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Grande Artista e Goleador

Andebol: Benfica 24-27 SPORTING CP: Na liderança

Numa fase inicial da temporada, os três jogos a mais que o Sporting tem podiam ganhar algum peso. Afectaram a extensão do grupo que, com um calendário apertado e jogos de alta intensidade na Champions se viu privado de Carlos Ruesga e Cláudio Pedroso, para além de Pedro Solha, lesionado há vários meses. Janko Bozovic e Michal Kopco, tocados, tiveram de ser geridos e acabaram por não jogar.

 

Só um plantel extenso em quantidade, qualidade e comprometimento ganharia na Luz e tudo aconteceu com naturalidade, mesmo que o jogo tenha sido mais equilibrado do que os três golos de diferença fazem parecer.

 

Na primeira parte as lideranças no marcador foram alternando e, para manter o Sporting na luta, em muito foram importantes Tiago Rocha e Aljosa Cudic, um a marcar e o outro a defender.

O resultado ao intervalo era 11-12, favorável ao Sporting, com 4 golos do pivot, Tiago Rocha.

 

No segundo tempo foi Pedro Valdés o abono de família. Marcou 7 golos que em muito ajudaram a cavar a diferença de 4 golos, a maior até então na partida.

Estávamos a 6 minutos do final e a vitória não podia escapar. 

Neste momento já Matej Asanin tinha entrado em acção. O croata fez quatro defesas nos últimos 10 minutos e condicionou em muito a qualidade das finalização benfiquistas, que foram perdendo ataques sucessivos.

 

Os últimos 3 minutos foram para gerir a vantagem e um importante golo de Felipe Borges encarregou-se de garantir que os 3 pontos não fugiriam

 

Vitória importante, que nos coloca na liderança com mais um jogo disputado que os principais rivais e nota muito positiva para o rendimento da equipa, liderada por Hugo Canela.

 

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Juventus 2-1 SPORTING CP: Continua a faltar-nos um danoninho

Custa perder assim. Mais uma vez batemo-nos de igual para igual com um dos gigantes da Europa e, mais uma vez, não ganhámos.

Começo por dizer que a excelente actuação do árbitro em todo o encontro, onde apenas faltou admoestar Cuadrado, não merecia dez minutos finais desastrados.

Há falta sobre Bruno Fernandes no lance do 2-1 e, no último lance do encontro, Cuadrado faz penalti sobre João Palhinha que lhe poderia custar um segundo amarelo, caso tivesse já visto o primeiro.

 

Feita esta importante ressalva, destaco mais um jogo muito competente do Sporting. Jesus estudou bem a Juve e a nossa equipa soube condicionar o jogo dos italianos, conseguindo em algumas ocasiões colocá-los em dificuldades na defesa.

 

Bruno Fernandes foi aquele que mostrou mais personalidade e que mais tentou colocar em dificuldades o último reduto transalpino. Piccini fez uma exibição táctica e tecnicamente perfeita. 

Pena que Jesus se tenha precipitado na saída de Fábio Coentrão. Bem sei que o motivo dado na conferência de imprensa foi físico mas o lateral esquerdo parecia estar em boa condição para terminar o encontro.

Acabou por ser Jonathan, devido ao mau posicionamento, a falhar na marcação a Mandzukic, num lance em que o tal bloqueio a Bruno Fernandes lhe retirou capacidade para parar Douglas Costa.

 

No geral, o Sporting fez um bom jogo e nada há a apontar aos jogadores ou ao treinador.

Com estas equipas os pequenos erros pagam-se caros. Marcámos porque provocámos o erro. Sofremos porque errámos.

 

Agora é tempo de mudar o foco para o nosso campeonato, onde os moldes do próximo jogo nada têm a ver com este. Há que assumir o jogo 90 minutos e ser mais acutilante e objectivo no ataque.

Num momento em que Gelson Martins parece menos fulgurante, acho que usar Podence na ala contrária pode também atenuar algumas lacunas ofensivas de Acuña que, embora seja exímio a guardar a bola e um excelente complemento defensivo ao lateral, revela algumas dificuldades em enfrentar o opositor directo em situações ofensivas.

Luís Castro virá a Alvalade sem Domingos Duarte e Matheus Pereira e também temos de saber aproveitar isso.

 

Nota final para o arrepiante minuto em memória das vítimas dos incêndios em Portugal. O Estádio da Juventus é um dos estádios melhor apetrechados em termos técnicos para acrescentar algo ao espectáculo que é um jogo de futebol e aquele minuto foi marcante.

 

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FUTSAL / SPORTING CP 5-2 Benfica: Superioridade total

Desde há muitos anos para cá que o Sporting é claramente superior ao Benfica em futsal. Nas últimas oito edições do campeonato nacional, o Sporting venceu seis e, mesmo nas duas em que não venceu, foi sempre a equipa dominante, que assumiu o jogo sem abdicar daquilo que são as suas ideias e o tipo de futsal praticado.

 

Hoje, pese embora o facto do Benfica ser uma equipa em construção, com um treinador que me parece cada vez mais "espremido", o Sporting voltou a ser superior ao eterno rival e somou a terceira vitória de temporada em três jogos, dois deles com direito a festejos na Supertaça e na Taça de Honra.

 

Finalmente o Sporting conseguiu materializar em campo a diferença entre os dois conjuntos, que já não vem de hoje e que muitas vezes, mesmo vencendo, não conseguimos traduzir na quadra.

Foram três golos de diferença mas podiam (e deviam) ter sido mais, tal foi a superioridade leonina em todos os parâmetros do jogo.

 

Entrámos a perder, demos a volta antes do intervalo e avolumámos no segundo tempo. Tudo normal, como se de um jogo com qualquer outra equipa candidata ao playoff da nossa Liga se tratasse.

Isto, como é evidente, com todo o lado emocional que um dérbi acarreta e que o Sporting dominou muito melhor que o Benfica.

 

Quem não soube controlar as emoções do jogo foi a equipa de arbitragem que, pese embora a sua experiência, deixou que os jogadores do Benfica, no primeiro tempo, abusassem do jogo faltoso, nem sempre sancionado, fruto de um critério "largo" (como diria o outro).

Robinho, claramente o jogador tecnicamente mais evoluído dos encarnados, depois de um bom golo que abriu as hostilidades, levou um amarelo mas escapou a, pelo menos, mais duas sanções ainda na primeira parte. Depois de já ter podido ter visto o segundo amarelo, conseguiu evitá-lo mais uma vez, num lance em que até podia ter visto o vermelho directo. Repito; tudo isto nos primeiros 20 minutos. A verdade é que não voltou a ser sancionado e voltaria a marcar no segundo tempo, novamente numa boa finalização.

 

Da nossa parte, Dieguinho marcou o 1-1 aos 11 minutos e parece estar este ano muito mais entrosado e confiante das suas capacidades. Ele e Pany Varela, sendo que vão para a segunda época de leão ao peito, mais parecem dois bons reforços para a nossa equipa, tal a superioridade das suas performances relativamente às da temporada passada.

Antes do intervalo Cary colocou o Sporting em vantagem para depois, no segundo tempo e de baliza a baliza, Merlim colocar o resultado em dois golos de diferença (3-1).

Robinho reduziu mas rapidamente o Sporting voltou à carga e Caio Japa fez o 4-2, num momento em que o adversário jogava com menos um, fruto da expulsão (acertada) do guarda-redes encarnado, após falta dura sobre Déo, que seguia isolado.

João Matos viria a fechar as contas, com um verdadeiro festejo de leão.

 

Atmosfera incrível num João Rocha quase lotado, que foi enchendo aos poucos, terminando num vulcão tremendo que impressionou Nuno Dias.

 

Quanto ao senhor do pullover, voltou a elogiar o carácter dos seus jogadores e a entrega dos mesmos. Mais uma vez não foi suficiente e quem dá o que tem, a mais não é obrigado. Que assim continue...

 

Segue-se a fase principal da UEFA Futsal Cup, onde o Sporting é favorito a carimbar a presença na ronda de elite. Para já, apesar das lesões (hoje foi Divanei), estamos em grande forma e temos um plantel recheado de qualidade e soluções para suprir as ausências.

