dos outros grandes, o Benfica perde 3 pontos percentuais, o Sporting 2 e o Porto 6, facto que mostra que são os Sportinguistas quem menos oscila na sua falange de apoio.

 

Já pouco se alterará até final da temporada. Espera-se que Sporting, Benfica e Porto acabem por subir as suas médias em casa. Os dois primeiros pela disputa pelo título, o Porto porque recebe o Sporting. Fora, parece que a Onda Vermelha vai bater a verde em todos os aspectos, excepto no qualitativo.

 

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Meritocracia ou propaganda

Foi já sem qualquer espanto que se assistiu à estreia de Renato Sanches na selecção nacional. Tem sido frequente esta tentativa de valorizar os poucos talentos nacionais emergentes na equipa do Benfica e, não discutindo o valor do jogador, é discutível a diferença de tratamento para jogadores do Sporting com rendimento ou utilização semelhantes.

O caso de Renato Sanches, de todos, nem é o mais escandaloso. Não podemos ignorar o facto do jogador se ter imposto em definitivo na equipa principal dos encarnados e de ser inclusive uma peça importante no onze.

Mas é fácil identificar aqui um padrão. Nélson Oliveira, Ivan Cavaleiro, Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e Renato Sanches. Por esta ordem os vimos estrear na principal equipa nacional. Todos com um propósito propagandístico de valorização no mercado ou 'justificação' a futuros investidores. Todos incluídos num complot financeiro que tem privilegiado nos últimos anos o Benfica e que conta com a missão propagandística da comunicação social, sobretudo a escrita que, "silenciosamente", vai montando o circo mediático com capas de jornais sucessivas como que na tentativa de justificar estas chamadas.

Ivan Cavaleiro foi vendido por 15M€ (mesmo que sejam dos da treta) depois duas internacionalizações incompreensíveis.

Nélson Oliveira foi convocado sem quase passar pelos sub-21, depois de "meia-dúzia" de jogos em competições secundárias e com um número de golos marcados ridículo para a posição que ocupa.

Nélson Semedo, Gonçalo Guedes e Renato Sanches fazem parte da vaga que tenta vender a ideia de aposta na formação para os lados da Luz (mesmo que Semedo não tenha sido lá formado). Todos foram chamados sem reservas e, nos casos de Semedo e Guedes, sem qualquer motivos que o justificassem.

Semedo não passou por nenhum dos escalões jovens nacionais. Bastou o agenciamento de Jorge Mendes (algo comum a todos estes casos) para lhe valer uma chamada.

Guedes tem quase tantas internacionalizações "A" como pelos sub-21 quando nada provou que justificasse queimar etapas, prova disso, são as poucas internacionalizações sub-21, onde sai maioritariamente do banco.

Renato Sanches foi convocado para justificar o alto valor pelo qual será vendido no final desta época (até porque as coisas estão complicadas em termos de finanças para os lados da Luz) e nem passou ainda pelos sub-21. Diria que estamos em frente de um fora de série...ou talvez não.

Volto a dizer, aceito até a chamada do Renato mas critico o tratamento diferenciado para com os jovens do Sporting na última década.

Vejam quantos jogos e minutos tiveram de fazer os jogadores do Benfica para se estrearem na selecção e a idade com que o fizeram:

Meritocracia vs Propaganda.png

Tal como no Benfica, também o Porto tem apostado muito pouco em jogadores portugueses nos últimos anos e, por isso, são poucos os exemplos de chamadas à selecção. Também aqui há casos paradigmáticos de valorização espontânea. 

Bastou a Licá aparecer no Porto para merecer uma internacionalização. Fenómeno idêntico para Josué, que acumulou 4 presenças na selecção nacional e até deu para Miguel Lopes também ser chamado.

Rúben Neves, fenómeno idêntico a Renato Sanches (ambos com qualidade e potencial imenso), precisou de participar em quase o dobro dos jogos para merecer uma chamada à selecção.

Vejam um quadro idêntico para os jogadores do Porto citados:

Meritocracia vs Propaganda 1.png

Depois, como é lógico, não posso criticar a falta de "renovação" da selecção (como já fiz) e castrar a entrada de todos os jovens só porque estes não jogam no Sporting. Não é isso que pretendo fazer.

Têm é de haver critérios claros. Principalmente qualidade, potencial. minutos e influência nas equipas onde actuam.

