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Grande Artista e Goleador

Boavista 1-3 SPORTING CP: Je t'aime, Bas!

Dou por mim a pensar que o último francês a ocupar o centro da nossa defesa tinha sido o Naby Sarr. Nem era necessário ter trazido um francês tão bom para nos esquecermos do anterior.

Bem...na verdade acho que já (quase) todos tínhamos esquecido o Sarr. 

Jérémy Mathieu não tem apenas qualidades técnicas e tácticas. É inteligente, perspicaz e transmite uma calma e segurança ao resto da equipa que só os grandes jogadores conseguem.

Ontem foi o melhor em campo e para além dos cinco desarmes e cinco intercepções, participou de forma decisiva em ambos os golos de Bas Dost.

Um verdadeiro patrão e um craque de classe mundial. 

Depois, Bas Dost. Desde Mário Jardel que não tínhamos um ponta-de-lança tão letal e decisivo (sim, eu sei que tivemos Liedson). Bas Dost junta à capacidade finalizadora um profissionalismo a toda a prova e um compromisso com o colectivo que supera o dos já citados.

Para além disso é um tipo com uma mentalidade diferente. Auto-crítico, ambicioso, naturalmente insatisfeito... Marcou dois golos mas assumiu ter feito um dos piores jogos. Talvez por ter achado que não cumpriu com algumas das suas responsabilidades tácticas, mesmo que não tenha deixado em mãos alheias aquela que é a sua principal função; marcar golos.

Voltou a demonstrar uma eficácia impressionante, fez dois golos em três remates e o seu maior falhanço no jogo foi um remate que não fez.

Impressionante!

O jogo foi o que se esperava. De luta, nem sempre bem jogado, frente a um adversário aguerrido e empenhado.

A primeira parte não foi boa mas acabou em beleza e, aqui, acho que Daniel Podence merece uma palavra. Tem sido aposta inconstante por parte de Jorge Jesus e não é fácil mostrar serviço nessa condição. Não fez um bom jogo mas apareceu num momento decisivo, permitindo a Fábio Coentrão inaugurar o marcador, estreando-se a marcar de leão ao peito. O "produto Academia" tem qualidade mas tem que ser implementado com uma elevada dose de paciência. Por parte de quem gere os recursos humanos e por parte dos adeptos. Há que ter o equilíbrio para avaliar os momentos exuberantes, sabendo que virão períodos de menor fulgor.

Podence tem qualidade e acho que, contra as minhas próprias expectativas, poderá vir a singrar. Haja paciência! Pena que na cabeça de Jesus não haja espaço para Iuri que, a espaços, certamente demonstraria qualidade, porque a tem.

 

A segunda parte foi de qualidade, tanto no futebol apresentado como na capacidade de gerir e controlar o jogo. O bis de Bas Dost, logo após o disparate de Coates tratou de acalmar as hostes e reafirmar confiança em mais uma vitória, num reduto muito difícil.

Quanto ao uruguaio, terá de refrear a tendência para adornar os lances. Há uma linha que separa a confiança da displicência. O momento de ontem, sendo o último homem, revela displicência e falta de concentração e responsabilidade. A não repetir.

 

Volto a frisar; grande vitória alcançada num campo tramado, graças a um plantel feito de homens de "barba rija", que sabem trabalhar em grupo e me parecem ter a sintonia e o compromisso ideal para nos fazer felizes.

Assim seja!

Venha o Vilaverdense e o merecido descanso para alguns deles. Tudo isto sem perder o sentido de missão e responsabilidade que teremos de ter, que queremos ser bem sucedidos.

 

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Barcelona 0-2 SPORTING CP: Faltou mais Academia em Camp Nou

Foi um Sporting demasiado retraído, calculista e "medroso", aquele que se apresentou em Barcelona. Tirando a aposta em Alan Ruiz, que me faz perguntar que mal fizeram outros jogadores para não terem tido a oportunidade de ser titulares em Camp Nou, gostei do onze.

Tinha sugerido a alteração de duas ou três "peças", a pensar no jogo do Bessa e de forma a não retirar capacidade à equipa. Jesus fez "descansar" Fábio Coentrão, Gelson Martins e Bas Dost mas amarrou a equipa de tal forma em termos tácticos que o jogo não passou de um entediante momento desportivo.

O jogo de ontem tem vários pontos de contacto com o que o Benfica fez há cinco anos, sob orientação técnica do mesmo Jorge Jesus, que podia ter sido mais ousado das duas vezes que visitou Barcelona.

A alteração do sistema táctico e das dinâmicas da equipa retirou capacidade para atacar com agressividade o último reduto dos catalães. Aliada a isto, a utilização de Alan Ruiz, que até pode já ter actuado na posição mas não demonstra aptidão para o fazer por cá, retirou agressividade à nossa primeira linha de pressão e capacidade para atacar a profundidade e a largura, devido às características do argentino, que tem de olhar o jogo de frente (e estar em boa forma, já agora) para colocar em prática as suas melhores qualidades.

Nada tenho contra Alan Ruiz só que, simplesmente, não tenho visto nele capacidade ou vontade de acrescentar valor ao colectivo. 

 

No fundo, faltou mais Academia em campo. Só Rui Patrício e William actuaram de início e este jogo tinha sido o ideal para lançar Podence e/ou Iuri Medeiros (que não tem sido opção mas, ao contrário de Alan Ruiz carece de oportunidade para mostrar o seu futebol). No caso de Daniel Podence, creio até que seria um prémio merecido ter actuado num dos campos mais míticos do futebol europeu.

 

Passei o jogo todo a pensar no próximo, sobretudo por não ver no de ontem motivos de interesse suficientes para o viver com a intensidade que ele pedia. 

O Barça poucas oportunidades teve e as que teve Patrício resolveu bem. O Sporting teve duas, por Bas Dost, que devia ter aproveitado pelo menos a primeira, onde rematou contra o compatriota, dono da baliza "blaugrana".

Ironicamente, o Sporting voltou a sofrer um golo de canto, momento em que Jesus disse ser pouco provável que os catalães nos molestassem. Fizeram-no por duas vezes em dois jogos sendo que, também por duas vezes, foram jogadores nossos a introduzir a bola na própria baliza.

 

Como eu tinha previsto, a Juventus não vacilou na Grécia e o nosso destino, que já estava traçado, confirmou-se.

Seguiremos na Liga Europa e aguardamos por alguma sorte no sorteio.

 

Venha o Boavista, sendo que esta prestação "morninha" no jogo de ontem me colocou uma camada de nervos suficiente para durar até sábado. No Bessa, quero voltar a ver isto.

 

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SPORTING CP 1-0 Belenenses: Golo 50 de Bas Dost resolve

Quinquagésimo golo de Bas Dost em 62 jogos de leão ao peito. Um golo a cada 104 minutos. O holandês resolveu de penálti, facto que não retira mérito à sua eficácia. Fez um golo em dois remates e confirmou mais três pontos nesta caminhada rumo ao tão ambicionado título.

A entrada forte no jogo deu frutos logo aos treze minutos, na sequência de uma falta clara de Hanin sobre Daniel Podence. Bas Dost converteu a grande-penalidade, depois de ter entrado no jogo a atirar à baliza. O cabeceamento, logo no primeiro podia ter saído com melhor direcção.

Os primeiros trinta minutos foram de muito bom nível, com intensidade, dinâmica e a encostar o Belenenses às cordas. Pedia-se que a primeira meia-hora tivesse terminado com mais um golo marcado. Se isso tem acontecido, talvez o jogo tivesse decorrido de forma mais tranquila, sobretudo para nós, adeptos.

O intervalo haveria de chegar com uma vantagem justa no marcador mas a segunda parte trouxe um Belenenses mais afoito e um Sporting mais encolhido.

 

Domingos fez uma substituição ao intervalo, tornou a equipa mais ofensiva e as alterações pareceram ter passado aos jogadores a mensagem de que era possível fazer algo mais.

Foram quinze minutos sofríveis do Sporting que, felizmente, o Belém não conseguiu materializar, sobretudo graças ao acerto da nossa linha defensiva.

A entrada de Battaglia, à hora de jogo, justificava-se plenamente. Era preciso reforçar o "miolo" mas talvez pudéssemos tê-lo feito mantendo Podence em campo. Mesmo menos inspirado que no primeiro tempo, a frescura do pequenino era incrivelmente superior à de Acuña, que já se arrastava em campo.

A insuficiência física do argentino era tão evidente, que dez minutos depois Bryan Ruiz tomou o seu lugar e regressou aos jogos em Alvalade.

Nesta fase os azuis do Restelo ainda assustaram mas os remates eram sempre à figura ou fora dos postes. De realçar que, em todo o encontro, o remate mais perigoso da equipa de Domingos nem tenha acertado na baliza (na minha opinião, o livre de André Sousa, aos 19 minutos).

