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Grande Artista e Goleador

Chaves 1-0 SPORTING CP: Há males que vêm por bem

O Sporting esta fora da Taça de Portugal e resta-nos o campeonato para disputar até final da temporada. A eliminação não surpreende, tal é o estado anímico e de forma da equipa. Na verdade, acho que a desilusão seria muito maior noutras circunstâncias. Tal e qual como estávamos, a eliminação de mais uma competição era uma tragédia à espera de acontecer.

Consumou-se e, com tudo o que de mau isso traz, há uma coisa boa. Uma vitória no jogo de ontem poderia ter aguçado a tentação de empurrar com a barriga, de achar que estava tudo bem. Assim não dá para esconder erros e debilidades.

 

Nada a apontar à entrega da equipa. Correram, esforçaram-se mas voltaram a apresentar-se perdidos em campo, sem rumo e sem uma estratégia aparente que lhe permitisse ultrapassar um adversário mais bem organizado e preparado quer nós.

O Chaves tem uma boa equipa, bem orientada e com alguns bons executantes. Nada que se compare com o valor do plantel do Sporting, muito menos o monetário. Mas o estado anímico e motivacional com que se apresentaram fizeram transparecer que os papéis estavam invertidos. Foi o Chaves que entrou a mandar e o Sporting a tentar reagir. Nós tentámos marcar sem grande estratégia e acabámos por perder num lance de bola parada, novamente nos últimos minutos, fruto de falta de concentração, de foco e de ambição. Deixámos que um lance em que tínhamos oito jogadores na área para três do adversário acabasse com a bola na nossa baliza, fruto de um cabeceamento de um jogador que nunca tinha marcado um golo.

 

Tragédia consumada, é hora de fazer auto-crítica, já que publicamente foram criticados árbitros, comunicação social e os próprios jogadores.

Há que assumir que o planeamento e gestão desta temporada foi um desastre total. Estamos em Janeiro e resta lutar pelo campeonato, com oito pontos de atraso. Vislumbrar sucesso quando as hipóteses são tão reduzidas é difícil mas isso não pode deixar que baixemos os braços, desde o Presidente aos adeptos, os únicos que me parecem praticamente isentos de culpa, pois não têm faltado com o apoio em nenhum estádio deste país.

Felizmente, estamos em Janeiro e temos, por isso, cerca de duas semanas para arrumar a casa e criar um grupo adequado à competição domingo a domingo, menos extenso e mais solidário.

 

Há que assumir sem rodeios que Bruno de Carvalho confiou em Jorge Jesus e lhe deu tudo o que este pediu para esta temporada. O Presidente errou ao fazê-lo.

Há que assumir que os jogadores contratados, excepto Beto e Bas Dost, não corresponderam às expectativas criadas e muito menos à exigência pretendida. Jorge Jesus falhou.

Há que assumir que a equipa não rendeu o esperado e, pior do que isso, não se demonstrou totalmente comprometida, coesa e determinada em todos os momentos da época. Os jogadores falharam.

 

Em cima disto, há muito a construir.

Bruno de Carvalho deve ponderar se o treinador deve ter ou não carta branca para a formulação do plantel que, em abono da verdade, nem no modelo de jogo do treinador encaixa.

Jorge Jesus deve reconsiderar as opções tomadas e analisar se fez tudo o que estava ao seu alcance para retirar de cada jogador o seu melhor em prol do colectivo. 

Os jogadores terão de unir-se, conversar, alinhar objectivos e tentar cumprí-los em prol do Clube e não pensando individualmente ou amunado perante o egocentrismo e incapacidade para assumir o erro do seu líder. É na tentativa de satisfação dos adeptos que devem encontrar as forças para continuar.

 

Posto isto há excedentários para dispensar, flops para despachar, jogadores a reavaliar e regressos a ponderar. O Sporting não precisa de um plantel de 29 jogadores. Dois por posição são mais do que suficientes e não sou eu que vou por-me aqui a opinar sobre se deviam ser estes ou aqueles.

Jorge Jesus deve colocar de parte o orgulho e decidir o que é melhor para o Clube, em vez do que mais lhe massaja o ego. Tem de deixar-se de teimosias parvas para tentar provar o que quer que seja.

Os jogadores cedidos por empréstimo que tenham cláusulas de retorno devem ser equacionados no mesmo plano que os que fazem parte do plantel. O objectivo é único: dotar o Sporting de um grupo mais forte, unido e equilibrado para atacar a segunda volta. Só o que façamos daqui para a frente importa. O que passou, passou e deve servir apenas e só para aprender e melhorar.

 

A época pode até estar totalmente perdida mas não podemos arriscar o futuro. E se Bruno de Carvalho quer fazer parte desse futuro, tem de passar essa mensagem de forma clara aos sócios. As coisas não podem ficar tal qual como estão. Está provado que o investimento (sobretudo este, totalmente falhado) deu menos resultados que o fazer "mais com menos".

 

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Chaves 2-2 SPORTING CP: Maldito pastel de Chaves

"Muitas vezes os jogos ganham-se pelo que sentimos pelo clube e pela vontade de vencer por ele. Eu sinto o Sporting."

 

A frase é de Francisco Geraldes e traz-nos a parte do futebol que só o adepto percebe. A paixão, o amor, a entrega e a dedicação a um símbolo, habitual na bancada mas nem sempre transparecida em campo.

Ontem, demos mais uma vez uma pálida imagem daquilo que é o Sporting e até mesmo da real valia de alguns dos seus jogadores. William é mais do que mostrou. Muito mais. Adrien também. E isto custa, especialmente vindo destes, pois sabemos que sentem o clube e já demonstraram vontade de vencer por ele vezes suficientes.

 

"Sei que sinto o clube da forma que só a formação consegue sentir e que é difícil de explicar. Ninguém sua a camisola como quem a veste desde sempre."

 

Pareço um desesperado a transcrever citações de livros ou cifras como naquelas páginas de facebook. Mais uma vez, Francisco Geraldes relembra algo importante que tem faltado nos últimos tempos; suar a camisola. E tem faltado aos que a vestem desde sempre mas ainda mais a muitos dos outros.

Temos um Presidente adepto que contratou um treinador adepto que, por sua vez, tem um conjunto de jogadores composto por alguns que também torceriam pelo Clube mesmo estando de fora. De fora, precisamente o sítio onde alguns parecem querer estar, esquecendo-se que há ainda trabalho a fazer e respeito a dever a quem sofre, vibra e ama o Sporting todos os dias. Nós, os adeptos.

 

"Foda-se, que início de merda!"

 

Esta frase é minha (mas pode também ser tua) e foi proferida ontem, aos quarto minuto de jogo, quando Rafael Lopes nos coloca em posição de desvantagem após termos conhecimento do empate do líder em casa.

Nada pior que mais um jogo a correr atrás do prejuízo desde início, muito menos num terreno tão difícil quanto aquele que voltaremos a enfrentar daqui a dois dias.

 

"Tanto passe falhado"

 

Mais uma da minha autoria (sim, podem reclamar direitos de autor), que teve Adrien como principal destinatário. Num meio-campo que nos habituámos a ter como a nossa principal força, ver tanta displicência arruína as nossas possibilidades de apresentar um bom futebol, fluído e objectivo.

 

"Sempre os mesmos! Que seria de nós sem eles?!"

 

Gelson Martins e Bas Dost, obviamente. Tudo o que de melhor temos visto vem repetidamente da capacidade criativa de Gelson e do apurado faro de golo de Bas Dost. Não há quem deles sequer se aproxime nas suas posições e isso coloca-nos, de certa forma, reféns de dois jogadores, A imprevisibilidade que deveríamos dar ao jogo fica muitas vezes comprometida por a receita ser sempre a mesma: bola no menino e o holandês resolve. São sete assistências de Gelson e treze golos de Dost...só no campeonato.

 

"Uff"

 

Ir para o intervalo empatados constituía um alívio e trazia a esperança de um novo balão de oxigénio para a segunda parte, sobretudo para os primeiros minutos, onde se queria um Sporting incessantemente à procura do golo. 

 

"Porquê?"

 

Coração de Leão não tem descanso. Numa segunda parte que se esperava de velocidade e onde todas as armas seriam necessárias, Jorge Jesus terá indicado a Raúl José para lançar Bryan e André para os lugares de Alan e Campbell. Sendo verdade que nenhum dos dois fez uma exibição deslumbrante (na verdade nenhum deles entusiasmou), seria de esperar que o golo ao intervalo galvanizasse a equipa e trouxesse um pouco mais de confiança. Desperdiçar a velocidade de Campbell e a meia distância de Alan pareceu-me precipitado, sobretudo antes de ver o que dariam os primeiros dez minutos do segundo tempo. 

 

"Estava-se mesmo a ver"

 

Esta não disse, mais para afastar o fantasma, mas ecoou bem alto várias vezes na minha mente. Assim que Rúben Semedo viu o primeiro amarelo, metade da nação leonina terá dito que não acabaria o jogo. As duas substituições de Jesus ao intervalo não davam espaço de manobra. Paulo Oliveira acabaria por entrar mas não para o lugar de quem devia e, infelizmente, para completar uma defesa coxa, após uma expulsão mais que justa. O Sporting ficava a jogar com 10.

