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Grande Artista e Goleador

BIIK-Kazygurt 2-1 SPORTING CP: Detalhes que fizeram a diferença

Não vale a pena mentir: este era O JOGO. Aquele em que teríamos de, pelo menos, não perder para manter intactas as aspirações a marcar presença na fase seguinte da Liga dos Campeões.

O expectável é que as cazaques vençam os restantes dois jogos mas, mesmo que acabem por escorregar com a equipa da casa, por exemplo, nós teremos de vencer os nossos jogos, garantindo a melhor diferença de golos do grupo.

Não podemos negar que a nossa permanência na competição para além desta fase preliminar ficou comprometida com uma derrota. Teríamos de recuar a 2014/15 para encontrar uma equipa que se tenha qualificado com 6 pontos. Curiosamente foi precisamente o Ouriense, a única equipa portuguesa a conseguir passar a fase preliminar em toda a história da competição. No entanto, é importante dizer que passaram graças à vantagem no confronto directo, factor que já perdemos para o grande favorito à vitória no nosso grupo.

 

Não consegui ver o jogo. Acompanhei os primeiros minutos via facebook, através da página oficial do nosso futebol feminino mas não tive oportunidade de ver para além do golo da Diana Silva.

Assim sendo, vou abster-me de comentar o que quer seja relativo ao que se passou em campo mas, observando apenas os dados estatísticos da partida, há uma coisa que me salta à vista.

Não são os remates, onde equilibrámos, nem os cantos, onde também estivemos a par da equipa do Cazaquistão. Uma equipa que precisa de controlar o adversário, em momentos de aperto, tem de recorrer mais à falta. Só falo nisto porque é um "defeito" que já vinha da temporada passada. 

O BIIK travou em falta as jogadoras do Sporting por 24 vezes. As nossas leoas foram "mansinhas" e raramente recorreram à falta para travar as adversárias. 8 faltas é muito pouco em 90 minutos. Nenhuma equipa pode fazer menos de 10 faltas, a menos que domine por completo o jogo e goleie.

 

Seja como for, há mais dois jogos para dar tudo pelo nosso emblema, e esperar que os astros se alinhem para que continuemos a fazer história.

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Vitória SC 0-5 SPORTING CP: 5*estrelas

Era tão bom que fosse sempre assim.

Nem falo do resultado. Dias há em que a eficácia não está ao nível da de ontem.

O Sporting foi intenso, mandão, apresentou qualidade e concretizou as oportunidades que criou e até algumas que nem criou mas que foram fruto da inspiração e qualidade individual de alguns intérpretes.

 

Por falar em intérpretes...

Bruno Fernandes foi o homem do jogo. Não apenas pelos dois golaços mas pelo que oferece à equipa, não só no momento ofensivo. Reparte o trabalho defensivo com Adrien (facto que até permitiu ao capitão soltar-se mais ofensivamente) e acrescenta ofensivamente uma qualidade que poucos jogadores no nosso plantel podem oferecer.

A capacidade de ler o jogo e o fino recorte técnico de Fernandes são de tal forma determinantes que, num dia bom, arrisca-se sempre a fazer um golo.

 

Bas Dost voltou à eficácia habitual, a defesa esteve intransponível e os vimaranenses praticamente nem assustaram Rui Patrício (mesmo que ele nos tenha assustado a nós).

Por falar em defesa, Fábio Coentrão, caso evite os problemas físicos, promete ser um dos jogadores do campeonato e, assim, o Mundial pode ser uma realidade para o jogador emprestado pelo Real Madrid.

 

Hoje só há coisas boas a dizer. A exibição foi de grande qualidade, quase perfeita. Um regalo que até deu para Iuri entrar desinibido e pronto a colocar toda a sua qualidade em prol do colectivo. Assistiu Adrien para o último golo do jogo, podia ter marcado e revelou um sentido colectivo que só lhe era desconhecido pelos que nunca o acompanharam.

 

Tempo de focar no próximo objectivo, um dos mais importantes da temporada. Apenas o Steaua (que ganhou com dificuldade no fim-de-semana) está no nosso caminho para a fase de grupos da Liga dos Campeões e, a jogar assim, acredito que teremos mais 6 jogos de grande exigência na Liga milionária, onde o mais certo é que integremos o pote 4, apanhando assim todos os favoritos e um grupo semelhante ao da temporada passada.

 

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SPORTING CP 0-0 FCSB: Faltou qualidade e ambição ao leão

De há uns anos para cá que nos "vendem" a imagem de um Sporting ambicioso, rigoroso e exigente.

Os Sportinguistas, de um modo geral têm ajustado os seus parâmetros de exigência para um nível mais elevado. O fraco nível de exigência a que nos tínhamos habituado advinha, naturalmente, do baixo nível de exigência que as anteriores direcções colocavam no seu próprio trabalho e no trabalho dos que serviram o Clube, nas mais variadas funções.

Nós, acredito que mais como mecanismo de defesa do que como forma de estar, moderámos também o nosso nível de exigência para atenuar os níveis de frustração.

Foi isso que manteve a paixão acesa e que permite ao Clube continuar a crescer em apoio, mesmo sem um suporte de sucesso desportivo no futebol.

 

Bruno de Carvalho sempre nos pediu exigência. Exigência que fomos trabalhando ao longo dos dois primeiros anos de mandato, em que tivemos de viver com uma realidade diferente da actual e onde, mesmo assim, conseguimos equilibrar o nível real da nossa "estrutura" com resultados mais ou menos de acordo com a exigência pedida.

A primeira época de Jesus veio colocar a exigência no máximo. Verificámos que era possível voltar a lutar pelo título (pese embora algumas "particularidades" do futebol português) e que, com um treinador do nível de Jesus, podíamos esperar o máximo.

Ora, se podemos esperar o máximo, temos de exigir o máximo. Este ano, após um ano mau, o mínimo que podemos exigir é o máximo.

 

O início de 2015/2016 também não foi famoso e depois embalámos para uma excelente época mas, se nesse ano começámos embalados pela conquista de uma Supertaça e com a atenuante de termos sido eliminados da fase de grupos da Champions com um verdadeiro roubo, este ano começamos com o espectro da temporada passada totalmente falhada e com uma abordagem ao playoff da Champions onde somos claramente favoritos (ao contrário do que aconteceu há dois anos).

 

A nota introdutória é longa mas necessária, até porque nem vou falar muito do jogo propriamente dito. 

Jorge Jesus começou na antevisão do jogo a fazer o oposto daquilo que nos têm exigido. Colocou a exigência em níveis pouco aceitáveis, relembrando que somos o "cinquenta e três" da Europa (por culpa dele, faltou dizer). 

Avançando já para o final do jogo, voltou a chutar a exigência para canto, dizendo que o Steaua é do nosso nível e que o Sporting jogou muito bem.

Reparem os menos atentos que, independentemente do resultado, rara é a vez que o Sporting de Jesus não joga muito bem (nas palavras do próprio), mesmo que a maioria dos adeptos vejam que não jogámos um peido.

 

Dica, o treinador do Steaua, disse que viu o jogo com o Vitória FC. Jesus fez-lhe a vontade e apresentou exactamente a mesma equipa, com a excepção de Coentrão, cuja entrada parece ter sido fruto da "pressão" externa, ocasionada pelas palavras do próprio Jesus, que mais uma vez meteu os pés pelas mãos na véspera do encontro.

 

Ficou evidente para qualquer adepto de futebol com uma cultura média do jogo que o Steaua não só não está ao nível do Sporting como deve aproximar-se do nível do nosso anterior adversário e da maioria das equipas que defrontamos na nossa Liga e a quem temos sempre obrigação de vencer.

O Steaua empatou em Alvalade porque o Sporting foi pouco ambicioso, pouco acutilante e demonstrou pouca qualidade, relativamente àquela que deveria apresentar e que facilmente reflectiria a diferença entre ambos os conjuntos.

Empatámos em casa como às vezes nos colocamos a jeito de empatar com o Paços de Ferreira, o Rio Ave ou o Nacional da Madeira.

No final, acabo por ter de concordar com Jesus: o Steaua está ao nosso nível. Ou esteve, pelo menos no jogo de ontem.

 

Se este é o nível de exigência que Jesus coloca a si próprio e aos seus jogadores (bem diferente daquele que coloca nos adeptos, que já criticou esta temporada), digo já que não é esse o nível de exigência que eu coloco sobre ele e os plantéis que o próprio construiu graças a muito dinheiro investido.

Bruno de Carvalho deve exigir mais ao funcionário Jorge Jesus.