 

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SPORTING CP 0-0 Porto: Rei Patrício segura o empate

No dia em que Adrien finalmente se despediu dos sócios e adeptos do Sporting foi outro dos símbolos da nossa formação a brilhar; Rui Patrício manteve a baliza inviolável e segurou o nulo que permite ao Sporting manter a distância para o Porto (1º) e para o Benfica (3º).

 

Não pude ver a primeira meia-hora que, segundo me pareceu pelos comentários que li e ouvi, foi o pior período do Sporting no jogo.

A verdade é que o Porto demonstrou em Alvalade que é um adversário forte. Moralizados por um início de época quase imaculado e onde perderam ontem os primeiros pontos na Liga, os comandados de Sério Conceição tomaram conta das operações a meio-campo, ganhando a maior parte dos duelos, mantendo assim durante um período largo o ascendente no jogo.

 

A verdade é que chegar ao intervalo com um nulo foi um bom resultado para o Sporting. Havia assim a possibilidade de corrigir posicionamentos e aumentar a intensidade.

Assim foi. O Sporting entrou melhor na segunda parte e começou a aproximar-se mais do último reduto dos portistas.

Mesmo sem criar claras oportunidades de golo, começámos a fazer sentir ao Porto que também tínhamos capacidade para assustar Casillas.

 

A verdade é que os lances de maior perigo (ainda que hipotético) saíram dos pés de Jonathan Silva, que com dois/três cruzamentos bem medidos obrigou a defesa portista a aplicar-se para impedir que Bas Dost finalizasse (o holandês podia e devia ter sido mais "rato" no aproveitamento destes lances).

A melhor oportunidade do jogo acaba por surgir numa recuperação de bola de Bruno Fernandes, após um lançamento lateral a favor do Porto. Na cara de Casillas, o português atirou muito por cima e perdeu-se assim uma boa possibilidade para somar os três pontos.

 

Enquanto isso, Patrício ia salvando tudo o que lhe aparecia no raio de acção em mais uma noite quase perfeita, não fosse um lance em que coloca a bola nos pés de um jogador do Porto, travado posteriormente por Coates.

 

A verdade é que, como já disse, o Porto se mostrou um rival forte e num jogo de futebol muito bem disputado, com entrega e intensidade de ambas as partes, ninguém conseguiu desfazer o nulo com que viríamos a chegar ao final do encontro.

 

Confesso alguma estranheza pela demora de Jorge Jesus a mexer na equipa e até pelas opções tomadas. Bruno Fernandes foi bem substituído, na minha opinião. Estava visivelmente cansado e era necessário refrescar o meio-campo ofensivo. Jesus foi conservador, optando por Bruno César em vez de Podence.

Depois disso até entendo o receio de JJ em mexer. A equipa estava bem e, embora cansados, alguns jogadores continuavam a render o suficiente para serem úteis. Mesmo assim, exigia-se mais algum rasgo, se queríamos atacar os três pontos. A entrada de Podence para o lugar de Acuña (também podia ter sido para o lugar de Gelson) não só é tardia como, feita aos 90 minutos, poucos resultados práticos poderia ter no jogo.

 

Agora vem aí a pausa para as selecções e, como disse Jesus, é esperar que aqueles que mais vão viajar joguem pouco, para não virem ainda mais cansados do que foram.

 

Nota de destaque, mais uma vez, para os adeptos do Sporting que quase lotaram o Estádio e nunca faltaram com o apoio à equipa.

 

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SPORTING CP 0-1 Barcelona: Battaglia inglória

É difícil evitar que esta não pareça, à semelhança dos duelos com o Real Madrid na temporada passada, mais uma vitória moral.

A verdade é que fomos quase perfeitos frente a uma das melhores equipas do Mundo e mesmo a "quase perfeição" não foi suficiente para arrecadar um ponto que fosse.

 

Se o Acuña não faz aquela falta completamente desnecessária...

Se tivéssemos evitado que aquela bola chegasse ao Suárez...

Se não tivéssemos tido o azar do remate desviar no Coates...

Se o Bas Dost tivesse rematado à baliza...

Se o árbitro não nos tentasse condicionar desde o apito inicial com uma gritante dualidade de critério...

 

Mas o futebol não é feito de "ses" e a atitude fantástica demonstrada durante todo o jogo continua a deixar-me a pensar onde ficou esta vontade na visita a Moreira de Cónegos...

Não quero parecer azedo mas a injustiça deste resultado depois do que lutámos não só me deixa frustrado como aumenta ainda mais a minha azia, depois do empate para o campeonato.

No entanto, o grande jogo realizado ontem deixa-me uma certeza quase absoluta de duas coisas:

- Vamos ganhar ao Porto

- O Bas Dost marca dois

Posto isto...jogo incrível de Battaglia. Fui dos que o achou caro, no preço e nas contrapartidas. Hoje começo a engolir tudo isso. O argentino é um enorme jogador e, neste momento, parece mais fácil vendê-lo por 30 milhões em julho do que vender o William por 45. E isto em nada belisca a qualidade do William, que vai ficando e ontem voltou a mostrar que é top. 45 milhões por ele, como está o mercado, seria uma pechincha.

Mathieu...que jogo fantástico do francês, que deve ter deixado interrogações em Valverde sobre o porquê da sua dispensa. Nós agradecemos. Para mim foi, a par de Battaglia o melhor em campo.

Não menos importante foi Rui Patrício. Enorme entre os postes e sem responsabilidades no golo. Não foi por ele que perdemos.

 

Em contraponto...Coates.

Gelson não fez um jogo ofensivamente inspirado mas pelo que ajudou Piccini (e a tarefa de acompanhar Alba não é pêra doce) merece crédito. Já Coates esteve desastrado e pareceu o destino a ditar que fosse ele a enviar a bola para o fundo das redes de Rui Patrício. Esta Mathieu não pôde salvar.

 

Agora é esperar que todo este desgaste físico e emocional não condicione a equipa para o jogo que realmente importa. No domingo recebemos o Porto e uma certeza eu tenho. Com esta atitude, concentração, comprometimento e qualidade, os dragões vão sair de Alvalade sem sequer cuspir fumo, quanto mais fogo.

 

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Moreirense 1-1 SPORTING CP: A carroça à frente dos bois

Detesto dizer, "eu avisei".

 

Embora se tenha "cansado" de frisar que só pensava num jogo de cada vez, foi Jesus a passar à equipa o sinal de que já se jogavam os próximos dois jogos em Moreira de Cónegos.

Frente a uma equipa que ia entregar a bola e a iniciativa de jogo e que ia defender junta e agressiva no seu meio campo, pedia-se um onze com maior dinâmica e mais capacidade para desmobilizar o bloco defensivo dos cónegos.

Não tenho dúvidas da utilidade de Bruno César em alguns momentos mas o brasileiro nunca pode ser opção inicial para uma das alas ofensivas. Não quando há melhores opções para oferecer a tal dinâmica e a criatividade que faltam ao "chuta-chuta", que ultimamente já nem à alcunha faz jus.

Juntar Alan Ruiz a Bruno César é meio caminho andado para dar uma parte de avanço ao adversário, como acabou por acontecer.

 

Juntando a isto um Bruno Fernandes com funções que não lhe assentam tão bem e que caem que nem uma luva ao suplente Battaglia, tivemos a receita para 45 minutos de pura desinspiração, "mastigados" e até algo enfadonhos.

 

Ao intervalo entrou Doumbia para o lugar de Alan Ruiz mas, só por si, isso não resolvia todos os nossos problemas. Havia pressa mas teimavam em faltar ideias. Ideias que surgiriam muito mais fluidas se Bruno Fernandes jogasse mais "solto" e se Bruno César tivesse também ficado no balneário (nada contra o brasileiro, atenção).

 

O Moreirense acabou por ser o primeiro a marcar, colocando ainda mais pressão sobre o Sporting, que passaria a jogar mais rápido mas nem sempre tomando as melhores decisões. 

O golo do empate acaba por surgir num lance de bola parada em que me parece, verdade seja dita, que não deveria ter sido assinalado pontapé de canto a nosso favor.

 

A talhe de foice, aproveito para comentar a péssima arbitragem de Luís Godinho e seus pares (os que estavam em campo, já que os outros nada podiam fazer para a evitar).