 

"Na na na na, na na na na, Bas Dost!"

 

André acabaria por se redimir do escandaloso golo que falhou, servindo Bas Dost para o 15º golo de leão ao peito. O holandês marca um golo a cada 126 minutos de competição. Em jogos da Liga, a cada 91 minutos as redes balançam. Bas Dost não merece ser, no geral, tão mal servido e, com um rendimento óptimo da equipa, já teria pelo menos mais meia dúzia de golos.

 

"Nãããããããoooo! O que é que este gajo está a fazer?!"

 

Qualquer Sportinguista que não viva no mundo da Lua e tenha consciência da realidade sabia que seriam minutos penosos até final. Abdicar de atacar, sabendo da nossa incapacidade para segurar resultados poderia ser desastroso. Tirar do jogo Bas Dost era ter a certeza que passaríamos o que restava a rezar a todos os santinhos para que o karma não voltasse a cair-nos em cima.

 

"Eu tinha avisado!"

 

Na última ronda pelos emprestados, deixei uma nota a Fábio Martins, jogador formado no Porto, que tem conseguido subir degraus seguros na carreira, graças à sua qualidade. Provavelmente nunca voltará a fazer um golo daqueles mas eu tinha alertado. Escusado será dizer que este golo surge devido a uma total apatia e inépcia na hora de reagir à chamada "segunda bola". Não há um jogador num raio de muitos metros preparado para reagir àquele ressalto de bola vindo do corte em esforço de Coates, tal como já não havia quem tivesse estorvado a acção do jogador que tentou o passe. Tudo isto numa equipa com 10 elementos, a precisar de segurar uma vantagem preciosa que manteria acessa a chama do título. O resto é talento do miúdo e um balde de água fria (ai um) tremendo que apaga a nossa chama e desanima a nossa esperança.

 

"E agora?"

 

Podia guardar este ponto para mais tarde mas isso seria empurrar com a barriga um problema evidente. Esperar por um desaire (agora ou mais tarde) na Taça não é o mais adequado, até porque, não salvando a época, a taça de Portugal é um objectivo que convém que não deixe de o ser.

Nada se mudará até terça-feira mas algo é preciso fazer depois disso. Bruno de Carvalho deu poder a Jorge Jesus. Esse poder acarreta responsabilidade e Jesus é o principal responsável do evidente mau planeamento da época. O plantel foi construído com lacunas gritantes e demasiados pontos de interrogação, que agora se mantêm. Aquilo que no início da temporada, esperançosamente, pareciam soluções, são agora problemas e está nas mãos de Bruno de Carvalho pôr termo a isto, restituindo para si a pasta do futebol e, consequentemente, retirando algum do poder a JJ. Ter tomates para tomar essa decisão poderá ser fulcral, até como medida eleitoral. É fundamental que se perceba que o Presidente não está refém do treinador. É fundamental que Jesus oiça o que ouviram os antecessores: "Os reforços estão em casa". Resta saber se alguém pega nos excedentários, muitos deles com contratos generosos.

 

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SPORTING CP 2-1 Feirense: O dia e a noite

Fazer uma primeira parte de grande nível sem sequer precisar de Gelson é de salientar. A lesão de Adrien foi mesmo o único ponto negativo do primeiro tempo e, felizmente, foi só um susto. Está tudo bem com o capitão.

O Sporting entrou intenso, acutilante, perigoso e com vontade de marcar cedo. Antes dos 20 minutos Bas Dost já havia marcado duas vezes e prognosticava-se uma noite tranquila em Alvalade...ou talvez não, visto que estávamos a assistir a um jogo do Sporting.

Com um Alan Ruiz transfigurado, um Campbel interventivo e Bas Dost a fazer aquilo que melhor sabe, dois golos foram pouco para o que podíamos ter produzido nos primeiros 45 minutos.

 

Mas não há Sportinguista que descanse com um resultado de 2-0. Todos sabíamos que era necessária uma entrada forte para "matar" o jogo ou ficávamos à mercê do azar e de uma quantidade de factores aleatórios (ou não) que acontecem com maior frequência em jogos do Sporting.

Tirando Campbell, todos baixaram de intensidade na segunda metade. Desde o minuto 37 que o nosso motor de alta cilindrada não estava em campo e, pior que ele não estar, era ter sido substituído por um de dois cavalos. 

Elias nunca conseguirá fazer o que faz Adrien, William nunca rende o mesmo sem Adrien, a verdade é que o Sporting não consegue ser forte sem o seu capitão e isso notou-se mais uma vez. A bitola de intensidade e entrega que habitualmente é definida por Adrien, passou a ser colocada muito baixa, ao nível de um pagode ao final de tarde com umas cervejinhas na asa.

A falta de Adrien não explica tudo mas o crescimento do Feirense tem muito a ver com a falta do capitão e a influência que ele causa nos restantes companheiros. Jesus tem de perceber definitivamente que, sem o motor em campo, o meio-campo tem OBRIGATORIAMENTE de ter três homens. Teremos de colocar dois a fazer o trabalho de Adrien mas é necessário garantir que o que ele faria sozinho é feito, sob pena de acontecer o que aconteceu nos segundos 45 minutos.

 

Depois, há que contar com o critério do árbitro a alargar sempre que se sente que o Sporting pode tremer, os foras-de-jogo que se vão assinalar para nos impedir de chegar à área e um ou outro golo que pode sempre surgir de um lance fruto ou precedido de uma ilegalidade.

Não, a passividade dos nossos laterais no lance do golo não pode ser ignorada mas também não posso deixar de dizer que o lançamento lateral que dá origem ao golo do Feirense é incorrectamente assinalado contra nós (sim, o Alan Ruiz também recebeu a bola em fora-de-jogo no lance do 2-0).

Durante toda a segunda parte nós dormimos na forma e vivemos dos fogachos de Campbell, parte deles cortados injustificadamente pela equipa de arbitragem (assim de repente, lembro-me de um livre à entrada da área por assinalar e um lance em que Gelson acabaria cara a cara com o guarda-redes, no qual é assinalado um fora-de-jogo inexistente).

 

Há coisas que têm de ser ditas. Frente a uma das equipa mais fracas do campeonato, acabou por ser suficiente jogar apenas metade do jogo mas, frente a 80 por cento das equipas do nosso campeonato, ontem teriam saído 40 mil adeptos tristes de Alvalade, após um resultado que nos atrasaria ainda mais na classificação.

Não aconteceu mas, se há coisas boas a retirar daquilo que se passou nos segundos 45 minutos é que a equipa não vai embandeirar em arco uma boa exibição em metade de um jogo, porque essa boa meia exibição quase não chegou para vencer um dos clubes da cauda da tabela.

Assim, foco e entrega total aos próximos jogos, ou chegaremos ao fim de Janeiro como um candidato a ganhar BOLA.

 

Retire-se o muito que de bom se fez e corrija-se rapidamente o que fizemos de errado. É tempo de encontrar uma forma alternativa de jogar sem Adrien, pois não sabemos quantas vezes isso vai ter de acontecer até ao final da época. Arranjemos um plano B que inclua Palhinha, que tanta falta fez ontem no banco. Potencie-se a qualidade que Alan Ruiz demonstra ter e saúde-se que, finalmente, Gelson tenha um parceiro de ala que possa suprir um jogo menos bom da sua parte. É bom saber que o miúdo não vai ter sempre de levar a equipa para a frente sozinho, mesmo que Campbell tenha os mesmos defeitos que o puto Martins. Depois, por favor, aproveitemos a máquina de fazer golos que é Bas Dost. Se em dois remates o holandês faz dois golos, imaginem se tiver 6/7 oportunidades por jogo. É urgente servir Dost com mais qualidade pois, o resto, ele faz como poucos. Imaginem dois jogadores de corredor que em mais de 100 cruzamentos só acertam com um colega (muitas vezes em más condições) por 30 vezes. Isto acontece e não pode, sobretudo quando muitas vezes há espaço e tempo para fazer melhor.

 

Enfim, venha o Chaves, num duplo confronto marcado para os próximos 10 dias e que venhamos de trás-os-montes com duas vitórias e um sorriso nos lábios.

 

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HÓQUEI / SPORTING CP 3-1 Oliveirense: Vitória fundamental

Há 3 épocas o hóquei do Sporting era uma modalidade autónoma e lutava pela manutenção. Em 2013/14 fomos 9º e só no ano seguinte a modalidade passou de forma oficial para o Clube. Na época 2014/15 vencemos a Taça CERS e fomos 5º no campeonato, muito perto da qualificação para a Liga Europeia. No ano passado (2015/16) conseguimos finalmente dar entrada na elite do hóquei europeu e qualificámo-nos para a prova máxima, após o 4º lugar, tendo disputado também a final-four da Taça CERS.

Este ano a aposta no título é mais séria mas não fomos apenas nós a investir. Todos os rivais directos o fizeram e têm objectivos sérios internamente e nas competições europeias.