Jorge Jesus deve mostrar maior respeito pela inteligência dos adeptos do Sporting, que não comem gelados com a testa nem papam conversa para boi dormir.

 

Com esta brincadeira, o Sporting, que podia estar completamente focado no jogo de Guimarães caso tivesse deixado os romenos a dançar um Manele (curioso, o nome desta dança cigana romena), vai ter de encarar o Vitória SC com os olhos em Bucareste, onde poderia ir tranquilo, apenas para gerir a eliminatória.

 

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Desp. Aves 0-2 SPORTING CP: Que seja a primeira de muitas

O essencial foi feito. É sempre bom entrar a ganhar, melhor ainda se for sem sofrer golos.

O jogo esteve longe de ser brilhante da nossa parte. Fomos competentes e, felizmente, isso foi suficiente perante um Aves pouco acutilante mas que chegou a causar algum perigo, resolvido pela linha defensiva e, em última instância, por Rui Patrício com uma grande defesa.

 

A primeira parte foi fraca. Salvaram-se Acuña, Gelson e um ou outro pormenor aqui e ali. William fez praticamente tudo bem, só que faltou alguma continuidade aos lances que tão bem conduziu.

 

A entrada na segunda parte também não foi tão afirmativa quanto eu esperava. O Aves entrou mesmo melhor no reatamento da partida e só depois de passados os primeiros dez minutos o Sporting tentou pegar na partida. Isto pese embora o remate de Acuña à trave, logo aos dois minutos.

As entradas de Podence e Battaglia refrescaram e deram novo alento à equipa e, agora sim, parece que temos um banco mais consistente no que diz respeito a acrescentar algo a meio-campo. Battaglia não faz tudo bem mas é um poço de força e disponibilidade. Podence fez o que se lhe pedia e agitou o jogo, embora pouco acompanhado pelos restantes elementos em campo.

Acuña ainda desperdiçou mais um lance de golo mas Gelson acabaria por bisar e estabelecer alguma tranquilidade nas nossas mentes, antes de Acuña desperdiçar mais um golo feito, que poderia ter dado o 0-3 e também alguma injustiça no marcador.

 

Pese embora alguns erros, gostei de Piccini, sobretudo na segunda parte e, ao contrário da maioria, continuo a ver mais coisas prometedoras do que dignas de desconfiança.

Coentrão, mesmo comedido, mostrou um nível a que não estávamos habituados num lateral esquerdo que equipasse de verde-e-branco. Basta comprar uma bruxa para o cacifo, que lhe afaste o mau olhado e temos um problema (bem) resolvido.

Bas Dost nem se viu e mesmo assim ganhámos 2-0. Quando dermos por ele as coisas só tenderão a melhorar e isso é bom...muito bom.

Gelson foi o MVP e mostrou porque, apesar de não acertar dez cruzamentos em outras tantas tentativas é o melhor extremo do Sporting. Para começar, dois golos não está nada mal. Aposto que vai voltar a ser o nosso melhor assistente e que este ano atingirá a fasquia dos dez golos.

Acuña merecia um golo e deve-o talvez à ansiedade de tanto o procurar. Com mais calma, vai aparecer.

 

Não percebi a entrada do Jonathan mas...tudo bem.

 

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SPORTING CP 0-3 Vitória SC: O que nasce torto...

Um jogo de preparação marcado à pressa, uma convocatória feita como foi possível, um onze que, disse o próprio Jorge Jesus, foi inventado.

A receita perfeita para um mau teste e para 90 minutos dispensáveis em plena recta final da pré-época.

Como se não bastasse, uma expulsão do nosso melhor central, que arrisca falhar a primeira jornada do campeonato.

 

Caso para se dizer que mais valia que tivéssemos ficado em Lisboa. As pessoas que estiveram em Rio Maior, terão achado o mesmo...ou talvez não.

E digo que "talvez não" porque, no meio do caos táctico promovido pelo nosso treinador, que resolveu inventar quando se pedia que se simplificasse face às ausências forçadas e promovidas, acabaram por sobressair algumas notas de destaque e bons indicadores.

 

Contudo, não me vou alongar mais. Não há grandes ilações a retirar de um jogo em que Bruno César é lateral direito e o trio de centrais é formado por Coates, Tobias e Petrovic. Juntamos a isto o facto de termos promovido o "emburrecimento táctico" de Jonathan, que foi para a Argentina "desaprender" o que cá lhe tinham ensinado e temos todos os ingredientes para que as coisas possam correr mal.

 

Sábado há novo teste, o último antes da estreia na Liga com o Aves. Basta que Jesus não invente e certamente correrá melhor.

#EuVouLáEstar

 

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SPORTING CP 2-1 Mónaco: Assim a música é outra. Venham os Violinos!

O primeiro jogo em Alvalade não defraudou as expectativas dos adeptos. Dos presentes e dos que acompanharam pela TV.

Jorge Jesus voltou ao esquema habitual, com quatro defesas, dois médios-centro, dois extremos e dois homens na frente. Surpreendeu com as inclusões de Acuña e Podence e com o facto de ter deixado William e Adrien no banco.

O onze, composto por Patrício, Piccini, Coates, Mathieu e Coentrão no sector defensivo, Battaglia e Bruno Fernandes no "miolo" e Acuña e Gelson no apoio a Podence e Bas Dost, os homens mais adiantados, revelou-se equilibrado e já com algumas rotinas.

 

Em especial, gostei da linha defensiva. Por ser quase totalmente nova e por mostrar já um entendimento interessante, pese embora o pouco tempo de trabalho em conjunto. Piccini e Coentrão fazem esquecer por completo os laterais do ano passado e Mathieu parece estar a subir os índices físicos que o fazem completar uma boa dupla com Coates. Com maior entrosamento, promete ser uma defesa muito consistente.

 

Gelson demonstrou já uma forma assinalável e foi o maior desequilibrador da primeira parte. Bas Dost fez aquilo que melhor sabe e, antes disso, Bruno Fernandes demonstrou uma capacidade de entrar em zonas de finalização que Adrien nunca teve nem terá.

 

Nota positiva para a estreia de Acuña que, ao contrário de Alan Ruiz, gosta de correr, lutar e defender. Parece ser este o tipo de jogador argentino que pega no Sporting; raçudo, solidário e altruísta. Estas características, aliadas à qualidade futebolística, são forma quase garantida para o sucesso. Por tudo isto, confio que Jonathan ainda vingará. Mostrou na segunda parte que pode ser uma boa ajuda na gestão da condição física de Fábio Coentrão ao longo da temporada e parece-me que poderá fazer muitos jogos.

 

Mathieu não retira ao lado esquerdo da defesa a capacidade de ter bola que Semedo revelava mas alia isso a muita experiência e maturidade, factor menos propenso a excessos de confiança. Vem para acrescentar.

 

No segundo período, com as mexidas, foi difícil ver muito para além de William Carvalho, que continua um jogador de topo naquilo que é a posição 6, a nível mundial. Entusiasmou pela sua qualidade, mas também por parecer já com níveis de intensidade interessantes.

 

Alan Ruiz pareceu um caracol, no apoio à lebre costa-marfinense, contratada por empréstimo à Roma. É certo que Doumbia pareceu algo precipitado nas desmarcações, mas Alan podia, sobretudo num dos lances, ter sido mais lesto a isolar o colega de equipa. O argentino parece perder espaço com o bom momento de Podence e a possibilidade de tanto Doumbia como Bruno Fernandes (entre outros) poderem ocupar a posição de segundo avançado.

Bruno César e Iuri Medeiros voltaram a entrar e sair e ficam algumas dúvidas sobre a permanência de ambos no plantel. A meu ver, será incompreensível que não façam parte do grupo de trabalho para esta época, o primeiro porque, mesmo sem entusiasmar, é fiável e o segundo porque crescerá quanto maior for a confiança que Jesus deposite nele (de momento, parece diminuta).

 

Esta semana que se avizinha promete cimentar ainda mais o modelo de jogo e definir a composição do plantel (mais jogadores devem sair e veremos se entra mais alguém) e espera-se um encontro interessante, no próximo sábado, com a Fiorentina, a contar para o Troféu 5 Violinos.

 

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SPORTING CP 1-3 Belenenses: Dass!!!

Faltam-me palavras para descrever o que vi ontem de manhã... Melhor, o problema nem é bem a dificuldade em adjectivar mas sim alguma indecisão na escolha das palavras.

O melhor é não complicar. Aquilo que se viu foi uma merda, uma valente merda e uma enorme falta de respeito.

Num jogo em que se podia alimentar uma ténue esperança no segundo lugar (mesmo que eu não fosse um dos crentes), o que fizeram jogadores e equipa técnica?!

