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Grande Artista e Goleador

Astana 1-3 SPORTING CP: A lei do mais forte

Após uma primeira parte amorfa, onde apenas Rui Patrício se esforçou por não terminar o dia de anos com azia, o Sporting apareceu para o segundo tempo transfigurado para melhor e com uma eficácia que, em dez minutos acabou com as aspirações do Astana no jogo e, provavelmente, na eliminatória.

Ainda assim, os últimos dez minutos do primeiro tempo já haviam sido melhores e o Sporting devia mesmo ter ido para o descanso com o jogo empatado. Após o escândalo que foi o golo anulado a Doumbia no passado fim-de-semana, o costa-marfinense viu outro golo limpo ser-lhe negado, desta vez por fora-de-jogo inexistente.

 

Para o segundo tempo o Sporting entrou mais forte e com o objectivo claro de virar o resultado. Uma excelente jogada de entendimento entre Gelson e Piccini pelo lado direito acabou com um jogador do Astana a cortar com a mão um cruzamento bem medido do italiano. Na conversão do pontapé de penalti, Bruno Fernandes não perdoou.

Dois minutos volvidos e Acuña, que tinha sido um dos piores elementos em campo na primeira parte arranca para uma exibição pujante e de grande qualidade no segundo tempo onde foi, para mim, o melhor elemento em campo. O argentino, sozinho, "partiu a loiça toda" pelo lado esquerdo e serviu Gelson (talvez o MVP da partida) para a reviravolta no resultado. Décimo golo da temporada para o extremo leonino, aos quais junta também dez assistências (dados transfermarkt.pt).

Seguiu-se uma fase de maior pressão dos cazaques, que o Sporting haveria de sacudir cinco minutos depois com um ataque rápido que culminaria com o exorcizar (finalmente!) dos demónios que afastavam Doumbia do golo. Em três tiros certeiros só um contou para o avançado do Sporting, que sai assim do Cazaquistão confiante, quando podia vir completamente desmoralizado (Fredy Montero sabe bem o que é passar por isso). O lance do golo começa numa antecipação de André Pinto, à qual o próprio Doumbia deu seguimento. Acuña haveria de abrir para Bruno Fernandes que, na ala esquerda, fez a 14ª assistência da temporada (à qual junta 11 golos), antes de Doumbia dar o toque final.

 

O que restou do jogo foi mais gestão da parte do Sporting do que outra coisa. Jesus mexeu bem na equipa, trocou Coentrão por Battaglia, baixando Acuña para a lateral e colando Bryan à esquerda, numa alteração que já se torna um clássico deste Sporting 2017/2018.

Depois, Doumbia haveria de dar lugar a Montero que, na primeira vez que toca na bola arranca o segundo amarelo a Logvinenko. O Astana ficou a jogar apenas com dez homens.

Gelson haveria de ter duas boas oportunidades para dilatar a vantagem e, já ao cair do pano e depois de Rúben Ribeiro ter substituído o extremo internacional português, os cazaques haveriam de enviar uma bola ao poste da baliza guardada por Rui Patrício que, assim, teve um bom dia de anos.

 

O Sporting traz para Portugal um bom resultado e uma boa vantagem, que obrigará o Astana a marcar três golos em Alvalade para passar a eliminatória.

Temos tudo nas nossas mãos para nos apurarmos para a fase seguinte, onde os adversários já terão o nosso nível e poderão complicar muito mais a nossa caminhada.

Para já, o Sporting sobe três lugares no ranking da UEFA (é agora 41º) e fica com boas possibilidades de acabar a temporada em 35º, visto que quatro das seis equipas que nos separam dessa posição já não competem nas provas da UEFA, sendo que as que competem (CSKA de Moscovo e Ludogorets) não venceram os jogos da primeira mão da Liga Europa (os búlgaros estão praticamente eliminados após derrota em casa por 0-3, diante do Milan).

Portugal, ao contrário do Sporting, vê as possibilidades de subida no ranking reduzidas a pó, após as eliminações iminentes de Porto e Braga, goleados nos jogos da primeira mão da Champions e da Liga Europa respectivamente. Os russos, ainda com quatro equipas em prova na Liga Europa (três delas com boas possibilidades de passagem aos 1/8 de final) já se distanciaram e poderão acabar a temporada com o sexto lugar bem cimentado, sendo que caberá ao Sporting evitar que o Shakhtar de Paulo Fonseca aproxime a Ucrânia do nosso país.

 

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SPORTING CP 2-0 Feirense: VARgonha, no regresso da "nota artística"

O Sporting fez ontem a melhor exibição dos últimos meses e uma das melhores exibições da época, que peca apenas por não ter sido materializada com números a condizer com a qualidade do futebol apresentado.

Sobretudo os primeiros 45 minutos foram jogados de forma intensa, com excelentes jogadas e um Fredy Montero a ligar de forma exímia todo o jogo ofensivo do Sporting.

Há dois motivos que explicam o porquê de, ao intervalo, o jogo não ter ficado praticamente decidido: a equipa de arbitragem e a ineficácia ofensiva dos nossos jogadores, que não concluíram com êxito umas boas seis ou sete oportunidades de golo.

 

Começo já pela polémica, para arrumar o assunto. Manuel Oliveira terá agido de má fé, ao induzir em erro Luís Ferreira no lance do golo anulado a Doumbia. A falta de Bruno Fernandes existe, não foi (erradamente) assinalada mas o Sporting não retira desse lance qualquer tipo de vantagem, sobretudo porque o Feirense ainda teve a bola em sua posse e viu Bryan Ruiz eliminar de forma legal mais um ataque dos "fogaçeiros". Com mais ou menos especialistas a analisar o lance (e foram todos unânimes), com ou sem "protocolo" o lance não tem qualquer discussão e o golo é completamente legal.

Junte-se a isto um lance de grande penalidade por mão na bola, que não foi analisado com a minúcia daquele que, bem, Luís Ferreira corrigiu com acesso às imagens, junto ao terreno de jogo, e temos dois lances mal ajuizados, em prejuízo do Sporting.

Também por este lance fica evidente a declaração de intenções do VAR nomeado para o encontro. Manuel Oliveira e Tiago Leandro foram os principais responsáveis pela vergonha que foi a arbitragem de ontem no José Alvalade, sem que Luís Ferreira seja alheio a tudo o que se passou. O VAR fez questão de aconselhar o árbitro da partida para ir ver à TV dois lances, com o intuito de evitar que o Sporting marcasse golos mas não agiu em concordância num lance em que o devia ter feito, dando ao Sporting uma oportunidade de marcar de grande penalidade.

Felizmente tudo isto não teve interferência na verdade desportiva mas podia ter tido. Não foi para isto que o vídeo-árbitro foi introduzido no futebol e os responsáveis pela sua utilização indevida e incompetente têm de ser punidos.

 

Continuo puxando o lustre a Jorge Jesus. Quem me segue sabe que sou bastante crítico do nosso treinador. Não tenho qualquer problema em lhe apontar o dedo e acho que devia ter feito mais e melhor do que aquilo que fez desde que chegou mas também não me custa nada (e faço-o com gosto) elogiá-lo quando acho que assim deve ser.

Se muita da culpa do péssimo momento de forma e de confiança que atravessa Doumbia é do próprio Jorge Jesus, o mesmo não posso dizer da gestão da utilização mais recente de Fredy Montero e até Bryan Ruiz.

Jesus achou que Bryan era novamente parte da solução e não do problema e viu com bons olhos o regresso de Montero. Sabendo que nenhum dos dois tinha o ritmo de jogo necessário, percebeu que teriam de o ganhar em competição para que o erro que foi Hernán Barcos não se repetisse.

Barcos, tal como Montero e Bryan chegou (em 2016) à equipa sem ritmo e nunca se chegou a perceber se poderia ou não ser parte da solução. Jesus não quis cometer o mesmo erro e, com um calendário apertado, optou (bem, na minha opinião) por acelerar a utilização de Montero e Ruiz, por forma a poder contar verdadeiramente com eles na fase decisiva da temporada.

Mesmo que eu ache que Bryan já não tenha muito a acrescentar (ao contrário de Montero), só posso elogiar a vontade de Jesus em ganhar soluções no plantel, depois de andar há meses a "espremer" os 13/14 jogadores mais utilizados.

O espaço que Rafael Leão parece ganhar com a notícia que dá Podence como inapto até final da temporada poderá acrescentar outro tipo de soluções que só o "sangue" da Academia pode trazer e Doumbia terá de procurar continuar a ganhar a confiança perdida em meses de escassa e incompreensível utilização.

Voltando ao jogo de ontem, foi uma bela noite de futebol, aparte os sustos provocados pela arbitragem.

Volto a realçar a excelente exibição de Montero, a mostrar que um sistema de dois avançados pode ainda ser-nos bastante útil, mesmo que Jesus tenha esta semana afirmado uma certa dependência da equipa em relação a Bas Dost. O jogo de ontem mostrou que isso pode não ser bem assim.

William Carvalho foi também enorme e Gelson Martins voltou a mostrar que há um Sporting com ele em campo e outro completamente diferente (para pior) sem ele.