 

O erro naquele jogo que nos tirou três pontos na secretaria atrasou-nos de tal forma que dificilmente teremos capacidade para discutir o título. O Benfica tem uma equipa fortíssima e, mesmo com dois jogos por realizar com o eterno rival, continuamos a precisar que eles escorreguem mais do que nós iremos escorregar. E vamos escorregar algumas vezes, podem acreditar.

 

Hoje, a recepção à Oliveirense era fundamental para manter viva a esperança do título mas, mais do que isso, coloca-nos em posição de discutir o segundo lugar que, não sendo um título, nos coloca numa posição dominante na mais forte liga do Mundo. 

Na minha opinião, melhorar esta época a classificação do ano passado, tornará a temporada positiva. Deve ser esse o foco...dar o melhor para ganhar cada jogo e, no final, fazer melhor que no ano passado, em pontos e no seu reflexo na tabela classificativa.

Mas há mais títulos para disputar esta temporada e é aí que devemos ir com tudo. A Liga Europeia começou mal e estamos obrigados a vencer os três jogos que faltam, sob pena de não nos qualificarmos para a fase a eliminar. Averbar três vitórias nesses jogos fará de nós um sério candidato ao título europeu. Porque temos uma grande equipa e porque numa competição por eliminatórias, tudo pode acontecer, como verificámos em 2014/15. Depois, há ainda a Taça de Portugal.

 

Quanto ao jogo de hoje, foi um duelo de grande intensidade. Nem sempre bem jogado mas com duas equipas que se respeitaram e lutaram pelos três pontos. O Sporting esteve a perder 1-0 já no decorrer da segunda parte e teve de correr atrás do prejuízo. Tuco empatou o jogo numa excelente execução, após um lance em que atacámos o último reduto oliveirense em superioridade numérica. De grande-penalidade, Tuco bisou e colocou-nos em vantagem e daí para a frente a equipa soube recorrer aos seus jogadores mais experiente para, não só segurar a vantagem, como dilatá-la. Foi o inevitável Pedro Gil que deitou por terra as esperanças da Oliveirense e colocou em polvorosa os fervorosos adeptos leoninos, que encheram o pavilhão do Futebol Clube Alverca.

Neste momento estamos a oito pontos da liderança mas a apenas três do segundo lugar, posição que dependemos apenas de nós para alcançar.

Para a semana temos uma determinante deslocação a Itália, para defrontar o Forte dei Marmi, na quarta jornada da Liga Europeia. Um resultado que não seja a vitória poderá arrumar por completo com as nossas esperanças de seguir em frente na prova. Será mais um jogo de tudo ou nada, numa série de jogos de elevado grau de dificuldade até ao final da primeira volta do campeonato.

 

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Vitória FC 2-1 SPORTING CP: Será sempre a Taça Lucílio

A medida que Bruno de Carvalho tão bem implementou em 2014/15 devia ter ficado para sempre. A taça da liga, como competição que mancha a verdade desportiva em Portugal (não que as outras não manchem) e terciária que é, devia sempre ser para rodar a miudagem, dar prémios de mérito aos da equipa B e rodar os que não jogam na equipa principal.

Desde o início, o Sporting foi das poucas equipas que tentou valorizar a prova mas aquele episódio na segunda edição acabou com a aura de uma nova competição que pretendia lançar jovens e ajudar à valorização do jogador português.

Poucos terão sido os Sportinguistas que, depois daquilo que Lucílio Batista fez, olharam para esta taça como um troféu ambicionado.

Depois disso já tivemos o "dolo sem intenção" e agora isto.

O único ano em que a taça da liga teve interesse foi quando Gauld se mostrou, no mesmo ano em que Gelson, Podence, Tobias e Wallyson acumularam minutos e momentos que nos mostraram que tinham qualidade.

Uma competição usada para que o Benfica impedisse que o Porto cavalgasse para a frente da tabela total de títulos em Portugal, títulos esses assentes em bases semelhantes aos do Benfica de Vieira.

 

Posto isto, aquilo que se passou ontem em Setúbal foi mais um triste episódio que deveria suscitar a necessidade um momento de reflexão profunda sobre o estado do nosso futebol, sobre como foi formada e financiada a formação desta geração de árbitros e sobre os vouchers que sustentaram o sistema actual até que ele se tornasse autónomo.

Espanta-me que Jorge Jesus se surpreenda com isto, sobretudo por ter vindo de onde veio. Pois é Jorge, visto de outro prisma já dói...já não é limpinho, limpinho.

 

O Sporting jogou mal, fez o suficiente para se qualificar, não passou à fase seguinte e está na hora de voltar a dar a esta competição a importância que ela tem, não esquecendo as lutas pela transparência do desporto em Portugal (sim, isto não se passa apenas no futebol).

 

Domingo volta o campeonato e, até ao final da época, pouco mais do que essa competição se jogará. Não auguro nada de bom para Chaves, na taça de Portugal, até porque bem me recordo como saímos da competição no ano passado em Braga e em 2013/14 na Luz.

 

É o momento certo também para o Sporting perceber se todo o investimento deste ano valeu a pena, ainda mais quando se falharam a maioria das contratações e o estado das coisas em nada se alterou no nosso futebol.

Talvez esteja na hora de despachar os artigos com defeito e fazer regressar a prata da casa, que fará certamente melhor, com mais paixão e entrega e por menos dinheiro. Eles hão-de justificar a aposta e serão depois recompensados por isso, como foram outros. Porque a nossa formação é selo de qualidade e basta olhar para o que de melhor tem o nosso plantel.

Que esta revolta sirva para canalizar as forças para o que resta da temporada. Vamos precisar de estar juntos, unidos e fortes.

 

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SPORTING CP 1-0 Varzim: Faltaram mais golos

Jorge Jesus disse que foi uma exibição razoável. Eu diria que foi boa e teria mesmo sido muito boa com uma eficácia a condizer com a qualidade com que soubemos construir. Falhou o último passe e, quando este entrou, foi a finalização que falhou.

 

O Sporting fez um jogo, como se esperava, de domínio absoluto, com momentos de bom futebol e algumas oportunidades para concretizar mais do que um golo, sobretudo na segunda parte, onde conseguimos desorganizar mais vezes a defensiva do Varzim, sobretudo devido às investidas de Gelson Martins.

 

Por falar em Gelson, se é certo que nem sempre acerta no momento de fazer o último passe, é inegável que vêm dele os momentos de melhor futebol da equipa, sobretudo pela sua capacidade de, individualmente, resolver aquilo que muitas vezes não conseguimos em equipa. Os colegas sentem isso e, num momento que continua a não ser de grande confiança, é vê-los a entregar de forma consecutiva a bola ao miúdo à espera que tire um coelho da cartola. Foi o que fez ao marcar o único golo do jogo, um grande golo que me pareceu fortuito, dado que a intenção parece ser a de cruzar. Voltando às vezes que Gelson é solicitado durante os 90 minutos, é impossível que o jovem extremo não acabe por errar muito, dado que passa o jogo em constantes acelerações e subidas e descidas pelo corredor. Há alguns jogos que é evidente que Gelson faz a última meia hora cansado e isso é culpa da equipa, que o tem "massacrado" por não conseguir resolver as coisas colectivamente. Todos sabemos que o cansaço tira discernimento e a calma que Gelson revelou no primeiro terço da época tem sido atrapalhada nos últimos jogos pelo frenesim com que os colegas o procuram. Foi o melhor em campo e tenho a certeza que voltará a decidir melhor assim que o rendimento colectivo melhore e se torne constante.

 

O resultado escasso não resolve o apuramento, como por exemplo um 3-0 faria. Assim, uma derrota por dois golos em Setúbal coloca-nos fora da competição e, sabendo como são as coisas, não vai dar para facilitar no Bonfim. Se um resultado dilatado nos permitiria rodar quase a totalidade da equipa, o que obtivemos coloca-nos em posição favorável mas ainda em estado de alerta. Teremos de apresentar uma equipa forte em Setúbal, pois ainda há pouco tempo vimos como é difícil vencer lá. Felizmente Ryan Gauld e André Geraldes não poderão jogar e isso tornará os sadinos menos fortes (que regra estúpida que teve de ser criada para combater o chico-espertismo dos encarnados).

 

Termino aludindo às dificuldades que se aproximam. Teremos oito jogos em pouco mais de um mês e seis deles serão fora de casa, onde decidiremos a passagem às meias-finais de ambas as taças e jogaremos a continuidade da luta pela Liga. Precisaremos da segurança defensiva que temos apresentado nos últimos jogos (um golo sofrido nos últimos quatro) e será necessário melhorar ligeiramente a eficácia ofensiva. 1-0 chega mas temos de ganhar margem para vencer mais tranquilamente, afim de evitar dissabores. Ultrapassar esta fase com oito vitórias manterá certamente vivas as esperanças de vencer as três competições que disputamos.