Merda! Da grossa! Dormiram na forma durante mais de hora e meia, num jogo em que tínhamos obrigação e necessidade de vencer, mais não fosse para agradecer às mais de 45 mil almas que, numa manhã de domingo perfeita para um passeio na praia ou no parque, foram a Alvalade por amor, por paixão.

 

Ora, 45 mil apaixonados vão a um encontro com a sua cara metade e o que acontece?! Ele(s) borram a pintura toda!

Futebol constrangedor, sem chama, sem alma, sem entrega, sem empenho, sem qualidade (afinal o melhor é nem escolher os adjectivos mas sim largá-los todos)...

 

Até o nosso golo foi meio oferecido. 

 

Não há muito mais a dizer. Eu estou chateado, Bruno de Carvalho está chateado mas o treinador e muitos dos jogadores não parecem. Isso preocupa-me mas, quem sabe se não foi bom que acontecesse, para que o Presidente abrisse os olhos para algo que me parece evidente há meses aos olhos de muitos Sportinguistas.

 

Jorge Jesus nunca assumirá nada que não seja positivo ou para lhe encher o ego. Jorge Jesus trabalha para se afirmar pessoalmente e, num desporto colectivo, ainda para mais onde são os jogadores o foco maior do espectáculo, mais dia, menos dia, isso acaba por ser fatal.

Ontem foi mais uma vez desonesto e deselegante, tanto na flash interview quanto na conferência de imprensa. Todos têm a culpa de tudo, desde o jogador ao tratador da relva. Só ele sai sempre isento de culpas, num mar de erros que parecem juntar-se a conspirar contra ele, para boicotar a sua bela e perfeita obra, que nunca falha por incompetência própria.

 

Assumo que, sem ser a gota de água, a minha paciência está no limite. Jorge Jesus tem contrato e despedi-lo não custa "três tostões". Isso preocupa-me pois, neste momento, ele parece-me mais parte do problema do que da solução. Tendo-me parecido que Bruno de Carvalho chamou a si novamente a "pasta" do futebol, sabendo que Jesus gosta de ter carta branca nessa mesma "pasta" e tendo presente a ressalva da elevada indemnização em caso de despedimento...

 

Jesus é bom treinador e, mesmo não tendo o perfil que me pareça o mais adequado para o nosso clube, só vejo uma hipótese deste "casamento" dar certo para o ano. Bruno impõe 90/95% do plantel a Jesus, deixa-o contratar um daqueles bombons que ele tanto gosta mas que só se sabe se são bons depois de abrir (com o risco de saber que podem custar 1 milhão ou 10) e fecha-se a loja, apostando no que temos de bom e reinvestindo o dinheiro que fizermos com as vendas, seja de excedentários ou não, em posições verdadeiramente deficitárias (como as laterais defensivas, por exemplo).

Na verdade há outra solução. Despedir Jesus, com os riscos orçamentais que isso implicaria. Sim, porque despedir Jesus implicaria desinvestir no plantel, diminuindo a massa salarial e, quem sabe, voltando ao mais com menos (bem mais adequado a nós, diga-se).

 

Confesso que balanço entre ambas as opções mas já tenho uma inclinação. Para já, a única coisa que é certa é que Jesus passou de uma das melhores épocas de sempre (em termos de aproveitamento e não de resultados, embora com interferência clara de terceiros) para uma época abaixo da de Marco Silva, que foi fraca mas ainda assim melhor que esta a todos os níveis.

Tal como não gostei de ver Marco Silva, aquando da sua "estadia" no Sporting, desrespeitar quem lhe pagava o ordenado, também não me agrada ver hoje Jorge Jesus a fazer-nos passar por parvos. Sim, porque hoje apostar nos jovens era um risco mas, se a melhor segunda volta da sua carreira se concretizasse (como podia ter acontecido), ele estaria aí prontinho para colher todos os louros da aposta na juventude que ele nem queria que estivesse no plantel.

 

Sim, isto está a ir de rajada. Provavelmente já divaguei por aí e talvez já tenham percebido que, no fundo, a minha vontade é mandar um valente biqueiro no cu ao "Mestre da Táctica". Que "sa" foda!

 

Presidente, votei em si e no seu projecto. O seu projecto não está nem nunca estará refém de um treinador, por muito bom e caro que ele seja. Você já demonstrou que não tem dificuldades em escolher alguém competente para o cargo mas, atenção, também a si lhe falta alguma capacidade auto-critica e tento na língua (ou será na escrita). Estamos a duas jornadas de terminar a nossa época. Pense bem no que quer fazer para a próxima porque, não determinando nada (nós estaremos sempre aqui para o Sporting e ele é nosso outra vez), a próxima temporada pode ser decisiva para si. Da minha parte, tem carta branca para fazer com Jesus o que entender que seja melhor para o Sporting, custe isso o que custar. Pense bem e não desbarate a confiança que os Sportinguistas têm em si. Eu acredito que, com as directrizes certas, é para o ano, e nem é preciso mexer muito.

Para terminar, e porque isto vai longo, deixe lá o futsal. Perder uma final por 7-0 é mau, terrível, mas tomara o nosso futebol ter metade do sucesso e da competência que têm tido os nossos leões do futsal, desde os jogadores ao director da secção. 

 

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SPORTING CP 1-1 Benfica: derby enfadonho

Começo pela polémica, para ficar já arrumada. Houve três penaltis no jogo de ontem. Um sobre Bas Dost (claro, evidente e sem a devida acção disciplinar - amarelo para Ederson), um sobre Grimaldo (que poucos árbitros marcariam, devido à linguagem corporal do espanhol, que só caiu mais tarde, quando viu que não chegaria à bola) e outro sobre Lindelof (por estupidez de Bruno César que pode ser considerada experiência por alguns).

Ressalvo que os dois lances na área do Sporting aconteceram com um intervalo de 1:20 minutos e que, por isso, é natural que não fossem ambos assinalados mas, na minha opinião, são dois lances em que existe falta, mesmo que nenhuma seja tão evidente quanto a que originou o penalti convertido por Adrien.

 

Quanto ao jogo, o Sporting teve 15/20 minutos interessantes em todo o jogo, que coincidiram com o início de cada uma das partes, onde poderia ter feito pelo menos mais um golo para além do que conseguiu concretizar.

O Benfica disputou o jogo dentro do seu plano esperado e mereceu o empate.

 

A verdade é que o Sporting pouco fez do que podia para ferir a linha defensiva do Benfica. Deixámos que Bas Dost passasse ao lado do jogo na fase de construção e, com isso, limitámos imediatamente parte da influência positiva que Alan Ruiz pode ter no nosso jogo.

Gelson foi praticamente o único elemento desequilibrador da defensiva encarnada e os nossos laterais, não tendo estado mal defensivamente (até porque o adversário não causou grandes problemas e os que causou foram resolvidos sobretudo pela dupla de centrais), ofensivamente foram uma nulidade (a quantidade de cruzamentos para trás da baliza foi - é sempre - assustadora).

Muito bem, a dupla de centrais (Paulo Oliveira foi o melhor em campo) e também de agradou a dupla de meio-campo (não acompanho as críticas que li a William, para mim, o único em campo que nunca teve medo de ter a bola).

 

No geral, pareceram duas equipas com medo de fazer por ser felizes e isso prejudicou o espectáculo e defraudou as expectativas dos adeptos, sobretudo dos quase cinquenta mil que estiveram no Estádio José Alvalade. Claro que esta atitude se percebe da parte do Benfica mas, da nossa parte, sem qualquer pressão, exigia-se mais.

Naturalmente, isto sou eu a relativizar a importância do jogo pois creio que, lá dentro, a estrutura ainda teria uma réstia de esperança no título.

 

Perdida essa esperança ontem, espero que finalmente se comece a pré-época e que Jesus tenha visto como deve ser a qualidade dos jovens da equipa B que acabaram de golear o Vitória SC B por 3-0.

A qualidade mostrada por Ryan Gauld, Matheus Pereira, Francisco Geraldes, Gelson Dala e mesmo Ricardo Esgaio, João Palhinha ou André Geraldes, sem desprimor para os restantes, que também estiveram muito bem.

Sobretudo Ryan Gauld, pelo que fez durante mais 90 minutos, deixa-me um enorme ponto de interrogação sobre a capacidade de Jorge Jesus em avaliar qualidade e potencial. O escocês foi o melhor jogador em campo e mostrou, mais uma vez, toda a sua qualidade táctica, técnica e inteligência.