À semelhança do que vem acontecido noutros jogos, foi demasiado permissivo com as entradas do nosso adversário e acabou por distribuir todos os cartões na segunda parte (a maioria na parte final do jogo), a maior parte deles para o Sporting (!!!).

Mal auxiliado no lance em que corta o ataque ao Moreirense, com dois jogadores com meio campo e apenas Rui Patrício pela frente (convém ressalvar que, embora a bola entre na baliza, há muito que o árbitro tinha apitado e que Rui Patrício se havia alheado do lance).

Mal no lance de Bas Dost com Jhonatan, em que o holandês não faz qualquer falta, antes de Alan Ruiz cabecear para o fundo das redes (também aqui o árbitro apita antes da bola entrar mas, caso não o tivesse feito, teríamos um golo anulado pois aquela bola entraria sempre).

Volta a estar mal no já descrito lance que dá o golo do Sporting.

 

Depois do golo do empate, na minha opinião, Jesus volta a estar mal. Quando parecia ainda mais importante a presença de Bruno Fernandes em campo (mesmo que até ao momento não parecesse inspirado) e quando se impunha a, já de si tardia, saída de Bruno César, foi o português que saiu para a entrada de Battaglia (gestão para quarta-feira, quando o jogo nem estava na nossa mão?!).

Ganhámos agressividade mas não houve acréscimo de criatividade e clarividência na frente. Doumbia não é um "armador" de jogo e, percebendo que Jesus não quis abdicar de Bas Dost, até pelo que ofereceu sempre nos duelos aéreos, eu digo que "nem sempre é com mais avançados em campo que se chega ao golo" (as palavras até são do próprio mestre da táctica).

 

A entrada de Iuri para o lugar de Bruno César aos 73 (!!) minutos já é mais em desespero de causa. Admitindo sem qualquer problema que Iuri podia ter feito melhor nos 20 minutos que esteve em campo, recuso-me a apontar-lhe o dedo por ter falhado alguns passes, que tantos outros falharam antes dele ter entrado.

Sim, é verdade que tivemos ocasiões para ganhar o jogo (Gelson, porra!) mas não é menos verdade que acabámos com o resultado que merecíamos.

 

Nada está perdido e estamos apenas à sétima jornada mas continuo a achar que são nestes jogos que se ganham ou perdem os campeonatos

Agora, já que colocou a carroça à frente dos bois, espero que o Barça saia "atropelado" (1-0 chega) de Alvalade e que isso não prejudique a abordagem à recepção ao Porto.

 

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SPORTING CP 0-0 Marítimo: Ahhh...Doumbia...

A verdade é que foi um bom jogo da equipa do Sporting. Em termos de qualidade de jogo e até de intensidade, sem ser o ideal, foi melhor do que aquilo que eu esperava. Faltaram os golos, não por falta de oportunidades.

O essencial foi amplamente conseguido. Os jogadores mostraram que estão aptos e são capazes de ajudar o Sporting na mesma medida (ou quase) daqueles que o têm feito mais frequentemente.

 

Jonathan (para mim, o melhor em campo) voltou a mostrar que, de quando em vez, Coentrão pode sair para ir fumar um cigarrito e Ristovski foi uma agradável surpresa para quem, como eu, nunca o tinha visto jogar.

Os centrais estiveram bem e Petrovic mostrou que nem sempre a primeira imagem é a que fica (ninguém me tira da cabeça que aquele sérvio enorme que cá andou na pré-época 2016/2017 era outra pessoa).

Alan Ruiz foi, durante grande parte do tempo em que esteve em campo, um dos melhores e dou por mim a perguntar se dá para fazer isto mais vezes e de forma mais consistente, mesmo que a intensidade deste jogo não tenha sido a intensidade normal da maioria dos jogos. O Bruno Fernandes telefonou e diz que não dá.

 

Num plano inferior estiveram:

Salin que, como tinha dito ontem, não acrescentará mais do que aquilo que Pedro Silva poderia acrescentar. Jogo de pés fraco e algum nervosismo que espero só ter acontecido por ser dia de estreia.

Mattheus Oliveira e Iuri Medeiros fizeram ambos uma primeira parte fraca e apagada, com o brasileiro a começar a espreguiçar-se ainda no final do primeiro tempo, enquanto que o português só acordou já na segunda parte. As substituições de ambos já vinham no papel desde o intervalo e é pena, pois ambos estavam a subir de forma quando saíram. Eu tinha esperado mais um pouco para os substituir.

Bruno César fez um jogo como lhe é habitual sempre que nos últimos tempo actua na ala esquerda ofensiva. A sua incapacidade em ganhar lances no 1x1 torna a sua presença em campo muitas vezes dispensável.

 

Guardo Doumbia para o fim porque apareceu sempre no sítio certo para fazer a coisa errada. Com isto enquadro a sua exibição na parte dos que corresponderam ou dos que ficaram aquém? Não sei, e por isso falo dele como o carteiro que apareceu sempre nos sítios certos à hora certa mas que se enganou no destinatário da maioria da correspondência. Foi pena, pois teve nos pés (e na cabeça) oportunidades suficientes para construir um resultado positivo. Caso esteja a guardar os golos para ocasiões mais importantes, perdoo-o. Se não for o caso, um dia vou cobrar-lhe estes.

 

Os jogadores que entraram deram mais alguma dinâmica mas não trouxeram grandes ideias. 

 

Voltando ao essencial, não comprometemos o apuramento para a final-four da Taça da Liga e ainda ganhámos opções para ajudar nas competições que realmente são importantes.

Bom jogo, bom teste aos menos utilizados e boas "dores de cabeça" para Jesus.

Venha o Moreirense!

 

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SPORTING CP 2-0 Tondela: Sem nota artística? O caraças!

Se os golos de Mathieu e Bruno Fernandes não valeram pela nota artística de todo um jogo que se assemelhasse a um bailado de uma das maiores academias do Mundo, vou ali e já volto.

 

Não foi um jogo bem jogado. Teve lampejos de qualidade de algumas individualidades até ao segundo golo, melhorou depois, não sei se porque a equipa descontraiu e porque o Tondela baixou os braços se pelo simples facto de Alan Ruiz já não se encontrar em campo...fica a dúvida.

 

A verdade é que nem todos os jogos terão o brilhantismo do de Guimarães e, para um aspirante a campeão, será necessário que a nota artística surja em doses mínimas mas suficientes para resolver jogos como o de sábado, onde faltou inspiração colectiva mas não faltou brilhantismo, mesmo que momentâneo, por parte de algumas individualidades.

 

Não foi o caso de William Carvalho, que me leva a agradecer a todos os tubarões europeus, mais todo e qualquer clube endinheirado de meio da tabela de algumas Ligas o facto de não terem resolvido largar 45 milhões de euros por um dos melhores do Mundo na sua posição.

Sir Carvalho é um regalo para a vista. Talvez seja o meu "Barbosa". Aquele que, qual Quinito, eu pagaria para ver jogar todos os dias no meu quintal, caso o tivesse. 

A forma como William retira aos adversários a possibilidade de progredir, como lança os companheiros no ataque, mas sobretudo como sai de forma limpa e em estilo de toda e qualquer situação de aperto é algo pelo qual eu pagaria, só por si.

William ficou (contrariado, para alguns) e ainda bem. Numa equipa com mais qualidade individual do que as antecessoras terá muito maiores probabilidades de cumprir o objectivo de ser campeão no Sporting, clube que o formou, bem como a uma das estrelas maiores do futebol mundial, que ontem se fez notar em Alvalade.

 

Cristiano Ronaldo regressou a casa para ver o Sporting jogar e deliciou-se com o golaço de Mathieu, certamente não menos do que com o golão de Bruno Fernandes, que teima em dar-nos um por jogo e para todos os gostos. 

 

Para a história fica um borrego morto (o Sporting nunca tinha ganho ao Tondela em casa), três pontos amealhados, dois golos de belo efeito, a estreia de Iuri Medeiros como titular (o primeiro de muitos, espero eu) e uma semana para preparar dois jogos, o próximo dos quais propício à utilização dos que têm jogado menos. Venha ele (o Marítimo, para a Taça da Liga), antes da visita a Moreira de Cónegos, para o campeonato.