 

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Belenenses 0-1 SPORTING CP: Assim sabe melhor

Era impossível desejar uma equipa que se apresentasse no Restelo tranquila, confiante e assertiva. O nervosismo e ansiedade, embora indesejáveis, eram condicionantes normais num jogo daquela importância. Porque vínhamos de três derrotas nos últimos quatro jogos, uma delas com um rival e outra que nos afastou da Europa. Era isto e mais a revolta perante alguns factos que ajudaram a que essas derrotas se concretizassem. Factores a mais que acabam por resultar num normal jogo em que a lucidez foi quase sempre sobreposta pelo crer, a vontade de fazer depressa e bem.

 

Não foi um bom jogo mas não há nada a apontar aos jogadores. Houve vontade e intensidade, aliada a muita ansiedade.

Melhor a segunda parte que a primeira, onde tentámos resolver mais as coisas individualmente. Mesmo assim, só pode elogiar-se a atitude de Alan Ruiz e Gelson Martins, aqueles que menos se esconderam e mais chamaram a si a responsabilidade durante os primeiros 45 minutos.

Na segunda parte, embora agindo mais como equipa, continuou a faltar acertar o passe no último terço, sobretudo o malvado último passe. 

O número é absurdo mas, acreditem, real. Trinta e cinco (35). Foi este o número total de cruzamentos tentados. Apenas três encontraram como destinatário um jogador do Sporting e isto diz muito da descaracterização actual do nosso jogo, em que os nervos se sobrepõem àquilo que deveria ser o nosso normal comportamento em campo, individual e colectivamente. Todavia, os sete passes para ocasião acabaram com uma eficácia baixa mas suficiente para atingir o objectivo.

 

Porque gostei da atitude de todos, não vou apontar erros nem individualizar negativamente. Todos os erros foram claramente na tentativa de fazer o melhor, o mais depressa possível.

Destaco, isso sim, positivamente, alguns dos jogadores determinantes para que o nosso Natal seja mais alegre. 

Beto mostrou mais uma vez que, não estando Patrício, podemos contar com ele. Foi o melhor em campo e evitou aquele triste fado do leão.

Bas Dost, pelo golo, naturalmente, mas também por não ter desistido após um jogo ingrato.

Esgaio, que num contexto complicado soube pegar no jogo (e foi dos que mais teve a bola) e assumir-se, sem se esconder. Teve uma exibição bem conseguida que merece continuidade.

Alan Ruiz e Gelson, porque foram sempre os maiores factores de imprevisibilidade no jogo (Campbell também, nem tanto pelos mesmos motivos).

William e Adrien, mesmo desinspirados, com erros pouco comuns ou até cansados são sempre garante de qualidade e entrega em todos os momentos do jogo. 

Depois, e para terminar a análise mais individualizada, os três que entraram acrescentaram todos algo ao jogo. Campbell acaba por ser decisivo e é inacreditável como a sua imprevisibilidade desespera, ao mesmo tempo que entusiasma. Nunca se sabe o que vai fazer, se três cruzamentos para a bancada ou três passes para golo, se três fintas ou três perdas de bola. Traz uma anarquia ao jogo que faz dele quase sempre um melhor suplente que um bom titular. Assistiu primorosamente para o único golo do jogo.

 

Termino com o momento do jogo, a maior demonstração de que nada está perdido. Num jogo em que faltou alguma criatividade táctica e técnica, sobretudo no último terço, em que os nervos tornaram o destino dos passes mais incerto e em que parecia que acabaríamos o jogo no tão pouco característico "chuveirinho", é um raro momento de lucidez e boas decisões que termina com Bas Dost a empurrar para o fundo das redes e a festejar com a imensa onda verde que nunca se calou no Estádio do Restelo. Tudo o que tão mal havíamos decidido no último terço, durante todo o jogo, foi bem feito já após o minuto 90. Um momento de alegria que prova que os nossos rapazes sabem o que fazer em campo e nos indica que uma boa série de vitórias trará de volta aquela equipa confiante, desinibida, tranquila e assertiva.

 

Foi difícil mas assim soube melhor. São estas as que eu mais gosto, com sofrimento, à Sporting!

 

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SPORTING CP 0-1 Braga: E agora?

Fora da Europa e a oito pontos do líder da Liga, que objectivos (daqueles mesmo importantes) nos restam? Não vale falar das Taças. Não há Taça que salve a época. Não salvou ao Marco Silva e muito menos salvará a Jorge Jesus.

Temos 3 derrotas na Liga, mais uma do que em todo o campeonato passado. Neste momento, só ganhando todos os jogos poderemos atingir a pontuação da época passada. Sim, temos de ser 100% vitoriosos para fazer um campeonato ao nível do da época passada. Em todas as competições já levamos 8 derrotas e estamos a uma do registo de jogos perdidos no ano passado.

 

Afinal o plantel "retocado" não parece melhor que o do ano passado. Ou então o "cérebro", o homem que pensa toda a nossa estrutura, não está a conseguir melhorá-la e muito menos extrair dos jogadores o rendimento que tiveram no ano passado.

Os reforços, todos trazidos a pedido do senhor 6 milhões, não acrescentam nada (excepção feita a Bas Dost) e temos os mesmos pontos que Marco Silva tinha à 14ª jornada, estando em posição semelhante à que nos encontrávamos nesse tempo.

 

É tempo de fazer algo que o Sporting tem tido pouca capacidade para fazer. Tempo de olhar para dentro e fazer auto-crítica. Apontar num caderninho o que está mal (como fazemos sobre o rival, normalmente no facebook) e traçar um caminho para melhorar.

Nos próximos 6 jogos para a Liga temos 4 fora e sem dúvidas o calendário mais difícil comparativamente ao dos rivais. Porto e Benfica jogarão 4 jogos em casa no mesmo período, sendo que este ciclo de 6 jogos termina com uma ida ao Dragão.

 

Tenho alguns anos disto para saber que uma nova diferença de 4 pontos fará renascer a esperança de muitos. Não vou dizer tacitamente que o campeonato acabou mas é impossível não assumir que quase precisamos de um milagre.

Jesus já provou que pode dar-nos uma qualidade como poucos mas compensarão as virtudes todos os defeitos que teima em continuar a demonstrar? É isto que terá de ser Bruno de Carvalho a decifrar. Deu a Jesus o poder que nenhum teve. Poder esse que Jesus não aceita perder. Está nas mãos do Presidente, do treinador e dos jogadores alterar o estado das coisas.

 

Os adeptos sempre têm apoiado. Estão mais nervosos, apreensivos, exigentes? É normal. Tendo em conta tudo o que se tem passado foi um milagre que os assobios só tenham vindo em força após o jogo. Estamos unidos em prol do Sporting mas não aceitamos (pelo menos eu não aceito) que sejamos nós os únicos a sofrer com isto.

Nem era para dizer nada...não vou analisar o jogo. Foi mau, dos piores da época. Há muito a melhorar e talvez opções na construção do plantel a reponderar.

 

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Vitória FC 0-1 SPORTING CP: Taça é RUUUUUUUUUUI, Rui é Taça

São três, as taças de Portugal que Rui Patrício venceu ao serviço do Sporting e, como um dos mais titulados jogadores de sempre do Sporting nesta competição (admito que possa haver um ou outro com quatro, dada a proximidade das vitórias nas décadas de 40 e 70), não deixou os créditos por mãos alheias e fechou a baliza ainda antes de Bas Dost carimbar o passaporte para os quartos-de-final.

 

O jogo foi difícil, como se esperava e o Vitória Futebol Clube vendeu cara a passagem à fase seguinte da prova. 

Os sadinos entraram bem no jogo, com o nosso Ryan Gauld em grande evidência. Grande qualidade do escocês, a mostrar a Jorge Jesus que podia perfeitamente fazer parte do plantel às suas ordens. Pena os comentários que o nosso treinador fez sobre o escocês no final do jogo, pouco ou nada encorajadores ao seu regresso.

Quem também entrou bem ao serviço dos sadinos (talvez enganado pelos tempos que passou ao serviço do Vitória) foi Rúben Semedo que, de forma algo "dormente" começou por ameaçar que estava "naqueles dias" e mais tarde ofereceu ao adversário a sua primeira oportunidade do jogo.

 

RUUUUUUUUUUUUUI!...ouviu-se no Estádio do Bonfim. Patrício estava lá para se assegurar que o #RumoAoJamor é para levar a sério.

 

Aos 15 minutos, penalti por assinalar a favor do Sporting. Mais uma braço na bola, dentro da grande área que não é sancionado e já perdi a conta aos penaltis por assinalar esta temporada em lances de mão/braço na bola.

Cinco minutos volvidos e mais um penalti, desta vez assinalado, sobre Bas Dost. Chamado à conversão, Adrien não bateu Trigueira e na recarga, com a baliza escancarada, acertou em cheio no redes sadino. Inacreditável!

 

Adrien ensaia remate ao ângulo mas Trigueira volta a dizer "presente" com uma bela defesa para a fotografia. 

Quem voltou a ficar bem na foto foi o nosso Rei; Gauld ganha uma segunda bola à entrada da nossa grande área, aparece frente a Rui Patrício e, adivinhem...