 

Termino voltando ao derby de ontem, apenas para salientar o enorme desportivismo e fair-play de todos os jogadores, de ambas as equipas e para criticar veementemente (mais uma vez) o comportamento dos adeptos do Benfica, que voltaram a entoar cânticos ofensivos, desrespeitosos, vergonhosos e, estes sim, incendiários. Parabéns aos adeptos do Sporting, que foram exemplares.

 

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Vitória FC 0-3 SPORTING CP: Três, a conta que Dost fez

Fui rever o jogo com calma para apanhar o minuto em que Ryan Gauld entrou em campo. Certamente que, em directo, me tinha escapado e queria ter a certeza que, com 0-3 a meia hora do final, o puto escocês tinha entrado, já que não me havia parecido vê-lo em campo.

Parece que não entrou e que a sua ida a Setúbal foi apenas um exercício de fortalecimento mental. Para matar saudades e sofrer de fora, sem jogar por um ou outro.

Jesus sabe como chatear os Sportinguistas. Podia ter sido perfeito mas o gajo tinha de nos irritar com alguma coisinha. Então, lá pensou: "Acham que é hoje? O caraças!... Vou mas é tirar o Marvin, para ver se o gajo não é expulso mas deixo o Alan em campo. O gajo tem de fazer mais um golo para eu justificar os 8 milhões, mesmo que se arrisque a ser expulso".

Claro que isto é brincadeira, até porque eu gosto muito do Alan e não desgosto de ver o Marvin sair. Só é pena é que o sacana do JJ teime em errar no timing com que satisfaz os meus desejos e de muitos outros Sportinguistas.

Jorge, pá! Custava assim tanto dar uns minutos ao Ryan?! Porra! Nem os três que deste ao Esgaio?!

Começo pelo negativo, só para ficar já despachado. Gauld devia ter entrado, Marvin não devia ter saído e Alan devia ter saído, assim que Dost picou o ponto após uma trivelada de craque. 

Termino os pontos negativos com um simples "Foda-se, Bryan!"

 

Vamos ao jogo...

 

Parece que entrámos mal. Não vi o primeiro quarto de hora (ainda bem, segundo parece) e devo ter ligado assim que começámos a "espreguiçar-nos".

Mesmo assim, a primeira parte foi Gelson e pouco mais. O golo é mais do que merecido e falta-lhe apenas um para igualar os sete da época passada, sendo que já triplicou os passes para golo (12, segundo o transfermarkt.pt).

 

A segunda parte trouxe mais motivos de interesse, mais qualidade, mais oportunidades e mais golos.

Bruno César continuou a mostrar que está num excelente momento de forma, o meio-campo subiu de produção, Alan Ruiz continuou a mostrar que vale o investimento e Dost, num Manchester United, já teria triplicado o valor do investimento só em vendas de camisolas.

 

Enquanto isto, o árbitro da partida teimava em abusar de uma dualidade de critério que viria a materializar-se em três cartões para cada lado, quando os da casa deveriam ter visto o dobro. Não fosse Gelson ter fugido (e bem) a qualquer contacto físico e estaria, também ele, exposto à admoestação que o tiraria do derby do próximo fim-de-semana. Assim, só Marvin ficará de fora.

 

William marcou o segundo golo no campeonato, ambos ao Vitória sadino, e Bruno César assistiu o "Sir", que facturou de cabeça (não há meio de William se tornar mais decisivo, melhorando a finalização e aparecendo mais em zonas adiantadas - ainda não conseguiu melhorar o registo de 4 golos da primeira temporada).

O jogo não podia terminar sem os festejos frenéticos de "Thunder" Dost, que numa dúzia de segundos conseguiu festejar com os adeptos e abraçar Alan Ruiz, que o serviu com uma trivela que, certamente, o Quaresma teria aplaudido.

 

Em resumo, uma vitória tranquila num jogo em que, sobretudo na segunda parte, o Sporting soube controlar o jogo e avolumar o resultado com tranquilidade.

Venha o derby. afim de reduzirmos mais um pouco a vantagem para o Benfica. 

 

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SPORTING CP 4-0 Boavista: Voltou a "nota artística"

Se há jogos que me deixam apreensivo, são os jogos com o Boavista. Ontem, Miguel Leal tentou jogar com a motivação e o estado anímico de Mickaël Meira. O primeiro lance de perigo do jogo começava a dar razão ao treinador do Boavista. Grande defesa de Meira, que tinha tudo para embalar para uma exibição de sonho num palco onde sempre havia sonhado jogar.

O destaque para o guarda-redes do Boavista é justo e simbólico. "Mika" tem 5 anos de formação no Sporting e, como todo e qualquer guarda-redes, vem passando pela enorme dificuldade que é para um jovem afirmar-se na sua posição. Espero que possa em breve dar continuidade à titularidade de ontem. Numa posição onde quase se privilegia a experiência, o caminho para os jovens é de enorme dificuldade e Meira é apenas mais um guarda-redes de enorme qualidade formado na nossa Academia para o qual não tivemos espaço. Boa sorte, puto!

 

Outro que terá cumprido um sonho foi Daniel Podence, que ontem se estreou como titular em Alvalade em jogos da Liga. Podence deu o litro mas notou-se que acusou a estreia. Foi menos instintivo que o habitual e, por pensar duas vezes em mais do que uma ocasião, acabou a hesitar algumas vezes. Foi por isso que não fez golo nem deu em condições um passe a Bryan Ruiz, ainda na primeira parte. Sente-se nele um certo respeito pouco habitual nos jovens de hoje pelos colegas com outro "estatuto". Não quero que o perca (porque o respeitinho é bonito) mas é necessário que isso pese menos nas suas acções. No segundo tempo apareceu mais "solto" e são estes minutos que lhe "limarão as arestas". Ainda assim, esteve bem.

 

Vamos ao jogo...

A equipa do Sporting nem entrou muito bem e passou os primeiros minutos a acumular falhas, sobretudo ao nível do passe. Vários lances mal definidos, alguns deles ainda à saída do nosso meio campo, não nos permitiram construir jogadas de perigo.

O lance em que Bruno César "obriga" Edu Machado a fazer falta em zona prometedora fazia prever um "esticão" no jogo mas foram precisos mais cinco minutos e um passe falhado (desta vez dos homens de xadrez) para que o jogo mudasse de feição.

Podence recupera e lança imediatamente em Schelotto, que serve Alan Ruiz no "coração" da área, na sua zona predilecta. Recepção e golo, mais um, o sétimo da temporada (sexto nos últimos oito jogos).

 

O que é certo é que o Sporting descobriu uma dupla de avançados de qualidade, embora bastante diferentes dos que compunham a dupla habitual da temporada passada. Bas Dost e Alan Ruiz estão a 10 golos da dupla Slimani / Teo e, não fosse Alan ter demorado mais a adaptar-se do que o colombiano no ano passado e veríamos os 46 golos marcados pela dupla do ano passado completamente dinamitados. Algo anormais, os últimos dois anos, se nos lembrarmos daquilo que tem sido o Sporting desde há muitos anos, que normalmente vive apenas de um avançado (e que só jogada com um, diga-se). Creio que Alan está a fazer uma boa época de estreia e fará uma segunda época de grande qualidade.

 

Continuemos...

Mais um erro. Mais um passe falhado de um jogador do Boavista e Bruno César faz sorrir Bas Dost que, como sempre, não deixou de agradecer efusivamente a quem lhe deu a possibilidade de nos fazer felizes.

A verdade é que, durante a primeira meia hora, o Boavista discutiu o domínio territorial do jogo, conseguindo inclusive algumas trocas de bola interessantes, parte delas no seu meio-campo ofensivo. É o erro de Edu Machado, deixando a bola à mercê de Bruno César, que "resolve" o jogo. O Boavista desmoralizou e o Sporting ganhou confiança.

 

Sentiu-se que, a partir daqui, um Sporting mais assertivo, agressivo e motivado facilmente construiria uma goleada. 

A circulação de bola melhorou, começaram a sair algumas combinações ao primeiro toque e, ao minuto 35, Schelotto isola Podence que, entre finalizar e entregar a Bryan Ruiz tomou a decisão menos natural dele. Sentiu-se aqui o peso da responsabilidade de quem ainda não ganhou um lugar. Agir naturalmente facilitará o cimentar natural de jovem leão nas escolhas habituais para cada jogo. Ao minuto 43, Podence deu um "cheirinho" daquilo que pode fazer. Boa jogada pela direita e Mickaël Meira a "sacudir".