 

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Olympiacos 2-3 SPORTING CP: Ainda houve tempo para o Sporting ser Sporting

Desta vez Jesus esteve bem na análise ao jogo. Os minutos finais tiram a cereja do topo do bolo mas nada mais. Dois minutos de desatenção não beliscam nem um pouco o mérito da grande exibição realizada no Estádio Georgios Karaiskakis.

Importa dizer que, nas últimas três temporadas, o Olympiacos tem apenas 7 derrotas em casa em todas as competições e, excepto duas derrotas por 0-3, frente a Arsenal e Bayern de Munique, ninguém marcou três golos no Piréu. Em 2014/15, os gregos venceram mesmo na fase de grupos a Juventus (que viria a ser finalista) e o Atlético de Madrid (que chegou aos quartos-de-final da Champions). Temos de recuar até 2013/14 para encontrar uma equipa que tenha marcado mais do que três golos em casa do crónico campeão grego; foi o Paris SG (1-4), numa fase de grupos em que o Olympiacos até se apurou para as eliminatórias finais, tendo derrotado o Manchester United por 2-0 nos oitavos-de-final (acabaram por perder 3-0 em Inglaterra).

Isto apenas para demonstrar que não é qualquer equipa que vai ao Piréu jogar da forma afirmativa e letal, com a qualidade que o Sporting ontem apresentou.

 

Sem qualquer tipo de exagero, o resultado certo ao intervalo seria de 5-0, isto ainda com margem para erros na finalização.

Jesus surpreendeu (ou não) com Doumbia na frente e o costa-marfinense voltou a mostrar o porquê da sua utilidade no plantel. Dois golos, divididos por 182 minutos, em cinco participações. Um golo a cada 91 minutos. Um golo por cada jogo em que foi titular. 32 jogos na Liga dos Campeões, 19 golos marcados. Isto diz muito da experiência e da performance do avançado contratado à Roma na prova máxima de clubes da UEFA.

Esta contagem só aumentou porque Marcos Acuña, sem ser exuberante mas mostrando a sua enorme utilidade em vários momentos do jogo, rubricou o seu quinto passe para golo em oito jogos pelo Sporting.

Tudo isto em apenas um minuto de jogo. Não poderíamos ter pedido melhor entrada em campo.

 

Treze minutos; segundo remate, segundo golo. Rui Patrício soca a bola após um lance de bola parada no nosso último terço, Bruno Fernandes divide a segunda bola, esta sobra para Doumbia que assiste Gelson Martins para o 0-2.

O extremo formado no Sporting correu meio campo com a bola nos pés e ninguém conseguiu, sem bola, atingir a velocidade suficiente para o apanhar...nem o próprio Doumbia, que a certa altura desistiu de tentar acompanhar o colega. 

Quinto golo de Gelson esta temporada, registo que, em apenas oito jogos, o coloca a apenas dois golos do seu melhor (sete golos em cada uma das temporadas anteriores).

 

Tempo para o azar e o desperdício. Bruno Fernandes atira ao poste, Doumbia e Coates falham oportunidades para ampliar a vantagem e, já mais perto do final do primeiro tempo, Gelson volta a atirar ao ferro da baliza de Kapino.

Logo de seguida, o 0-3. Coates isola brilhantemente Bruno Fernandes que, em esforço, consegue desviar com a delicadeza suficiente para praticamente matar o jogo antes do intervalo. Cinco golos em oito jogos, tantos como em toda a temporada passada na Sampdoria, a melhor da sua carreira no que a este dado estatístico diz respeito (Alan Ruiz fez sete em 26 jogos, no ano passado).

 

O intervalo trouxe um Sporting mais preocupado em controlar o jogo do que em mostrar a objectividade do primeiro tempo.

Os remates só apareceram já com Bas Dost no lugar de Doumbia e bem perto do final do encontro. Num minuto Bas Dost enviou mais uma bola à trave e permitiu mais uma defesa ao guarda-redes grego.

 

Dois minutos depois Filipe Pardo faz o 1-3, para reduzir de seguida o resultado, cifrado no 2-3 final. Injusto e nada revelador do que se passou em campo, mas a lembrar-nos que no Sporting nenhum jogo está ganho antes do árbitro apitar.

 

Destaque merecido para Doumbia, Bruno Fernandes, Gelson Martins e Coates. Sobretudo estes, mas mais houve que estiveram em muito bom plano.

Segue-se o Tondela, num embate que me coloca num estado de nervos bem superior a um jogo da Champions. No entanto...oito jogos, sete vitórias e um empate que em nada comprometeu os nossos objectivos. Que continue assim.

 

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SPORTING CP 2-1 Estoril: VARdade desportiva

A análise é tardia mas, ainda assim, pertinente.

Foram minutos completamente loucos em Alvalade, com o vídeo-árbitro a corrigir duas decisões da equipa de arbitragem que, em campo, errou e, por isso, será penalizada na nota atribuída.

Na verdade o jogo acabaria 3-2. A verdade desportiva nem estaria verdadeiramente em causa mas este jogo demonstra na perfeição a extrema utilidade do VAR.

Duas decisões erradas foram corrigidas e, assim, prevaleceu a verdade do jogo, que diz que o Sporting marcou dois golos e sofreu um, averbando assim mais três importantes pontos.

 

Basicamente o jogo valeu pela primeira meia hora, onde chegou a "cheirar" a mais um "recital" de bom futebol como aconteceu em Guimarães e, a espaços, em Bucareste.

Primeira meia hora onde Gelson abriu o activo e Bruno Fernandes voltou a fazer um grande golo, desta vez de livre directo, exemplarmente executado.

Depois voltámos a baixar o ritmo e evidenciámos algumas dificuldades em gerir os ritmos da partida, "mastigando" em demasia o jogo. 

Apesar disso, durante a primeira parte o jogo pareceu sempre controlado, com a nossa defesa a limpar literalmente tudo.

 

A segunda parte foi fraca e, no último quarto de hora, previa-se aquilo que veio a acontecer. O Estoril marcou, acreditou e ainda pressionou nos minutos finais.

Felizmente tudo acabou como devia e chegamos à paragem para os jogos das selecções com quatro vitórias em outros tantos encontros.

Mathieu voltou a assumir-se como o patrão da defesa, evidenciando sobretudo nervos de aço. Era impensável ter ao lado de Coates alguém do mesmo nível. Mathieu parece ainda melhor que o uruguaio. Oxalá se aguente fisicamente.

Piccini fez um excelente jogo e vem confirmando tudo o que dele escrevi no início do mês de julho (LINK).

Bruno Fernandes continua a encantar-nos com aquilo que, semana após semana mostra poder adicionar à nossa capacidade ofensiva.

Gelson está cada vez melhor e já leva quatro golos em apenas seis jogos.

Bas Dost esteve apagado e é um óptimo sinal saber que podemos vencer mesmo quando o holandês não está inspirado ou não é servido da melhor forma.

 

Depois da selecção defrontar as Ilhas Faroé, no Bessa, e de se deslocar à Hungria, teremos um ciclo muito importante com três jogos numa semana.

A difícil deslocação à Feira, onde mora o invicto Feirense, antecede o importantíssimo embate na Grécia, para a Champions. Tudo isto antes da recepção ao normalmente incómodo Tondela, motivado após vitória esclarecedora em Moreira de Cónegos.

 

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FCSB 1-5 SPORTING CP: Afinal o Steaua não era do nosso nível

Resultado justo numa exibição não tão afirmativa e segura quanto a de Guimarães.

O Sporting entrou muito bem no jogo, à procura do golo que nos colocaria de imediato na frente da eliminatória.

Doumbia (a surpresa do onze) marcou ainda antes do quarto de hora de jogo, como se exigia para marcar posição frente aos romenos.

 

Curiosamente, as ordens vindas do banco (presumo eu) para que arrefecêssemos o ânimo e abrandássemos o ritmo do jogo foram-nos mais prejudiciais do que benéficas.