 

RUUUUUUUUUUUUUI!...parecia ainda o eco da primeira defesa. Patrício segura o nulo e volta a avisar que o jogo é para ganhar.

 

Intervalo e o Sporting regressa para o segundo tempo mais decidido, focado e concentrado.

Não foi um jogo com muitas oportunidades claras criadas mas felizmente Bas Dost teve a eficácia que faltou no último jogo.

O Sporting controlou muito melhor o jogo a meio campo e dominou o encontro nos segundos 45 minutos. Vitória justa e parabéns ao Vitória, que foi um digno vencido. Pena a lesão de Gauld, que forçou a sua substituição. Espero que não seja nada de grave.

O caminho para o Jamor continua e espero receber o Benfica em Alvalade na próxima eliminatória.

 

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Benfica 2-1 SPORTING CP: Culpas repartidas

Entre o desperdício dos nossos e as mãozinhas dos outros estará o motivo da derrota de ontem. E se já teria sido injusto sair da Luz só com um ponto, perder o jogo é um golpe duro e difícil de digerir. Mais difícil se torna quando assistimos a uma arbitragem que nos dificultou ainda mais a tarefa e nos tirou algumas possibilidades de ser felizes.

 

O domínio foi claro. Algo consentido pois, Rui Vitória, sempre que defronta o Sporting, monta a equipa para jogar em transições rápidas, valendo-se de uma união e entreajuda que, é inegável, os encarnados têm. Foi uma exibição tão avassaladora quanto a do ano passado, que peca por não ter tido a eficácia demonstrada a 25 de outubro de 2015. Com o aproveitamento demonstrado no duelo da temporada anterior, facilmente teríamos marcado a diferença entre aquilo que é a identidade de jogo e a qualidade dos dois conjuntos.

 

Começo por nós, pelo que fizemos e deixámos por fazer. Orgulha-me a forma extenuada como vi William e Adrien terminar o jogo. É pelo exemplo que dão em campo que granjeiam apreço da esmagadora maioria dos Sportinguistas. William com mais qualidade nas suas acções do que Adrien mas ambos a personificar o lema do nosso Clube. Excelente o nosso Rui Patrício a segurar a vantagem mínima antes do intervalo e entusiasmante a entrada de Campbell no jogo de ontem (pena que não seja sempre assim). Brilhante, o puto Gelson. Pensa o jogo com cada vez mais critério e dá neste momento a todos uma lição de maturidade a cada jogo. Menos decisivo mas não menos preponderante em toda a manobra colectiva.

 

Depois a parte menos boa. As nossas laterais demonstraram mais uma vez a sua fragilidade, sobretudo a esquerda. A forma como Marvin (não) controla Salvio à distância no lance do primeiro golo é inadmissível, sobretudo quando parte para o lance com total controlo do espaço. O argentino só finaliza porque o holandês "dormiu na forma".

No lance do segundo golo, culpas mais repartidas. Entre Ruiz (que obrigou William a ter de sair do meio para tentar cobrir a falha de marcação a Nelson Semedo), Marvin (que mais uma vez foi demasiado passivo, desta vez a fechar a linha de passe) e João Pereira (que se deixou antecipar pelo mexicano) estão encontradas as razões para o avolumar do resultado, num momento em que até poderíamos estar na frente.

Tenho de falar em Bas Dost. Pode parecer injusto, pois o holandês mostrou qualidade no jogo sem bola, exporando bem a profundidade, enquanto alternava com o apoio frontal aos colegas mais recuados mas, para um matador, tem de ser mais eficaz. Sem querer levantar fantasmas, até porque acho Dost pelo menos ao nível do seu antecessor, não tenho dúvidas que Slimani marcaria pelo menos uma das oportunidades que o holandês desperdiçou.

Por fim, Jesus... Já não é a primeira vez que não entendo a leitura que o "mestre" faz do jogo, com consequências que depois se verificam em erros de juízo na hora de trocar um jogador por outro. Entendo a confiança de Jesus em Bryan Ruiz, na sua inteligência e capacidade para gerir como poucos os ritmos de jogo mas este Ruiz não é o melhor que já vimos, ao contrário de Bruno César, que tem mostrado o melhor de si desde que chegou. Também a saída de Dost nos minutos finais não se percebe. Não quando o jogo directo poderia ser tudo o que nos restava. A troca de avançados facilitou a gestão dos últimos minutos ao adversário. Quanto aos que entraram, não é justo culpar Jesus pelo rendimento de Alan Ruiz, por exemplo. A intenção era a melhor e até a percebi. Simplesmente o argentino não correspondeu. Se temos cérebro a montar a estratégia e ideia de jogo, muitas vezes temos falta dele durante os 90 minutos.

 

Por fim, mas não menos determinante, a gestão do jogo de Jorge Sousa. Dualidade de critério em lances idênticos, que resulta num número díspar de faltas cometidas por ambas as equipas, falta de critério na análise dos lances de mão dentro da área e um conjunto de faltas no meio campo encarnado por assinalar, com aquela de Luisão sobre Adrien "à cabeça".

Se no lance de Pizzi posso até dar o benefício da dúvida, dado o ressalto em Lindelof, o mesmo não posso fazer na acção deliberada de Nélson Semedo para cortar a bola com o braço direito. Fica pelo menos uma grande penalidade por assinalar, num momento em que o Sporting poderia ter aproveitado para empatar antes do intervalo e, nestes jogos, a análise correcta destes lances pode ser determinante para um justo desfecho dos mesmos. Vídeo-árbitro, precisa-se!

 

São cinco pontos, os mesmos que tínhamos de atraso há uma semana. Está mais difícil mas há muito jogo pela frente. Venha o Vitória sadino, que a Taça é um dos objectivos da época.

 

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Legia 1-0 SPORTING CP: O impensável aconteceu

Tenho passado o dia a tentar não pensar nisto. A eliminação das provas europeias é um fracasso total. Não só da equipa como de todo o planeamento desta época. Todos os reforços que chegaram vieram com a intenção de nos dotar da capacidade de sermos fortes em todas as frentes. O resultado é um fracasso total na Europa que, embora com bom futebol em parte da competição, não atinge os objectivos mínimos: a continuação numa das provas da UEFA.

 

Não vi a primeira parte que, segundo consta, foi bem pior que a segunda.

Confesso que vi uma equipa com vontade de inverter o rumo dos acontecimentos na segunda parte mas a maioria dos jogadores fizeram-no com uma intranquilidade que os impossibilitou de mostrar qualidade.

Sobraram Gelson e Rui Patrício, os únicos que actuaram ao seu melhor nível.

 

Não vou esmiuçar mais nada. Não marcar um golo a uma equipa que esta época, em todas as competições, sofreu 54 golos em 32 jogos é inadmissível. Uma equipa mediana, bem abaixo dos adversários mais exigentes do nosso campeonato, devia ser um "doce" para nós. Em vez disso, deixa-nos um amargo de boca e a certeza que se acabou a margem de erro e tolerância.

Resta a Jorge Jesus ser campeão nacional e a Bruno de Carvalho repensar o projecto do futebol, onde nem sempre o investimento acompanha a produtividade.

 

Temos uma Academia cheia de qualidade e talvez seja melhor olhar para dentro (a todos os níveis) do que para fora.

Venha o Benfica e a liderança do campeonato, sob pena das coisas se complicarem para todos nós.

 

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SPORTING CP 2-0 Vitória: Correu tudo tão bem que até a chuva deu tréguas

Um dia de dilúvio em Lisboa, que parou para o Sporting jogar, nunca poderia terminar mal. 

Os adeptos agradeceram a São Pedro e os jogadores agradeceram aos adeptos, presenteando quem esteve no Estádio ou viu pela TV com uma exibição de qualidade enquanto foi preciso.

 

No final do primeiro tempo o resultado peca por escasso. Por culpa de Bruno Varela e de Rui Costa. O guarda-redes do Vitória porque antes dos trinta segundos já tinha negado o primeiro golo e o árbitro da partida porque anulou a Bas Dost um golo perfeitamente legal.

Na segunda parte, jogámos o suficiente para manter o adversário sob controlo e até para avolumar o resultado, algo que acabou por não acontecer.

 

Não vi o jogo com a atenção que desejava e não tive tempo para rever, por isso, do que observei com mais atenção, vi sobretudo um Gelson que mete respeito aos melhores laterais do Mundo e que nada fica a dever aos melhores na sua posição. O miúdo é "top" e um caso sério de maturidade precoce, inteligência e controlo emocional.

Mais um jogador de classe Mundial formado em Alcochete, não tenho dúvidas disso. Em jogos como este, em que os melhores laterais do Mundo nem estão presentes, é dar-lhe a bola que o miúdo resolve. 4 passes para ocasião (quase sempre flagrantes), 100% de acerto nos cruzamentos e uma assistência (já leva 6 na Liga, onde lidera este dado estatístico) dizem bem do perigo que representa.

 

O mais importante foi assegurado. Três pontos que nos levarão à Luz com a possibilidade de passar para a frente da classificação, sabendo que o único resultado a evitar é a derrota, porque nos afasta do lugar mais importante.