Rui Patrício, com duas defesas fantásticas, ambas com o jogo empatado a zeros, mostrou que o seu estatuto de lenda se alicerça tanto na quantidade de jogos como na qualidade das suas exibições.

Mathieu e Coates fecham o lote de sinais "mais", pela segurança defensiva mas não só. Do banco vieram sinais positivos; Rafael Leão e Lumor mostraram argumentos para ajudar no que aí vem.

 

Avizinha-se um ciclo de jogos muito importante, com uma eliminatória europeia pelo meio e a exibição de ontem foi, para mim, um bálsamo e uma motivação extra. Há jogadores a necessitar de descanso (como Bruno Fernandes, por exemplo) e outros que podemos potenciar no imediato. Este é o momento certo para mostrar que há vida para além do onze base que Jesus tem utilizado.

 

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FC Porto 1-0 SPORTING CP: Em desvantagem ao "intervalo"

Jesus abordou o jogo com a premissa de que não seria ontem que se decidiria a eliminatória. Não deixa de ser verdade mas o Sporting deixou para daqui a dois meses aquilo que podia ter feito ontem, apostando todas as fichas na se segunda mão, em Alvalade.

Alinhando sem William e Bas Dost, regressou Gelson. Do lado dos portistas foram Danilo e Aboubakar os ausentes. Tudo jogadores fundamentais em posições exactamente iguais. Soares justificou a aposta, Doumbia pareceu sempre perdido em campo.

 

Jesus apostou então no conservadorismo de um sistema de três centrais, alinhando com Ristovski e Coentrão nas alas e Gelson próximo de Doumbia. 

Aparte das questões tácticas, que nem me pareceram as mais importantes para marcar diferenças de rendimento entre ambas as equipas emerge um dos pontos fortes do Porto que o Sporting nunca conseguiu equilibrar; os duelos a meio-campo e a reacção à perda da bola. O Porto foi sempre mais agressivo nos duelos, mais incisivo na procura da bola e nunca deixou o Sporting construir sem uma oposição forte.

Ainda assim, não era intenção do Sporting comandar o jogo com bola. A tal abordagem "à italiana" que Jesus tem falado não entusiasma mas poderia até ter sido mais eficaz com outro critério no passe. O Sporting teve várias oportunidades de atacar de forma rápida e o último passe nunca foi o melhor. Os poucos minutos acumulados por Doumbia ao longo da temporada fazem com que pareça um corpo estranho após sete meses decorridos e a capacidade de passe de Bruno Fernandes (muito desgastado) já viu melhores dias.

Gelson, mesmo não decidindo sempre bem foi sempre o mais esclarecido dos elementos da frente e o que mais procurou desestabilizar o último reduto portista.

 

A eliminatória está em aberto mas a série de resultados em que nos encontramos, mesmo com um troféu conquistado pelo meio, não é nada animadora. Ver um onze "espremido" semana após semana não augura nada de bom para um mês intenso de competição.

Urge encontrar soluções e agitar as coisas. Jogar sempre com os mesmo tem efeitos negativos a todos os níveis, nos que jogam (porque se desgastam em demasia e acomodam) e nos que nunca ou raramente são opção (que acabarão por não se sentir parte da solução).

Não vivemos um momento fácil.

 

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SPORTING CP 1-0 Vitória SC: O pragmatismo, o cinismo, o horror...!

A vitória do Sporting é mais do que justa. Foram os nossos jogadores os únicos a procurar vencer durante os 90 minutos, enquanto que os comandados de Pedro Martins se limitaram a visar a baliza de Patrício de meia e longa distância, procurando nunca perder a organização defensiva.

Frente a uma equipa bem organizada defensivamente e que, não há que ter problemas em dizê-lo, apostou todas as fichas num empate a zeros, havia mesmo que ser cínico e pragmático.

O Sporting foi-o. Concretizou uma das três ou quatro boas oportunidades que teve mas revelou bastantes dificuldades em baralhar o último reduto vimaranense, que despachou da sua área quase todas as tentativas de desfeitear Douglas.

Acabou por ser num dos 39 cruzamentos para a área, aproveitado por Mathieu, que o Sporting marcou o golo da vitória. Um estilo de jogo demasiado previsível e fácil de anular pela defensiva do Vitória na maior parte do tempo, sobretudo porque abusámos desta abordagem e variámos pouco a nossa estratégia ofensiva.

Acuña e Bruno Fernandes cruzaram 14 vezes cada, sendo que apenas 6 desses cruzamentos encontraram um jogador do Sporting, nem sempre servido nas melhores condições.

 

A entrada de Fredy Montero ao intervalo (para o lugar de Rúben Ribeiro) e de Doumbia no início do segundo tempo (para o lugar de Bas Dost, magoado) foram fundamentais para encostar o Vitória às cordas. 

O Sporting obrigou a última linha dos forasteiros a recuar e a encostar mais à sua área e a pressão foi-se acentuando com o passar do tempo.

William, Bruno Fernandes e Acuña, mesmo que nem sempre decidindo bem, tiveram muito mais espaço para investir em missões ofensivas, enquanto que o posicionamento dos dois avançados passou a baralhar muito mais a dupla de centrais vimaranense.

Acaba por ser num lance de bola parada, marcado à maneira curta, que o Sporting resolveu o jogo. Coentrão, William e Marcos Acuña criaram uma sociedade à esquerda, que terminou com um cruzamento certeiro do argentino para uma finalização difícil e certeira de Mathieu.

Um grande golo, num gesto técnico perfeito, em situação difícil. O francês teve de reagir num curto espaço de tempo e, embora estivesse sozinho, foi obrigado a calcular queCoates não chegaria à bola e esta lhe chegaria "redondinha". Grande golo!

Desta vez Jesus mexeu bem na equipa e a saída precoce de Bas Dost acabou até por beneficiar o envolvimento ofensivo, menos centrado em jogadas terminadas num passe para o holandês.

A entrada de Bruno César trouxe outra acutilância e os elogios de Jesus no final, embora justos, são algo exagerados. O nosso "pau para toda a obra" é claramente um dos "protegidos" de JJ, que teima em fazer publicamente distinção entre os que comanda.

No final do jogo, foi ver Jesus novamente a borrar a pintura, desmoralizando completamente Lumor, reforço de última hora, colocando em causa a sua qualidade e utilidade para o grupo, mesmo depois do Sporting ter pago 2.5 milhões por apenas metade do passe do ganês.

 

Mathieu foi, sem margem para dúvida, o homem do jogo. Marcou o golo e foi sempre garantia de segurança. Mas há mais para além disto; o francês entende como poucos os momentos do jogo, assume-se, não se esconde e, com essa atitude proactiva, contagia os colegas e os adeptos. Um verdadeiro líder e um jogador de classe mundial.

Um pouco como Mathieu, Fábio Coentrão faz valer em campo a sua experiência. Dá confiança, segurança e é um galvanizador constante da equipa e das "bancadas". Ontem fartou-se de puxar pelo público como quem diz: "confiem em nós".

Marcos Acuña não fez um bom jogo mas sobressaiu nos momentos de decisão. Esteve muito bem nos 10 minutos finais, onde acabou por ser determinante.

Também gostei de William Carvalho, numa versão ofensivamente mais agressiva, confiando quase todas as despesas defensivas do jogo em Battaglia. Assumiu-se quase sempre e foi muito importante, sobretudo na segunda parte.

Toda a linha defensiva esteve impecável (Patrício incluído) e apenas os homens da frente revelaram algumas dificuldades. Bruno Fernandes esteve muito apagado, Rúben Ribeiro pouco se viu e mesmo Montero e Doumbia foram mais perigosos pelos posicionamentos que adoptaram do que pelo que fizeram com bola.

 

Impossível não elogiar a segurança e capacidade defensiva revelada nos jogos em casa onde, finalmente, o Sporting parece estar a construir uma fortaleza. São apenas 4 golos sofridos em 15 jogos caseiros nas competições nacionais. Apesar disso, faltou por vezes poder de fogo para evitar, pelo menos, os 2 empates caseiros na Liga NOS.

 

Volto a Jorge Jesus para lhe pedir que respeite os Sportinguistas, que estão mais do que habituados a murros nos estômago. Esta abordagem "à italiana", sem bagagem de títulos (dos importantes) só contribui para que sejamos assolados por fantasmas do passado (longínquo e também recente, já sob a sua orientação). Uma coisa é confiar na equipa, outra é confiar na sorte e muitos são os jogos onde nos colocámos à mercê dos adversários, sejam eles mais ou menos poderosos.

"Mister", respeite os adeptos que amam e fazem tudo pelo Sporting recebendo há anos consecutivos uma mão cheia de nada da parte das nossas equipas de futebol.

A mentalidade de campeão cultiva-se em jogadores e adeptos com títulos e ainda estamos todos a trilhar esse caminho.

 

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Campeões de inverno, o caraças!

O título é homenagem a umas das piores hashtag de que me lembro.

Não há campeões no inverno e se isso se associar ao Sporting vai sempre parecer que é gozo.

O Sporting venceu ontem a Taça da Liga, uma competição que a poucos adeptos deverá interessar e que significa apenas uma pequena (mínima) conquista.