 

O Sporting entrou bem para a segunda parte. Schellotto galgou pelo lado direito, cruzou com critério mas um defesa boavisteiro cortou o lance para canto. Do canto nasceu uma grande penalidade indiscutível que Manuel Mota, bem colocado, assinala, apesar da hesitação.

Bas Dost engana Meira e faz o 3-0. Desenhava-se a goleada no José Alvalade.

 

A partir daqui, para mim, o maior motivo de interesse era ver Francisco Geraldes em campo. Aos 55 minutos, o jogo já o justificava e Bryan Ruiz também, embora eu saiba que Jesus não vê o Chico como "8". Quando aos 60 minutos Adrien entrou para substituir Bryan, eu teria feito a dupla alteração, colocando Geraldes no lugar de Alan Ruiz.

 

Escassos segundos do capitão em campo e após uma dividida ganha nas alturas, William deu em Alan Ruiz, que serviu Bruno César na esquerda. O "chuta-chuta" voltou a servir Bas Dost, que assim completou o hat-trick e igualou em apenas 25 jogos os 27 golos de Slimani na época passada (em 33 partidas).

 

Os 25 minutos finais deram sempre a sensação que bastava o Sporting "apertar" para que mais ocasiões de golo surgissem. Bruno César e Podence saíram para dar lugar a Joel Campbell e Francisco Geraldes, à porta do quarto de hora final. Ambos entraram com vontade e foi possível ver, sobretudo o Chico sempre à procura da bola. 

Aos 80 minutos, Chico começou uma jogada que Campbell terminou. Pelo meio, Schelotto, mais uma vez, a permitir uma finalização a um colega (boa exibição do argentino). Ainda deu para Alan Ruiz testar a meia-distância e Coates cabecear frouxo para as mãos de Mickaël Meira que, embora tenha sofrido quatro golos, realizou uma boa exibição.

 

Impossível não destacar Bruno César. Sempre ligado ao jogo, esteve nos três golos de Bas Dost (o outro destaque inevitável) e sempre disponível para levar a equipa para a frente. Boa exibição global da equipa, que se espera quer tenha continuidade.

 

Segue-se uma visita a Setúbal, na próxima sexta-feira.

 

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BAS DOST 2-0 Nacional: Frieza e ambição holandesa

O golo de Bas Dost antes do quarto de hora fez parecer ao Nacional que o que aconteceu no Dragão podia repetir-se. Com a "sede" que anda o holandês, era uma questão de tempo até o resultado se avolumar.

O segundo golo chegou pouco depois da meia hora e, sem uma exibição que convencesse por aí além, parecia que poderíamos replicar a goleada de Tondela.

 

Só que não...

 

Os jogadores conformaram-se. Os do Sporting porque perceberam que os no Nacional até se "borravam" todos sempre que passavam o meio-campo. Os do Nacional porque sabiam que se esticassem demais o jogo, iam destapar buracos na defesa.

Era o jogo perfeito para "bater recordes". Podíamos e devíamos ter feito mais, embora tenhamos demonstrado bons momentos, sobretudo nos primeiros 45 minutos.

 

Acabámos o jogo a ouvir uns assobios tímidos vindos da bancada, que eu percebo, dado que faltavam 10 minutos para terminar o jogo e pareciam ser os jogadores a querer sair mais cedo, para fugir ao trânsito.

Apesar de tudo, mais três pontos que, depois da escorregadela do Benfica, nos aproximam do primeiro lugar.

 

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Tondela 1-4 SPORTING CP: E ao oitavo mês, Jesus ressuscitou

Mais vale tarde do que nunca. Jorge Jesus parece, aos poucos, começar a admitir os erros na preparação desta temporada e, à medida que os jovens da formação vão tendo mais minutos, fica evidente que poderíamos ter contado com eles desde o início da temporada.

Sim, foi só um jogo, mas é evidente a qualidade, imprevisibilidade e irreverência que, sobretudo os jovens que actuam no último terço, dão à equipa do Sporting. Junte-se a isso a ligação forte que têm entre eles, a química do seu jogo e a identificação forte com o Clube, poderemos vir a ter um cocktail bombástico, caso sejamos efectivamente cirúrgicos e certeiros a contratar no próximo verão.

 

O jogo de ontem foi agradável, com bons períodos de futebol e com o tal aliciante de ver os miúdos jogar. É isto que faz sentido. Com nove jogos pela frente, todos os ensinamentos a dar numa pré-época, estarão já interiorizados em julho e será muito mais fácil planificar a pré-temporada e a época 2017/18 com esta identificação plena dos jogadores com o modelo e a exigência de Jesus.

Aos poucos, Geraldes terá mais minutos e tenho fé que a estes se junte Iuri na próxima época. Mané, pelo andar da carruagem, parece evidente que ficará pela Alemanha e será mais um a contribuir para a saúde financeira da SAD e para o prestígio internacional do Clube (este fim-de-semana voltou a assistir para um golo).

 

Bas Dost marcou quatro golos (podiam ter sido cinco), cimentou a sua posição como melhor marcador da Liga Portuguesa e ganhou terreno na perseguição aos líderes da Bota de Ouro Europeia. Começam a faltar adjectivos para o ponta-de-lança holandês. Com nove jogos para jogar, está a apenas sete golos dos 31 golos de Islam Slimani na época passada, certamente em menos jogos que os que o argelino precisou para ultrapassar a barreira dos 30 golos, que ninguém passava desde Liédson. Dost precisa de menos minutos e menos oportunidades para marcar que Slimani e dou por mim a imaginar o que poderá fazer com uma equipa a "carburar" como "carburou" a da época passada...

 

Por fim, a onda verde. A magnífica onda verde que, a doze pontos da liderança, encheu por completo o Estádio do Tondela e cifrou um novo máximo de assistência do clube do distrito de Viseu. Mais uma demonstração da força brutal do nosso Clube e mais um passo na construção do futuro da nossa equipa. Foi uma boa noite de sábado!

 

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SPORTING CP 1-1 Vitória SC: Faltam 10 jogos...

A dez jornadas do fim, resta-nos cumprir calendário. Não iremos além do terceiro lugar e, pese embora a diminuição da distância para o quarto classificado,creio que estaremos longe de ter o pódio em risco.

 

O jogo de ontem até começou por correr bem. Fizemos uma boa primeira parte, mesmo sem ter aproveitado a maior parte do caudal ofensivo demonstrado. Estivemos mal a servir Bas Dost, de tal forma que, numa das poucas vezes que o servimos bem, ele resolveu assistir um colega para o golo, só para mostrar como se faz.

Alan Ruiz marcou o quarto golo nos últimos cinco jogos e fez a exibição menos bem conseguida entre as últimas.

 

Talvez William tenha mesmo sido o melhor do primeiro tempo, bem perto do melhor William. Varreu tudo defensivamente e foi sempre o princípio do nosso jogo ofensivo, queimando linhas e descobrindo espaços

 

Na segunda parte sentiu-se a maldita dormência, que tantas vezes tem afectado a nossa equipa esta temporada. O Vitória, mesmo sem criar o perigo da primeira parte, assumiu algum controlo do jogo, algo que lhe tinha faltado na primeira parte, onde se tinha limitado a explorar a velocidade dos avançados.

Entendi as mudanças de Jesus. Tirar os dois amarelados é compreensível. Já colocar em jogo um Campbell vindo de várias semanas de lesão em vez de um Podence em crescendo parece-me, no mínimo, discutível.

Mais discutível se torna quando o costa-riquenho está ligado a dois lances cruciais no segundo tempo. Falha na concretização da única verdadeira oportunidade clara de golo e no lance do golo do Vitória onde, pese embora o desvio que a bola sofre, se alheou completamente, não acompanhando o lateral contrário que serviu à vontade um Marega que não marcava há quatro meses.

 

A incapacidade revelada após o golo sofrido é fruto das alterações estratégicas anteriores (a equipa estava apenas preparada para segurar a magra vantagem e não para um volte-face no jogo) e também da intranquilidade e nervosismo que a equipa continua a sentir.

A entrada de Castaignos também não se percebe...de que valia juntar mais um homem na frente se a nossa maior capacidade era precisamente criar?! A entrada de Podence, mais uma vez, não se entende.

A verdade é que voltámos a perder dois pontos com este Vitória (desta vez por culpa própria) e que este Sporting já é pior do que o de Marco Silva que, à vigésima quarta jornada "já" tinha 50 pontos, mais dois do que os 48 actuais. O melhor é começar a pensar em 2017/18 e a utilizar os jogadores com que se conta para a próxima época.