Agora, venham os polacos, espero que assegurando a presença na Liga Europa.

 

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Boavista 0-1 SPORTING CP: Três pontos muito importantes

Uma vitória à Sporting. Sofrida, sem necessidade disso. Duas bolas nos ferros e aquela atracção pela tragédia que, felizmente, não se consumou. 

Boa primeira parte, segunda parte mediana mas a verdade é que prefiro assim. Uma vitória suada saberá sempre melhor que uma goleada. É assim o Sportinguista. Temos o coração treinado para o pior e um jogo com emoção é sempre melhor do que um jogo sem história. Nem todos concordarão, eu sei. Mas já dei comigo entediado em goleadas (algumas delas com excelente futebol) e entusiasmado com vitórias tangenciais, com momentos de arrancar os cabelos.

No fundo, sabe-me bem vencer, sabendo que o adversário tudo fez para que isso não acontecesse (e olhem que isto não acontece em todos os campos). Num jogo do Sporting, nada nos é dado de mão beijada.

 

Ontem, fruto de uma boa entrada no jogo, depressa colocámos as redes do Boavista em perigo. Dost, depois de acertar no poste, após boa jogada com Campbell, fez o único golo do jogo após brilhante jogada individual de Gelson que, sozinho, criou o golo. Bas Dost fez aquilo para que o contratámos e que o próprio já afirmou ser a sua obrigação em lances como aquele. Atirou a contar e estava feito o mais difícil num dos mais duros campos deste campeonato.

Campbell, a surpresa do onze, acompanhou Bas Dost no ataque e, tal como os restantes que têm desempenhado esta função, não me convenceu que está encontrada a solução para o lugar. Talvez possa ser mais efectivo do que os que o antecederam mas ainda não é bem aquilo, tal como Jesus confirmou na flash e na conferência de imprensa. Com dois avançados que não parecem ser opção para o lugar e com o costa-riquenho a assumir a pole-position (veremos por quanto tempo), dou por mim a pensar se não poderia ser Mané a acompanhar o holandês.

 

O intervalo chegou com o Sporting em vantagem mas não sem antes apanhar um susto. Após uma bola que sai pela linha final (aposto que a maioria nem reparou). Patrício não segura o esférico e acaba por proporcionar uma situação de finalização aos da casa. Felizmente o remate saiu por cima.

Importante dizer que, para não variar, o Sporting chegava a meio do jogo com dois jogadores amarelados sem que em nenhum dos casos se tenha percebido porquê.

 

Na segunda parte o Boavista entrou melhor e soube condicionar mais o nosso jogo, sem que daí tenha vindo grande perigo para a baliza de Rui Patrício. Ainda assim, a melhor oportunidade do segundo tempo foi mais uma vez criada por Gelson mas desta vez finalizada por Bruno César que, de fora da área, atirou à barra.

 

Entrados nos últimos 10 minutos, já começava a ficar nervoso. Era o período crítico e Veríssimo estava a mostrar-se. Vendo que as faltas e faltinhas inventadas no meio campo leonino não estavam a resultar, resolveu expulsar injustamente e incompreensivelmente Rúben Semedo que, fazendo falta, não coloca minimamente em risco a integridade física do jogador do Boavista.

Felizmente, o Sporting foi mestre a gerir os últimos minutos do jogo. Com a mesma receita em Guimarães e Madrid, podíamos estar hoje bem melhores do que estamos.

 

Dizer, para terminar, que Gelson é hoje o melhor jogador do Sporting, o mais influente e mais decisivo da equipa. Um verdadeiro craque! Foi novamente o melhor em campo e está em grande forma. 

Foi bem secundado por Bas Dost (o segundo melhor em campo), William e Coates. Num plano idêntico mas mais discretos, destaco Adrien, Bruno César e Zeegelaar. Os restantes estiveram "assim-assim", sendo que João Pereira me parece sempre bem melhor que Schelotto.

 

A noite acabaria por terminar da melhor forma, com Uri Rosel e Domingos Duarte a ajudarem a travar o Porto, deixando assim o Sporting sozinho na vice-liderança.

 

Venham o Arouca e os Pinho a Alvalade, de onde espero que saiam goleados para a Taça da Liga, na próxima 4ª feira.

 

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Falta só um jogo para o objectivo da final-four da UEFA Futsal Cup

Só há uma forma de respeitar o adversário...dando sempre o máximo.
Foi isso que o Sporting fez diante do Târgu Mures. Resultado? 16-1...e podiam ter sido muito mais, pois estavam 3-0 ao intervalo.
Nunca se diz de um adversário "a estes damos quantos quisermos". A tónica é sempre a de que "vamos dar quantos conseguirmos".
O respeito pelo adversário dá ao mesmo poder de encaixe sobre o resultado e tornará a luta sempre leal.
Foi o que aconteceu...um Sporting a procurar o golo desde o primeiro segundo e os romenos a fazer o possível para não ver o resultado avolumar.
Objectivo cumprido!
Vamos para o jogo decisivo na frente e a poder jogar com dois resultados, sabendo que só com o mesmo respeito de ontem, procurando ganhar, seremos bem sucedidos.

 

Fiquem com o resumo:

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SPORTING CP 1-2 Real Madrid: Mais uma vez o mesmo filme

Foi um pouco como aqueles filmes excelentes, com um bom enredo e actuações brilhantes dos actores mas que o guionista teima em matar o protagonista, o bom da fita, a personagem mais importante no final. Fica um sabor agridoce. O filme foi bom mas acabou mal...pela quarta vez.

Foram quatro jogos com os favoritos do grupo onde o Sporting demonstrou armas de igual valor para discutir os resultados mas onde a menor eficácia e o menor aproveitamento do erro alheio nos conduziu ao pior dos resultados.

 

Não há nada a apontar à exibição, entrega e determinação dos nossos jogadores ontem, como já não tinha havido nos jogos anteriores com Real Madrid e Borussia de Dortmund. Com adversários destes estamos sujeitos a sofrer um golo em qualquer momento e quanto mais espaço lhes dermos, mais sujeitos estamos a dissabores.

Voltámos a criar situações ofensivas suficientes que justificassem um resultado melhor mas, por más decisões, acabámos por finalizar mal ou entregar em más condições o último passe. Sim, porque uma boa situação de golo não é apenas a bola que vai ao poste ou que o guarda-redes sacode com uma grande defesa. Uma boa oportunidade de golo é uma jogada que coloca em boa posição o indivíduo com a responsabilidade de decidir o que fazer ao chamado "último passe". Aqui chegados, é uma questão de decisão. Ou decides bem e uma boa oportunidade tem maior possibilidade de êxito ou uma má decisão pode deitar por terra um conjunto de boa decisões/movimentações.

 

O não aproveitar daquele erro de Sérgio Ramos diz bem daquilo que é a nossa capacidade de decisão, algo que muitas vezes tenho observado em jogos anteriores e que começo a identificar a causa. A criatividade táctica que tanto fala Jorge Jesus traz imensos benefícios à dinâmica da equipa mas, na maioria das vezes, anula um dos factores mais aleatórios e decisivos do futebol: a criatividade individual.

Ao quase castrar a criatividade individual em prol da dinâmica colectiva, Jesus tira trunfos aos jogadores, sobretudo aos mais talentosos e que têm mais capacidade para arriscar muito no 1x1. Ontem, durante toda a segunda parte, não sei se devido a cansaço ou em exclusivo à tal "castração criativa", foi raro ver Gelson arriscar no confronto individual, quando parecia claro que a equipa poderia daí retirar muitos benefícios, até porque Marcelo tinha um cartão amarelo.

 

Extrapolei para uma análise mais global e que identifica um problema não exculsivo do jogo de ontem pois fizemos efectivamente mais um bom jogo em que foram os detalhes a resolver. E em jogos de detalhe, o que eu frisei não me parece descabido.

Particularizando, vimos mais uma exibição quase imaculada de Coates, um William ao seu melhor nível, um Adrien a dar à equipa aquilo que ela precisa e um Gelson maduro, que continua a ser o nosso melhor criador. Os restantes, todos esforçados (nem tanto alguns dos que entraram) e com um a destacar-se; João Pereira devia ter tido cabeça fria. Depois de uma exibição tão bem conseguida e num momento em que se percebia que podíamos encostar o Real às cordas aquela atitude deitou tudo a perder. Claro que não é uma agressão "à Materazzi" mas custa-me ver Sportinguistas ignorar uma mão evidente no tronco de Kovacic que, pese embora a impossibilidade de medir intensidade, existiu. João Pereira é bem expulso e colocou em causa o plano para o assalto final à baliza de Navas.

 

Agora resta concentrar no campeonato, sem esquecer que teremos depois de ir a Varsóvia buscar um resultado que nos permita manter-nos nas competições europeias, sem esquecer a "obrigação" de voltar de lá com mais três pontos.

 

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SPORTING CP 3-0 Arouca: O leão voltou

Nas últimas semanas assisti a muitas tentativas de desculpar a fraca performance do Sporting, muitas tentativas de menorizar a crítica, mesmo que esta fosse construtiva. Vi até menorizar a ausência de Adrien, numa tentativa de valorização de outros dos nossos "activos" menos capazes que o nosso Capitão.