 

Não há nada a festejar!

Muito menos quando pouco se jogou e se ganhou uma competição nos penaltis e após quatro empates em cinco jogos, onde apenas ganhámos à única equipa da segunda liga de defrontámos.

Esta é uma conquista que os jogadores fizeram bem em saborear mas que devem já chutar para trás das costas, como eu fiz. Assim que o William converteu (aleluia!) o penalti, desliguei a televisão e fui fazer a minha vida.

 

Não há nada a festejar! É só a taça da liga! A taça Lucílio, da carica e do dolo sem intenção!

Parabéns à rapaziada e foco no Vitória Sport Clube, que virá a Alvalade comer a relva, na próxima quarta-feira.

 

O verdadeiro campeão só se conhece quase a chegar ao verão!

 

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Vitória FC 1-1 SPORTING CP: Quem não marca...

...acaba por sofrer, se estivermos a falar no caso do Sporting.

Qualquer Sportinguista sabe que gerir uma vantagem mínima é uma opção que tem tudo para correr mal e, aqui, a questão nem é termo-lo feito. Não fizemos. O Sporting tentou sempre avolumar a vantagem no marcador mas foi revelando alguma incapacidade para decidir bem no último terço, talvez até mais por excesso de confiança do que outra coisa qualquer. 

Confiança que a linha defensiva não estivesse a dormir num lance onde normalmente não falha e confiança na capacidade finalizadora de Bas Dost que, ontem, e sem paninhos quentes, foi uma a menos durante todo o encontro.

É por isto que é impossível não imputar parte considerável da culpa deste empate a Jorge Jesus, mesmo que não tenha sido ele a falhar na hora de decidir o último passe ou um remate à baliza. não pode nunca o treinador do Sporting "fiar-se na virgem". Há que correr atrás e o Sporting, desde os 60 minutos que parecia já apenas a ver o que o jogo ia dar e se daria ou não para marcar mais um e descansar a incansável massa adepta que esgotou a bancada para si reservada no Estádio do Bonfim.

Eram estes sinais que Jesus teria de ter percebido e que eu detectei imediatamente em casa, entre lenços e uma tosse "de cão".

 

O jogo não estava tão seguro quanto parecia e só estaria depois de marcarmos o segundo golo que, não acontecendo no primeiro quarto de hora, teria de ter sido procurado com outra urgência, mais ainda quando, entre os quatro jogadores mais adiantados da equipa, apenas um estava com capacidade para encarar o adversário com agressividade no último terço, como prova o lance do golo, onde teve de ser Bruno Fernandes a dar uma solução a Gelson, que verdadeiramente colocasse em causa a estrutura defensiva dos sadinos. 

Jesus, ao invés de retardar ao máximo as substituições e de, no final, ainda se queixar de qualquer delas nada ter acrescentado (ignorando que só mexeu na equipa aos 85 minutos) devia ter sido mais proactivo, percebendo que os jogadores que tinha em campo estavam com dificuldades em causar verdadeiros problemas à defensiva contrária. Prova disso foram os constantes desequilíbrios, criados por Gelson (o único da frente de ataque que fez por abanar o muro Vitoriano), coadjuvado apenas e quando possível por Bruno Fernandes.

 

Jesus não mexeu, disse que não é obrigado a fazer substituições e eu não sou obrigado a concordar com ele.

Claro que os jogadores do Sporting não foram capazes de construir uma vantagem segura e, por isso, têm responsabilidades mas Jesus, que observa o jogo de fora, tem obrigação de fazer uma leitura mais atenta das incidências do jogo, não podendo ficar à espera que as coisas se resolvam por si. Há que deixar urgentemente de ser reactivo para passar a ser proactivo ou ficará apenas na história por ser o treinador do Sporting com pior rácio entre salário e investimento versus títulos.

Bruno de Carvalho tem-lhe dado tudo, até mais do que devia e está na hora de cobrar. Não há desculpas e a margem de erro está cada vez mais reduzida.

Em termos individuais, destaco Gelson Martins, o melhor em campo, com Fábio Coentrão, William e Bruno Fernandes num patamar imediatamente abaixo.

Piccini resolveu mostrar que é humano e não apenas um autómato que teima em fazer tudo como mandam as regras e realizou 45 minutos para esquecer, melhorando depois na segunda parte.

Rúben Ribeiro foi pouco objectivo, pese embora o evidente bom toque de bola. Não foi agressivo na procura do desequilíbrio no último terço e pecou por isso.

Bas Dost, já disse, foi um a menos e Acuña, neste momento, não tem culpa de nada do que (não) faça em campo. É para avaliar e gerir (melhor) o momento dele que temos um treinador.

Os jogadores que entraram, como disse Jesus, nada acrescentaram nem era expectável que o fizessem, tal foi a escassez de tempo que tiveram para mostrar serviço. Se era para os colocar em cheque, mais valia mesmo que não tivesse feito nenhuma substituição, visto até que admitiu que só serviram como forma de queimar tempo.

 

Em vez de pressionarmos, saímos de Setúbal pressionados. Por um Porto que já ganhou, com um golo nascido de uma situação daquelas que nunca acontecem ao Sporting e por um Benfica, que poderá aproximar-se drasticamente.

A margem de erro é cada vez mais escassa e temo que tenhamos de ser perfeitos até final, se queremos mesmo ser felizes.

É hora de testar a fibra do grupo e ver se realmente há a tal mentalidade de campeão.

A Taça da Liga, que pouco interesse tem, ganha agora alguma importância, após este mau resultado. Dar um rombo na confiança dos dragões é importante. Quarta-feira teremos essa oportunidade e convém não a desperdiçarmos.

 

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Abraça-me outra vez

Mais um jogo que acabou sem golos sofridos (já são quatro consecutivos em casa, para a Liga) e com Bas Dost a abraçar pessoas.

A confirmar pelo que se passa em campo, não devem faltar afectos no balneário do Sporting. Talvez por isso a expressão "acasalar", usada por Jorge Jesus possa parecer perigosa.

Rúben Ribeiro, ainda agora chegou e já leva efusivos e apertados abraços do nosso matador holandês.

A cega demanda pelo afago vigoroso de Bas Dost não pára e tem tudo para correr bem. Quanto mais lhe procurarem o abraço, mais vezes ele abraçará e, com isso, mais vezes nós nos abraçaremos uns aos outros.

Assim fica mais fácil sermos felizes.

 

A análise ao jogo e ao fim-de-semana leonino fica por aqui.

Hoje é dia de marcar presença no #Sporting160 e espero que todos quantos aqui passam possam ouvir.

Caso não possam ouvir em directo, façam-no após a emissão, no MixcloudMixlriTunes ou em qualquer aplicação de podcast no Android (basta pesquisar por "Sporting160").

Até lá!

 

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Cova da Piedade 1-2 SPORTING CP: Dost in the wind

Tensão inesperada num jogo de Taça que tinha tudo para ser tranquilo.

Foi necessário recorrer à artilharia pesada porque se voltou a montar um onze com demasiados jogadores acomodados, sem "rasgo" e fora de forma.

Bas Dost, que tão bem disposto estava no primeiro tempo (ficou no banco de suplentes) acabou o jogo a pedir explicações aos colegas. Ele precisava de descansar. Não era jogo para ter de ser ele a decidir. Em vez disso, foi obrigado a arregaçar as mangas e resolver o problema que, em campo, outros criaram, frente a um adversário que defendeu em bloco muito baixo, explorando apenas o contra-ataque (estratégia que, por pouco, não lhes deu dois golos ainda antes do intervalo).

O matador holandês trouxe poeira onde, até então, apenas tinha havido vento.

A verdade é que Bruno Fernandes e Bas Dost, apenas dois jogadores, mostraram a toda uma equipa que a atitude não era aquela e que era preciso mais empenho e dedicação para se seguir o caminho da felicidade.

No final, apesar das dificuldades, seguimos em frente e esperamos agora pelo resultado do jogo entre o Moreirense e o Porto para conhecer o adversário das meias-finais.  

Muito tinha eu a dizer sobre o jogo e sobre alguns jogadores e o treinador mas vou optar por digerir isto de outra forma. Pelo menos desta vez, vou deixar assentar a poeira.

 

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SPORTING CP 5-0 Marítimo: Tri-Dost, na noite de Bruno Fernandes

Qualquer jogo que termine com noventa minutos de recuperação activa para o Rui Patrício ou com o Bas Dost a abraçar pessoas tem tudo para ser perfeito.

Para ser perfeito, faltou que Bruno Fernandes ficasse a sorrir no final. Não ficou mas fartou-se de tentar o golo que o faria feliz. Nenhuma das suas "bujardas" entrou mas participou nas jogadas de quatro dos cinco golos da equipa, todos na segunda parte.

 

É bom que um dia de Sporting termine como este terminou. Dois campeões nacionais de marcha atlética (João Vieira - seniores - e Paulo Martins - juniores), vitória no futebol feminino (3-0, frente ao Albergaria), no futsal masculino (3-2, ao Braga), múltiplas vitórias nos escalões de formação, terminando com uma mão cheia de razões para sorrir no Estádio José Alvalade.