Os arrepios na espinha eram inevitáveis, mais pela perigosidade do resultado e por já termos visto demasiadas vezes um certo filme do que pela verdadeira intranquilidade da equipa.

Concordo em parte com Jesus. O Sporting nem foi mau a gerir o jogo e em manter o adversário suficientemente afastado da baliza de Rui Patrício, que fez ontem o jogo 500 da carreira como profissional, entre Sporting e selecção nacional. 

Fomos, sim, maus a definir nos momentos ofensivos em que podíamos ter "matado" o encontro e deitado por terra as aspirações do Belém em levar pontos de Alvalade.

As melhores oportunidades dos últimos quinze minutos acabariam mesmo por pertencer todas do Sporting, que decidiu mal em duas ou três situações ofensivas com o adversário em completo desequilíbrio. Pelo menos William, Bryan e Dost tiveram excelente oportunidades para aumentar a vantagem e evitar os suores frios que qualquer Sportinguista consciente de um determinado "karma" terá sentido.

Os últimos minutos foram depois geridos com mestria e sem oferecer ao adversário qualquer oportunidade de sequer espreitar o nosso meio-campo, ainda com Bruno César a estrear-se na posição de "empata fod**" (mais uma para o currículo).

 

De destacar o bom momento de Gelson Martins, provavelmente o mais esclarecido dos elementos da frente de ataque, em conjunto com o Podence do primeiro tempo, enaltecendo também a competência extraordinária da nossa linha defensiva.

Piccini foi um verdadeiro achado, tal a qualidade das suas acções, a começar pela leitura de jogo, que lhe permite quase sempre tomar as melhores decisões. A sua razoável capacidade técnica é um auxílio importante na hora de executar aquilo que o pensamento manda.

Coates, tirando as vezes em que resolveu inventar em zona proibida, esteve excelente e a experiência de Mathieu e Coentrão é fundamental para o nosso equilíbrio mental, sobretudo em situações de pressão extrema. O lance em que Mathieu faz um pique para "virar" um jogador do Belém, aos 82 minutos, é exemplificativo da noção clara que tem da importância dos momentos do jogo. Deixar que o jogador embalasse naquele momento poderia ter sido fatal e o francês cortou o mal pela raiz.

Dost voltou a não tremer numa situação da marca dos onze metros e marcou o terceiro golo de grande-penalidade esta temporada. Percebo os que falam da escassez de golos em bola corrida mas estão bem para as oportunidade de que tem disposto. Além disso, marcar um penálti não é fácil, sendo que este foi o único que não teve a carga emocional de ter sido apontado mos minutos finais das partidas (Setúbal e Feirense). Em comum, há o facto de todos eles terem dado três pontos.

 

Para o final da noite estaria guardada a cereja no topo do bolo. Os rivais directos empataram e ambos perderam pontos. O cenário ideal, na minha óptica, sendo que o jogo fica marcado pela polémica em torno da arbitragem e do vídeo-árbitro.

Seguimos na perseguição ao primeiro lugar e uma vitória no Bessa deixará a equipa com 36 pontos. A acontecer, será o melhor registo de Jorge Jesus à 14ª jornada, desde que chegou ao Sporting (tinha 35 pontos em 2015/16 e 27 na época passada).

Venha o Barça, em mais uma grande noite europeia onde o sonho dos oitavos-de-final se mantém vivo.

 

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P. Ferreira 1-2 SPORTING CP: Podem contar connosco

Estamos na luta! Jogo difícil, como se esperava mas onde o Sporting conseguiu vencer com alguma segurança, mesmo que tenha apanhado um ou outro susto.

Jesus não surpreendeu e lançou o onze habitual. Com o regresso de Acuña, voltámos a apresentar o onze mais vezes utilizado ao longo desta época.

 

O Paços entrou afoito e logo nos minutos iniciais criou algumas jogadas de perigo. 

O Sporting equilibrou a partida, assumiu o controlo do jogo, teve duas boas oportunidades (Gelson e Bas Dost falharam) e acabou por chegar ao golo na sequência de um lance de bola parada. Canto de Bruno Fernandes que William desvia para a entrada de Battaglia ao segundo poste. A bola é defendida por Mário Felgueiras, Bas Dost tenta encostar, Felgueiras volta a defender e Battaglia confirmou o golo. Aos protestos dos pacences, não atendeu Tiago Martins e a sua equipa de arbitragem. O VAR tirou as dúvidas e o jogo seguiu.

O Paços voltou a assustar e mostrou não ter abanado com o golo mas o Sporting viria a controlar os dez minutos finais da primeira parte, chegando ao intervalo em vantagem.

 

A segunda parte começa na mesma toada da primeira. Com o Paços a mostrar que estava disposto a anular a vantagem do Sporting, mas a rematar quase sempre fraco.

Jesus mexeu e tirou Acuña (era ele ou Bruno Fernandes, ambos muito apagados) para lançar Bruno César.

Bruno Fernandes apareceu finalmente no jogo, para rematar de fora da área ao poste de Mário Felgueiras (minuto 65).

Aos 71 minutos, a barra de Patrício estremeceu, após cabeceamento de Nabil.

O jogo estava perigoso. Era matar ou morrer.

A um quarto de hora do fim, Gelson fecha da melhor forma uma jogada de Bruno César e Fábio Coentrão, vinda de um lançamento lateral. Coentrão cruza atrasado para Gelson que, com uma recepção orientada, engana toda a gente e remata cruzado para um grande golo que praticamente matou as aspirações do Paços no jogo.

 

Até final, e já com o regressado Bryan Ruiz no lugar do "tocado" Battaglia, o Sporting geriu bem a posse de bola e os ritmos do jogo mas não se livrou do habitual golinho sofrido, como que para nos colocar em sentido nos minutos finais. O Baixinho do Paços jogou, marcou mas não roubou pontos ao leão, que segue assim a dois pontos dos dragões. Na próxima jornada defrontam-se Porto e Benfica.

Mathieu atrás, Battaglia no "miolo" e Gelson na frente foram os melhores em campo mas todo o plantel está de parabéns.

 

A liderança pode estar ao nosso alcance, à entrada para o mês no Natal. Nos últimos 30 anos devem contar-se pelos dedos de uma mão as vezes que isso aconteceu.

Estamos vivos e estamos na luta. Podem contar connosco. Segue-se o Belenenses em nossa casa

 

Nota final para os incansáveis leões, que seguem a equipa para todo o lado. Enorme o apoio na Capital do Móvel. Nunca se calaram do primeiro ao último minuto. FANTÁSTICO!

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SPORTING CP 3-1 Olympiacos: Está garantido o mal menor

"A Liga Europa, para nós, é um mal menor."

 

As palavras são de Jorge Jesus, no final do encontro de ontem e, ao contrário do que muitos possam pensar, não exprimem qualquer desânimo ou desilusão.

Esta frase exprime uma ambição que há mais tempo eu esperava ter visto no Sporting de Jorge Jesus. Já havíamos jogado antes olhos nos olhos com outros tubarões mas nunca se tinha vislumbrado em Jesus esta ambição.

Talvez o tenha dito porque conseguimos ontem o que falhámos no passado. Porque fizemos a nossa obrigação ao garantir seis pontos com a equipa "do nosso campeonato", coisa que não havíamos feito no passado e nos acabou por custar caro. Talvez o tenha dito porque não havia nada a desculpar e porque daqui para a frente o que vier é ganho mas, não posso negar, esta ambição agrada-me. É isto que eu quero continuar a ver no meu Sporting.

Cumprimos o nosso dever com entrega, rigor, determinação e qualidade. Tal como em Atenas foi com naturalidade que chegámos ao 3-0, resultado depois nivelado pelos gregos para números mais coincidentes com aquilo que é a real diferença entre os dois conjuntos.

O Sporting é melhor equipa e mostrou-o ontem, como já havia feito em Atenas. Os três pontos (seis, no confronto directo) são merecidos e, no mínimo, continuaremos a competir na Liga Europa, onde poderemos restituir algum do nosso prestígio e, tão ou mais importante, refazer o nosso ranking, recolocando-nos onde merecemos e queremos estar.

Só assim se evitam equipas como as que temos apanhado nos últimos anos e que tanto nos complicam a vida.

Inevitavelmente é Bas Dost o homem do jogo mas, no geral, todos se exibiram a um nível interessante. Curiosamente, um dos que mais me tem feito suspirar pelo seu regresso terá sido um dos menos bons. William não teve a noite mais feliz, mas não deixou de dar, aqui e ali, um cheirinho da sua qualidade.

Piccini, por tudo o que acrescenta ao nosso jogo na ala e pela segurança que transmite (tal como Coentrão) mas sobretudo por ter iniciado o lance que desbloqueia o jogo, merece-me uma atenção especial, tal como Bruno César, que surpreende nestes jogos europeus pela sua fiabilidade e efectividade que, curiosamente nem sempre revela nos jogos das competições internas.