 

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Estoril 0-2 SPORTING CP: Ganhar sem deslumbrar

Há quase três meses que o Sporting não vencia três vezes consecutivas para o campeonato. Só este facto ameniza o fraco futebol que temos produzido.

Embora com exibições sofríveis, o que é certo é que a tal série de vitórias que já disse ser necessária para que a confiança melhore a nossa qualidade de jogo começa a ser construída e, finalmente, a equipa parece demonstrar novamente capacidade para segurar vantagens tangenciais e manter a baliza inviolada.

Em parte, estes últimos três jogos fazem-me lembrar dois períodos da primeira volta do ano passado em que a equipa, sem jogar bem, foi melhorando a sua auto-estima com resultados apertados e exibições menos conseguidas.

Não que ainda vamos a tempo de remediar os erros mas este final de época pode ser um impulso importante para o início da próxima.

 

O jogo voltou a pautar-se por fogachos individuas e um ou outro momento colectivo interessante. A dupla de centrais cumpriu, a de meio-campo mostrou que pode funcionar mas que precisa de mais jogos e entrosamento e os quatro homens da frente foram alternando entre eles nos momentos positivos e negativos. Dos últimos, nenhum foi consistente mas todos tiveram um ou outro momento de qualidade. 

William foi um dos melhores em campo, pese embora a primeira parte menos conseguida, Alan Ruiz voltou a ter momentos muito bons e mostra já um nível físico e um ritmo de jogo muito interessantes, Gelson esteve bem, após uma meia hora inicial terrível e Bryan fez um golo fácil, facto que é sempre de saudar, numa exibição mais positiva que o que tem sido habitual.

 

Apesar de tudo, o controlo do jogo foi maior do que em jogos anteriores e a equipa evidenciou uma capacidade no processo defensivo bem maior do que a que vem demonstrando. Sobretudo notou-se uma preocupação e cuidado maior no controlo da profundidade por parte dos laterais, do espaço entre-linhas nas transições defensivas e do aproveitamento das segundas bolas. Palhinha foi importante para este trabalho e a solidificação do processo defensivo acabará por soltar mais a equipa ofensivamente neste final de campeonato.

 

Embora me custe ver alguns jogadores no banco, entendi perfeitamente a opção de Jesus em manter praticamente o mesmo onze até final. A equipa estava a encaixar bem no Estoril, que aumentou o número de jogadores ofensivos na fase final do encontro e, por vezes, nestes jogos, é mais importante o foco dos que lá estão dentro do que a vontade dos que vêm de fora. 

Podence e Chico Geraldes terão de ter a paciência para esperar por um momento melhor da equipa para explanarem a sua qualidade sem a pressão constante dos resultados apertados e das exibições q.b. Assim que a equipa melhorar em termos exibicionais, acredito que poderão ter mais minutos, sobretudo o Chico, que ainda não se estreou.

 

Segue-se a final com o Guimarães, em casa, um dia depois dos sócios escolherem o Presidente do Sporting para os próximos quatro anos. Lá estarei no sábado, para cumprir o meu dever de sócio. No domingo, vai ter de ser pela TV.

 

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O dia em que o Sporting tirou o futebol feminino do "anonimato"

Começo por dizer que espero que o Sporting aproveite aquilo que ontem se passou em Alvalade para que a Europa e o Mundo saibam que em Portugal o futebol feminino está a evoluir e que, para isso, e entrada em cena do Sporting Clube de Portugal foi fundamental.

O que se passou ontem não foi normal. Estavam mais de 10 mil pessoas num estádio, em Portugal, a ver um jogo de futebol feminino do Sporting quando o jogo (em que tinham participado equipas nacionais) com maior assistência no nosso país tinha sido o Portugal - Roménia, do passado dia 21 de outubro, onde se jogou a primeira mão do playoff de acesso ao Europeu deste ano.

O número de espectadores desse jogo? 3415.

O número oficial de ontem? 9263, mas garante quem esteve que muitos mais entraram sem passar pelos torniquetes.

 

Para terem uma noção do que isto representa e da força que o Sporting tem, deixo-vos alguns números:

- O Lyon, vencedor da última edição da Champions feminina, teve uma assistência média na prova de 11.035 espectadores

- O Frankfurt, vencedor da Champions feminina em 2014/15, teve uma assistência média na prova de 2320 espectadores

- O Wolfsburg, vencedor das edições de 2012/13 e 2013/14, o melhor que conseguiu nesse período foi uma média de 5174 espectadores

- A média de espectadores da Champions feminina na temporada passada foi de 3009 espectadores. Este ano está nos 1985, embora aumente exponencialmente nas fases decisivas da prova

- A final da Champions de 2013/14, jogada no Estádio do Restelo, teve uma assistência de 11200 espectadores

- A final da Taça de Portugal da temporada passada, levou apenas 2500 pessoas ao Estádio do Jamor

Já deu para perceber o que ontem se atingiu à escala nacional e europeia do futebol feminino.

 

O jogo nem era uma final... "Apenas" um jogo importante, sabendo que ainda faltam oito para o fim da Liga. Aliás, os adeptos foram com a noção que era neste jogo que era mais provável que perdêssemos pontos mas completamente sem noção do que falta jogar. Foram para apoiar numa oportunidade rara de ver a nossa equipa feminina sem terem de se deslocar a Alcochete. E sim, a localização da Academia prejudica e muito as assistências das nossas equipas (masculinas e femininas).

Claro que nenhum dos outros jogos tem o impacto deste. Toda a gente sabe que são as duas melhores equipas e é irrealista pensar que se todos os jogos fossem em Alvalade, teríamos sempre 10 mil nas bancadas. Não teríamos. A competitividade da nossa Liga é baixa e o interesse pela maior parte dos jogos acompanha o nível de competitividade. Mas seria irrealista dizer que facilmente teríamos uma média de 3 mil espectadores, se os jogos se jogassem em Alvalade? Não, acho que não. E com bilhetes pagos (recordo que o jogo de ontem foi de entrada livre).

 

Vamos ao jogo.

Duas equipas em igualdade pontual, que apenas tinham perdido quatro pontos em todo o campeonato, dois deles no confronto directo. O Braga, com uma diferença de golos muito superior, sabia que um empate os manteria a depender exclusivamente de si para arrecadar o título. Ao Sporting, só a vitória interessava, dada a noção de que a perda de pontos até final será pouco provável (porém, possível) para ambas as equipas e que a vitória dava uma folga de três pontos mais a vantagem no confronto directo.

O jogo esteve longe de ser um hino à modalidade ou uma forte campanha para o futebol feminino (futebolísticamente falando) mas teve entrega e emoção de sobra.

Mesmo que o tenha visto pela TV, sentia-se a tensão e o peso da responsabilidade aos ombros das jogadoras. De um lado e de outro, todas tinham a noção da importância do jogo.

As equipas equivaleram-se na maior parte do jogo e o Sporting, que à semelhança do que aconteceu em Braga, teve sempre mais iniciativa de jogo e criou as melhores oportunidades para marcar (mesmo que em número reduzido), acabou por vencer com justiça, praticamente no último lance do encontro.

 

Curioso como nestes jogos as jogadoras mais influentes têm mais dificuldade em sobressair. Embora tenham estado em bom plano, Solange Carvalhas e Diana Silva tiveram dificuldades em se impor, graças à vigilância apertada das bracarenses.

A mim, mais uma vez, foi Joana Marchão quem me encheu as medidas. Inesgotável na entrega ao jogo, qualidade na maior parte das acções, tanto ofensivas como defensivas e um nível de comprometimento e entreajuda assinalável. É difícil atribuir um prémio de MVP num jogo em que é a equipa que sobressai (e tão bom que é constatar isto) mas, a fazê-lo, o meu ia para a nossa lateral esquerdo.

Ana Borges merece também uma menção, pelo que lutou e pelo que tentou sempre empurrar a equipa para a frente. Acaba por ganhar a grande penalidade precisamente por acreditar que chegaria àquela bola primeiro que qualquer outra jogadora. Meio golo, é dela.

 

Agora, directamente para o Presidente Bruno de Carvalho (que, acredito, se manterá como tal por mais quatro anos), segue um pedido. Três dos cinco jogos em casa não coincidem com os da equipa sénior masculina e é meu desejo que tenhamos mais três jogos das mulheres em Alvalade. Trate lá disso. Para o ano, agilize-se o calendário para que sejam mais frequentes os jogos em Alvalade do que na Academia.