Foram todos estes motivos de interesse que fizeram com que tenha tido de puxar dos galões para entreter os putos entre as 15:30h e as 20h. Algo que depois me custou horas extra, entre levar o lixo, por loiça a lavar, roupa a secar e enfrentar um verdadeiro cenário de guerra para arrumar na sala. Devo ter terminado tudo lá para as 2:30h, com jantar pelo meio e a "maldita" hora de deitar os miúdos, que ontem nem foi tão madrasta como é costume.

No que a todos nos interessa...noite de gala em Alvalade, com Bas Dost letal (3 golos em 4 remates), Bruno Fernandes a comandar completamente as operações no ataque e Gelson a servir de abre-latas, após grande passe de Coates, numa jogada que acabaria com o primeiro abraço de Dost.

Convém dizer que, pese embora o domínio quase total do Sporting na primeira parte, o Marítimo não deixou de assustar, obrigando Patrício a fazer a única defesa digna de registo da noite.

 

No segundo tempo, toda a estratégia dos madeirenses caiu por terra com o golo, logo a abrir, de Bryan Ruiz, servido por Bruno Fernandes.

O Sporting adensava o domínio territorial e, ao Marítimo, sobravam umas tentativas de esticar o jogo, que nunca mais aconteceram após o 3-0, mais uma vez saído dos pés de Bruno Fernandes, desta vez para a finalização de Dost.

 

Era noite de nota artística, com jogadas de fino recorte técnico. A equipa não dava sinais de abrandar e o resultado haveria de se avolumar, já com Acuña e Battaglia nos lugares de Bryan e Podence e Iuri no lugar de Gelson.

Ambos os golos que completam a goleada foram concretizados em recargas a remates de Bruno Fernandes defendidos pelo guarda-redes dos insulares. Dost e Acuña, por esta ordem, foram os marcadores de serviço.

Bruno Fernandes é o homem do jogo e tenho a certeza que, caso pudesse, Dost daria um golo dos seus ao internacional português. Merecia-o. Foram os dois melhores em campo.

Durante o primeiro tempo, mesmo que praticamente apenas tenha feito a assistência para o golo inaugural, Gelson Martins faz um jogo excelente na forma como se entregou, como defendeu e como, sem bola, mesmo que nem sempre solicitado, deu opções de passe aos colegas.

Ristovski combinou muito bem com Gelson e mostrou, mais uma vez, capacidade atlética. A definição dos lances nem sempre foi a melhor mas mostrou disponibilidade e capacidade para atacar e regressar depressa ao seu posto. Tem "pace", como se diz lá fora. Falta, no entanto, que seja verdadeiramente colocado à prova defensivamente. Não foi este jogo ainda a demonstrar se, nesse capítulo, está ao nível de Piccini. A verdade é que temos dois óptimos laterais direitos, sendo que Coentrão também fez um excelente jogo, estando de forma determinante ligado ao 3-0.

Coates foi o Patrão da defesa, bem coadjuvado por André Pinto e William já foi mais William do que havia sido há bem pouco tempo. Patrício foi atento espectador.

Podence e Bryan, estivesse o jogo empatado ao intervalo e eram dois sérios candidatos à substituição. O português nunca apareceu no jogo e o capitão da selecção da Costa Rica acabou por marcar o segundo golo do encontro, que atenuou um pouco a sua falta de capacidade física, intensidade e incapacidade nos duelos ofensivos.

Qualquer dos jogadores vindos do banco acrescentou frescura e qualidade ao jogo. Battaglia libertou ainda mais Bruno Fernandes, Acuña entrou a fazer um "cabrito" e "saiu" a marcar o último do jogo e Iuri, desinibido, mostrou que merece mais minutos e se pode contar com ele.

 

Pena que o Porto, depois, tenha conseguido dar a volta a uma primeira parte menos conseguida mas...estamos cá para a luta, a olhar para cima e com um olho em quem vem em baixo (isto é muito importante, ok "mister?").

Venha o Cova da Piedade, num jogo de "mata-mata".

 

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Benfica 1-1 SPORTING CP: A sorte não protege apenas os audazes

Foi com muita sorte que o Sporting saiu ontem do Estádio da Luz com um ponto. Porém, acaba por ficar um amargo de boca por não termos somado os três pontos. tal foi a forma como sobrevivemos 43 minutos do segundo tempo.

Não que o Benfica tenha dado um banho de bola mas, a verdade, é que nos sufocou durante toda a segunda parte.

Ainda assim, fica a mágoa de não termos retribuído a derrota de 2015/16, em jogos algo semelhantes.

 

A primeira parte foi repartida e equilibrada, tanto em domínio e controlo do jogo como em oportunidades de golo criadas.

Gelson abriu o marcador, após uma grande jogada pela esquerda, com Acuña, Bruno Fernandes e Coentrão como protagonistas.

Piccini voltou a mostrar (como tem demonstrado em todos os jogos) uma leitura de jogo perfeita e negou o empate a Jardel, em cima da linha de golo.

Marcos Acuña respondeu de fora da área, para uma grande defesa de Varela e Krovinovic ripostou com uma "bomba" à trave de Rui Patrício, num lance em que os encarnados reclamaram mão, num lance em que a bola vai claramente à cara de Fábio Coentrão.

A última grande oportunidade da primeira parte podia ter-nos levado para o intervalo com uma vantagem de dois golos mas, cara-a-cara com Varela, Gelson atirou por cima e enjeitou a possibilidade de bisar na Luz, algo que desde 2006 ninguém faz (Liédson foi o autor do último bis em casa do Benfica, numa vitória por 1-3).

Ao intervalo, a vantagem do Sporting não deixava de ser justa, por premiar a equipa mais eficaz, em 45 minutos divididos.

 

Não sei o que Jesus disse ao intervalo aos jogadores mas o segundo tempo nada teve de semelhante ao primeiro. Deu a ideia que, tal como na época 2015/16, pediu para defender e gerir o resultado. A (grande) diferença foi que o Sporting vão vencia por três golos ao intervalo mas sim pela margem mínima.

 

A segunda parte trouxe um Benfica mais dominador, mais até pelo domínio territorial que oferecemos ao rival do que por uma capacidade fenomenal do Benfica em recuperar bolas e partir para cima da nossa defesa.

O Sporting abdicava de atacar, oferecia literalmente a bola e remetia-se à defesa, confiando na fiabilidade do quinteto defensivo.

Battaglia fez um jogo péssimo e, aos 60 minutos, era já demasiado evidente (não que não se tivesse notado antes) que o meio-campo do Sporting não conseguia suster a pressão que se agudizava.

O primeiro calafrio da segunda parte vem precisamente ao minuto 60, quando um desvio de Coates quase faz auto-golo. A partir daqui, foram 30 minutos de sofrimento e de sinais claros que desafiavam a sorte.

Na sequência do canto, mais um remate desviado, desta vez por Piccini, quase leva a bola a trair Patrício. Este é o segundo lance que se reclamou penalti e mais um em que nada se verifica. A bola bate na barriga de Piccini mas, mesmo que tivesse ido ao braço, não há qualquer movimento suspeito de aumentar a volumetria do corpo (bem pelo contrário). Mais uma vez bem, tanto o árbitro como o vídeo-árbitro.

O Benfica continuava a não acertar na finalização e mesmo que os remates saíssem todos longe do alvo, o Sporting estava encostado às cordas, muito por culpa própria. Jesus não mexia mas, nesta altura (estávamos nos 66 minutos), se tivesse Palhinha no banco (o médio português foi preterido para a bancada), tenho a certeza que já teria alterado a configuração do meio-campo. Erro crasso, não levar um médio de características mais defensivas para o banco, num jogo em que se sabia que podíamos ter de sofrer para segurar uma vantagem.

 

O Benfica já actuava com dois avançados e o Sporting continuava sem alterar nada, limitando-se a despachar bolas e a defender nas imediações da sua área.

Ao minuto 74 surge o terceiro pedido de penalti na Luz. Este é o único dos três lances relatados até ao momento em que a bola toca efectivamente o braço de um jogador do Sporting mas convém não ignorar a interferência no lance de Raúl Jiménez. O mexicano empurra William Carvalho e é a acção do jogador encarnado que acaba por levar William a tocar a bola com o braço. Mais uma vez, concordo com a decisão da equipa de arbitragem, corroborada pelo vídeo-árbitro que, calculo, fez exactamente a mesma leitura que eu. 

Quinze minutos para o fim, Coates desvia mais uma bola, desta vez quase a "beijar" a barra, William já nem corre, Battaglia continua perdido e Acuña está de rastos. Jesus há muito que já devia ter mexido em algumas destas peças mas, na falta de um elemento válido, prefere deixar como está e acaba por esperar pelos 78 minutos para trocar Bruno César por Acuña. A substituição peca por tardia mas o maior problema mantém-se. O "miolo" não consegue fazer frente à avalanche encarnada, mesmo que esta se revele completamente anárquica, uma vez que também Rafa já estava em campo.

 

O Sporting não queria atacar, num momento em que o Benfica estava desprotegido na retaguarda, jogando com André Almeida a "trinco".