Assim sendo, assumo as chamadas de Renato Sanches e Rúben Neves como normais e naturais. Preenchem todos os requisitos e, embora tenham ainda imensos defeitos, não deixam de merecer uma chamada para um particular da selecção, até como forma de integração futura e motivação extra.

Curiosamente, parece que para os jogadores do Sporting há sempre algo mais a provar. E para sustentar esta "teoria" analisemos mais de duas dezenas de casos distintos.

Começo pelos que, embora não tenham justificado uma chamada, não fizeram no Sporting menos do que alguns supracitados nem apresentavam qualidade ou rendimento muito distintos dos mesmos (estes nunca chegaram a estrear-se na selecção):

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Claro que podemos também alegar a maior competitividade e qualidade de selecções anteriores, que possam ter dificultado a entrada de algum dos que acabo de mencionar mas, recordo, só reclamo da chamada para um amigável, como foi concedido a outros, ressalvando que nenhum deles terá feito o suficiente para uma chamada.

No entanto, era Abel menos fiável que Miguel Lopes? Que terá faltado a Esgaio (titular em todo o Euro sub-21) para ser ultrapassado por Nélson Semedo? O que não tinha Mané que Cavaleiro mostrava? O que viram em Licá que Wilson não fazia? Comparem o rendimento de Saleiro com o de Nélson Oliveira (embora neste caso a concorrência que enfrentava o jogador do Sporting e os seus fracos atributos nem o considerem como equacionável na altura).

...

Sigo com alguns que são internacionais mas nunca foram chamados enquanto jogaram no Sporting:

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Daniel Carriço mereceu amplamente uma chamada enquanto jogador do Sporting e Cristiano Ronaldo, pese embora o imenso talento para a sua posição quando apareceu em 2002/03, só foi chamado imediatamente depois de se transferir para Manchesterem 31 presenças na equipa do Sporting serviram para marcar presença num amigável. Olhem para cima e riam...

A última lista mostra os jogadores que justificadamente se estrearam na selecção enquanto serviam as cores do Sporting e vejam as diferenças:

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Só João Mário e William Carvalho foram precoces mas ambos justificaram plenamente a aposta.

João Moutinho e Nani são os casos mais semelhante ao de Renato Sanches ou Rúben Neves, até pelas semelhanças na idade com que se estrearam.

André Martins, André Santos e Paulo Oliveira são casos de afirmação já em idade sub-23, pelo que me parece que as chamadas terão surgido na altura certa.

Tonel chegou ao Sporting mais velho, justificou a chamada, e foi chamado também ele quando foi possível, até porque sempre estivemos bem servidos de defesas centrais.

Todos os restantes casos demonstram jogadores que demoraram demasiado tempo a receber a merecida chamada à equipa que cada vez menos é a de todos nós.

Os casos de Adrien e Cédric são um escândalo. Adrien precisou mesmo de duas convocatórias para se estrear, visto que na 1ª não foi utilizado em ambos os jogos. Miguel Veloso precisou de quase o dobro dos jogos pelo Sporting do que os que Sanches fez pelo Benfica. Yannick era no mínimo idêntico a Licá, Cavaleiro ou Guedes e basta ver as diferenças nos números apresentados. Procurem quanto precisou de jogar Anthony Lopes para se estrear e comparem com Rui Patrício.

Sim, em jeito de conclusão (até porque isto já vai mais longo do que esperava) parece-me óbvio que é mais difícil ser chamado à selecção jogando no Sporting ou não sendo agenciado pelo Mendes.

Ontem foi dia de papar lampiões

Depois dos juniores terem ganho na Luz por 4-2, foi a vez dos iniciados receberem e vencerem o velho rival por 3-2.

Hoje jogam-se mais dois derbies.

Às 10 da manhã, em andebol (iniciados), em directo na BTV1 (podem ver a seguir a vitória de ontem dos juniores em futsal).

Às 14.30h as nossas leoas do basquetebol tentarão contrariar o favoritismo do rival (em diferido às 18.30h, na BTV1).

Pelo meio, há futebol e futsal para ver na Sporting TV, com destaque para a estreia dos juvenis na 2ª fase do campeonato nacional de futebol.

Confere a agenda completa AQUI.

A Onda Verde: Podemos e devemos fazer mais e melhor

Resolvi fazer um ponto da situação relativamente às médias de assistências dos 3 grandes nas várias competições.

A média, na Liga Portuguesa, foi dividida entre os totais absolutos e os jogos com as equipas ditas pequenas, tanto em casa, como fora.