Não há que ter medo das palavras. Há um Sporting com Adrien e um Sporting sem Adrien. Com ele, somos o verdadeiro. Sem ele, entregamo-nos à sorte de poder ser o verdadeiro, num dia bom, ou uma cópia made in China.

Adrien Silva melhora a equipa porque, para além do que dá ao jogo, potencia cada um que está à sua volta.

Pode parecer exagerado mas o Sporting "regressa" numa exibição mediana do seu capitão, onde até falhou um penalti (algo que raramente acontece).Imaginem agora com um Adrien em forma e a jogar ai seu melhor nível...

 

Até o goleador voltou. O simpático holandês, que substituiu o raivoso argelino, continua a fazer-nos felizes e já é um dos meus favoritos. A sua humildade e frontalidade conquistaram o meu apreço e respeito.

 

Quanto a Campbell, bela exibição. Mesmo sem ser um craque e tendo alguns problemas na definição dos lances (que Gelson já revela em menor número), está a anos luz de Markovic.

 

Já que falei em Gelson, sem deslumbrar, o pior que posso dizer dele é que fez um bom jogo. Revela uma maturidade assustadora para alguém com a sua idade e empresta qualidade em cada uma das suas acções. A ala direita funciona muito melhor com João Pereira, precisamente porque beneficia de dois jogadores muito inteligentes e fortes na leitura do jogo. Gelson é um caso de estudo para todos os miúdos da formação, um modelo a seguir e João Pereira é, sem dúvida, o seu melhor complemento neste plantel.

 

Termino a análise individualizada a falar de William. Parece que esteve uns furos abaixo porque falhou alguns passes (7, para ser mais preciso - 4 longos e 3 curtos) mas foi dos que mais beneficiou com o regresso de Adrien. Voltou a estar ao seu nível e fez 95 tentativas de passe...mais 36 que o segundo da hierarquia (Adrien). Acertar 91.6% de quase uma centena de passes é um dado estatístico assinalável, não ao alcance de qualquer médio do Mundo. Fazer isto de forma consistente, como ele faz, muito menos.

 

Resumindo, o Sporting não fez um jogo brilhante. O adversário era fraco. Entrámos bem mas adormecemos no restante da primeira parte, à sombra de um golo madrugador, quase ignorando os fantasmas que tanto nos fazem sofrer no José Alvalade.

Felizmente, entrámos para a segunda parte como para a primeira e só não demos um cabaz aos de Arouca por mera ineficácia.

 

Sinal positivo para mais uma casa acima dos 40 mil espectadores, bitola mínima para o apoio a uma equipa que se quer em crescendo daqui para a frente.

 

Termino esta crónica dizendo que assobiar jogadores do Sporting no final do jogo é sinal de insatisfação (mesmo que não agrade a todos). Fazê-lo antes de um jogador entrar em campo é estúpido e devia ser premiado com uma lambada nos queixos. Se joga no Sporting, é para apoiar, mesmo que não se goste. Se joga mal, expressem a insatisfação após a prestação do jogador.

 

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Dortmund 1-0 SPORTING CP: muda-se o esquema, mantem-se o resultado

Estou entre o desiludido e o resignado.

Porque, mais uma vez, mostramos unhas para tocar esta viola mas acabámos com o mesmo resultado de sempre. Custa ver que a equipa se esforçou, aqui e ali demonstrou qualidade, mas continua a não conseguir ter a eficácia que lhe permita bater equipas de outro nível, com outros orçamentos.

Desiludido pelos resultados e resignado ao ver voltar a pairar o espírito do "algo vai correr mal", em detrimento do "há tudo para correr bem" do ano passado.

 

As alterações ao figurino da equipa, promovidas por Jesus, funcionaram para o jogo de ontem, podem funcionar em mais um ou outro, mas não creio que tenhamos efectivamente ganho uma nova abordagem ao jogo, sobretudo porque não vi nesta a qualidade e intensidade que vi em Madrid, por exemplo.

Talvez nos permita resguardar mais os laterais mas, com o regresso de Adrien, há a esperança que tudo volte ao normal.

 

O jogo teve ingredientes próximos do jogo em Lisboa, na jornada anterior. Eficácia dos germânicos e dificuldades em desfeitear Bürki da nossa parte.

Mesmo razoavelmente satisfeito com a exibição e agradado com a atitude da equipa, não deixa de ser mais uma derrota, que agudiza a nossa série negativa para 4 jogos sem vencer.

 

Na verdade, em termos continentais, a prestação deste ano não difere muito da do ano passado, com a atenuante de, este ano, estarmos na Champions e termos adversários de inegável valia. Há um ano, estávamos prestes a averbar a terceira derrota da temporada (no desastre de Skenderbeu), todas elas na Europa, tantas como as que temos este ano nas competições europeias.

Virando agulhas para o que interessa, é no campeonato que temos mesmo de melhorar muito. Este desfecho na Champions era previsível, embora tenhamos mostrado que podíamos fazer frente aos "tubarões". Não estamos ainda afastados mas não acredito que o consigamos, embora espere duas vitórias nos jogos que faltam, afim de assegurar uma pontuação digna e a irremediável presença na "malfadada" Liga Europa, onde espero mais do que aquilo que fizemos no ano passado.

 

Venha o Arouca e venham os bons resultados. Os Sportinguistas voltarão a marcar presença e fazer sentir apoio, como ontem voltaram a fazer na Alemanha. Precisamos que vocês puxem também por nós.

 

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SPORTING CP 1-1 Tondela: Foi mau, mas não deixou de ser especial

Poucos são os jogos onde o resultado não é o mais importante. Ontem era apenas a cereja no topo do bolo.

Não lhe quis dizer onde íamos. O miúdo tem a mania de, por vezes, ser do contra e não queria criar e muito menos defraudar expectativas. Disse-lhe que íamos passear e prometi (não sabendo de conseguiria cumprir e corresponder às tais expectativas) que ele ia gostar.

Adormeceu no caminho e, sabendo eu que a hora de descanso dele é sagrada, não o acordei quando chegámos. Assim, fiz-me ao caminho com ele ao colo, a dormir, enquanto eu arfava e suava, que ele já não pesa assim tão pouco.

 

São apenas 3 anos. Neste idade, são uma caixinha de surpresas. Pode correr bem mas há sempre tudo para correr mal (tão à Sporting!). Acordou ao chegar ao Estádio. Não percebeu bem onde estava e foi acordando, lutando contra a vontade de descansar mais um pouco. Os petardos nas imediações do Estádio (que "divertimento" parvo) deixaram-me na expectativa de uma birra e um pedido para voltar para casa. Assustou-se, choramingou mas, vendo à frente o Alvaláxia, pediu para entrar à procura de abrigo.

 

Um leão não desiste à primeira e seguimos para a Loja Verde (que de bom só tem o facto de ser a nossa, tais as limitações e insuficiências). Felizmente, aos olhos ingénuos de uma criança, deu para soltar um "Wow". Ficou impressionado e dei-lhe carta branca. "Podes escolher o que quiseres" (ao mesmo tempo que rezava para que não estourasse o orçamento nos objectos mais caros).

 

Escolheu uma bola, logo ele que nem liga muito ao futebol. Fê-lo convicto e nem outras sugestões o demoveram (pelo menos foi mais poupado do que eu esperava). A escolha tinha um propósito, que explicarei mais à frente. Seguimos para o Estádio, pois não fui com a antecedência que queria.

 

Depois da revista, a bola do puto foi barrada à entrada. Tinha de ficar cá fora e mandei o meu pai ir guardar à porta 1, onde há um gabinete para o efeito. Nada que demovesse o meu jovem leão. Era hora para subir (a bola podia esperar para levar uns pontapés) e nem dava para olhar para trás.

 

A reacção dele ao vislumbrar o interior do Estádio não dá para explicar. Impressionado mas com uma espécie de naturalidade de quem sabe da grandeza do nosso Clube, de quem encontrara ali exactamente aquilo que esperava. Um olhar perdido, de quem tentava absorver tudo, de tal forma que nem percebeu que o alertava para o local onde se encontrava o Jubas. 

 

"Pai, olha ali. É o Jubas!" Percebem?...claramente, ele esteve no mundo dele nos minutos anteriores. A Marcha do Sporting acompanhada com palmas (espontâneas, que fiz questão de o deixar viver a experiência sem a pressão de ter de fazer isto ou aquilo), "O Mundo Sabe Que..." às cavalitas, murmurando a terminação das palavras que conseguia apanhar, enquanto mirava o mar de cachecóis verdes-e-brancos.

 

Começa o jogo. A atenção dele prende-se durante os primeiros 20 minutos, não no jogo em si mas nos pormenores do mesmo que lhe chamaram à atenção. Palmas ao som do tambor das claques, vivas ao Sporting e mãos na cabeça quando Gelson atirou ao poste. Parecia perfeitamente integrado.