Vitória meteu em campo três homens de ataque e retirou do jogo um central e o médio defensivo. Mostrou coragem e boa leitura do jogo. João Carvalho, acabado de entrar, rematou com perigo a rasar a barra da baliza leonina.

A entrada de Bryan Ruiz (continuo sem perceber como passa de dispensado a uma das principais opções para sair do banco) para o lugar de Gelson (84') é a machadada final em qualquer ambição da nossa parte em "matar o jogo".

Restava sofrer até final, com os jogadores a reagirem como podiam às investidas consecutivas do adversário, que chegava à área sem qualquer dificuldade.

O lance que acaba por dar o empate ao Benfica é totalmente responsabilidade de Rodrigo Battaglia, que já nem devia estar em campo. É ele que deixa Piccini sozinho, frente a dois jogadores encarnados para depois cortar com a mão, no coração da área, um remate de Rafa que ia por cima da barra.

Nem rezar a São Patrício nos valeu. Faltavam os quatro minutos de compensação para o final do encontro, Jesus teve medo de mexer mais e o adversário estava galvanizado.

Jiménez ainda haveria de assustar, num remate acrobático e Coates ainda faria um corte providencial, no último minuto de descontos.

 

O jogo acabou, terminou o sofrimento e um jogo que podíamos ter vencido, mesmo que nem tenhamos merecido o empate. O resultado acaba, de facto, por ser melhor para nós do que para o Benfica mas fica a ideia clara que, com outra abordagem ao segundo tempo e outra intensidade e qualidade de alguns jogadores, poderíamos ter alcançado mais uma vitória sólida no terreno do eterno rival.

A sorte acabou por não durar sempre mas nem foi ela quem nos traiu mas sim um disparate autêntico de Rodrigo Battaglia, que não merece ser crucificado por isto mas deve fazer auto-critica. Já vimos muito melhor do argentino esta época.

 

Como pontos positivos, destaco a actuação do quarteto defensivo, com destaque paraPiccini (sobretudo ele) eCoates, que tiveram muito trabalho com a ala esquerda contrária e souberam quase sempre resolver bem, com a preciosa ajuda deGelson, que nunca negou apoio ao italiano e foi mesmo decisivo no jogo, tal com eu havia previsto ontem.

 

Bruno Fernandes e Bas Dost, que não teve uma única situação de finalização, fizeram o que puderam mas faltou-lhes outro acompanhamento, sobretudo da parte dos homens do meio-campo e de Acuña, que continua a ser um jogador algo inofensivo no ataque, talvez por se esgotar em demasia em outras tarefas, que fazem com que esteja quase sempre em esforço a partir da hora de jogo.

 

Contudo, saímos vivos e estamos na luta, apesar da vitória do Porto na Feira.

Segue-se o Marítimo em casa, antes do embate para a taça de Portugal, no terreno do Cova da Piedade.

 

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Belenenses 1-1 SPORTING CP: Braga, aqui vamos nós

"O empate é suficiente para marcar presença na final-four, em Braga e não rejeito o resultado mínimo desde que não seja para ele que a equipa jogue."

 

Parecia eu que estava a adivinhar. Era de prever um daqueles dias em que os serviços mínimos teriam de ser suficientes para não deixar cair um objectivo.

As férias, a falta de treinos, um ou outro excesso da época festiva e a necessidade de recuperar ritmo competitivo "obrigaram" Jesus a usar um onze muito próximo do habitual. A intenção foi clara; garantir um jogo seguro defensivamente, por forma a assegurar a passagem à final-four da taça da Liga mas sempre com o derby em pano de fundo.

Só com os melhores Jesus poderia fazer isto sem colocar em causa a continuidade na Taça da Liga que. mesmo assim, pareceu sempre presa por arames.

 

Ainda assim, o Sporting chegará a Braga com oito golos marcados. Nenhum adversário conseguiu desfeitear Salin ou Patrício, tratando Coates de se enganar na baliza, batendo o nosso campeão europeu no jogo em que igualou o número de jogos de Vítor Damas com a camisola leonina.

 

Safou-se aquela verdadeira "pedrada" de Marcos Acuña, de pé direito, que Coates não nos deixou festejar convenientemente.

O jogo haveria de ter desperdício de ambos os lados, sendo que a oportunidade mais flagrante desperdiçada até pertenceu aos azuis do Restelo.

 

Foi com mais alívio do que satisfação que ouvimos o apito final de João Pinheiro. Objectivo cumprido e olhos no derby.

Já não penso em mais nada.

 

Vídeo realizado por GonzaaL

 

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SPORTING CP 6-0 U. Madeira: A goleada que se impunha

Eu já assinaria de cruz um 4-0, se mo apresentassem antes do jogo. 6-0 deverá colocar a questão do goal average definitivamente arrumada, bastando vencer em Belém para carimbar a passagem à final-four, marcada para Braga, daqui a pouco mais de um mês.

 

A vantagem magra ao intervalo obrigou Jesus a agitar as águas para a segunda parte. 

Mathieu marcou o segundo, na sequência de uma bola parada e, ainda antes dos 10 minutos da etapa complementar, Bryan Ruiz e Bruno César deram lugar a Bruno Fernandes e Bas Dost. A partida mudou radicalmente de rumo.

O União passou a estar constantemente sobre pressão e o sufoco foi tal que num quarto de hora o resultado avolumou-se para um tranquilo 4-0, com mais um par de oportunidades desperdiçadas.

 

As situações de finalização sucediam-se em catadupa e foi já com Iuri Medeiros em campo, no lugar de Doumbia (que marcou dois golos à Teo Gutiérrez), que o resultado ganhou outra expressão.

Coates apareceu a finalizar como se de um médio ofensivo se tratasse e o próprio Medeiros fechou a contagem com um golo à sua imagem. Não deixa de ser impressionante como é que, mesmo sabendo aquilo que Iuri vai fazer, se torna tão difícil impedir que o remate saia. No fim de sair, há fortes possibilidades de acabar como acabou; no fundo das redes.

Tenho pena que o golo e os festejos tenham soado a "adeus" em vez de "estou aqui". Veremos o que acontece emjaneiro mas tenho a certeza que, com mais oportunidades,Iuri seria muito importante esta época, sobretudo com tantas competições para disputar.

Objectivo cumprido, é tempo agora para umas mini-férias natalícias, sem tempo para grandes loucuras, já que a fase de grupos desta Taça CTT se decide antes do final do ano.

 

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SPORTING CP 2-0 Portimonense: Vitória justa do melhor Sporting do milénio

Não há registo no passado recente de um Sporting com tantos pontos à 15ª jornada. Os 39 pontos ontem acumulados suplantam os 38 da primeira época de Jesus e, neste milénio, só encontram paralelo no Porto de Mourinho (em duas ocasiões), no Benfica da terceira época de Jesus e no ano do último título do Porto (com Vítor Pereira, que liderava com os mesmos pontos do Benfica).

Apenas três registos suplantam os 39 pontos à 15ª jornada. Jesualdo Ferreira, no seu primeiro ano no Porto (40 pontos), André Villas-Boas (41 pontos, em 10/11) e Jorge Jesus, no último ano na Luz (40 pontos).

Nestes sete casos, apenas por uma vez o líder não foi campeão, sendo que nas duas vezes em que anteriormente acumulou 39 pontos à 15ª jornada, Jesus nunca foi campeão, perdendo dois campeonatos para o Porto de Vítor Pereira.

Por tudo isto e muito mais, nada está ganho mas, inequivocamente, estamos no bom caminho, trilhando o percurso dos campeões.

O jogo de ontem não encerra dúvidas quanto à justiça do vencedor e os números, por culpa própria, pecam por escassos.

O Portimonense não fez um remate enquadrado com perigo e o lance mais perigoso foi aquele em que Nakajima apareceu cara-a-cara com Rui Patrício. A bola saiu ao lado, muito pela rápida acção do "Marrazes", que tirou espaço e tempo para o japonês decidir e executar com qualidade.

 

Ao intervalo, um resultado justo teria de ter dois golos de diferença no marcador. Não teve por culpa própria, mesmo que tenhamos apresentado um nível muito elevado, com muita raça, entrega, grande capacidade para recuperar bolas e agressividade ofensiva assinalável, muito por culpa do trio Fernandes, Gelson, Podence.

Acuña esteve muito apagado e continuo a achar que em vez de traçar o destino de Iuri ele já podia ter tido mais oportunidades, Quem sabe, não estaria mais empenhado (partindo do pressuposto que é a falta de empenho o principal motivo de uma eventual dispensa) por se sentir importante.

João Capela e os seus assistentes trataram de não estragar a eficácia de Bas Dost na finalização, ao anular dois lances em que o holandês esteve perdulário.

O intervalo chegou com uma sensação mista entre satisfação com o banquete mas pena por não ser mais abundante.

 

O segundo tempo começa com (mais) uma jogada fantástica entre Gelson e Podence, que o primeiro concluiu para fora a passe do segundo, que em pouco mais de uma hora em campo fez cinco passes para finalização, incluindo o que deu a Bruno Fernandes a possibilidade de abrir o marcador.