Faz mais sentido, tendo em conta que nem todos os embates entre os grandes estão realizados e estes inflacionam positivamente as médias.

Comparar as médias dos jogos com os ditos pequenos dá uma perspectiva mais realista da verdadeira militância de cada um dos clubes e parece-me ser essa a bitola de onde devemos partir para melhorar.

Acrescentei também a taxa de ocupação média em todas as categorias pois, sobretudo nos jogos fora, dá uma ideia mais realista devido às diferenças de lotação entre os estádios dos oponentes.

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CONCLUSÕES

LIGA PORTUGUESA (Em casa)

- Não é surpreendente que seja o Benfica a deter uma média de assistências superior às dos rivais. Tem uma massa adepta maior (14 milhões em todo o mundo, não é?) e um estádio de maiores dimensões.
- Curiosamente, a percentagem de ocupação dos estádios, tanto na totalidade dos jogos como apenas nos jogos frente às equipas ditas pequenas, é favorável ao Porto e bastante semelhante entre os três clubes.
- Estamos atrás dos rivais tanto em média de espectadores como em taxa de ocupação e, mesmo que tenhamos menos dois jogos em casa que os rivais e possamos melhorar os nossos números (convém lembrar que, entre os três, o Sporting é o único que ainda não teve jogos grandes em sua casa), parece-me cada vez mais importante apelar à mobilização dos Sportinguistas.

LIGA PORTUGUESA (Fora)

Pelos motivos já enumerados acima, vou centrar-me mais nas taxas de ocupação, devido às discrepâncias na lotação dos estádios onde cada um já jogou.
- Sporting e Benfica apresentam exactamente a mesma taxa de ocupação nos jogos fora (70%) e bem longe da capacidade mobilizadora do Porto (apenas 40%, ressalvando o facto do Porto ainda não se ter deslocado ao estádio de nenhum dos rivais, ao contrário de Sporting e Benfica).
- Excluindo os jogos grandes, voltam a destacar-se Benfica (59%) e Sporting (56%) relativamente ao Porto (40%).

COMPETIÇÕES EUROPEIAS

Aqui vou centrar-me apenas nos jogos em casa.
- O Sporting parece sair prejudicado por jogar uma competição menos apelativa que os rivais. A Liga Europa não tem a capacidade de mobilizar adeptos como a Champions e, depois de mais de 40 mil terem assistido à pré-eliminatória frente ao CSKA, a média decresceu drasticamente.
- O Benfica apresenta a melhor média de espectadores, apenas ligeiramente acima do Porto (que apresenta uma taxa de ocupação superior).

TAÇA DE PORTUGAL

Deixei os dados mais por curiosidade, pois não me parecem relevantes. Os jogos têm impacto muito diferente nos adeptos e, regra geral, são menos apelativos e interessantes.

Nada bate a evidência dos factos

«A tremenda reacção emocional do Benfica à derrota no Estádio de Alvalade não se justifica. Ao trocar Jorge Jesus por Rui Vitória, Luís Filipe Vieira assumiu a entrada do Benfica numa nova era, em que a aposta na formação se sobrepõe à sede de vitória. De facto, se fosse para continuar a ganhar, Vieira teria mantido Jesus… Os benfiquistas não têm, pois, de ficar traumatizados. Os resultados menos bons são o risco inerente a uma nova política.
 
O Sporting, curiosamente, fez o caminho inverso. Ao contratar Jorge Jesus, Bruno de Carvalho assumiu a necessidade de começar a ganhar, mesmo que isso implique alguns riscos financeiros e uma menor aposta na formação. Dito simplificadamente, enquanto o Benfica abdicou das vitórias em nome da aposta na academia, o Sporting abdicou da academia em nome das vitórias. Nesta perspectiva, aquilo que aconteceu em Alvalade foi natural.
 
A única coisa estranha consistiu no seguinte: as mudanças na equipa do Benfica em relação à época passada foram a utilização de início de uma jovem promessa do Seixal, Gonçalo Guedes, e de um reforço deste ano, Mitroglu; e, no Sporting, as principais novidades foram um reforço deste ano, Bryan Ruiz, e uma jovem promessa de Alcochete, Gelson. Ou seja, as apregoadas mudanças de política de Benfica e Sporting não se viram no relvado. Aquilo que verdadeiramente mudou foi a passagem de Jorge Jesus de um lado para o outro da 2ª Circular. Mas essa foi suficiente para baralhar todas as contas.»