Elas merecem isso. Por tudo. Porque desde o primeiro dia demonstram um prazer enorme em representar o Sporting. Porque se dedicam e sentem o peso da responsabilidade de nos representar de uma maneira que faz corar de vergonha muitos atletas do plantel profissional masculino. Porque apresentam resultados e qualidade. Porque acredito que seja a vontade de muitos dos adeptos e, por fim, porque tão facilmente idolatro o Rui Patrício, como o João Matos, o João Pinto, o Pedro Portela ou a Solange Carvalhas.

Porque só há um Sporting e porque o sentimento de o ver ganhar e a vontade de o ver atingir a glória é, para mim, igual no futebol masculino ou feminino, no futsal ou no ténis de mesa.

 

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SPORTING CP 1-0 Rio Ave: sofrimento deu fruto graças ao Senhor 400

Dificilmente haveria melhor forma de Rui Patrício celebrar 400 jogos oficiais de leão ao peito. Uma exibição imaculada, com um punhado de exibições difíceis e decisivas permitiu a conquista dos três pontos, oferecidos pelo pé direito de Alan Ruiz e as luvas do nosso "Marrazes".

 

O jogo voltou a ser sofrível, muito graças à nossa falta de qualidade na saída para o ataque e na transição defensiva. Passámos a primeira parte toda a sofrer contra-ataque e ataques rápidos, sobretudo por culpa da nossa deficiente primeira fase de construção. Saímos sempre a jogar mal e entregámos a bola ao adversário que, em dois/três toques se colocava em posição de finalizar. 

Não fosse Rui Patrício e, em meia hora, o resultado já podia estar desnivelado por mais de um golo a favor dos vila-condenses. O nosso 'redes' disse "não" a todos quantos lhe apareceram pela frente.

 

Impossível não falar dos nossos laterais, ambos muito fracos, tanto e defender quanto a atacar. Dificuldades no passe, no posicionamento, desatenções constantes...uma desgraça.

William continua a meio-gás e a primeira parte foi miserável. Adrien tenta correr pelos dois.

Os nossos extremos tiveram muita dificuldade em servir Bas Dost, que nem chegou a aparecer em campo.

 

Salvaram-se os três pontos, numa exibição que raras vezes nos permite amealhar tantos e quase sempre nos deixa aziados.

Uma noite que valeu pelo Senhor 400 e que não deve deixar de merecer análise profunda por parte de jogadores e equipa técnica. Para manter a série de vitórias, vai ser necessário fazer mais e melhor.

 

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Moreirense 2-3 SPORTING CP: Os últimos meses espelhados em mais 90 minutos pobres

Assim que vi o onze, previ 45 minutos sofríveis.

Rúben Semedo tem andado um desastre mas voltou a merecer a confiança de Jesus. Bruno César, que é, compreensivelmente, um lateral sofrível viria a formar o trio da defesa num misto de má forma com incompetência para as tarefas inerentes às posições em questão. Claro que é Schelotto que completa o trio, embora o próprio Coates esteja num momento menos bom.  Juntemos a isto um Rui Patrício totalmente desconcentrado e desligado do jogo, um William a meio gás e um Bryan que não merece uma titularidade há meses e temos mais de meia equipa em sub-rendimento.

Os dois golos na primeira parte, por tudo o que já falei, não me surpreenderam (embora ainda consiga surpreender-me com alguns dos erros que os permitiram). Os responsáveis pelos mesmos já foram todos mencionados.

 

Para mim, foi incompreensível ver que Jesus não mexeu na equipa ao intervalo. Com deficiências tão evidentes, com uma falta de dinâmica gritante e com todo o jogo criativo entregue a Alan Ruiz (até Gelson começa a ser afectado pelo mau momento colectivo), não consegui entender o que ficou Podence a fazer no banco (e ver o Chico na bancada revolta-me).

Virámos o jogo na segunda parte graças a dois bons momentos de futebol e não graças a uma exibição demolidora, tal como havia acontecido no Dragão. O jogo continuou meio "mastigado" e aos repelões, à espera de um momento de inspiração.

Inspiração que acabou por vir do banco. Podence constrói sozinho o golo do empate, concluído pelo suspeito do costume (Bas Dost), o único que percebeu que o remate do recém-entrado podia não entrar, como parecia.

 

O jogo manteve a toada. O Sporting tentava mas o esclarecimento não era muito. Os cruzamentos saíram quase sempre mal e acabou por ser Adrien a pegar no jogo, sempre que se exigia. Mesmo recebendo a bola muitas vezes em más condições e em situação de aperto, muitas foram as vezes que o capitão conseguiu dar continuidade aos lances, levando a equipa para a frente. Foi o que aconteceu no golo da reviravolta. Descobriu Gelson na direita, após mais um passe para o meio da confusão de William. Gelson abre em Schelotto, que descobre Adrien, pronto para marcar um penalti em movimento.

 

Desta vez, a sorte esteve do nosso lado pois, no minuto seguinte, Dramé atirou à trave após mais uma abordagem defensiva ridícula de Schelotto (o Rui também podia ter feito mais).

Até ao fim, foi a "rezar" para que não acontecesse aquilo que não surpreenderia qualquer Sportinguista. Não aconteceu, e saímos de Moreira de Cónegos com os três pontos.

 

Sinal +
Alan Ruiz, o melhor em campo.
Adrien, o lutador incansável.
Bas Dost, sempre no sítio certo.
Podence, que entrou para mexer com o jogo e conseguiu-o.

 

Sinal -
Toda a linha defensiva esteve patética, sobretudo Patrício, Schelotto e Semedo. Mas é impossível que os restantes não acabem a cometer erros, quando se sente uma insegurança medonha em todo o sector. Schellotto só deu uma para a caixa, Semedo meia e Bruno César uma e meia. Coates andou por ali perdido, a tentar resolver umas e acabando por provocar outras.
William tem de dar mais.
Bryan é uma a menos. Custa dizer isto mas é a verdade.

 

A vitória foi importante mas voltou a ser sofrida. Não dá tranquilidade nem grande dose de confiança à equipa e é preciso trabalhar mais e durante mais tempo no próximo jogo, em casa, frente ao Rio Ave, uma boa equipa que já nos causou muitas dificuldades e dissabores.

 

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Porto 2-1 SPORTING CP

Sporting e Porto entraram no Estádio do Dragão receosos e, assim, o medo de sofrer sobrepôs-se à audácia de tentar ganhar.

 

Na 1ª parte, tudo se resume ao aproveitar de dois erros nossos. Não jogámos bem. Eles também não.

A entrada de Soares baralhou-nos as contas. Jorge Jesus não contava que ele jogasse e bastaram uns minutos para perceber que o Sporting poderia explorar situações de superioridade numérica no meio-campo mas não o fez. Zero de aproveitamento do espaço interior...zero de oportunidades de golo.

Resultado: não demos uma bola ao ponta-de-lança, sobretudo pelo que os laterais não ajudam os extremos a produzir e ainda sofremos dois golos com origem em dois lançamentos laterais a nosso favor, em lances onde, sabendo que a equipa sobe para o lançamento longo (foram ambos no enfiamento da área), decidimos mal e expusémo-nos ao contra-ataque, muito bem explorado nas duas situações, ambas evitáveis, mesmo após o erro inicial.

O primeiro golo começa com Schelotto a desperdiçar uma oportunidade de atacar com qualidade, despejando a bola para as mãos de Casillas, que lança o contra-ataque. Depois, a passividade de Marvin deixa que Corona cruze sem oposição para, a terminar, João Palhinha controlar mal a profundidade e deixe em jogo Soares para fazer o primeiro.

No segundo golo, Matheus perde a bola, o Porto bate directo, Semedo aborda mal o lance e a bola sobra para uma dividida entre Palhinha e Brahimi (o lance é de dúvida mas a possível falta não é totalmente clara). A partir daqui, só um jogador pode anular o excelente passe de Danilo: Schelotto, mas o italo-argentino resolveu fazer um movimento de contorcionismo que o deixou fora da disputa do lance. Soares bate a concorrência em velocidade, ultrapassa Patrício e faz o segundo em dois remates.

Marvin e Schelotto fizeram 45 minutos abaixo do nível amador. A seguir a estes, o pior foi o Bryan.
Com 2-0, ao intervalo, JJ mexeu bem (eu teria feito troca por troca - Bryan por Alan), embora seja uma pena que não hajam mais substituições.