Poucos minutos volvidos e foi Gelson a servir Bruno Fernandes para o segundo golo do jogo, que haveria de ser obtido por Bas Dost, que aproveitou a bola vinda do ex-jogador da Sampdoria.

Frieza de matador, rugido de leão e o jogo parecia estar finalmente resolvido, até porque os de Portimão já jogavam com apenas dez homens, fruto da expulsão acertada de Hackman.

Tempo para o desperdício, muito por parte de Gelson Martins, que demonstrou algumas dificuldades em definir os lances e levou Jesus ao desespero num lance de laboratório que não deu em golo quando o Sporting tinha quatro opções de finalização na pequena área.

 

No final, três pontos fundamentais para manter a equipa no topo da classificação e alimentar a esperança no título.

 

Nota para Gelson e Podence, lembrando que ambos têm apenas 22 anos. Qualquer dos dois tem uma qualidade e potencial indesmentível. Mas tão rápido estão a deslumbrar o Mundo como, no momento seguinte, nos recordam que têm muito a melhorar e que talvez seja por isso que ainda estão por cá. 

Não sabemos se atingirão um dia a excelência e se encherão os cofres do Clube mas sabemos que têm qualidade mais do que suficiente para ajudar o Sporting a atingir os seus objectivos, continuando a crescer por cá. 

Ambos têm pontos a melhorar, ambos têm qualidades únicas, ambos são nossos e há por aí muitos clubes que gostavam de contar ou conseguir formar alguns como eles.

Tenhamos paciência com eles. Não vão acertar sempre mas vão acertar cada vez mais, sabendo que estão ao mesmo tempo a incorporar capacidades defensivas e de posicionamento e comportamento em campo que, de tão exigentes, nem sempre deixam o discernimento no ponto certo para definir bem os lances.

Terei sempre um orgulho enorme em ambos (mais ainda por saber que são "nossos") e defenderei sempre cada um que saia da nossa Academia, mais não seja por saber que terão sempre de provar algo mais do que os que vêm de fora.

Gelson Podence.png

Termino com mais um louvor a Cristiano Piccini. Que três milhões tão bem gastos!

 

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Boavista 1-3 SPORTING CP: Je t'aime, Bas!

Dou por mim a pensar que o último francês a ocupar o centro da nossa defesa tinha sido o Naby Sarr. Nem era necessário ter trazido um francês tão bom para nos esquecermos do anterior.

Bem...na verdade acho que já (quase) todos tínhamos esquecido o Sarr. 

Jérémy Mathieu não tem apenas qualidades técnicas e tácticas. É inteligente, perspicaz e transmite uma calma e segurança ao resto da equipa que só os grandes jogadores conseguem.

Ontem foi o melhor em campo e para além dos cinco desarmes e cinco intercepções, participou de forma decisiva em ambos os golos de Bas Dost.

Um verdadeiro patrão e um craque de classe mundial. 

Depois, Bas Dost. Desde Mário Jardel que não tínhamos um ponta-de-lança tão letal e decisivo (sim, eu sei que tivemos Liedson). Bas Dost junta à capacidade finalizadora um profissionalismo a toda a prova e um compromisso com o colectivo que supera o dos já citados.

Para além disso é um tipo com uma mentalidade diferente. Auto-crítico, ambicioso, naturalmente insatisfeito... Marcou dois golos mas assumiu ter feito um dos piores jogos. Talvez por ter achado que não cumpriu com algumas das suas responsabilidades tácticas, mesmo que não tenha deixado em mãos alheias aquela que é a sua principal função; marcar golos.

Voltou a demonstrar uma eficácia impressionante, fez dois golos em três remates e o seu maior falhanço no jogo foi um remate que não fez.

Impressionante!

O jogo foi o que se esperava. De luta, nem sempre bem jogado, frente a um adversário aguerrido e empenhado.

A primeira parte não foi boa mas acabou em beleza e, aqui, acho que Daniel Podence merece uma palavra. Tem sido aposta inconstante por parte de Jorge Jesus e não é fácil mostrar serviço nessa condição. Não fez um bom jogo mas apareceu num momento decisivo, permitindo a Fábio Coentrão inaugurar o marcador, estreando-se a marcar de leão ao peito. O "produto Academia" tem qualidade mas tem que ser implementado com uma elevada dose de paciência. Por parte de quem gere os recursos humanos e por parte dos adeptos. Há que ter o equilíbrio para avaliar os momentos exuberantes, sabendo que virão períodos de menor fulgor.

Podence tem qualidade e acho que, contra as minhas próprias expectativas, poderá vir a singrar. Haja paciência! Pena que na cabeça de Jesus não haja espaço para Iuri que, a espaços, certamente demonstraria qualidade, porque a tem.

 

A segunda parte foi de qualidade, tanto no futebol apresentado como na capacidade de gerir e controlar o jogo. O bis de Bas Dost, logo após o disparate de Coates tratou de acalmar as hostes e reafirmar confiança em mais uma vitória, num reduto muito difícil.

Quanto ao uruguaio, terá de refrear a tendência para adornar os lances. Há uma linha que separa a confiança da displicência. O momento de ontem, sendo o último homem, revela displicência e falta de concentração e responsabilidade. A não repetir.

 

Volto a frisar; grande vitória alcançada num campo tramado, graças a um plantel feito de homens de "barba rija", que sabem trabalhar em grupo e me parecem ter a sintonia e o compromisso ideal para nos fazer felizes.

Assim seja!

Venha o Vilaverdense e o merecido descanso para alguns deles. Tudo isto sem perder o sentido de missão e responsabilidade que teremos de ter, que queremos ser bem sucedidos.

 

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Barcelona 0-2 SPORTING CP: Faltou mais Academia em Camp Nou

Foi um Sporting demasiado retraído, calculista e "medroso", aquele que se apresentou em Barcelona. Tirando a aposta em Alan Ruiz, que me faz perguntar que mal fizeram outros jogadores para não terem tido a oportunidade de ser titulares em Camp Nou, gostei do onze.

Tinha sugerido a alteração de duas ou três "peças", a pensar no jogo do Bessa e de forma a não retirar capacidade à equipa. Jesus fez "descansar" Fábio Coentrão, Gelson Martins e Bas Dost mas amarrou a equipa de tal forma em termos tácticos que o jogo não passou de um entediante momento desportivo.

O jogo de ontem tem vários pontos de contacto com o que o Benfica fez há cinco anos, sob orientação técnica do mesmo Jorge Jesus, que podia ter sido mais ousado das duas vezes que visitou Barcelona.

A alteração do sistema táctico e das dinâmicas da equipa retirou capacidade para atacar com agressividade o último reduto dos catalães. Aliada a isto, a utilização de Alan Ruiz, que até pode já ter actuado na posição mas não demonstra aptidão para o fazer por cá, retirou agressividade à nossa primeira linha de pressão e capacidade para atacar a profundidade e a largura, devido às características do argentino, que tem de olhar o jogo de frente (e estar em boa forma, já agora) para colocar em prática as suas melhores qualidades.

Nada tenho contra Alan Ruiz só que, simplesmente, não tenho visto nele capacidade ou vontade de acrescentar valor ao colectivo. 

 

No fundo, faltou mais Academia em campo. Só Rui Patrício e William actuaram de início e este jogo tinha sido o ideal para lançar Podence e/ou Iuri Medeiros (que não tem sido opção mas, ao contrário de Alan Ruiz carece de oportunidade para mostrar o seu futebol). No caso de Daniel Podence, creio até que seria um prémio merecido ter actuado num dos campos mais míticos do futebol europeu.

 

Passei o jogo todo a pensar no próximo, sobretudo por não ver no de ontem motivos de interesse suficientes para o viver com a intensidade que ele pedia. 

O Barça poucas oportunidades teve e as que teve Patrício resolveu bem. O Sporting teve duas, por Bas Dost, que devia ter aproveitado pelo menos a primeira, onde rematou contra o compatriota, dono da baliza "blaugrana".

Ironicamente, o Sporting voltou a sofrer um golo de canto, momento em que Jesus disse ser pouco provável que os catalães nos molestassem. Fizeram-no por duas vezes em dois jogos sendo que, também por duas vezes, foram jogadores nossos a introduzir a bola na própria baliza.

 

Como eu tinha previsto, a Juventus não vacilou na Grécia e o nosso destino, que já estava traçado, confirmou-se.

Seguiremos na Liga Europa e aguardamos por alguma sorte no sorteio.

 

Venha o Boavista, sendo que esta prestação "morninha" no jogo de ontem me colocou uma camada de nervos suficiente para durar até sábado. No Bessa, quero voltar a ver isto.

 

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SPORTING CP 1-0 Belenenses: Golo 50 de Bas Dost resolve

Quinquagésimo golo de Bas Dost em 62 jogos de leão ao peito. Um golo a cada 104 minutos. O holandês resolveu de penálti, facto que não retira mérito à sua eficácia. Fez um golo em dois remates e confirmou mais três pontos nesta caminhada rumo ao tão ambicionado título.

A entrada forte no jogo deu frutos logo aos treze minutos, na sequência de uma falta clara de Hanin sobre Daniel Podence. Bas Dost converteu a grande-penalidade, depois de ter entrado no jogo a atirar à baliza. O cabeceamento, logo no primeiro podia ter saído com melhor direcção.