Gelson e Bruno Fernandes voltaram a assistir colegas para os golos e continuam a ser os principais municiadores da equipa. Com maior eficácia, os números de ambos podiam até ter sido mais relevantes.

O 12º jogador voltou a dizer "presente" e foram mais de 42500 os espectadores no Estádio José Alvalade, num dia cheio e em cheio para o Sporting, que assegurou a presença no playoff de acesso aos oitavos-de-final da Youth League, venceu o primeiro encontro da ronda de elite da UEFA Futsal Cup e acabou o dia a regressar ao primeiro lugar do campeonato nacional de andebol, após vitória tranquila em Águas Santas, com o regresso de Pedro Solha à competição.

 

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Andebol / Motor 32-29 SPORTING CP: Pela porta grande

O Sporting está fora da Liga dos Campeões mas não saiu de "surra", pela porta pequena. Discutimos o resultado na Ucrânia, demos luta e fizemos o que estava ao nosso alcance para continuar na prova. Não foi possível e ficaremos agora completamente focado nas provas nacionais, onde o objectivo é, naturalmente, o título nacional, por forma a voltar para o ano ao maior palco do andebol europeu.

 

No entanto, não se pense que o Motor é uma equipa qualquer. Tal como o Montpellier, não é do nosso campeonato. É uma equipa talhada para as fases finais da Champions, onde esteve nas últimas duas temporadas.

Há mais de dois anos que os ucranianos passeiam, só com vitórias, na Superliga ucraniana. Na Champions, desde 18 de fevereiro de 2015 que uma equipa não vence em casa do Motor na fase de grupos e desde março do ano passado que ninguém fazia 29 golos no reduto dos ucranianos na mesma fase da prova (com o campeonato ucraniano nem vale a pena comparar, tal é a raridade com que uma equipa não vai lá perder por 15/20 golos de diferença). As únicas duas derrotas dos ucranianos nos últimos dois anos verificaram-se nas fases e eliminar da Liga dos Campeões.

 

Foram detalhes que ontem nos impediram de fazer algo incrível. Pormenores que, por maior experiência e/ou capacidade caíram para o lado dos ucranianos, com uma arbitragem que, sem ter influência no resultado, inclinou ligeiramente o terreno de jogo em determinados momentos da segunda parte. Nunca baixámos os braços e lutámos até ao último segundo. Mais não se podia pedir.

 

Neste cenário, ter a consciência que, não passando, houve espaço para fazer melhor é animador e revelador da qualidade da nossa equipa e dos nossos jogadores. 

Há margem para melhorar numa próxima participação e, para isso, é essencial garantir que estamos presentes em 2018/19. Será esse o foco a partir de agora, garantindo que, nos dois encontros que faltam da Champions, tudo faremos para não borrar a pintura e manter o respeito que a Europa do andebol já nos ganhou.

 

O desafio para essa altura será a reconstrução do plantel e a forma como atacaremos a época, visto que muitos dos jogadores terminarão os seus contratos no final desta temporada.

Também por isso haverá uma vontade férrea de renovar o título, seja para manter confiança na continuidade ou para sair em grande, com o culminar de dois anos fantásticos.

 

Para já, dou os meus parabéns aos nossos jogadores e equipa técnica, desejando que a equipa mantenha o foco na renovação do título, objectivo que, acredito, está perfeitamente ao nosso alcance.

Seguem-se, nos próximos 15 dias, uma ida a Águas Santas e uma recepção ao Avanca, intercalados com o que resta desta fase de grupos da Champions (ida à Rússia e Metalurg no João Rocha). Para além disto, é importante destacar que as posições para a entrada na fase final do campeonato nacional ficarão praticamente definidas antes do final deste ano, com os embates frente ao ABC e ao Porto, ficando apenas a recepção ao Benfica guardada para o final de janeiro.

Acabar o ano em primeiro lugar certamente nos dará a vantagem moral de chegar à fase final com ascendente psicológico sobre os rivais sendo que, nessa altura, cada jogo será de "mata-mata" e qualquer erro se pagará caro.

 

A minha fé nesta equipa é inabalável!

 

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SPORTING CP 2-0 Famalicão: O "maestro" entrou e a banda afinou

Objectivo cumprido, sem ponta de brilhantismo.

Jesus apresentou um onze esquisito, com Coentrão e Bruno César como extremos e um meio-campo formado por Petrovic e Battaglia. Tobias teve uma oportunidade, ao lado de Coates e Podence no acompanhamento a Bas Dost.

Voltei a sentir a falta de Iuri mas Jorge Jesus tratou de queimar o jogador no final do encontro, mais ainda do que o tem feito ao longo dos últimos dois meses. Insinuou que o jogador não treina bem e, se isso é um problema que o próprio Jorge Jesus devia assumir e enfrentar internamente (a bem do jogador e do Sporting, que se encontra carenciado em posições onde o açoriano pode ajudar), trazê-lo para a praça pública serve apenas para descartar responsabilidades e complicar uma possível venda ou empréstimo no mercado de Janeiro. Se no nosso campeonato todos estarão ávidos para receber Iuri de braços abertos, quem é que lá fora vai dar os ditos milhões que por aí se falam por um jogador que não se aplica?

Apenas para rematar este assunto, que muito me incomoda, digo apenas que jogadores como o Mattheus Oliveira ou o Petrovic devem treinar muito bem, para que continuem a ser-lhes concedidas as tais "oportunidades" que Jesus referiu, mencionando o brasileiro (já nem falo no Alan Ruiz). Isto mesmo que 5 minutos de jogo não sejam bem uma oportunidade, mesmo que Jesus ache que é.

 

A primeira parte foi muito fraca. Sem ligação entre sectores, vivemos de uma ou outra arrancada de Podence, na esperança de ver Bas Dost abraçá-lo. Não aconteceu e os primeiros 45 minutos serviram sobretudo para motivar o adversário, que até entrou melhor que nós na segunda parte.

Percebia-se que seria necessário recorrer a alguém mais capaz para dar qualidade àquele meio-campo, onde Petrovic e Battaglia estiveram muito mal, sobretudo no capítulo do passe e se o argentino ainda se deu ao jogo, o sérvio passou uma hora a esconder-se dele.

Jesus, bem, lançou Bruno Fernandes para o lugar de Petrovic e, sem puxar em demasia dos galões, o internacional português deu ao jogo o abanão necessário para fazer a diferença. Com Gelson algo trapalhão e Podence a decidir pior à medida que o tempo passava, bastou dar a bola ao Bruno que ele fez o resto.

Assistiu Coates, que marcou na sequência de um pontapé de canto e serviu Bas Dost para aquele abraço, já depois de Rui Patrício nos ter salvado uma ou duas vezes de um aperto maior.

 

Mais negativa do que a exibição do Sporting, só a exibição do árbitro da partida. Sem vídeo-árbitro, Hélder Malheiro seguiu as directrizes "papais" e deu a missa como devia ser. Desde uns fora-de-jogo mal assinalados, passando por um penalti por assinalar e outro mal assinalado, na sequência de um "offside" ignorado, Malheiro de tudo fez para nos complicar a vida.

 

Gigante salva de palmas para Patrício, que está novamente num grande momento de forma e para Bruno Fernandes, que saltou do banco para resolver o jogo. Podence pede mais minutos, que talvez tenham de lhe ser dados a partir de uma ala, onde não abundam alternativas a Gelson, o único extremo disponível com verdadeiras características e capacidade para acrescentar algo a partir das faixas (sendo que até ele não passa por um grande momento).

Pena a lesão do Jonathan que, espero, não seja nada de grave (sobretudo por saber da fragilidade de Coentrão, que ontem cumpriu os 90 minutos).

 

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Andebol / SPORTING CP 34-27 Besiktas: Estamos na luta

Mais uma excelente exibição do Sporting na Champions, com uma vitória clara a inequívoca, construída desde o primeiro minuto. Os leões nunca deram hipótese aos turcos e desde cedo que cavaram uma vantagem suficiente para gerir o jogo, vantagem essa que foi aumentando com o passar dos minutos.

Destaque, mais uma vez, para a eficácia dos nossos "pontas". Portela e Nikcevic estiveram muito bem, secundados por Frankis e Edmilson, ambos implacáveis nos remates de longa distância. Também Carlos Carneiro merece menção honrosa, pois tem-se apresentado em muito bom nível na ausência de Ruesga. Cudic fez defesas importantes, sobretudo nos momentos do jogo em que o resultado se manteve em aberto.

 

O Sporting aproveitou assim o deslize do Motor, próximo adversário na Champions, que está agora a apenas três pontos de distância. É importante que, hoje, o Montpellier vença o Metalurg, adversário directo na luta pelo segundo lugar da geral.

 

Nikcevic voltou a ser o melhor marcador dos leões no encontro, com os mesmos seis golos que Frankis Carol e consolida a sua posição como um dos melhores marcadores da prova, com 39 golos, a apenas cinco de Ramazan Döne, do Besiktas, líder da tabela.