 

O resto do jogo passou-se, entre momentos de maior atenção e outros em que resolveu explorar o espaço do nosso Estádio, que agora é também o dele. Interagiu com colegas de bancada, que de acanhado não tem nada, comeu ao intervalo e nem percebeu a impaciência dos que, à sua volta, se mostravam insatisfeitos com a "experiência".

 

Para ele, tudo correu bem. Festejou o golo como se tivesse sido o único da noite e eu acabei por não sair com a azia esperada. O resultado positivo teria mesmo sido apenas a cereja no topo do bolo. Não aconteceu mas o mais importante correu melhor do que eu esperava. O baptismo correu bem.

 

No regresso, explicou-me que podíamos partilhar a bola e não fomos para a cama sem dar uns toque juntos. Depois, percebi eu, que só escolheu este presente para que o pai pudesse desfrutar daquilo que tinha perdido... Há umas semanas contei-lhe que, em criança, havia perdido uma bola do Sporting, a minha preferida. Ele não se esqueceu, foi generoso e quis partilhar o presente comigo.

 

O que podia pedir mais? A vitória? O cérebro que resolva, que é para isso que lá e que ganha o que ganha. Sem bazófia e com mais trabalho que, mesmo desatento, não deixei de observar tudo o que não fizemos e que era nossa obrigação termos feito.

 

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SPORTING CP 1-2 Borussia Dortmind: Dizem que faz mal acordar tarde

Jorge Jesus levou demasiado a sério a condicionante de não poder estar no banco, de não ser ele o treinador em jogo, ontem. Tanto que resolveu abster-se de controlar aquilo que podia: o onze inicial.

Chega de tentar provar a alguém que Markovic é jogador para o Sporting. Não era grande jogador no Benfica e mesmo o nível que apresentava na altura está longe de ser atingido agora. Comparo-o a um rapaz que jogou comigo nos escalões de formação...corria que se fartava, era mesmo rápido, tão rápido que não fazia conta com os adversários e até se esquecia dos limites do campo. Assim é o sérvio. Um cavalo selvagem, daqueles impossíveis de domar...muito menos para um treinador que tanto privilegia a táctica.

Depois, tivemos uma agravante. Markovic no onze não seria tão mau se fosse a única adição ao nosso melhor onze mas, sem Adrien e com Elias no seu lugar tudo muda. Elias não tem a intensidade, cultura táctica ou capacidade de recuperar bolas de Adrien, e isso nota-se ainda mais quando os adversários ali chegam em superioridade numérica. Não vou mentir, Elias era dos jogadores que menos gostava aquando da sua primeira passagem por Alvalade. Nunca lhe vi qualidade para nos ser útil e mantenho a opinião.

Depois...jogámos com o pior dos dois laterais direitos e o esquerdo não teve a preciosa ajuda de Bruno César (sim, são precisos três para tapar o ror de falhas que tem durante um jogo). Semedo e Bryan não chegaram para as encomendas naquela ala esquerda, de tal forma que Bryan nem ofensivamente se fez notar.

É demasiado para que se possa ser bem sucedido e, por isto, demos 45 minutos de avanço e actuamos com jogadores em sub-rendimento porque se nota que não há a mesma confiança e rotinas com os citados, quando comparados com as opções mais fiáveis.

Sim, parece fácil falar depois mas...Jesus parece ter embarcado na conversa dos pasquins, que davam o Dortmund como debilitado. Estava menos forte mas, ainda assim, tinha uma equipa com intérpretes de respeito.

 

Tudo isto é apenas a minha verdade - aceito outras diferentes da minha - mas torna-se ainda mais frustrante pois tenho ideia que, sem inventar, teríamos boas hipóteses de ter arrecadado pontos, quem sabe os três.

Basta ver como tudo mudou assim que saíram Elias e Markovic. É certo que o Dortmund estava mais desgastado mas eles tremeram porque nós ganhámos confiança e isso explica-se, em parte, com a "não presença" dos elementos desestabilizadores do "sistema".

Nesse período, em que asfixiámos os alemães, podíamos ter empatado. Em menos de 5 minutos. Isto dá que pensar. Mesmo que os germânicos também tenham perdido boas oportunidades para marcar, com o mal dos outros estou eu bem. Podíamos ter aproveitado o desperdício do adversário mas fomos solidários com eles. Quem sofre é o adepto.

 

Isto tudo leva-me a pensar e questionar se não seriam os dispensados da nossa formação, bem como os que têm sido sistematicamente preteridos, opções mais válidas que as tais mais-valias que contratámos. É que alguns, "como diz o outro" mais valia não terem vindo.

Resta esperar que Jorge Jesus recupere desta "apneia" e se mantenha acordado sempre que dele precisarmos nesse estado. É que os serviços mínimos para este ano, são o título nacional. Não por impaciência ou imposição mas porque o egocentrismo do "mister" e a qualidade que tanto apregoa e lhe reconheço não é apenas para ser debitada em conferências de imprensa mas sim provada em campo.

 

Para terminar, e porque não foi tudo mau. A exibição de Gelson e a segunda parte de William provam que não há melhor que a prata da casa.

 

Venha o Tondela e nem preciso dizer o que queremos.

 

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Será o primeiro milho para os pardais?

Percebo que Nuno Dias queira um Sporting igual a si próprio sempre mas acho que está na hora de perceber que, para além dos tais detalhes que por vezes decidem o vencedor, há que ter um plano B (que não passe única e exclusivamente por jogar em 5x4) para abordar os derbies.

Não, o Sporting não merecia perder. Foi mesmo melhor ao longo de todo o encontro, porém, não foi eficaz. E nestes jogos é a capacidade de meter a redondinha lá dentro que faz a diferença.

Isto nem é bem uma crítica a Nuno Dias. É de louvar que o treinador acredite e seja fiel à sua forma habitual de jogar mas, o Benfica de Joel Rocha não é. Usam uma estratégia para os jogos com o Sporting, totalmente diferente da sua forma habitual de jogar. Fazem-no porque Joel Rocha sabe que não tem capacidade para, estrategica e tecnicamente, discutir o jogo de igual para igual. Porque tem noção que o Benfica nos é inferior.

Porém, essa noção de inferioridade e a estratégia adoptada em cada derby, onde nos dá toda a iniciativa de jogo para jogar apenas e só no nosso erro, dá-lhe uma vantagem importante. A margem de erro do Sporting fica sempre bastante superior à do rival. Porque tem sempre a bola, porque assume uma linha defensiva alta e porque pressiona à saída da área adversária. Assim, fica mais exposto a errar passes e a encontrar-se desposicionado a cada transição rápida do rival (e é quase sempre assim que sofremos os golos).

Desde que Nuno Dias treina o Sporting, nunca um treinador rival contrariou tantas vezes a nossa clara superioridade.

Não acreditam?

 

Antes de Joel Rocha (2012/13 e 2013/14), Nuno Dias tinha ganho 6 dos 9 jogos ao Benfica. Após a chegada de Joel Rocha (2014/15, até hoje), o Sporting venceu 6 jogos, empatou 4 e perdeu 7.

No fim, e apesar do Sporting acumular mais títulos nos últimos dois anos, há um campeonato nacional para cada lado.

Fiz este apanhado para aqueles que afirmam que, a jogar assim, o Sporting estará mais vezes perto da vitória do que da derrota. Na teoria, até pode ser mas a prática mostra que o saldo dos derbies até nos é desfavorável.

 

O Nuno Dias não me lê e percebe mais de futsal a dormir que eu acordado mas, acredito que, se em certos momentos do jogo dermos a bola ao Benfica, os jogos terminam quase todos com uma vitória verde-e-branca. Não falo de adoptar a estratégia que Joel Rocha usa contra nós mas apenas de jogar com as probabilidades, dando mais a bola ao rival que, naturalmente (pelo menor conforto que demonstra em posse), passará a errar mais e a proporcionar-nos mais oportunidades de golo em desorganizção defensiva. É que o Sporting pode rematar 40/50 vezes num jogo com o Benfica que nem sempre isso é significado de oportunidades de golo claras. Com a defensiva oposta organizada, é natural que rematemos mais mas é também normal que soframos maior e melhor oposição. Reparem que, mesmo nos jogos em que vencemos, nem sempre a nossa eficácia é elevada.

Posto isto, quero o mesmo Sporting de sempre para esta época, mas com um plano B para os jogos decisivos com o rival. Nada de alterar a nossa matriz de jogo mas temos de ser mais matreiros e estrategas. Se o formos, acredito que nem grande luta darão.

 

Uma nota final para o pivot encarnado, que marcou os 3 golos do rival. Excelente jogador, bem aproveitado pelo rival para usar como factor surpresa. Da próxima vez, saberemos com o que contar... Espero que não tenhamos trazido o internacional brasileiro errado. Não vi em Dieguinho nada que Fortino não dê, com mais qualidade mas, acabou de chegar e foi só um jogo. Todo o crédito a quem o contratou e ao próprio, como é óbvio.

 

Agora, seguem-se três jogos importantíssimos para a UEFA Futsal Cup que, assumidamente, queremos vencer esta época.

 

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