(José António Saraiva, Futebol à Portuguesa, in Record).
Com a devida vénia ao Álamo, do Leoninamente


Curiosidades sobre os derbies na Taça

No geral, a balança dos derbies inclina ligeiramente para o lado dos encarnados mas, se nos cingirmos apenas aos jogos jogados em Alvalade, naturalmente, o domínio é verde e branco.

69 vitórias, 27 empates e 41 derrotas. 

Não é o que devia ser mas, ainda assim, é-nos favorável. No entanto, comprova a venha máxima de que derby é jogo de tripla e, a verdade, é que o é ainda mais quando jogado em nossa casa.

No entanto, se falarmos apenas em duelos a contar para fases preliminares da Taça de Portugal disputados no Estádio José Alvalade, o caso muda de figura e o Sporting domina em toda a linha.

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O Sporting não perde em casa, frente ao Benfica, para a Taça de Portugal, desde 1963.

Sim, há mais de 50 anos que o Benfica não vence em Alvalade para a Taça de Portugal e mesmo essa derrota não significou eliminação, pois as meias-finais disputavam-se a duas mãos e o Sporting virou a eliminatória na Luz.

Na verdade, nenhuma das duas derrotas em casa nos retiraram da Taça de Portugal, pois a outra, em 1945, foi no primeiro de três jogos que haveriam de colocar o Sporting em mais uma final do Jamor.

Apenas uma das vitórias (1959) não nos levou à fase seguinte, em mais uma meia-final a duas mãos, perdida na Luz por um golo de diferença.

Foram 5 as partidas disputadas em Alvalade para a prova raínha nestes últimos 50 anos e todas deram vitória leonina.

Curioso que nenhum dos 14 jogos se decidiu nas grandes penalidades e só um deles precisou de prolongamento (1976).

O resultado que mais se verificou foi 3-0 (por três vezes) e foram 6 as vezes que conseguimos vencer sem sofrer golos.

O último dos confrontos em nossa casa foi o memorável 5-3, em 2008, com uma reviravolta fantástica, depois de estarmos a perder por 0-2 ao intervalo.

Uma coisa é certa, se a tradição ainda for o que era, teremos golos durante o tempo em que a eliminatória de discutir no relvado do José Alvalade. Só por uma vez o jogo chegou ao final dos 90 minutos a zeros (1976) e Libânio encarregou-se de carimbar a vitória do Sporting no prolongamento.

A média é de 2.5 golos marcados por jogo e de apenas 0.9 golos sofridos mas...tudo isto não passa de estatística.

Estatística que o Sporting quererá no sábado avolumar e que o Benfica tudo fará para contrariar.

Aconteça o que acontecer, que seja o Sporting a vencer.

Leitura recomendada

Análise aos Relatórios & Contas dos 3 grandes por: O Artista do Dia

Parte 1 - O endividamento

Parte 2 - Os custos com o pessoal

Parte 3 - Os proveitos e custos operacionais

Uns são filhos da mãe...

06-10-2015 - O Conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou multa de 3825 euros à SAD do Sporting, devido ao comportamento dos adeptos durante o jogo com o Boavista, no Estádio do Bessa.
Em causa, o lançamento de duas tochas para o relvado na zona afecta a adeptos da equipa leonina.

 

13-10-2015 - O Conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol decidiu arquivar o processo em torno do lançamento de engenhos pirotécnicos por parte dos adeptos do Benfica contra os rivais do Sporting para a Supertaça.
Os incidentes aconteceram durante a partida e no final do desafio.

10 anos de formação nos 3 grandes

Já fiz este exercício no ano passado e podem consultá-lo aqui. Voltei a não contabilizar jogadores com menos de 450 minutos jogados (5 jogos completos) pela primeira equipa por não considerar verdadeiramente uma aposta num jogador que jogue menos que isto (tendo em conta que uma época nunca tem menos de 40 jogos, parece-me razoável).

Claro que a bandeira da aposta na formação é algo que nós, Sportinguistas, muito nos orgulhamos e bem sei que isso só por si não quer dizer nada de especial. O facto de apostarmos nos jovens não nos trouxe mais títulos que aos rivais mas isto é mais uma questão de convicção do que outra coisa. Apostamos neles porque têm qualidade, mesmo que essa qualidade ainda não seja suficiente para suplantar rivais mais apetrechados com talento vindo de outros lados do globo.