 

A esperança no apuramento mantém-se sendo que, para garantir os três pontos na Ucrânia, no próximo fim-de-semana, era importante marcar mais do que os 31 golos que os ucranianos fizeram no João Rocha. O desempate no confronto directo tem como primeiro factor os golos marcados no confronto directo e só depois vem a diferença de golos.

 

Destaque para o bom ambiente no Pavilhão João Rocha, pese embora não tenha estado cheio. Esta equipa merece todo o apoio, pelo excelente trabalho que tem vindo a fazer.

 

Nota final para a dificuldade natural das equipas portuguesas em se impor na maior competição de clubes da Europa. Esta é apenas a quarta vez na última década que uma equipa portuguesa marca presença na fase de grupos da Champions. Só por uma vez o Porto esteve perto do apuramento, em 2015/16, tendo ficado em 3º, com 14 pontos e 7 vitórias, por força da desvantagem no confronto directo com a equipa que se qualificou para os oitavos-de-final.

Nas restantes participações (Porto em 13/14, e ABC em 16/17) nenhuma equipa fez os 6 pontos que o Sporting já acumulou esta temporada, ainda que o Porto integrasse o grupo B (muito mais forte que o D).

 

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SPORTING CP 2-2 Sp. Braga: entre um ponto ganho e dois perdidos

O ponto ganho, da forma como foi, acaba por satisfazer, numa noite em que devíamos ter ganho mas estivémos perto de perder.

Sim, o Braga é uma boa equipa. Jesus referiu isso mesmo no final do encontro. Devia tê-lo reconhecido com o jogo a decorrer pois, assim que nos colocámos em vantagem, tentámos defender os três pontos com jogadores esgotados fisicamente e já sem a frescura mental necessária para tapar os caminhos a um Braga estranhamente mais fresco, talvez pela rotatividade que Abel tem dado ao elenco, ao contrário daquilo que tem feito Jesus.

 

Eu não diria que Abel se superiorizou tacticamente a Jesus. O jogo esteve, em muitos momentos, partido. E isso aconteceu porque as equipas estiveram muito desequilibradas em termos tácticos. Várias foram as vezes que ambas as equipas tiveram oportunidade para explorar o ataque rápido. Na maioria das vezes, faltou esclarecimento a ambas.

Perante este cenário, foi de bola parada que chegou o perigo para a baliza de Matheus (Patrício não teve nunca de se aplicar verdadeiramente em todo o jogo). Coates e Bruno Fernandes deram ao brasileiro oportunidade para brilhar.

 

Mais uma vez ficou evidente que Jesus não joga com o baralho todo. Refiro-me à utilização de todo o elenco. 

A Liga portuguesa não tem as mesmas características e exigências da Champions. A Juventus não é o Braga. No geral, acho que faz falta, por vezes, um estudo mais cuidado das equipas do nosso campeonato.

Na maior parte do tempo, o Braga não nos soube ferir mas mostrou sempre que estaria ali para aproveitar os nossos erros.

Numa competição em que temos a obrigação e a necessidade de provocar o erro ao adversário em vez de simplesmente esperar por ele (é isso que nos distingue do Braga - é por isso que nós somos os "grandes"), fez falta a utilização de outro tipo de armas. Há que surpreender um adversário que estará sempre menos apetrechado que nós, fruto da diferença de valores investidos.

 

Excluído a taça de Portugal e a taça da Liga, tivemos 1530 minutos de competição. Nove jogadores foram utilizados em mais de 80% deste tempo. 11 têm menos de 30% de tempo de utilização. Eu sei que isto, mais coisa menos coisa, é o que acontece em todos os clubes mas, no nosso, é evidente o cansaço acumulado em alguns jogadores, que levou a situações extremas e que prejudicam a competitividade da equipa.

Por vezes é necessário usar o baralho todo e jogar um "duque" para depois sacar um "ás" ou uma "bisca" ao adversário, poupando os nossos para as jogadas decisivas.

A melhor equipa nem sempre é a que apresenta os melhores onze mas sim a que apresenta os onze que estão melhor ou que mais se adequam a um determinado momento.

 

Posto isto, não tenho intenção de bater mais no ceguinho. É rezar para que esta pausa dê para recuperar alguns jogadores, porque nada está perdido. É necessário envolver mais outros jogadores. Mais do que apenas lhes dar minutos nas taças.

Porque os "duques" também precisam de se sentir importantes, porque o Sporting precisa deles para ser bem sucedido mas, mais do que isso, porque eles têm capacidade para, aqui ou ali, serem decisivos para somemos sempre três pontos.

 

Recuso-me a desmoralizar, atirar a toalha ou chão ou a dizer que "já vi este filme". O Sporting constituiu um plantel forte ao ponto de quase não haver um jogador que digamos ter falta de qualidade evidente para jogar no Clube. Um plantel vasto o suficiente para que todos sintam que vão ser importantes.

E não vou lamentar mais o que passou. É hora de arregaçar as mangas, mostrar que no Sporting não há ninguém a fazer número e que o título não é uma miragem, até porque a maratona ainda vai no início e não é agora que um ligeiro atraso vai ser fatal.

 

Há ainda algo que me parece importante frisar. Os jogadores deram tudo. Empenharam-se e mostraram-se comprometidos. Simplesmente, alguns estão presos por arames e outros prestes a ficar. Não há milagres.

 

Palavra final para o érbitro da partida. Xistra é fraco, sempre foi. Não é dos que erra de forma premeditada nem me parece daqueles "habilidosos". É apenas fraco. Ontem acabou por nos beneficiar, sobretudo naquele lance do golo anulado (que não pode ser apelidado como tal, porque Xistra interrompeu o encontro antes da bola entrar, ao contrário do que deveria ter feito, podendo assim beneficiar da correcção do VAR). E isto acontece porque é fraco e mal preparado. No restante, fica uma grande penalidade por assinalar para o Sporting, muita passividade na hora de mostrar cartões aos jogadores do Braga (o Esgaio podia ter ido para a rua no lance em que vê o primeiro amarelo), uma expulsão ao André Pinto, já perto do final do encontro e o lance do penalti convertido por Bruno Fernandes, em que admito que Doumbia possa ter feito falta, mesmo que esta não seja, para mim, assim tão evidente.

Como se vê, não há um padrão. Xistra é fraco e há muito que não devia apitar na 1ª categoria mas, tendo em conta o resto do elenco à disposição, cada vez isso me choca menos.

 

Nota: Como devem ter reparado, está activa a publicidade no site. Aviso assim os que desconhecem, que a mesma se destina a fins solidários (link)

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SPORTING CP 1-1 Juventus: "Farei o que puder pelo meu Sporting"

18:45h, uma hora antes do jogo: Rui Patrício ultimava pormenores para subir para o aquecimento, por precaução, Bruno César perguntava pela vigésima terceira vez a Jorge Jesus qual a posição em que ia jogar, Coates olhava uma última vez para a foto de Higuaín, colada no cacifo e Jorge Jesus dava uma "dura" no Jonathan ainda antes do apito inicial, só para ele se habituar... enquanto isto, Battaglia trauteia baixinho "O Mundo Sabe Que...".

Salin bate nas costas do argentino. "Acorda, pá!". 

"Estou a rezar", diz o homem com a responsabilidade de fazer o lugar de William. "Malta, junta aqui."

Todo o grupo se reúne num círculo fechado. Battaglia começa: "O mundo sabe que, pelo teu amor, eu sou doente. Farei o meu melhor para te ver sempre na frente..." (o resto vocês sabem como é)

As palavras foram citadas, interiorizadas, não cantadas. Foram sentidas e enraizaram-se de tal maneira que, uma hora depois, eram onze verdadeiros leões que entravam em campo para bater o pé ao vice-campeão europeu.

Preparados para fazer tudo pelo seu, pelo nosso Sporting. 

 

Não há nada a apontar aos jogadores. Comeram a relva, deram tudo, "morreram" em campo pelo nosso amor. 

Nada mais nos podemos atrever a pedir.

"Chuta-Chuta" abriu o activo e o sonho durou enquanto duraram as forças. Não vale a pena procurar responsáveis pelo golo de Higuaín. O argentino é um avançado de top Mundial a quem basta meia oportunidade de golo para facturar. Teve uma, a única que Patrício não conseguiu parar nos últimos dois jogos. Um toque de classe ao qual o "Marrazes" nada podia fazer para evitar o conhecido desfecho.

 

Nem vou analisar muita coisa. Houve quem estivesse sublime, quem se apresentasse a um nível muito bom e quem tenha sido apenas bom mas todos foram bravos, solidários, rigorosos e empenhados. Aqui e ali, todos mostraram a qualidade que motivou o investimento do Sporting nas suas carreiras. Todos merecem carregar a listada verde-e-branca, todos honraram o Rampante que usam ao peito.