 

A defensiva do Porto foi mais desestabilizada nos primeiros 5 minutos da segunda parte do que em toda a primeira.
É a entrada do Alan que permite ao Adrien pressionar mais à frente, precisamente jogando com a intensidade que o Bryan não tem.
Adrien atira à barra e Esgaio substitui Marvin, que bem podia ter ficado logo no balneário ao intervalo. O Sporting era dono e senhor do jogo.
Acabámos por marcar num lance em tudo semelhante aos do Porto, mas numa jogada muito mais bonita e bem elaborada. Segunda bola conquistada por Bryan, que endossa a Alan. O argentino fixa o jogo a meio campo e entrega em Gelson que, com o adversário concentrado no meio, abre em Schelotto, que depois devolve a Gelson em espaço interior. O cruzamento para Bas Dost é bom, a assistência para Alan é má mas sua a capacidade técnica e de remate resolve o problema. Foi à bomba que o Sporting reentrou no jogo e não podia ser outro a agitar as águas. Excelente, Alan Ruiz.
Era fácil dizer que o Porto baixou as linhas e que, por isso, o Sporting cresceu no jogo mas isso não corresponde à verdade. O Porto tentou defender subido, condicionando a saída na primeira fase de construção do Sporting mas não conseguiu.
O Sporting passou a definir melhor, sobretudo porque Alan deu à equipa exactamente aquilo que havia faltado em toda a primeira parte: capacidade criativa em zonas interiores, intensidade e qualidade quer em condução de bola quer na gestão da posse da mesma. O jogo jogava-se agora nos três corredores e ainda faltava meia-hora para o final do encontro.
NES percebe o que mudou no jogo e lança André, por troca com André Silva.
(Ter lançado Alan de início podia ter mudado todo o encontro.)
Gelson "saca" um belo cruzamento ao qual Bas Dost não corresponde por culpa da sua movimentação errada. Tudo estava a começara a fluir melhor. Esgaio retribui da esquerda. Gelson remata por cima.
Aos 77', o "tradicional" penalti por assinalar, por mão dentro da área de Corona (que já tinha amarelo).
Podence entra para os 10' finais, arriscando a saída de João Palhinha que, tirando o lance do primeiro golo do Porto, fez uma boa exibição e não merecia as palavras que Jesus lhe dedicou no final da partida.
Os últimos minutos passaram com o Porto encostado às cordas e com Coates a fazer brilhar Casillas, que negou ao uruguaio dois golos, um deles no último lance do jogo.
 
Pelo que mudou no jogo, Alan Ruiz foi o MVP do lado leonino. Não foi só o golo. A forma como demonstra adaptar-se cada vez melhor à intensidade a que se joga em Portugal, ajuda-o a explanar melhor o seu futebol. Todo o jogo do Sporting passou por ele.
Depois, tenho de destacar Esgaio. Fez apenas 35 minutos mas a qualidade relativamente a Marvin é embaraçosa para o holandês.
Coates merecia coroar a assinatura do contrato com um golo.
Em sentido oposto, a primeira parte de Schelotto e Marvin, no tempo que esteve em campo, demonstraram o porquê do jogo exterior do Sporting se demonstrar ineficaz. Ambos atrapalham mais do que ajudam os extremos e a eles juntou-se Bryan Ruiz.
O costa-riquenho é uma sombra do jogador que chegou no ano passado. Pouco intenso em todos os momentos do jogo, perde bolas com frequência e facilita no capítulo defensivo. Melhorou na segunda parte onde, finalmente, acertou na marcação de algumas bolas paradas, embora a percentagem de acerto faça com que se torne difícil explicar o porquê de bater todos os lances de bola parada.
 
A época acabou! Resta segurar o terceiro lugar e aproveitar para fazer crescer os miúdos, não deixando de os aproveitar para a próxima época. É curioso como o que, para Jesus se paga caro, parece ser a solução para os nossos maiores problemas. Se há coisa que necessitamos é de dar crédito aos miúdos.

 

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SPORTING CP 4-2 P. Ferreira: Regresso às vitórias

Não vi quase nada do jogo. Porque o Sporting não é só futebol e foi o hóquei em patins a minha prioridade. TV e PC ligados mas olhos no pavilhão da Luz, onde todos sabem o que se passou.

 

Em Alvalade, entrada de leão, com espectáculo e nota artística. Vi os golos e pouco mais. Na segunda parte, os miúdos para deitar e toda a rotina nocturna fizeram com que apenas tenha visto a espaços.

 

Assim sendo, destaco dois nomes: Bas Dost e Gelson Martins.

Continuam a ser os mais preponderantes e com maior peso na eficácia da equipa. As saídas de João Mário e Slimani foram mais facilmente colmatadas do que seria à partida imaginável, no entanto, a equipa perdeu algumas dinâmicas nas quais esses jogadores eram essenciais e sofreu também com o mau planeamento da época e a chegada tardia dos campeões europeus, peças fulcrais na dinâmica e equilíbrios da equipa.

 

Mas não há como negar que os números impressionam. Apresentarei um quadro com os primeiros 26 jogos (número que contabiliza até agora Bas Dost) e outro com dados relativos às primeiras 19 jornadas. As épocas em análise serão aquelas em que cada um obteve a sua melhor performance ao serviço do Sporting.

Vejamos o comparativo de Bas Dost com os melhores avançados pós Mário Jardel:

 

PRIMEIROS 26 JOGOS

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19ª JORNADA

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Comparemos o registo de golos e assistências de Gelson Martins (2016/17) vs João Mário (2015/16):

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Na próxima semana, já com o mercado fechado, teremos a difícil deslocação ao Estádio do Dragão.

 

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Marítimo 2-2 SPORTING CP: Assim não dá mesmo

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Não há má exibição que mereça ser castigada com um erro de arbitragem que custe uma vitória. Infelizmente, em jogos do Sporting, este castigo é recorrente. 

Alan Ruiz fez um golo limpo, após uma excelente jogada de envolvimento, onde Schelotto, Gelson, Adrien, Bas Dost e o próprio Ala Ruiz trataram a bola de forma excepcional. Nenhum golo legal merece ser anulado e mais triste se torna quando o golo é bonito e poderia ter encerrado um jogo com um resultado diferente.

São já 5 jogos neste campeonato com erros directos que nos retiram pontos. Mesmo com más exibições, podíamos estar coladinhos à frente da Liga e isto, pesem embora todos os erros e deficiências da nossa parte, não pode ser ignorado.

 

Voltámos a não jogar bem. Entregámo-nos ao jogo, subimos a intensidade com bola mas fomos ainda demasiado deficientes no posicionamento defensivo. Facilitámos as transições rápidas ao adversário e ainda dormimos na forma nas bolas paradas. De facto, era a receita para mais um mau resultado que, felizmente, desta vez contou com a nossa eficácia, ao contretizar três golos, suficientes para liderar a partida ao minuto 81...ou não.

É fácil dizer que este jogo devia ter sido ganho. A facilidade com que o Marítimo fez ambos os golos colocou-nos sempre a correr atrás de um resultado que, com outro rigor e concentração, poderia ter encerrado uma vitória justa e sem contestação.

Rui Patrício não pode abordar de forma tão displicente, desconcentrada e deficiente os lances de ambos os golos. No primeiro, tentou adivinhar o lance mas esqueceu-se que o adversário facilmente faria a leitura do seu posicionamento, completamente deficiente. No segundo golo, bastava ter feito o que tão bem fez em duas ocasiões do jogo posteriores mas ficou-se "nas covas".

Erros destes, com uma equipa num mau momento de forma e debilitada animicamente, facilmente nos custariam pontos. Custaram dois, mas nós nem fomos os únicos culpados. O Alan estava em jogo.

 

Coates, depois dos últimos rumores, fez uma exibição fraca. Caso raro, para não dizer único.

Marvin leva-me a questionar se demora muito a dizer "sim" á tal proposta inglesa.

Bryan Ruiz é uma sombra do que já foi e duvido que Miguel Leal o quisesse por troca com Iuri Medeiros, que ontem voltou a marcar mais um golo que deu três pontos ao Boavista.

Campbell leva-me ao desespero.

Castaignos...com o Sporting empatado, ficou no banco o único ponta-de-lança disponível no banco. Nem é preciso dizer nada.

 

Adrien arrasta-se em campo. Luta, corre, mas tudo em esforço.

Palhinha esteve bem, considerando que era a estreia.

William mostrou que pode haver alternativa ao William de ultimamente.

Gelson e Bas Dost continuam a milhas de distância dos restantes. Quase tudo o que de bom acontece, começa passa ou termina num deles.

 

Num momento em que o Porto deixou de se queixar das arbitragens (porque será?!), resta continuar a lutar...contra elas, para além dos adversários.

 

Apesar de tudo, não ignoremos que continua a ser necessário fazer auto-crítica e modificar coisas no plantel, afim de o melhorar, ao mesmo tempo que reduzimos custos. E sim, isso é possível e relativamente simples.

 

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