Para além de algum possível nervosismo (às vezes pode até advir da descarga de adrenalina que foi marcar um golo tão importante) o mais evidente foi o desconforto do Sporting para controlar o jogo em posse e em ritmo baixo. Isto aconteceu não porque o Sporting seja incapaz de o fazer mas porque o jogador mais importante para o fazer está na prateleira. Sem William Carvalho em campo, o Sporting tem mais dificuldades em abrandar o ritmo. Porque Battaglia é um jogador mais frenético e menos cerebral (Petrovic até é o mais próximo - salvas as devidas distâncias - de William neste capítulo do jogo).

 

Incapaz de controlar o jogo, em vez de voltar a uma posição de domínio e de vertigem ofensiva (com este Sporting, ou vamos ganhar à rasca ou quase sempre dará goleada) os jogadores tremeram e, ao contrário do que vem sendo normal, a defesa ressentiu-se. Toda a linha defensiva ficou muito mal na fotografia no lance do golo dos romenos e acabámos por chegar ao intervalo com algumas dificuldades em voltar a impor o nosso jogo.

 

A entrada para o segundo tempo trouxe um Steaua a tentar tudo na busca do golo da vantagem mas, assim que o Sporting se adaptou ao novo figurino dos da casa (ao intervalo, Tanase substituiu Budescu), a diferença entre ambas as equipas voltou a sentir-se e Acuña colocou o Sporting em vantagem após grande passe de Bruno Fernandes.

Já com Bas Dost em campo (entrado para o lugar de Doumbia, que fez muito bem o papel que lhe competia) e com o Steaua a precisar de mais dois golos, entrou em campo o Sporting mortífero, eficaz e cínico.

 

A partir daqui, foi quase "cada tiro, cada melro".

Gelson, após mais uma abertura de Bruno Fernandes (que jogador!), fechou as contas da eliminatória e marcou o terceiro num excelente remate cruzado. Dez minutos depois, voltou a receber de Bruno Fernandes para servir na perfeição Bas Dost para o quarto do Sporting. O holandês não se esqueceu de agradecer a ninguém.

Faltava fechar as contas e, já com os romenos a abandonar o estádio (os que estavam em campo já pareciam ter feito o mesmo), Battaglia, após excelente jogada de Fábio Coentrão e na recarga a um remate de Bas Dost, defendido pelo guarda-redes adversário, fechou as contas do encontro num claro e inequívoco 1-5, que colocou o Sporting na fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

Grande jogo dos nossos laterais. Piccini e Coentrão prometem muito. O português parece estar a subir de forma e, se chagarmos a ver o melhor Coentrão, podemos sonhar alto. Piccini tem muitas qualidades e parece confirmar a cada jogo que passa que, neste, Jorge Jesus não se enganou. Acredito que ambos podem crescer durante a temporada e, nos momentos menos bons, Jonathan e Ristovski parecem oferecer garantias.

Bruno Fernandes é a contratação desta temporada. Tem tudo o que um médio ofensivo precisa e vai obrigar Jesus a abdicar de uma tipologia de segundo avançado que tem procurado sem sucesso desde que Teo deixou de contar.

Gelson é dos jogadores mais decisivos que temos no plantel e voltou a demonstrá-lo.

Toda a equipa cumpriu o objectivo e só tive pena que Jesus não tenha dado mais uns minutos a Iuri Medeiros.

 

Assim que possa falo do sorteio, que nos presenteou com duelos frente à Juventus, o Barça e o Olympiacos.

 

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BIIK-Kazygurt 2-1 SPORTING CP: Detalhes que fizeram a diferença

Não vale a pena mentir: este era O JOGO. Aquele em que teríamos de, pelo menos, não perder para manter intactas as aspirações a marcar presença na fase seguinte da Liga dos Campeões.

O expectável é que as cazaques vençam os restantes dois jogos mas, mesmo que acabem por escorregar com a equipa da casa, por exemplo, nós teremos de vencer os nossos jogos, garantindo a melhor diferença de golos do grupo.

Não podemos negar que a nossa permanência na competição para além desta fase preliminar ficou comprometida com uma derrota. Teríamos de recuar a 2014/15 para encontrar uma equipa que se tenha qualificado com 6 pontos. Curiosamente foi precisamente o Ouriense, a única equipa portuguesa a conseguir passar a fase preliminar em toda a história da competição. No entanto, é importante dizer que passaram graças à vantagem no confronto directo, factor que já perdemos para o grande favorito à vitória no nosso grupo.

 

Não consegui ver o jogo. Acompanhei os primeiros minutos via facebook, através da página oficial do nosso futebol feminino mas não tive oportunidade de ver para além do golo da Diana Silva.

Assim sendo, vou abster-me de comentar o que quer seja relativo ao que se passou em campo mas, observando apenas os dados estatísticos da partida, há uma coisa que me salta à vista.

Não são os remates, onde equilibrámos, nem os cantos, onde também estivemos a par da equipa do Cazaquistão. Uma equipa que precisa de controlar o adversário, em momentos de aperto, tem de recorrer mais à falta. Só falo nisto porque é um "defeito" que já vinha da temporada passada. 

O BIIK travou em falta as jogadoras do Sporting por 24 vezes. As nossas leoas foram "mansinhas" e raramente recorreram à falta para travar as adversárias. 8 faltas é muito pouco em 90 minutos. Nenhuma equipa pode fazer menos de 10 faltas, a menos que domine por completo o jogo e goleie.

 

Seja como for, há mais dois jogos para dar tudo pelo nosso emblema, e esperar que os astros se alinhem para que continuemos a fazer história.

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Vitória SC 0-5 SPORTING CP: 5*estrelas

Era tão bom que fosse sempre assim.

Nem falo do resultado. Dias há em que a eficácia não está ao nível da de ontem.

O Sporting foi intenso, mandão, apresentou qualidade e concretizou as oportunidades que criou e até algumas que nem criou mas que foram fruto da inspiração e qualidade individual de alguns intérpretes.

 

Por falar em intérpretes...

Bruno Fernandes foi o homem do jogo. Não apenas pelos dois golaços mas pelo que oferece à equipa, não só no momento ofensivo. Reparte o trabalho defensivo com Adrien (facto que até permitiu ao capitão soltar-se mais ofensivamente) e acrescenta ofensivamente uma qualidade que poucos jogadores no nosso plantel podem oferecer.

A capacidade de ler o jogo e o fino recorte técnico de Fernandes são de tal forma determinantes que, num dia bom, arrisca-se sempre a fazer um golo.

 

Bas Dost voltou à eficácia habitual, a defesa esteve intransponível e os vimaranenses praticamente nem assustaram Rui Patrício (mesmo que ele nos tenha assustado a nós).

Por falar em defesa, Fábio Coentrão, caso evite os problemas físicos, promete ser um dos jogadores do campeonato e, assim, o Mundial pode ser uma realidade para o jogador emprestado pelo Real Madrid.

 

Hoje só há coisas boas a dizer. A exibição foi de grande qualidade, quase perfeita. Um regalo que até deu para Iuri entrar desinibido e pronto a colocar toda a sua qualidade em prol do colectivo. Assistiu Adrien para o último golo do jogo, podia ter marcado e revelou um sentido colectivo que só lhe era desconhecido pelos que nunca o acompanharam.

 

Tempo de focar no próximo objectivo, um dos mais importantes da temporada. Apenas o Steaua (que ganhou com dificuldade no fim-de-semana) está no nosso caminho para a fase de grupos da Liga dos Campeões e, a jogar assim, acredito que teremos mais 6 jogos de grande exigência na Liga milionária, onde o mais certo é que integremos o pote 4, apanhando assim todos os favoritos e um grupo semelhante ao da temporada passada.

 

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SPORTING CP 0-0 FCSB: Faltou qualidade e ambição ao leão

De há uns anos para cá que nos "vendem" a imagem de um Sporting ambicioso, rigoroso e exigente.

Os Sportinguistas, de um modo geral têm ajustado os seus parâmetros de exigência para um nível mais elevado. O fraco nível de exigência a que nos tínhamos habituado advinha, naturalmente, do baixo nível de exigência que as anteriores direcções colocavam no seu próprio trabalho e no trabalho dos que serviram o Clube, nas mais variadas funções.

Nós, acredito que mais como mecanismo de defesa do que como forma de estar, moderámos também o nosso nível de exigência para atenuar os níveis de frustração.

Foi isso que manteve a paixão acesa e que permite ao Clube continuar a crescer em apoio, mesmo sem um suporte de sucesso desportivo no futebol.