 

Não ganhámos o jogo, mas podemos ter ganho ali mais qualquer coisa que ainda poderá fazer a diferença esta época. Os últimos dois jogos podem ter ganho um peso no grupo que tenha propiciado o tal "clique" necessário para que os campeões se revelem.

 

As palavras foram citadas, interiorizadas, não cantadas. Foram sentidas e enraizaram-se de tal maneira que a repetição deste "ritual" (mesmo que criado por mim) será obrigatório a cada treino, cada jogo, até ao final da época.

No fim, quem sabe, talvez tenhamos que chamar o Iorda para voltar a pôr o cachecol no "Marquês", embora eu preferisse que fosse o Rui, o nosso Patrício. Porque há história que já está escrita e outra que precisa de novos intérpretes para fazer ainda mais sentido.

 

Uma "palavra" para Jesus, mestre em condicionar o jogo dos gigantes; se conseguirmos condicionar todos os adversários da nossa Liga com esta qualidade, se mostrarmos esta garra em cada encontro, se aplicarmos a nossa qualidade individual em prol do colectivo, seremos felizes.

Um único reparo; um jogador que não joga, não tem a mesma confiança que os que jogam habitualmente. Uma salva de palmas ou uma palavra empática é mais eficaz que uma dura no primeiro minuto de jogo. Com um pouco de pedagogia, tinham-se evitado 15 minutos em que o Jonathan sentiu o peso da responsabilidade e os olhos do "mister" cravados nele. O miúdo tem valor e, definitivamente, o Sporting não tem apenas 11/12 jogadores. Alguns deles nem jogaram ou foram convocados para ontem. Precisamos deles todos. Todos cabem no círculo fechado onde se evoca a devoção e amor ao leão. Todos queremos o Sporting campeão!

 

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Rio Ave 0-1 SPORTING CP: Dost resolveu um jogo que Patrício segurou

Não são nestes jogos que se ganham os campeonatos mas são nestes jogos que se fazem os campeões.

Os campeonatos ganham-se no fim. O estofo para estar bem no fim ganha-se nestes jogos.

Tal como eu previa, foi um jogo difícil. O Rio Ave criou-nos muitas dificuldades, independentemente das ausências no seu onze habitual.

O Sporting apresentou-se na máxima força mas não em força máxima. Jesus disse no final que a equipa está a pagar o facto de jogar sempre com os mesmos e, aqui, tenho de o criticar, dando-lhe razão. É trabalho do treinador manter toda a gente pronta. É trabalho de Jesus ter uma segunda linha preparada e não desmoralizada. Só assim aguentaremos uma época com mais de 40 jogos que se quer bem sucedida.

 

O Rio Ave foi quase sempre eficaz a travar a nossa saída em ataque organizado, algo que nunca conseguimos fazer com a organização ofensiva oposta.

A equipa de Miguel Cardoso tinha a lição bem estudada e aproveitou bem a incapacidade defensiva do Sporting de pressionar a sua primeira zona de construção. Dois, três toques, passe vertical e remate à baliza de Rui Patrício. Foi isto a primeira parte toda. Muito por culpa da nossa falta de intensidade e fraco posicionamento defensivo.

 

Ao intervalo Jesus sacrificou Podence para a entrada de Battaglia mas não foi pelo baixinho que as coisas não funcionaram. Acho até que Bruno Fernandes teve um rendimento inferior ao de Podence, embora os problemas defensivos se tenham notado mais por desorganização defensiva do que por falta de disponibilidade para pressionar alto. Havia sempre um elemento mal posicionado e isso condiciona ao fracasso qualquer tentativa de ganhar a bola no último terço do terreno, mais ainda quando o adversário tem qualidade na posse de bola.

 

Ao contrário de Jesus, não acho que a entrada de Battaglia tenha melhorado muito a nossa organização. Melhorámos em agressividade mas a qualidade do posicionamento continuou deficiente. Battaglia é o tipo de jogador que não deixa o adversário avançar e, na impossibilidade de ganhar a bola, mantendo-a jogável, parou algumas jogadas em falta.

Foi mais por aí que o Rio Ave foi perdendo acutilância, enquanto nós continuávamos com imensa dificuldade em atacar, tanto em organização como em transição. Mesmo as bolas que ganhámos no meio-campo adversário não foram convenientemente endossadas, muito pela falta de dinâmica e frescura física que a equipa denotou.

 

No meio disto tudo, mérito para a entrega de toda a gente. Seria fácil, mais ainda frente a uma equipa com qualidade, ficar em desvantagem num jogo mal conseguido.

Valeu Patrício e a falta de acerto do Rio Ave, em determinados momentos.

Numa coisa estivemos, de facto, melhores no segundo tempo; a vigia às movimentações de Rúben Ribeiro. É ele o estratega maior da equipa dos Arcos e soubemos condicionar melhor a sua influência no jogo na segunda parte.

 

O VAR, ao contrário do que acontece em outros campos, funcionou, num raro momento em que ganhámos uma segunda bola em zona adiantada e a entregámos convenientemente. Infelizmente Bruno Fernandes estava adiantado, na sequência de um bom trabalho de Bas Dost.

 

Mas, mais do que assistir, a arte do holandês é marcar. Mostrou-o na recta final do encontro, após uma excelente incursão de Battaglia pela esquerda. 

Este minuto do jogo é exemplo perfeito para a expressão "quem não mata, morre". Após um remate do Rio Ave, mais uma vez defendido por Patrício, Guedes falha a recarga de forma incrível. O Sporting sai para o ataque, mais uma vez com grandes dificuldades, e é um ressalto de Yazalde que, na pressão a William, coloca a bola nos pés de Battaglia e propicia o desequilíbrio.

O resto foi tudo bem feito pela dupla das "pampas" e finalizado da melhor forma porBas "Thunder"Dost.Battaglia fez a sua melhor acção em todo o jogo. Recebeu a bola, endossou aAcuña e preparou a movimentação de rotura.Acuña atrai o adversário e liberta a bola no espaço.Battaglia recebe e, sem complicar (algo que faz algumas vezes), cruza de imediato paraDost que, no limite do fora-de-jogo (em posição legal, ao contrário do que por aí querem fazer crer), finaliza da melhor forma e liberta a tensão de um jogo de sofrimento, em que soubemos aguentar o barco e matar na hora certa.

Não são nestes jogos que se ganham os campeonatos mas são nestes jogos que se fazem os campeões.

Os nossos souberam sofrer até final, mesmo com Piccini a terminar o jogo lesionado, em superação.

Estamos na frente, o Porto joga hoje um dérbi que já foi mais escaldante mas é sempre emocionante, e vai certamente sentir a pressão do momento.

 

Terça-feira há mais e veremos como responde a linha defensiva, que vai sofrer alterações, fruto das lesões de Mathieu e Piccini.

Nota final para o excelente apoio dos Sportinguistas do norte, que disseram "presente" e, mesmo depois do final do jogo, não arredaram pé para desejar que o Sporting seja, no final, campeão.

 

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SPORTING CP 5-1 Desp. Chaves: Em noite da aVARias, o Sporting não facilitou

Bas Dost voltou a marcar, voltou a festejar como um louco, voltou a abraçar efusivamente os colegas e o Sporting ganhou, goleando.

Esta é a normalidade que se deseja mas, sabendo que nem sempre vai acontecer, foi bom desfrutar de um jogo com eficácia máxima, onde cada remate na direcção da baliza deu golo.

O "trovão" holandês mostrou que não há seca que para sempre dure e, em quatro remates, marcou três golos, tantos quantos fez com a cabeça.

Isto num jogo em que o Chaves até rematou mais, mas onde teve de o fazer para lá da "parede" que Luís Castro disse erguer-se cada vez que os flavienses se tentavam acercar do último terço leonino. Mais de metade dos remates do Chaves foram de fora da área, seis deles a uns bons trinta metros da baliza. Rui Patrício apenas fez uma defesa fácil a um dos onze remates feitos pelo adversário.

No final, pena que a agressividade defensiva já estivesse guardada para o próximo jogo naquele minuto final. O golo é de fino recorte técnico mas muito facilitado. Bastava um sopro para o jogador do Chaves abanar mas, em vez disso, deixámo-lo passar.

 

A goleada só não foi maior porque, à meia hora, Rui Costa, com possibilidade de emendar um erro, errou outra vez, mantendo um amarelo por simulação a Gelson quando devia ter marcado grande-penalidade.

Percebo que, em câmara lenta, um árbitro que tinha tomado a decisão de não marcar falta possa ter dúvidas em mudar a decisão mas, não era caso para ter grandes dúvidas. Bastava uma imagem em tempo real para Rui Costa perceber facilmente que a movimentação do jogador do Chaves impede Gelson de prosseguir o lance. A grande-penalidade não deixa de ser evidente em slow-motion mas Rui Costa manteve a decisão e Gelson levou um amarelo desnecessário que, mais tarde, poderá dar jeito aos nossos adversários.