Os primeiros trinta minutos foram de muito bom nível, com intensidade, dinâmica e a encostar o Belenenses às cordas. Pedia-se que a primeira meia-hora tivesse terminado com mais um golo marcado. Se isso tem acontecido, talvez o jogo tivesse decorrido de forma mais tranquila, sobretudo para nós, adeptos.

O intervalo haveria de chegar com uma vantagem justa no marcador mas a segunda parte trouxe um Belenenses mais afoito e um Sporting mais encolhido.

 

Domingos fez uma substituição ao intervalo, tornou a equipa mais ofensiva e as alterações pareceram ter passado aos jogadores a mensagem de que era possível fazer algo mais.

Foram quinze minutos sofríveis do Sporting que, felizmente, o Belém não conseguiu materializar, sobretudo graças ao acerto da nossa linha defensiva.

A entrada de Battaglia, à hora de jogo, justificava-se plenamente. Era preciso reforçar o "miolo" mas talvez pudéssemos tê-lo feito mantendo Podence em campo. Mesmo menos inspirado que no primeiro tempo, a frescura do pequenino era incrivelmente superior à de Acuña, que já se arrastava em campo.

A insuficiência física do argentino era tão evidente, que dez minutos depois Bryan Ruiz tomou o seu lugar e regressou aos jogos em Alvalade.

Nesta fase os azuis do Restelo ainda assustaram mas os remates eram sempre à figura ou fora dos postes. De realçar que, em todo o encontro, o remate mais perigoso da equipa de Domingos nem tenha acertado na baliza (na minha opinião, o livre de André Sousa, aos 19 minutos).

Os arrepios na espinha eram inevitáveis, mais pela perigosidade do resultado e por já termos visto demasiadas vezes um certo filme do que pela verdadeira intranquilidade da equipa.

Concordo em parte com Jesus. O Sporting nem foi mau a gerir o jogo e em manter o adversário suficientemente afastado da baliza de Rui Patrício, que fez ontem o jogo 500 da carreira como profissional, entre Sporting e selecção nacional. 

Fomos, sim, maus a definir nos momentos ofensivos em que podíamos ter "matado" o encontro e deitado por terra as aspirações do Belém em levar pontos de Alvalade.

As melhores oportunidades dos últimos quinze minutos acabariam mesmo por pertencer todas do Sporting, que decidiu mal em duas ou três situações ofensivas com o adversário em completo desequilíbrio. Pelo menos William, Bryan e Dost tiveram excelente oportunidades para aumentar a vantagem e evitar os suores frios que qualquer Sportinguista consciente de um determinado "karma" terá sentido.

Os últimos minutos foram depois geridos com mestria e sem oferecer ao adversário qualquer oportunidade de sequer espreitar o nosso meio-campo, ainda com Bruno César a estrear-se na posição de "empata fod**" (mais uma para o currículo).

 

De destacar o bom momento de Gelson Martins, provavelmente o mais esclarecido dos elementos da frente de ataque, em conjunto com o Podence do primeiro tempo, enaltecendo também a competência extraordinária da nossa linha defensiva.

Piccini foi um verdadeiro achado, tal a qualidade das suas acções, a começar pela leitura de jogo, que lhe permite quase sempre tomar as melhores decisões. A sua razoável capacidade técnica é um auxílio importante na hora de executar aquilo que o pensamento manda.

Coates, tirando as vezes em que resolveu inventar em zona proibida, esteve excelente e a experiência de Mathieu e Coentrão é fundamental para o nosso equilíbrio mental, sobretudo em situações de pressão extrema. O lance em que Mathieu faz um pique para "virar" um jogador do Belém, aos 82 minutos, é exemplificativo da noção clara que tem da importância dos momentos do jogo. Deixar que o jogador embalasse naquele momento poderia ter sido fatal e o francês cortou o mal pela raiz.

Dost voltou a não tremer numa situação da marca dos onze metros e marcou o terceiro golo de grande-penalidade esta temporada. Percebo os que falam da escassez de golos em bola corrida mas estão bem para as oportunidade de que tem disposto. Além disso, marcar um penálti não é fácil, sendo que este foi o único que não teve a carga emocional de ter sido apontado mos minutos finais das partidas (Setúbal e Feirense). Em comum, há o facto de todos eles terem dado três pontos.

 

Para o final da noite estaria guardada a cereja no topo do bolo. Os rivais directos empataram e ambos perderam pontos. O cenário ideal, na minha óptica, sendo que o jogo fica marcado pela polémica em torno da arbitragem e do vídeo-árbitro.

Seguimos na perseguição ao primeiro lugar e uma vitória no Bessa deixará a equipa com 36 pontos. A acontecer, será o melhor registo de Jorge Jesus à 14ª jornada, desde que chegou ao Sporting (tinha 35 pontos em 2015/16 e 27 na época passada).

Venha o Barça, em mais uma grande noite europeia onde o sonho dos oitavos-de-final se mantém vivo.

 

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P. Ferreira 1-2 SPORTING CP: Podem contar connosco

Estamos na luta! Jogo difícil, como se esperava mas onde o Sporting conseguiu vencer com alguma segurança, mesmo que tenha apanhado um ou outro susto.

Jesus não surpreendeu e lançou o onze habitual. Com o regresso de Acuña, voltámos a apresentar o onze mais vezes utilizado ao longo desta época.

 

O Paços entrou afoito e logo nos minutos iniciais criou algumas jogadas de perigo. 

O Sporting equilibrou a partida, assumiu o controlo do jogo, teve duas boas oportunidades (Gelson e Bas Dost falharam) e acabou por chegar ao golo na sequência de um lance de bola parada. Canto de Bruno Fernandes que William desvia para a entrada de Battaglia ao segundo poste. A bola é defendida por Mário Felgueiras, Bas Dost tenta encostar, Felgueiras volta a defender e Battaglia confirmou o golo. Aos protestos dos pacences, não atendeu Tiago Martins e a sua equipa de arbitragem. O VAR tirou as dúvidas e o jogo seguiu.

O Paços voltou a assustar e mostrou não ter abanado com o golo mas o Sporting viria a controlar os dez minutos finais da primeira parte, chegando ao intervalo em vantagem.

 

A segunda parte começa na mesma toada da primeira. Com o Paços a mostrar que estava disposto a anular a vantagem do Sporting, mas a rematar quase sempre fraco.

Jesus mexeu e tirou Acuña (era ele ou Bruno Fernandes, ambos muito apagados) para lançar Bruno César.

Bruno Fernandes apareceu finalmente no jogo, para rematar de fora da área ao poste de Mário Felgueiras (minuto 65).

Aos 71 minutos, a barra de Patrício estremeceu, após cabeceamento de Nabil.

O jogo estava perigoso. Era matar ou morrer.

A um quarto de hora do fim, Gelson fecha da melhor forma uma jogada de Bruno César e Fábio Coentrão, vinda de um lançamento lateral. Coentrão cruza atrasado para Gelson que, com uma recepção orientada, engana toda a gente e remata cruzado para um grande golo que praticamente matou as aspirações do Paços no jogo.

 

Até final, e já com o regressado Bryan Ruiz no lugar do "tocado" Battaglia, o Sporting geriu bem a posse de bola e os ritmos do jogo mas não se livrou do habitual golinho sofrido, como que para nos colocar em sentido nos minutos finais. O Baixinho do Paços jogou, marcou mas não roubou pontos ao leão, que segue assim a dois pontos dos dragões. Na próxima jornada defrontam-se Porto e Benfica.

Mathieu atrás, Battaglia no "miolo" e Gelson na frente foram os melhores em campo mas todo o plantel está de parabéns.

 

A liderança pode estar ao nosso alcance, à entrada para o mês no Natal. Nos últimos 30 anos devem contar-se pelos dedos de uma mão as vezes que isso aconteceu.

Estamos vivos e estamos na luta. Podem contar connosco. Segue-se o Belenenses em nossa casa

 

Nota final para os incansáveis leões, que seguem a equipa para todo o lado. Enorme o apoio na Capital do Móvel. Nunca se calaram do primeiro ao último minuto. FANTÁSTICO!

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SPORTING CP 3-1 Olympiacos: Está garantido o mal menor

"A Liga Europa, para nós, é um mal menor."

 

As palavras são de Jorge Jesus, no final do encontro de ontem e, ao contrário do que muitos possam pensar, não exprimem qualquer desânimo ou desilusão.

Esta frase exprime uma ambição que há mais tempo eu esperava ter visto no Sporting de Jorge Jesus. Já havíamos jogado antes olhos nos olhos com outros tubarões mas nunca se tinha vislumbrado em Jesus esta ambição.

Talvez o tenha dito porque conseguimos ontem o que falhámos no passado. Porque fizemos a nossa obrigação ao garantir seis pontos com a equipa "do nosso campeonato", coisa que não havíamos feito no passado e nos acabou por custar caro. Talvez o tenha dito porque não havia nada a desculpar e porque daqui para a frente o que vier é ganho mas, não posso negar, esta ambição agrada-me. É isto que eu quero continuar a ver no meu Sporting.