 

Bruno de Carvalho sempre nos pediu exigência. Exigência que fomos trabalhando ao longo dos dois primeiros anos de mandato, em que tivemos de viver com uma realidade diferente da actual e onde, mesmo assim, conseguimos equilibrar o nível real da nossa "estrutura" com resultados mais ou menos de acordo com a exigência pedida.

A primeira época de Jesus veio colocar a exigência no máximo. Verificámos que era possível voltar a lutar pelo título (pese embora algumas "particularidades" do futebol português) e que, com um treinador do nível de Jesus, podíamos esperar o máximo.

Ora, se podemos esperar o máximo, temos de exigir o máximo. Este ano, após um ano mau, o mínimo que podemos exigir é o máximo.

 

O início de 2015/2016 também não foi famoso e depois embalámos para uma excelente época mas, se nesse ano começámos embalados pela conquista de uma Supertaça e com a atenuante de termos sido eliminados da fase de grupos da Champions com um verdadeiro roubo, este ano começamos com o espectro da temporada passada totalmente falhada e com uma abordagem ao playoff da Champions onde somos claramente favoritos (ao contrário do que aconteceu há dois anos).

 

A nota introdutória é longa mas necessária, até porque nem vou falar muito do jogo propriamente dito. 

Jorge Jesus começou na antevisão do jogo a fazer o oposto daquilo que nos têm exigido. Colocou a exigência em níveis pouco aceitáveis, relembrando que somos o "cinquenta e três" da Europa (por culpa dele, faltou dizer). 

Avançando já para o final do jogo, voltou a chutar a exigência para canto, dizendo que o Steaua é do nosso nível e que o Sporting jogou muito bem.

Reparem os menos atentos que, independentemente do resultado, rara é a vez que o Sporting de Jesus não joga muito bem (nas palavras do próprio), mesmo que a maioria dos adeptos vejam que não jogámos um peido.

 

Dica, o treinador do Steaua, disse que viu o jogo com o Vitória FC. Jesus fez-lhe a vontade e apresentou exactamente a mesma equipa, com a excepção de Coentrão, cuja entrada parece ter sido fruto da "pressão" externa, ocasionada pelas palavras do próprio Jesus, que mais uma vez meteu os pés pelas mãos na véspera do encontro.

 

Ficou evidente para qualquer adepto de futebol com uma cultura média do jogo que o Steaua não só não está ao nível do Sporting como deve aproximar-se do nível do nosso anterior adversário e da maioria das equipas que defrontamos na nossa Liga e a quem temos sempre obrigação de vencer.

O Steaua empatou em Alvalade porque o Sporting foi pouco ambicioso, pouco acutilante e demonstrou pouca qualidade, relativamente àquela que deveria apresentar e que facilmente reflectiria a diferença entre ambos os conjuntos.

Empatámos em casa como às vezes nos colocamos a jeito de empatar com o Paços de Ferreira, o Rio Ave ou o Nacional da Madeira.

No final, acabo por ter de concordar com Jesus: o Steaua está ao nosso nível. Ou esteve, pelo menos no jogo de ontem.

 

Se este é o nível de exigência que Jesus coloca a si próprio e aos seus jogadores (bem diferente daquele que coloca nos adeptos, que já criticou esta temporada), digo já que não é esse o nível de exigência que eu coloco sobre ele e os plantéis que o próprio construiu graças a muito dinheiro investido.

Bruno de Carvalho deve exigir mais ao funcionário Jorge Jesus.

Jorge Jesus deve mostrar maior respeito pela inteligência dos adeptos do Sporting, que não comem gelados com a testa nem papam conversa para boi dormir.

 

Com esta brincadeira, o Sporting, que podia estar completamente focado no jogo de Guimarães caso tivesse deixado os romenos a dançar um Manele (curioso, o nome desta dança cigana romena), vai ter de encarar o Vitória SC com os olhos em Bucareste, onde poderia ir tranquilo, apenas para gerir a eliminatória.

 

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Desp. Aves 0-2 SPORTING CP: Que seja a primeira de muitas

O essencial foi feito. É sempre bom entrar a ganhar, melhor ainda se for sem sofrer golos.

O jogo esteve longe de ser brilhante da nossa parte. Fomos competentes e, felizmente, isso foi suficiente perante um Aves pouco acutilante mas que chegou a causar algum perigo, resolvido pela linha defensiva e, em última instância, por Rui Patrício com uma grande defesa.

 

A primeira parte foi fraca. Salvaram-se Acuña, Gelson e um ou outro pormenor aqui e ali. William fez praticamente tudo bem, só que faltou alguma continuidade aos lances que tão bem conduziu.

 

A entrada na segunda parte também não foi tão afirmativa quanto eu esperava. O Aves entrou mesmo melhor no reatamento da partida e só depois de passados os primeiros dez minutos o Sporting tentou pegar na partida. Isto pese embora o remate de Acuña à trave, logo aos dois minutos.

As entradas de Podence e Battaglia refrescaram e deram novo alento à equipa e, agora sim, parece que temos um banco mais consistente no que diz respeito a acrescentar algo a meio-campo. Battaglia não faz tudo bem mas é um poço de força e disponibilidade. Podence fez o que se lhe pedia e agitou o jogo, embora pouco acompanhado pelos restantes elementos em campo.

Acuña ainda desperdiçou mais um lance de golo mas Gelson acabaria por bisar e estabelecer alguma tranquilidade nas nossas mentes, antes de Acuña desperdiçar mais um golo feito, que poderia ter dado o 0-3 e também alguma injustiça no marcador.

 

Pese embora alguns erros, gostei de Piccini, sobretudo na segunda parte e, ao contrário da maioria, continuo a ver mais coisas prometedoras do que dignas de desconfiança.

Coentrão, mesmo comedido, mostrou um nível a que não estávamos habituados num lateral esquerdo que equipasse de verde-e-branco. Basta comprar uma bruxa para o cacifo, que lhe afaste o mau olhado e temos um problema (bem) resolvido.

Bas Dost nem se viu e mesmo assim ganhámos 2-0. Quando dermos por ele as coisas só tenderão a melhorar e isso é bom...muito bom.

Gelson foi o MVP e mostrou porque, apesar de não acertar dez cruzamentos em outras tantas tentativas é o melhor extremo do Sporting. Para começar, dois golos não está nada mal. Aposto que vai voltar a ser o nosso melhor assistente e que este ano atingirá a fasquia dos dez golos.

Acuña merecia um golo e deve-o talvez à ansiedade de tanto o procurar. Com mais calma, vai aparecer.

 

Não percebi a entrada do Jonathan mas...tudo bem.

 

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SPORTING CP 0-3 Vitória SC: O que nasce torto...

Um jogo de preparação marcado à pressa, uma convocatória feita como foi possível, um onze que, disse o próprio Jorge Jesus, foi inventado.

A receita perfeita para um mau teste e para 90 minutos dispensáveis em plena recta final da pré-época.

Como se não bastasse, uma expulsão do nosso melhor central, que arrisca falhar a primeira jornada do campeonato.

 

Caso para se dizer que mais valia que tivéssemos ficado em Lisboa. As pessoas que estiveram em Rio Maior, terão achado o mesmo...ou talvez não.

E digo que "talvez não" porque, no meio do caos táctico promovido pelo nosso treinador, que resolveu inventar quando se pedia que se simplificasse face às ausências forçadas e promovidas, acabaram por sobressair algumas notas de destaque e bons indicadores.

 

Contudo, não me vou alongar mais. Não há grandes ilações a retirar de um jogo em que Bruno César é lateral direito e o trio de centrais é formado por Coates, Tobias e Petrovic. Juntamos a isto o facto de termos promovido o "emburrecimento táctico" de Jonathan, que foi para a Argentina "desaprender" o que cá lhe tinham ensinado e temos todos os ingredientes para que as coisas possam correr mal.

 

Sábado há novo teste, o último antes da estreia na Liga com o Aves. Basta que Jesus não invente e certamente correrá melhor.

#EuVouLáEstar

 

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SPORTING CP 2-1 Mónaco: Assim a música é outra. Venham os Violinos!