Temos tentado inverter essa tendência de vitórias e, a verdade, é que numa época vencemos dois títulos (no caso da Supertaça, parece-me lógico contabilizar o jogo correspondente à época em questão, mesmo que estes sejam jogados na temporada seguinte) e vimos o Benfica aproximar-se do Porto no número de títulos totais na última década.

Para entrarem na contagem, é necessário que os jogadores tenham passado pelo menos uma temporada nos escalões de formação do clube em questão.

Assim sendo, vamos aos números:

SPORTING

30 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Marco Caneira, Miguel Garcia, Paíto, Beto, Carlos Martins, Nani, Custódio, João Moutinho, Silvestre Varela, Miguel Veloso, Yannick Djaló, Rui Patrício, Adrien Silva, Bruno Pereirinha, Daniel Carriço, André Marques, Carlos Saleiro, André Santos, Renato Neto, André Martins, Diego Rubio, Tiago Ilori, Cédric Soares, Eric Dier, Bruma, William Carvalho, Wilson Eduardo, Carlos Mané, Tobias Figueiredo e João Mário.

O Sporting utiliza com regularidade, em média, 8 jogadores da formação por temporada.

Total de 157146 minutos. Rui Patrício é o mais utilizado, com 27445 minutos em oito épocas (média aproximada de 3431 minutos por temporada).

A época de 2014/2015, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (25799).

No total, os 30 jogadores utilizados acumulam nas seleções principais dos respectivos países 415 internacionalizações (média aproximada de 14 internacionalizações por jogador), sendo Nani o mais internacional, com 88 presenças pela selecção portuguesa.

É importante dizer que a esmagadora maioria destes 30 jogadores eram/são jovens em início de carreira e os que não eram tiveram a oportunidade de jogar no Sporting enquanto jovens (Caneira e Beto).

Durante as últimas 10 temporadas, o Sporting conquistou 6 títulos nacionais (3 taças de Portugal e 3 supertaças).

BENFICA

11 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Rui Nereu, Manuel Fernandes, João Pereira, Rui Costa, Miguel Vítor, Rúben Amorim, Roderick Miranda, Nélson Oliveira, André Gomes, Sílvio e Ivan Cavaleiro.

O Benfica utiliza com regularidade, em média, 2 jogadores da formação por temporada.

Total de 24679 minutos. Rúben Amorim é o mais utilizado, com 7677 minutos em cinco épocas (média aproximada de 1535 minutos por temporada).

A época de 2013/2014, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (4676).

No total, os 11 jogadores acumulam nas seleções principais dos respectivos países 192 internacionalizações (média aproximada de 17 internacionalizações por jogador), sendo Rui Costa o mais internacional, com 95 presenças pela selecção portuguesa.

Rúben Amorim e Sílvio foram contratados após se afirmarem ao serviço de outros clubes, ao contrários dos restantes, a quem foram dadas oportunidades enquanto jovens em início de carreira.

Durante as últimas 10 temporadas, o Benfica conquistou 11 títulos nacionais (3 campeonatos, 1 taça de Portugual, 1 supertaça e 6 taças da Liga).

PORTO

12 jogadores da formação, utilizados com regularidade nas últimas 10 épocas. A saber: Vítor Baía, Ricardo Costa, Bruno Alves, Ivanildo, Hugo Almeida, Hélder Postiga, Nuno André Coelho, Abdoulaye, André Castro, Christian Atsu, Josué e Rúben Neves.

O Porto utiliza com regularidade, em média, 2 jogadores da formação por temporada.

Total de 32476 minutos. Bruno Alves é o mais utilizado, com 14313 minutos em cinco épocas (média aproximada de 2863 minutos por temporada).

A época de 2005/2006, foi aquela em que mais minutos foram dados aos jogadores formados no clube (6796).

No total, os 12 jogadores utilizados acumulam nas seleções principais dos respectivos países 374 internacionalizações (média aproximada de 31 internacionalizações por jogador), sendo Vítor Baía e Bruno Alves os mais internacionais, com 80 presenças cada pela selecção portuguesa.

Destes 10 jogadores, apenas Vítor Baía não era um jovem em início de carreira mas havia começado no Porto.

Durante as últimas 10 temporadas, o Porto conquistou 17 títulos nacionais (7 campeonatos, 4 taças de Portugal e 6 supertaças) e uma Liga Europa.

CURIOSIDADES

Nas únicas 3 temporadas em que alguma das equipas não lançou de forma mais ou menos consistente nenhum jogador da formação (Porto, em 2010/2011 e 2011/2012 e Benfica em 2014/2015), foi essa mesma equipa a vencer a mais importante competição nacional.

