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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 2-1 Feirense: O dia e a noite

Fazer uma primeira parte de grande nível sem sequer precisar de Gelson é de salientar. A lesão de Adrien foi mesmo o único ponto negativo do primeiro tempo e, felizmente, foi só um susto. Está tudo bem com o capitão.

O Sporting entrou intenso, acutilante, perigoso e com vontade de marcar cedo. Antes dos 20 minutos Bas Dost já havia marcado duas vezes e prognosticava-se uma noite tranquila em Alvalade...ou talvez não, visto que estávamos a assistir a um jogo do Sporting.

Com um Alan Ruiz transfigurado, um Campbel interventivo e Bas Dost a fazer aquilo que melhor sabe, dois golos foram pouco para o que podíamos ter produzido nos primeiros 45 minutos.

 

Mas não há Sportinguista que descanse com um resultado de 2-0. Todos sabíamos que era necessária uma entrada forte para "matar" o jogo ou ficávamos à mercê do azar e de uma quantidade de factores aleatórios (ou não) que acontecem com maior frequência em jogos do Sporting.

Tirando Campbell, todos baixaram de intensidade na segunda metade. Desde o minuto 37 que o nosso motor de alta cilindrada não estava em campo e, pior que ele não estar, era ter sido substituído por um de dois cavalos. 

Elias nunca conseguirá fazer o que faz Adrien, William nunca rende o mesmo sem Adrien, a verdade é que o Sporting não consegue ser forte sem o seu capitão e isso notou-se mais uma vez. A bitola de intensidade e entrega que habitualmente é definida por Adrien, passou a ser colocada muito baixa, ao nível de um pagode ao final de tarde com umas cervejinhas na asa.

A falta de Adrien não explica tudo mas o crescimento do Feirense tem muito a ver com a falta do capitão e a influência que ele causa nos restantes companheiros. Jesus tem de perceber definitivamente que, sem o motor em campo, o meio-campo tem OBRIGATORIAMENTE de ter três homens. Teremos de colocar dois a fazer o trabalho de Adrien mas é necessário garantir que o que ele faria sozinho é feito, sob pena de acontecer o que aconteceu nos segundos 45 minutos.

 

Depois, há que contar com o critério do árbitro a alargar sempre que se sente que o Sporting pode tremer, os foras-de-jogo que se vão assinalar para nos impedir de chegar à área e um ou outro golo que pode sempre surgir de um lance fruto ou precedido de uma ilegalidade.

Não, a passividade dos nossos laterais no lance do golo não pode ser ignorada mas também não posso deixar de dizer que o lançamento lateral que dá origem ao golo do Feirense é incorrectamente assinalado contra nós (sim, o Alan Ruiz também recebeu a bola em fora-de-jogo no lance do 2-0).

Durante toda a segunda parte nós dormimos na forma e vivemos dos fogachos de Campbell, parte deles cortados injustificadamente pela equipa de arbitragem (assim de repente, lembro-me de um livre à entrada da área por assinalar e um lance em que Gelson acabaria cara a cara com o guarda-redes, no qual é assinalado um fora-de-jogo inexistente).

 

Há coisas que têm de ser ditas. Frente a uma das equipa mais fracas do campeonato, acabou por ser suficiente jogar apenas metade do jogo mas, frente a 80 por cento das equipas do nosso campeonato, ontem teriam saído 40 mil adeptos tristes de Alvalade, após um resultado que nos atrasaria ainda mais na classificação.

Não aconteceu mas, se há coisas boas a retirar daquilo que se passou nos segundos 45 minutos é que a equipa não vai embandeirar em arco uma boa exibição em metade de um jogo, porque essa boa meia exibição quase não chegou para vencer um dos clubes da cauda da tabela.

Assim, foco e entrega total aos próximos jogos, ou chegaremos ao fim de Janeiro como um candidato a ganhar BOLA.

 

Retire-se o muito que de bom se fez e corrija-se rapidamente o que fizemos de errado. É tempo de encontrar uma forma alternativa de jogar sem Adrien, pois não sabemos quantas vezes isso vai ter de acontecer até ao final da época. Arranjemos um plano B que inclua Palhinha, que tanta falta fez ontem no banco. Potencie-se a qualidade que Alan Ruiz demonstra ter e saúde-se que, finalmente, Gelson tenha um parceiro de ala que possa suprir um jogo menos bom da sua parte. É bom saber que o miúdo não vai ter sempre de levar a equipa para a frente sozinho, mesmo que Campbell tenha os mesmos defeitos que o puto Martins. Depois, por favor, aproveitemos a máquina de fazer golos que é Bas Dost. Se em dois remates o holandês faz dois golos, imaginem se tiver 6/7 oportunidades por jogo. É urgente servir Dost com mais qualidade pois, o resto, ele faz como poucos. Imaginem dois jogadores de corredor que em mais de 100 cruzamentos só acertam com um colega (muitas vezes em más condições) por 30 vezes. Isto acontece e não pode, sobretudo quando muitas vezes há espaço e tempo para fazer melhor.

 

Enfim, venha o Chaves, num duplo confronto marcado para os próximos 10 dias e que venhamos de trás-os-montes com duas vitórias e um sorriso nos lábios.

 

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