O primeiro jogo em Alvalade não defraudou as expectativas dos adeptos. Dos presentes e dos que acompanharam pela TV.

Jorge Jesus voltou ao esquema habitual, com quatro defesas, dois médios-centro, dois extremos e dois homens na frente. Surpreendeu com as inclusões de Acuña e Podence e com o facto de ter deixado William e Adrien no banco.

O onze, composto por Patrício, Piccini, Coates, Mathieu e Coentrão no sector defensivo, Battaglia e Bruno Fernandes no "miolo" e Acuña e Gelson no apoio a Podence e Bas Dost, os homens mais adiantados, revelou-se equilibrado e já com algumas rotinas.

 

Em especial, gostei da linha defensiva. Por ser quase totalmente nova e por mostrar já um entendimento interessante, pese embora o pouco tempo de trabalho em conjunto. Piccini e Coentrão fazem esquecer por completo os laterais do ano passado e Mathieu parece estar a subir os índices físicos que o fazem completar uma boa dupla com Coates. Com maior entrosamento, promete ser uma defesa muito consistente.

 

Gelson demonstrou já uma forma assinalável e foi o maior desequilibrador da primeira parte. Bas Dost fez aquilo que melhor sabe e, antes disso, Bruno Fernandes demonstrou uma capacidade de entrar em zonas de finalização que Adrien nunca teve nem terá.

 

Nota positiva para a estreia de Acuña que, ao contrário de Alan Ruiz, gosta de correr, lutar e defender. Parece ser este o tipo de jogador argentino que pega no Sporting; raçudo, solidário e altruísta. Estas características, aliadas à qualidade futebolística, são forma quase garantida para o sucesso. Por tudo isto, confio que Jonathan ainda vingará. Mostrou na segunda parte que pode ser uma boa ajuda na gestão da condição física de Fábio Coentrão ao longo da temporada e parece-me que poderá fazer muitos jogos.

 

Mathieu não retira ao lado esquerdo da defesa a capacidade de ter bola que Semedo revelava mas alia isso a muita experiência e maturidade, factor menos propenso a excessos de confiança. Vem para acrescentar.

 

No segundo período, com as mexidas, foi difícil ver muito para além de William Carvalho, que continua um jogador de topo naquilo que é a posição 6, a nível mundial. Entusiasmou pela sua qualidade, mas também por parecer já com níveis de intensidade interessantes.

 

Alan Ruiz pareceu um caracol, no apoio à lebre costa-marfinense, contratada por empréstimo à Roma. É certo que Doumbia pareceu algo precipitado nas desmarcações, mas Alan podia, sobretudo num dos lances, ter sido mais lesto a isolar o colega de equipa. O argentino parece perder espaço com o bom momento de Podence e a possibilidade de tanto Doumbia como Bruno Fernandes (entre outros) poderem ocupar a posição de segundo avançado.

Bruno César e Iuri Medeiros voltaram a entrar e sair e ficam algumas dúvidas sobre a permanência de ambos no plantel. A meu ver, será incompreensível que não façam parte do grupo de trabalho para esta época, o primeiro porque, mesmo sem entusiasmar, é fiável e o segundo porque crescerá quanto maior for a confiança que Jesus deposite nele (de momento, parece diminuta).

 

Esta semana que se avizinha promete cimentar ainda mais o modelo de jogo e definir a composição do plantel (mais jogadores devem sair e veremos se entra mais alguém) e espera-se um encontro interessante, no próximo sábado, com a Fiorentina, a contar para o Troféu 5 Violinos.

 

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SPORTING CP 1-3 Belenenses: Dass!!!

Faltam-me palavras para descrever o que vi ontem de manhã... Melhor, o problema nem é bem a dificuldade em adjectivar mas sim alguma indecisão na escolha das palavras.

O melhor é não complicar. Aquilo que se viu foi uma merda, uma valente merda e uma enorme falta de respeito.

Num jogo em que se podia alimentar uma ténue esperança no segundo lugar (mesmo que eu não fosse um dos crentes), o que fizeram jogadores e equipa técnica?!

Merda! Da grossa! Dormiram na forma durante mais de hora e meia, num jogo em que tínhamos obrigação e necessidade de vencer, mais não fosse para agradecer às mais de 45 mil almas que, numa manhã de domingo perfeita para um passeio na praia ou no parque, foram a Alvalade por amor, por paixão.

 

Ora, 45 mil apaixonados vão a um encontro com a sua cara metade e o que acontece?! Ele(s) borram a pintura toda!

Futebol constrangedor, sem chama, sem alma, sem entrega, sem empenho, sem qualidade (afinal o melhor é nem escolher os adjectivos mas sim largá-los todos)...

 

Até o nosso golo foi meio oferecido. 

 

Não há muito mais a dizer. Eu estou chateado, Bruno de Carvalho está chateado mas o treinador e muitos dos jogadores não parecem. Isso preocupa-me mas, quem sabe se não foi bom que acontecesse, para que o Presidente abrisse os olhos para algo que me parece evidente há meses aos olhos de muitos Sportinguistas.

 

Jorge Jesus nunca assumirá nada que não seja positivo ou para lhe encher o ego. Jorge Jesus trabalha para se afirmar pessoalmente e, num desporto colectivo, ainda para mais onde são os jogadores o foco maior do espectáculo, mais dia, menos dia, isso acaba por ser fatal.

Ontem foi mais uma vez desonesto e deselegante, tanto na flash interview quanto na conferência de imprensa. Todos têm a culpa de tudo, desde o jogador ao tratador da relva. Só ele sai sempre isento de culpas, num mar de erros que parecem juntar-se a conspirar contra ele, para boicotar a sua bela e perfeita obra, que nunca falha por incompetência própria.

 

Assumo que, sem ser a gota de água, a minha paciência está no limite. Jorge Jesus tem contrato e despedi-lo não custa "três tostões". Isso preocupa-me pois, neste momento, ele parece-me mais parte do problema do que da solução. Tendo-me parecido que Bruno de Carvalho chamou a si novamente a "pasta" do futebol, sabendo que Jesus gosta de ter carta branca nessa mesma "pasta" e tendo presente a ressalva da elevada indemnização em caso de despedimento...

 

Jesus é bom treinador e, mesmo não tendo o perfil que me pareça o mais adequado para o nosso clube, só vejo uma hipótese deste "casamento" dar certo para o ano. Bruno impõe 90/95% do plantel a Jesus, deixa-o contratar um daqueles bombons que ele tanto gosta mas que só se sabe se são bons depois de abrir (com o risco de saber que podem custar 1 milhão ou 10) e fecha-se a loja, apostando no que temos de bom e reinvestindo o dinheiro que fizermos com as vendas, seja de excedentários ou não, em posições verdadeiramente deficitárias (como as laterais defensivas, por exemplo).

Na verdade há outra solução. Despedir Jesus, com os riscos orçamentais que isso implicaria. Sim, porque despedir Jesus implicaria desinvestir no plantel, diminuindo a massa salarial e, quem sabe, voltando ao mais com menos (bem mais adequado a nós, diga-se).

 

Confesso que balanço entre ambas as opções mas já tenho uma inclinação. Para já, a única coisa que é certa é que Jesus passou de uma das melhores épocas de sempre (em termos de aproveitamento e não de resultados, embora com interferência clara de terceiros) para uma época abaixo da de Marco Silva, que foi fraca mas ainda assim melhor que esta a todos os níveis.

Tal como não gostei de ver Marco Silva, aquando da sua "estadia" no Sporting, desrespeitar quem lhe pagava o ordenado, também não me agrada ver hoje Jorge Jesus a fazer-nos passar por parvos. Sim, porque hoje apostar nos jovens era um risco mas, se a melhor segunda volta da sua carreira se concretizasse (como podia ter acontecido), ele estaria aí prontinho para colher todos os louros da aposta na juventude que ele nem queria que estivesse no plantel.

 

Sim, isto está a ir de rajada. Provavelmente já divaguei por aí e talvez já tenham percebido que, no fundo, a minha vontade é mandar um valente biqueiro no cu ao "Mestre da Táctica". Que "sa" foda!