5 é o mínimo de jogadores da formação que o Sporting utilizou regularmente (2010/2011) e o máximo do Porto (2005/2006). O máximo que o Benfica conseguiu utilizar é inferior ao mínimo do Sporting (4, em 2013/2014).

Só o Porto formou pontas-de-lança que chegaram a internacionais (Hugo Almeida e Hélder Postiga) e a tendência parece manter-se, com Gonçalo Paciência e André Silva na antecâmara da selecção principal portuguesa.

Todos os clubes formaram jogadores que acabaram por jogar em rivais. Sporting (5), Porto (2) e Benfica (1).


Nota: Caso hajam dados que considerem pertinentes sobre o tema, posso tentar acrescentá-los.

A diferença entre cortesia e corrupção está no princípio

"O Benfica não reagiu oficialmente às acusações lançadas por Bruno de Carvalho sobre as ofertas que alegadamente faria a árbitros, mas fontes do clube já se desdobraram em esclarecimentos destinados a desdramatizar a situação. Que a caixa só tem um custo de produção de 24 euros, aos quais se somam as entradas no Museu Cosme Damião e os jantares no Museu da Cerveja, mas que de qualquer modo o total respeita os limites máximos impostos pela UEFA, que é de 200 francos suíços, algo como 183 euros. Acredito. Mas não me chega. O presidente da APAF, José Fontelas Gomes, apressou-se a vir defender a classe, garantindo que nenhum dos seus membros aceitava ofertas que fossem além dos tais 183 euros. Percebo. Mas também não me chega. Porque a diferença entre cortesia e corrupção não está no valor da oferta mas sim no princípio.

Nunca decidi jogos, como podem inadvertidamente fazê-lo os árbitros, mas sempre tive como muito claro que as minhas responsabilidades como jornalista não me permitiam aceitar ofertas de dirigentes de clubes, jogadores, treinadores ou empresários. E poucos saberão como me era sempre difícil explicar a familiares e amigos próximos as razões pelas quais não podia pedir sequer bilhetes para ir ver este ou aquele jogo, que já tinha lotação esgotada, mesmo que me oferecesse para os pagar – porque do outro lado podia sempre vir uma resposta como o “deixe lá estar isso: um dia destes faz-me um favor a mim”. A verdade é que nunca fiz pedidos desses e que jamais os farei. Porque a última coisa de que precisaria era de que um dia alguém me viesse recordar que uma vez lhe tinha pedido um bilhete para ir à bola, comido um almoço à conta ou aceite uma lembrança. Ora se isso é válido para mim, que – repito – não decido jogos, muito mais devia sê-lo para os árbitros, que com azar até podem fazê-lo.

É verdade que, por tradição, vários clubes fazem ofertas a árbitros há décadas. É uma questão de cortesia, alegam. Mas mais do que ir buscar o limite máximo de euros que a UEFA impõe, o presidente da APAF devia ter sido claro nas indicações a dar aos seus homens: não há razão nenhuma para que essas ofertas, mesmo sendo legais, sejam aceites por agentes que já são relativamente bem pagos para cumprirem as suas tarefas de modo profissional. Da mesma forma que não há razão nenhuma para que os clubes pensem em oferecer aos árbitros presentes cujo valor se aproxima da metade de um salário mínimo. Porque ninguém oferece presentes a juízes do tribunal antes de uma audiência. E porque não se pode bradar pela verdade desportiva, condenar a “fruta” e o “café com leite” e depois ser assim tão cortez com os árbitros. É que às vezes mais vale ser bruto."

António Tadeia, em Último Passe, no seu blog pessoal

É no que dá deitar foguetes antes da festa

O Sporting não ganha e é vê-los no facebook, a inundar toda a internet com a bazófia que os caracteriza.

São campeões de tudo e vencedores antecipados de qualquer jogo.

No final, acabou por não ser um fim-de-semana negativo e, ao fim e ao cabo, vendeu-se muito melão por esse país fora.

Assumo, dá-me um gozo tremendo uma derrota do Benfica. Mais pela maneira de ser dos seus adeptos do que por qualquer outra coisa.

A mim, nunca me verão deitar os foguetes antes do tempo. A mim nunca me verão no gozo nas redes sociais. Porque não é do meu feitio e porque o efeito boomerang é tramado...mesmo que demore 24 horas a ser recebido.

E é vê-los novamente sem internet.

 

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