Noutros campos, o VAR deixou convenientemente de funcionar a partir de um determinado momento do jogo em que determinada equipa acabou por beneficiar de uma grande-penalidade mal assinalada e precedida de falta. VARdadeiramente inacreditável!

 

Regresso ao jogo jogado para dizer que foi uma noite de gala, com bom futebol e um Podence focado em mostrar que, como disse Bas Dost, tem muita qualidade e nos pode ser muito útil.

Ter alguém como o baixinho, que em qualquer momento do jogo o agita da forma que Podence o faz, só pode ser uma mais-valia.

Piccini estreou-se a assistir companheiros para o golo, Acuña estreou-se a marcá-los para o campeonato e Bas Dost, em 14 jogos tem 8 golos, exactamente o mesmo registo da época passada em igual número de encontros.

 

No plano negativo, ressalvo apenas que na falta de Jonathan, que ficou na bancada, não entendo o porquê da entrada de Bruno César para o lugar de Coentrão, quando tínhamos um lateral no banco (muitas vezes nem temos e eu tremo sempre que isso acontece). Será que Ristovski abordaria aquele lance final com tamanha displicência? Acho que não.

 

No final de contas, não só foi importante vencer como foi fazendo-o com uma goleada, respondendo na mesma moeda ao líder do campeonato, que havia cilindrado o Paços de Ferreira na véspera (com respectiva "chicotada psicológica", confirmada hoje pelos "castores"). A luta continua renhida e nós à espera de um deslize dos comandados de Sérgio Conceição.

Finalmente a equipa terá cinco dias para abordar novo jogo, tempo mais que suficiente para recuperar e fazer uma análise e preparação sérias para uma das melhores equipas do campeonato, em sua casa, numa das mais difíceis deslocações da nossa Liga. Segue-se o Rio Ave, em Vila do Conde, felizmente sem Francisco Geraldes mas com muita atitude e garra para nos fazer a vida negra. Teremos de igualar em atitude e fazer a diferença com a nossa qualidade individual pois, colectivamente, os vila-condenses também têm argumentos.

 

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Andebol: Benfica 24-27 SPORTING CP: Na liderança

Numa fase inicial da temporada, os três jogos a mais que o Sporting tem podiam ganhar algum peso. Afectaram a extensão do grupo que, com um calendário apertado e jogos de alta intensidade na Champions se viu privado de Carlos Ruesga e Cláudio Pedroso, para além de Pedro Solha, lesionado há vários meses. Janko Bozovic e Michal Kopco, tocados, tiveram de ser geridos e acabaram por não jogar.

 

Só um plantel extenso em quantidade, qualidade e comprometimento ganharia na Luz e tudo aconteceu com naturalidade, mesmo que o jogo tenha sido mais equilibrado do que os três golos de diferença fazem parecer.

 

Na primeira parte as lideranças no marcador foram alternando e, para manter o Sporting na luta, em muito foram importantes Tiago Rocha e Aljosa Cudic, um a marcar e o outro a defender.

O resultado ao intervalo era 11-12, favorável ao Sporting, com 4 golos do pivot, Tiago Rocha.

 

No segundo tempo foi Pedro Valdés o abono de família. Marcou 7 golos que em muito ajudaram a cavar a diferença de 4 golos, a maior até então na partida.

Estávamos a 6 minutos do final e a vitória não podia escapar. 

Neste momento já Matej Asanin tinha entrado em acção. O croata fez quatro defesas nos últimos 10 minutos e condicionou em muito a qualidade das finalização benfiquistas, que foram perdendo ataques sucessivos.

 

Os últimos 3 minutos foram para gerir a vantagem e um importante golo de Felipe Borges encarregou-se de garantir que os 3 pontos não fugiriam

 

Vitória importante, que nos coloca na liderança com mais um jogo disputado que os principais rivais e nota muito positiva para o rendimento da equipa, liderada por Hugo Canela.

 

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Juventus 2-1 SPORTING CP: Continua a faltar-nos um danoninho

Custa perder assim. Mais uma vez batemo-nos de igual para igual com um dos gigantes da Europa e, mais uma vez, não ganhámos.

Começo por dizer que a excelente actuação do árbitro em todo o encontro, onde apenas faltou admoestar Cuadrado, não merecia dez minutos finais desastrados.

Há falta sobre Bruno Fernandes no lance do 2-1 e, no último lance do encontro, Cuadrado faz penalti sobre João Palhinha que lhe poderia custar um segundo amarelo, caso tivesse já visto o primeiro.

 

Feita esta importante ressalva, destaco mais um jogo muito competente do Sporting. Jesus estudou bem a Juve e a nossa equipa soube condicionar o jogo dos italianos, conseguindo em algumas ocasiões colocá-los em dificuldades na defesa.

 

Bruno Fernandes foi aquele que mostrou mais personalidade e que mais tentou colocar em dificuldades o último reduto transalpino. Piccini fez uma exibição táctica e tecnicamente perfeita. 

Pena que Jesus se tenha precipitado na saída de Fábio Coentrão. Bem sei que o motivo dado na conferência de imprensa foi físico mas o lateral esquerdo parecia estar em boa condição para terminar o encontro.

Acabou por ser Jonathan, devido ao mau posicionamento, a falhar na marcação a Mandzukic, num lance em que o tal bloqueio a Bruno Fernandes lhe retirou capacidade para parar Douglas Costa.

 

No geral, o Sporting fez um bom jogo e nada há a apontar aos jogadores ou ao treinador.

Com estas equipas os pequenos erros pagam-se caros. Marcámos porque provocámos o erro. Sofremos porque errámos.

 

Agora é tempo de mudar o foco para o nosso campeonato, onde os moldes do próximo jogo nada têm a ver com este. Há que assumir o jogo 90 minutos e ser mais acutilante e objectivo no ataque.

Num momento em que Gelson Martins parece menos fulgurante, acho que usar Podence na ala contrária pode também atenuar algumas lacunas ofensivas de Acuña que, embora seja exímio a guardar a bola e um excelente complemento defensivo ao lateral, revela algumas dificuldades em enfrentar o opositor directo em situações ofensivas.

Luís Castro virá a Alvalade sem Domingos Duarte e Matheus Pereira e também temos de saber aproveitar isso.

 

Nota final para o arrepiante minuto em memória das vítimas dos incêndios em Portugal. O Estádio da Juventus é um dos estádios melhor apetrechados em termos técnicos para acrescentar algo ao espectáculo que é um jogo de futebol e aquele minuto foi marcante.

 

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FUTSAL / SPORTING CP 5-2 Benfica: Superioridade total

Desde há muitos anos para cá que o Sporting é claramente superior ao Benfica em futsal. Nas últimas oito edições do campeonato nacional, o Sporting venceu seis e, mesmo nas duas em que não venceu, foi sempre a equipa dominante, que assumiu o jogo sem abdicar daquilo que são as suas ideias e o tipo de futsal praticado.

 

Hoje, pese embora o facto do Benfica ser uma equipa em construção, com um treinador que me parece cada vez mais "espremido", o Sporting voltou a ser superior ao eterno rival e somou a terceira vitória de temporada em três jogos, dois deles com direito a festejos na Supertaça e na Taça de Honra.

 

Finalmente o Sporting conseguiu materializar em campo a diferença entre os dois conjuntos, que já não vem de hoje e que muitas vezes, mesmo vencendo, não conseguimos traduzir na quadra.

Foram três golos de diferença mas podiam (e deviam) ter sido mais, tal foi a superioridade leonina em todos os parâmetros do jogo.

 

Entrámos a perder, demos a volta antes do intervalo e avolumámos no segundo tempo. Tudo normal, como se de um jogo com qualquer outra equipa candidata ao playoff da nossa Liga se tratasse.

Isto, como é evidente, com todo o lado emocional que um dérbi acarreta e que o Sporting dominou muito melhor que o Benfica.

 

Quem não soube controlar as emoções do jogo foi a equipa de arbitragem que, pese embora a sua experiência, deixou que os jogadores do Benfica, no primeiro tempo, abusassem do jogo faltoso, nem sempre sancionado, fruto de um critério "largo" (como diria o outro).

Robinho, claramente o jogador tecnicamente mais evoluído dos encarnados, depois de um bom golo que abriu as hostilidades, levou um amarelo mas escapou a, pelo menos, mais duas sanções ainda na primeira parte. Depois de já ter podido ter visto o segundo amarelo, conseguiu evitá-lo mais uma vez, num lance em que até podia ter visto o vermelho directo. Repito; tudo isto nos primeiros 20 minutos. A verdade é que não voltou a ser sancionado e voltaria a marcar no segundo tempo, novamente numa boa finalização.

 

Da nossa parte, Dieguinho marcou o 1-1 aos 11 minutos e parece estar este ano muito mais entrosado e confiante das suas capacidades. Ele e Pany Varela, sendo que vão para a segunda época de leão ao peito, mais parecem dois bons reforços para a nossa equipa, tal a superioridade das suas performances relativamente às da temporada passada.