Cumprimos o nosso dever com entrega, rigor, determinação e qualidade. Tal como em Atenas foi com naturalidade que chegámos ao 3-0, resultado depois nivelado pelos gregos para números mais coincidentes com aquilo que é a real diferença entre os dois conjuntos.

O Sporting é melhor equipa e mostrou-o ontem, como já havia feito em Atenas. Os três pontos (seis, no confronto directo) são merecidos e, no mínimo, continuaremos a competir na Liga Europa, onde poderemos restituir algum do nosso prestígio e, tão ou mais importante, refazer o nosso ranking, recolocando-nos onde merecemos e queremos estar.

Só assim se evitam equipas como as que temos apanhado nos últimos anos e que tanto nos complicam a vida.

Inevitavelmente é Bas Dost o homem do jogo mas, no geral, todos se exibiram a um nível interessante. Curiosamente, um dos que mais me tem feito suspirar pelo seu regresso terá sido um dos menos bons. William não teve a noite mais feliz, mas não deixou de dar, aqui e ali, um cheirinho da sua qualidade.

Piccini, por tudo o que acrescenta ao nosso jogo na ala e pela segurança que transmite (tal como Coentrão) mas sobretudo por ter iniciado o lance que desbloqueia o jogo, merece-me uma atenção especial, tal como Bruno César, que surpreende nestes jogos europeus pela sua fiabilidade e efectividade que, curiosamente nem sempre revela nos jogos das competições internas.

Gelson e Bruno Fernandes voltaram a assistir colegas para os golos e continuam a ser os principais municiadores da equipa. Com maior eficácia, os números de ambos podiam até ter sido mais relevantes.

O 12º jogador voltou a dizer "presente" e foram mais de 42500 os espectadores no Estádio José Alvalade, num dia cheio e em cheio para o Sporting, que assegurou a presença no playoff de acesso aos oitavos-de-final da Youth League, venceu o primeiro encontro da ronda de elite da UEFA Futsal Cup e acabou o dia a regressar ao primeiro lugar do campeonato nacional de andebol, após vitória tranquila em Águas Santas, com o regresso de Pedro Solha à competição.

 

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Andebol / Motor 32-29 SPORTING CP: Pela porta grande

O Sporting está fora da Liga dos Campeões mas não saiu de "surra", pela porta pequena. Discutimos o resultado na Ucrânia, demos luta e fizemos o que estava ao nosso alcance para continuar na prova. Não foi possível e ficaremos agora completamente focado nas provas nacionais, onde o objectivo é, naturalmente, o título nacional, por forma a voltar para o ano ao maior palco do andebol europeu.

 

No entanto, não se pense que o Motor é uma equipa qualquer. Tal como o Montpellier, não é do nosso campeonato. É uma equipa talhada para as fases finais da Champions, onde esteve nas últimas duas temporadas.

Há mais de dois anos que os ucranianos passeiam, só com vitórias, na Superliga ucraniana. Na Champions, desde 18 de fevereiro de 2015 que uma equipa não vence em casa do Motor na fase de grupos e desde março do ano passado que ninguém fazia 29 golos no reduto dos ucranianos na mesma fase da prova (com o campeonato ucraniano nem vale a pena comparar, tal é a raridade com que uma equipa não vai lá perder por 15/20 golos de diferença). As únicas duas derrotas dos ucranianos nos últimos dois anos verificaram-se nas fases e eliminar da Liga dos Campeões.

 

Foram detalhes que ontem nos impediram de fazer algo incrível. Pormenores que, por maior experiência e/ou capacidade caíram para o lado dos ucranianos, com uma arbitragem que, sem ter influência no resultado, inclinou ligeiramente o terreno de jogo em determinados momentos da segunda parte. Nunca baixámos os braços e lutámos até ao último segundo. Mais não se podia pedir.

 

Neste cenário, ter a consciência que, não passando, houve espaço para fazer melhor é animador e revelador da qualidade da nossa equipa e dos nossos jogadores. 

Há margem para melhorar numa próxima participação e, para isso, é essencial garantir que estamos presentes em 2018/19. Será esse o foco a partir de agora, garantindo que, nos dois encontros que faltam da Champions, tudo faremos para não borrar a pintura e manter o respeito que a Europa do andebol já nos ganhou.

 

O desafio para essa altura será a reconstrução do plantel e a forma como atacaremos a época, visto que muitos dos jogadores terminarão os seus contratos no final desta temporada.

Também por isso haverá uma vontade férrea de renovar o título, seja para manter confiança na continuidade ou para sair em grande, com o culminar de dois anos fantásticos.

 

Para já, dou os meus parabéns aos nossos jogadores e equipa técnica, desejando que a equipa mantenha o foco na renovação do título, objectivo que, acredito, está perfeitamente ao nosso alcance.

Seguem-se, nos próximos 15 dias, uma ida a Águas Santas e uma recepção ao Avanca, intercalados com o que resta desta fase de grupos da Champions (ida à Rússia e Metalurg no João Rocha). Para além disto, é importante destacar que as posições para a entrada na fase final do campeonato nacional ficarão praticamente definidas antes do final deste ano, com os embates frente ao ABC e ao Porto, ficando apenas a recepção ao Benfica guardada para o final de janeiro.

Acabar o ano em primeiro lugar certamente nos dará a vantagem moral de chegar à fase final com ascendente psicológico sobre os rivais sendo que, nessa altura, cada jogo será de "mata-mata" e qualquer erro se pagará caro.

 

A minha fé nesta equipa é inabalável!

 

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SPORTING CP 2-0 Famalicão: O "maestro" entrou e a banda afinou

Objectivo cumprido, sem ponta de brilhantismo.

Jesus apresentou um onze esquisito, com Coentrão e Bruno César como extremos e um meio-campo formado por Petrovic e Battaglia. Tobias teve uma oportunidade, ao lado de Coates e Podence no acompanhamento a Bas Dost.

Voltei a sentir a falta de Iuri mas Jorge Jesus tratou de queimar o jogador no final do encontro, mais ainda do que o tem feito ao longo dos últimos dois meses. Insinuou que o jogador não treina bem e, se isso é um problema que o próprio Jorge Jesus devia assumir e enfrentar internamente (a bem do jogador e do Sporting, que se encontra carenciado em posições onde o açoriano pode ajudar), trazê-lo para a praça pública serve apenas para descartar responsabilidades e complicar uma possível venda ou empréstimo no mercado de Janeiro. Se no nosso campeonato todos estarão ávidos para receber Iuri de braços abertos, quem é que lá fora vai dar os ditos milhões que por aí se falam por um jogador que não se aplica?

Apenas para rematar este assunto, que muito me incomoda, digo apenas que jogadores como o Mattheus Oliveira ou o Petrovic devem treinar muito bem, para que continuem a ser-lhes concedidas as tais "oportunidades" que Jesus referiu, mencionando o brasileiro (já nem falo no Alan Ruiz). Isto mesmo que 5 minutos de jogo não sejam bem uma oportunidade, mesmo que Jesus ache que é.

 

A primeira parte foi muito fraca. Sem ligação entre sectores, vivemos de uma ou outra arrancada de Podence, na esperança de ver Bas Dost abraçá-lo. Não aconteceu e os primeiros 45 minutos serviram sobretudo para motivar o adversário, que até entrou melhor que nós na segunda parte.

Percebia-se que seria necessário recorrer a alguém mais capaz para dar qualidade àquele meio-campo, onde Petrovic e Battaglia estiveram muito mal, sobretudo no capítulo do passe e se o argentino ainda se deu ao jogo, o sérvio passou uma hora a esconder-se dele.

Jesus, bem, lançou Bruno Fernandes para o lugar de Petrovic e, sem puxar em demasia dos galões, o internacional português deu ao jogo o abanão necessário para fazer a diferença. Com Gelson algo trapalhão e Podence a decidir pior à medida que o tempo passava, bastou dar a bola ao Bruno que ele fez o resto.

Assistiu Coates, que marcou na sequência de um pontapé de canto e serviu Bas Dost para aquele abraço, já depois de Rui Patrício nos ter salvado uma ou duas vezes de um aperto maior.

 

Mais negativa do que a exibição do Sporting, só a exibição do árbitro da partida. Sem vídeo-árbitro, Hélder Malheiro seguiu as directrizes "papais" e deu a missa como devia ser. Desde uns fora-de-jogo mal assinalados, passando por um penalti por assinalar e outro mal assinalado, na sequência de um "offside" ignorado, Malheiro de tudo fez para nos complicar a vida.

 

Gigante salva de palmas para Patrício, que está novamente num grande momento de forma e para Bruno Fernandes, que saltou do banco para resolver o jogo. Podence pede mais minutos, que talvez tenham de lhe ser dados a partir de uma ala, onde não abundam alternativas a Gelson, o único extremo disponível com verdadeiras características e capacidade para acrescentar algo a partir das faixas (sendo que até ele não passa por um grande momento).

Pena a lesão do Jonathan que, espero, não seja nada de grave (sobretudo por saber da fragilidade de Coentrão, que ontem cumpriu os 90 minutos).

 

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