 

Presidente, votei em si e no seu projecto. O seu projecto não está nem nunca estará refém de um treinador, por muito bom e caro que ele seja. Você já demonstrou que não tem dificuldades em escolher alguém competente para o cargo mas, atenção, também a si lhe falta alguma capacidade auto-critica e tento na língua (ou será na escrita). Estamos a duas jornadas de terminar a nossa época. Pense bem no que quer fazer para a próxima porque, não determinando nada (nós estaremos sempre aqui para o Sporting e ele é nosso outra vez), a próxima temporada pode ser decisiva para si. Da minha parte, tem carta branca para fazer com Jesus o que entender que seja melhor para o Sporting, custe isso o que custar. Pense bem e não desbarate a confiança que os Sportinguistas têm em si. Eu acredito que, com as directrizes certas, é para o ano, e nem é preciso mexer muito.

Para terminar, e porque isto vai longo, deixe lá o futsal. Perder uma final por 7-0 é mau, terrível, mas tomara o nosso futebol ter metade do sucesso e da competência que têm tido os nossos leões do futsal, desde os jogadores ao director da secção. 

 

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SPORTING CP 1-1 Benfica: derby enfadonho

Começo pela polémica, para ficar já arrumada. Houve três penaltis no jogo de ontem. Um sobre Bas Dost (claro, evidente e sem a devida acção disciplinar - amarelo para Ederson), um sobre Grimaldo (que poucos árbitros marcariam, devido à linguagem corporal do espanhol, que só caiu mais tarde, quando viu que não chegaria à bola) e outro sobre Lindelof (por estupidez de Bruno César que pode ser considerada experiência por alguns).

Ressalvo que os dois lances na área do Sporting aconteceram com um intervalo de 1:20 minutos e que, por isso, é natural que não fossem ambos assinalados mas, na minha opinião, são dois lances em que existe falta, mesmo que nenhuma seja tão evidente quanto a que originou o penalti convertido por Adrien.

 

Quanto ao jogo, o Sporting teve 15/20 minutos interessantes em todo o jogo, que coincidiram com o início de cada uma das partes, onde poderia ter feito pelo menos mais um golo para além do que conseguiu concretizar.

O Benfica disputou o jogo dentro do seu plano esperado e mereceu o empate.

 

A verdade é que o Sporting pouco fez do que podia para ferir a linha defensiva do Benfica. Deixámos que Bas Dost passasse ao lado do jogo na fase de construção e, com isso, limitámos imediatamente parte da influência positiva que Alan Ruiz pode ter no nosso jogo.

Gelson foi praticamente o único elemento desequilibrador da defensiva encarnada e os nossos laterais, não tendo estado mal defensivamente (até porque o adversário não causou grandes problemas e os que causou foram resolvidos sobretudo pela dupla de centrais), ofensivamente foram uma nulidade (a quantidade de cruzamentos para trás da baliza foi - é sempre - assustadora).

Muito bem, a dupla de centrais (Paulo Oliveira foi o melhor em campo) e também de agradou a dupla de meio-campo (não acompanho as críticas que li a William, para mim, o único em campo que nunca teve medo de ter a bola).

 

No geral, pareceram duas equipas com medo de fazer por ser felizes e isso prejudicou o espectáculo e defraudou as expectativas dos adeptos, sobretudo dos quase cinquenta mil que estiveram no Estádio José Alvalade. Claro que esta atitude se percebe da parte do Benfica mas, da nossa parte, sem qualquer pressão, exigia-se mais.

Naturalmente, isto sou eu a relativizar a importância do jogo pois creio que, lá dentro, a estrutura ainda teria uma réstia de esperança no título.

 

Perdida essa esperança ontem, espero que finalmente se comece a pré-época e que Jesus tenha visto como deve ser a qualidade dos jovens da equipa B que acabaram de golear o Vitória SC B por 3-0.

A qualidade mostrada por Ryan Gauld, Matheus Pereira, Francisco Geraldes, Gelson Dala e mesmo Ricardo Esgaio, João Palhinha ou André Geraldes, sem desprimor para os restantes, que também estiveram muito bem.

Sobretudo Ryan Gauld, pelo que fez durante mais 90 minutos, deixa-me um enorme ponto de interrogação sobre a capacidade de Jorge Jesus em avaliar qualidade e potencial. O escocês foi o melhor jogador em campo e mostrou, mais uma vez, toda a sua qualidade táctica, técnica e inteligência.

 

Termino voltando ao derby de ontem, apenas para salientar o enorme desportivismo e fair-play de todos os jogadores, de ambas as equipas e para criticar veementemente (mais uma vez) o comportamento dos adeptos do Benfica, que voltaram a entoar cânticos ofensivos, desrespeitosos, vergonhosos e, estes sim, incendiários. Parabéns aos adeptos do Sporting, que foram exemplares.

 

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Vitória FC 0-3 SPORTING CP: Três, a conta que Dost fez

Fui rever o jogo com calma para apanhar o minuto em que Ryan Gauld entrou em campo. Certamente que, em directo, me tinha escapado e queria ter a certeza que, com 0-3 a meia hora do final, o puto escocês tinha entrado, já que não me havia parecido vê-lo em campo.

Parece que não entrou e que a sua ida a Setúbal foi apenas um exercício de fortalecimento mental. Para matar saudades e sofrer de fora, sem jogar por um ou outro.

Jesus sabe como chatear os Sportinguistas. Podia ter sido perfeito mas o gajo tinha de nos irritar com alguma coisinha. Então, lá pensou: "Acham que é hoje? O caraças!... Vou mas é tirar o Marvin, para ver se o gajo não é expulso mas deixo o Alan em campo. O gajo tem de fazer mais um golo para eu justificar os 8 milhões, mesmo que se arrisque a ser expulso".

Claro que isto é brincadeira, até porque eu gosto muito do Alan e não desgosto de ver o Marvin sair. Só é pena é que o sacana do JJ teime em errar no timing com que satisfaz os meus desejos e de muitos outros Sportinguistas.

Jorge, pá! Custava assim tanto dar uns minutos ao Ryan?! Porra! Nem os três que deste ao Esgaio?!

Começo pelo negativo, só para ficar já despachado. Gauld devia ter entrado, Marvin não devia ter saído e Alan devia ter saído, assim que Dost picou o ponto após uma trivelada de craque. 

Termino os pontos negativos com um simples "Foda-se, Bryan!"

 

Vamos ao jogo...

 

Parece que entrámos mal. Não vi o primeiro quarto de hora (ainda bem, segundo parece) e devo ter ligado assim que começámos a "espreguiçar-nos".

Mesmo assim, a primeira parte foi Gelson e pouco mais. O golo é mais do que merecido e falta-lhe apenas um para igualar os sete da época passada, sendo que já triplicou os passes para golo (12, segundo o transfermarkt.pt).

 

A segunda parte trouxe mais motivos de interesse, mais qualidade, mais oportunidades e mais golos.

Bruno César continuou a mostrar que está num excelente momento de forma, o meio-campo subiu de produção, Alan Ruiz continuou a mostrar que vale o investimento e Dost, num Manchester United, já teria triplicado o valor do investimento só em vendas de camisolas.

 

Enquanto isto, o árbitro da partida teimava em abusar de uma dualidade de critério que viria a materializar-se em três cartões para cada lado, quando os da casa deveriam ter visto o dobro. Não fosse Gelson ter fugido (e bem) a qualquer contacto físico e estaria, também ele, exposto à admoestação que o tiraria do derby do próximo fim-de-semana. Assim, só Marvin ficará de fora.

 

William marcou o segundo golo no campeonato, ambos ao Vitória sadino, e Bruno César assistiu o "Sir", que facturou de cabeça (não há meio de William se tornar mais decisivo, melhorando a finalização e aparecendo mais em zonas adiantadas - ainda não conseguiu melhorar o registo de 4 golos da primeira temporada).

O jogo não podia terminar sem os festejos frenéticos de "Thunder" Dost, que numa dúzia de segundos conseguiu festejar com os adeptos e abraçar Alan Ruiz, que o serviu com uma trivela que, certamente, o Quaresma teria aplaudido.

 

Em resumo, uma vitória tranquila num jogo em que, sobretudo na segunda parte, o Sporting soube controlar o jogo e avolumar o resultado com tranquilidade.

Venha o derby. afim de reduzirmos mais um pouco a vantagem para o Benfica. 

 

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