Antes do intervalo Cary colocou o Sporting em vantagem para depois, no segundo tempo e de baliza a baliza, Merlim colocar o resultado em dois golos de diferença (3-1).

Robinho reduziu mas rapidamente o Sporting voltou à carga e Caio Japa fez o 4-2, num momento em que o adversário jogava com menos um, fruto da expulsão (acertada) do guarda-redes encarnado, após falta dura sobre Déo, que seguia isolado.

João Matos viria a fechar as contas, com um verdadeiro festejo de leão.

 

Atmosfera incrível num João Rocha quase lotado, que foi enchendo aos poucos, terminando num vulcão tremendo que impressionou Nuno Dias.

 

Quanto ao senhor do pullover, voltou a elogiar o carácter dos seus jogadores e a entrega dos mesmos. Mais uma vez não foi suficiente e quem dá o que tem, a mais não é obrigado. Que assim continue...

 

Segue-se a fase principal da UEFA Futsal Cup, onde o Sporting é favorito a carimbar a presença na ronda de elite. Para já, apesar das lesões (hoje foi Divanei), estamos em grande forma e temos um plantel recheado de qualidade e soluções para suprir as ausências.

 

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SPORTING CP 0-0 Porto: Rei Patrício segura o empate

No dia em que Adrien finalmente se despediu dos sócios e adeptos do Sporting foi outro dos símbolos da nossa formação a brilhar; Rui Patrício manteve a baliza inviolável e segurou o nulo que permite ao Sporting manter a distância para o Porto (1º) e para o Benfica (3º).

 

Não pude ver a primeira meia-hora que, segundo me pareceu pelos comentários que li e ouvi, foi o pior período do Sporting no jogo.

A verdade é que o Porto demonstrou em Alvalade que é um adversário forte. Moralizados por um início de época quase imaculado e onde perderam ontem os primeiros pontos na Liga, os comandados de Sério Conceição tomaram conta das operações a meio-campo, ganhando a maior parte dos duelos, mantendo assim durante um período largo o ascendente no jogo.

 

A verdade é que chegar ao intervalo com um nulo foi um bom resultado para o Sporting. Havia assim a possibilidade de corrigir posicionamentos e aumentar a intensidade.

Assim foi. O Sporting entrou melhor na segunda parte e começou a aproximar-se mais do último reduto dos portistas.

Mesmo sem criar claras oportunidades de golo, começámos a fazer sentir ao Porto que também tínhamos capacidade para assustar Casillas.

 

A verdade é que os lances de maior perigo (ainda que hipotético) saíram dos pés de Jonathan Silva, que com dois/três cruzamentos bem medidos obrigou a defesa portista a aplicar-se para impedir que Bas Dost finalizasse (o holandês podia e devia ter sido mais "rato" no aproveitamento destes lances).

A melhor oportunidade do jogo acaba por surgir numa recuperação de bola de Bruno Fernandes, após um lançamento lateral a favor do Porto. Na cara de Casillas, o português atirou muito por cima e perdeu-se assim uma boa possibilidade para somar os três pontos.

 

Enquanto isso, Patrício ia salvando tudo o que lhe aparecia no raio de acção em mais uma noite quase perfeita, não fosse um lance em que coloca a bola nos pés de um jogador do Porto, travado posteriormente por Coates.

 

A verdade é que, como já disse, o Porto se mostrou um rival forte e num jogo de futebol muito bem disputado, com entrega e intensidade de ambas as partes, ninguém conseguiu desfazer o nulo com que viríamos a chegar ao final do encontro.

 

Confesso alguma estranheza pela demora de Jorge Jesus a mexer na equipa e até pelas opções tomadas. Bruno Fernandes foi bem substituído, na minha opinião. Estava visivelmente cansado e era necessário refrescar o meio-campo ofensivo. Jesus foi conservador, optando por Bruno César em vez de Podence.

Depois disso até entendo o receio de JJ em mexer. A equipa estava bem e, embora cansados, alguns jogadores continuavam a render o suficiente para serem úteis. Mesmo assim, exigia-se mais algum rasgo, se queríamos atacar os três pontos. A entrada de Podence para o lugar de Acuña (também podia ter sido para o lugar de Gelson) não só é tardia como, feita aos 90 minutos, poucos resultados práticos poderia ter no jogo.

 

Agora vem aí a pausa para as selecções e, como disse Jesus, é esperar que aqueles que mais vão viajar joguem pouco, para não virem ainda mais cansados do que foram.

 

Nota de destaque, mais uma vez, para os adeptos do Sporting que quase lotaram o Estádio e nunca faltaram com o apoio à equipa.

 

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SPORTING CP 0-1 Barcelona: Battaglia inglória

É difícil evitar que esta não pareça, à semelhança dos duelos com o Real Madrid na temporada passada, mais uma vitória moral.

A verdade é que fomos quase perfeitos frente a uma das melhores equipas do Mundo e mesmo a "quase perfeição" não foi suficiente para arrecadar um ponto que fosse.

 

Se o Acuña não faz aquela falta completamente desnecessária...

Se tivéssemos evitado que aquela bola chegasse ao Suárez...

Se não tivéssemos tido o azar do remate desviar no Coates...

Se o Bas Dost tivesse rematado à baliza...

Se o árbitro não nos tentasse condicionar desde o apito inicial com uma gritante dualidade de critério...

 

Mas o futebol não é feito de "ses" e a atitude fantástica demonstrada durante todo o jogo continua a deixar-me a pensar onde ficou esta vontade na visita a Moreira de Cónegos...

Não quero parecer azedo mas a injustiça deste resultado depois do que lutámos não só me deixa frustrado como aumenta ainda mais a minha azia, depois do empate para o campeonato.

No entanto, o grande jogo realizado ontem deixa-me uma certeza quase absoluta de duas coisas:

- Vamos ganhar ao Porto

- O Bas Dost marca dois

Posto isto...jogo incrível de Battaglia. Fui dos que o achou caro, no preço e nas contrapartidas. Hoje começo a engolir tudo isso. O argentino é um enorme jogador e, neste momento, parece mais fácil vendê-lo por 30 milhões em julho do que vender o William por 45. E isto em nada belisca a qualidade do William, que vai ficando e ontem voltou a mostrar que é top. 45 milhões por ele, como está o mercado, seria uma pechincha.

Mathieu...que jogo fantástico do francês, que deve ter deixado interrogações em Valverde sobre o porquê da sua dispensa. Nós agradecemos. Para mim foi, a par de Battaglia o melhor em campo.

Não menos importante foi Rui Patrício. Enorme entre os postes e sem responsabilidades no golo. Não foi por ele que perdemos.

 

Em contraponto...Coates.

Gelson não fez um jogo ofensivamente inspirado mas pelo que ajudou Piccini (e a tarefa de acompanhar Alba não é pêra doce) merece crédito. Já Coates esteve desastrado e pareceu o destino a ditar que fosse ele a enviar a bola para o fundo das redes de Rui Patrício. Esta Mathieu não pôde salvar.

 

Agora é esperar que todo este desgaste físico e emocional não condicione a equipa para o jogo que realmente importa. No domingo recebemos o Porto e uma certeza eu tenho. Com esta atitude, concentração, comprometimento e qualidade, os dragões vão sair de Alvalade sem sequer cuspir fumo, quanto mais fogo.

 

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Moreirense 1-1 SPORTING CP: A carroça à frente dos bois

Detesto dizer, "eu avisei".

 

Embora se tenha "cansado" de frisar que só pensava num jogo de cada vez, foi Jesus a passar à equipa o sinal de que já se jogavam os próximos dois jogos em Moreira de Cónegos.

Frente a uma equipa que ia entregar a bola e a iniciativa de jogo e que ia defender junta e agressiva no seu meio campo, pedia-se um onze com maior dinâmica e mais capacidade para desmobilizar o bloco defensivo dos cónegos.

Não tenho dúvidas da utilidade de Bruno César em alguns momentos mas o brasileiro nunca pode ser opção inicial para uma das alas ofensivas. Não quando há melhores opções para oferecer a tal dinâmica e a criatividade que faltam ao "chuta-chuta", que ultimamente já nem à alcunha faz jus.

Juntar Alan Ruiz a Bruno César é meio caminho andado para dar uma parte de avanço ao adversário, como acabou por acontecer.

 

Juntando a isto um Bruno Fernandes com funções que não lhe assentam tão bem e que caem que nem uma luva ao suplente Battaglia, tivemos a receita para 45 minutos de pura desinspiração, "mastigados" e até algo enfadonhos.

 

Ao intervalo entrou Doumbia para o lugar de Alan Ruiz mas, só por si, isso não resolvia todos os nossos problemas. Havia pressa mas teimavam em faltar ideias. Ideias que surgiriam muito mais fluidas se Bruno Fernandes jogasse mais "solto" e se Bruno César tivesse também ficado no balneário (nada contra o brasileiro, atenção).

 

O Moreirense acabou por ser o primeiro a marcar, colocando ainda mais pressão sobre o Sporting, que passaria a jogar mais rápido mas nem sempre tomando as melhores decisões. 

O golo do empate acaba por surgir num lance de bola parada em que me parece, verdade seja dita, que não deveria ter sido assinalado pontapé de canto a nosso favor.

 

A talhe de foice, aproveito para comentar a péssima arbitragem de Luís Godinho e seus pares (os que estavam em campo, já que os outros nada podiam fazer para a evitar).

À semelhança do que vem acontecido noutros jogos, foi demasiado permissivo com as entradas do nosso adversário e acabou por distribuir todos os cartões na segunda parte (a maioria na parte final do jogo), a maior parte deles para o Sporting (!!!).

Mal auxiliado no lance em que corta o ataque ao Moreirense, com dois jogadores com meio campo e apenas Rui Patrício pela frente (convém ressalvar que, embora a bola entre na baliza, há muito que o árbitro tinha apitado e que Rui Patrício se havia alheado do lance).

Mal no lance de Bas Dost com Jhonatan, em que o holandês não faz qualquer falta, antes de Alan Ruiz cabecear para o fundo das redes (também aqui o árbitro apita antes da bola entrar mas, caso não o tivesse feito, teríamos um golo anulado pois aquela bola entraria sempre).

Volta a estar mal no já descrito lance que dá o golo do Sporting.

 

Depois do golo do empate, na minha opinião, Jesus volta a estar mal. Quando parecia ainda mais importante a presença de Bruno Fernandes em campo (mesmo que até ao momento não parecesse inspirado) e quando se impunha a, já de si tardia, saída de Bruno César, foi o português que saiu para a entrada de Battaglia (gestão para quarta-feira, quando o jogo nem estava na nossa mão?!).

Ganhámos agressividade mas não houve acréscimo de criatividade e clarividência na frente. Doumbia não é um "armador" de jogo e, percebendo que Jesus não quis abdicar de Bas Dost, até pelo que ofereceu sempre nos duelos aéreos, eu digo que "nem sempre é com mais avançados em campo que se chega ao golo" (as palavras até são do próprio mestre da táctica).

 

A entrada de Iuri para o lugar de Bruno César aos 73 (!!) minutos já é mais em desespero de causa. Admitindo sem qualquer problema que Iuri podia ter feito melhor nos 20 minutos que esteve em campo, recuso-me a apontar-lhe o dedo por ter falhado alguns passes, que tantos outros falharam antes dele ter entrado.

Sim, é verdade que tivemos ocasiões para ganhar o jogo (Gelson, porra!) mas não é menos verdade que acabámos com o resultado que merecíamos.

 

Nada está perdido e estamos apenas à sétima jornada mas continuo a achar que são nestes jogos que se ganham ou perdem os campeonatos

Agora, já que colocou a carroça à frente dos bois, espero que o Barça saia "atropelado" (1-0 chega) de Alvalade e que isso não prejudique a abordagem à recepção ao Porto.

 

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SPORTING CP 0-0 Marítimo: Ahhh...Doumbia...

A verdade é que foi um bom jogo da equipa do Sporting. Em termos de qualidade de jogo e até de intensidade, sem ser o ideal, foi melhor do que aquilo que eu esperava. Faltaram os golos, não por falta de oportunidades.

O essencial foi amplamente conseguido. Os jogadores mostraram que estão aptos e são capazes de ajudar o Sporting na mesma medida (ou quase) daqueles que o têm feito mais frequentemente.

 

Jonathan (para mim, o melhor em campo) voltou a mostrar que, de quando em vez, Coentrão pode sair para ir fumar um cigarrito e Ristovski foi uma agradável surpresa para quem, como eu, nunca o tinha visto jogar.

Os centrais estiveram bem e Petrovic mostrou que nem sempre a primeira imagem é a que fica (ninguém me tira da cabeça que aquele sérvio enorme que cá andou na pré-época 2016/2017 era outra pessoa).

Alan Ruiz foi, durante grande parte do tempo em que esteve em campo, um dos melhores e dou por mim a perguntar se dá para fazer isto mais vezes e de forma mais consistente, mesmo que a intensidade deste jogo não tenha sido a intensidade normal da maioria dos jogos. O Bruno Fernandes telefonou e diz que não dá.

 

Num plano inferior estiveram:

Salin que, como tinha dito ontem, não acrescentará mais do que aquilo que Pedro Silva poderia acrescentar. Jogo de pés fraco e algum nervosismo que espero só ter acontecido por ser dia de estreia.

Mattheus Oliveira e Iuri Medeiros fizeram ambos uma primeira parte fraca e apagada, com o brasileiro a começar a espreguiçar-se ainda no final do primeiro tempo, enquanto que o português só acordou já na segunda parte. As substituições de ambos já vinham no papel desde o intervalo e é pena, pois ambos estavam a subir de forma quando saíram. Eu tinha esperado mais um pouco para os substituir.

Bruno César fez um jogo como lhe é habitual sempre que nos últimos tempo actua na ala esquerda ofensiva. A sua incapacidade em ganhar lances no 1x1 torna a sua presença em campo muitas vezes dispensável.

 

Guardo Doumbia para o fim porque apareceu sempre no sítio certo para fazer a coisa errada. Com isto enquadro a sua exibição na parte dos que corresponderam ou dos que ficaram aquém? Não sei, e por isso falo dele como o carteiro que apareceu sempre nos sítios certos à hora certa mas que se enganou no destinatário da maioria da correspondência. Foi pena, pois teve nos pés (e na cabeça) oportunidades suficientes para construir um resultado positivo. Caso esteja a guardar os golos para ocasiões mais importantes, perdoo-o. Se não for o caso, um dia vou cobrar-lhe estes.

 

Os jogadores que entraram deram mais alguma dinâmica mas não trouxeram grandes ideias. 

 

Voltando ao essencial, não comprometemos o apuramento para a final-four da Taça da Liga e ainda ganhámos opções para ajudar nas competições que realmente são importantes.

Bom jogo, bom teste aos menos utilizados e boas "dores de cabeça" para Jesus.

Venha o Moreirense!

 

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SPORTING CP 2-0 Tondela: Sem nota artística? O caraças!

Se os golos de Mathieu e Bruno Fernandes não valeram pela nota artística de todo um jogo que se assemelhasse a um bailado de uma das maiores academias do Mundo, vou ali e já volto.

 

Não foi um jogo bem jogado. Teve lampejos de qualidade de algumas individualidades até ao segundo golo, melhorou depois, não sei se porque a equipa descontraiu e porque o Tondela baixou os braços se pelo simples facto de Alan Ruiz já não se encontrar em campo...fica a dúvida.

 

A verdade é que nem todos os jogos terão o brilhantismo do de Guimarães e, para um aspirante a campeão, será necessário que a nota artística surja em doses mínimas mas suficientes para resolver jogos como o de sábado, onde faltou inspiração colectiva mas não faltou brilhantismo, mesmo que momentâneo, por parte de algumas individualidades.

 

Não foi o caso de William Carvalho, que me leva a agradecer a todos os tubarões europeus, mais todo e qualquer clube endinheirado de meio da tabela de algumas Ligas o facto de não terem resolvido largar 45 milhões de euros por um dos melhores do Mundo na sua posição.

Sir Carvalho é um regalo para a vista. Talvez seja o meu "Barbosa". Aquele que, qual Quinito, eu pagaria para ver jogar todos os dias no meu quintal, caso o tivesse. 

A forma como William retira aos adversários a possibilidade de progredir, como lança os companheiros no ataque, mas sobretudo como sai de forma limpa e em estilo de toda e qualquer situação de aperto é algo pelo qual eu pagaria, só por si.

William ficou (contrariado, para alguns) e ainda bem. Numa equipa com mais qualidade individual do que as antecessoras terá muito maiores probabilidades de cumprir o objectivo de ser campeão no Sporting, clube que o formou, bem como a uma das estrelas maiores do futebol mundial, que ontem se fez notar em Alvalade.

 

Cristiano Ronaldo regressou a casa para ver o Sporting jogar e deliciou-se com o golaço de Mathieu, certamente não menos do que com o golão de Bruno Fernandes, que teima em dar-nos um por jogo e para todos os gostos. 

 

Para a história fica um borrego morto (o Sporting nunca tinha ganho ao Tondela em casa), três pontos amealhados, dois golos de belo efeito, a estreia de Iuri Medeiros como titular (o primeiro de muitos, espero eu) e uma semana para preparar dois jogos, o próximo dos quais propício à utilização dos que têm jogado menos. Venha ele (o Marítimo, para a Taça da Liga), antes da visita a Moreira de Cónegos, para o campeonato.

 

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