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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 2-0 Legia: Qualidade e serviços mínimos

O mais importante foi conseguido. Arrecadámos os 3 pontos com dois golos ainda na primeira parte, que nos permitiram gerir de forma confortável o resultado até final.

 

Nem entrámos muito bem, fruto de uma certa ousadia dos polacos, que tentaram pressionar a nossa primeira fase de construção. Conseguiram-no durante 10 minutos e a estratégia deveria passar por marcar nesse período e segurar daí em diante. Não conseguiram traduzir num golo esse início algo espevitado e ficaram à mercê das garras do leão.

 

Gelson avisou, falhando à Bryan Ruiz. Bryan Ruiz marcou, avisando Gelson que o Ruiz perdulário não estava em Alvalade...pelo menos ontem. 

As oportunidades iam-se avolumando e era claro que seria uma questão de tempo até ao dilatar do resultado. Acabou por ser o inevitável Bas Dost a fazer o seu quinto golo em cinco jogos, após um grande passe de Adrien Silva.

 

A segunda parte foi para "cumprir calendário". Não me agrada e gosto que se pense no público em jogos onde se torna óbvio que a goleada é uma inevitabilidade mas, neste caso, entendo que Jorge Jesus (na pessoa de Raúl José, claro), tal qual jogador de xadrez, tenha pensado umas jogadas (jornadas, neste caso) à frente e pedido para gerir esforços para Guimarães.

Foi clara a diminuição do ritmo de jogo e gestão do mesmo para o segundo tempo e só o público (mais uma vez fantástico) saiu a perder com isso.

 

Os três pontos, esses, ficaram onde deviam e dão-nos a motivação de receber o Dortmund com a possibilidade de passar para os lugares de qualificação aos oitavos-de-final, mesmo que a travessia ainda fique a meio.

 

Os destaques individuais vão para:

WILLIAM CARVALHO: Foram dez duelos ganhos em doze, onze recuperações de bola, 93% dos 68 passes certos, um passe para ocasião e três dribles (foi mesmo o que mais fintou). Isto é o que se pode quantificar pois, o que não se quantifica, é incomparavelmente superior e descreve William como um verdadeiro "monstro". Para mim, o melhor em campo.

ADRIEN SILVA: Não foi o Adrien do costume nos primeiros minutos e pareceu muito cansado nos minutos finais mas, uma hora à Capitão foi o suficiente para que se tenha destacado como um dos melhores. Foi quem mais vezes teve a bola em sua posse, fez 81 passes (88% de eficácia) e acertou oito dos nove passes longos. Rematou três vezes, fez dois passes para ocasião e um deles deu golo. Depois...correu que se fartou e foi um trabalhador incansável.

RÚBEN SEMEDO: Se Fernando Santos esteve em Alvalade e viu o que eu vi pela TV, já sabe o que fazer quando elaborar a próxima convocatória para a selecção nacional. 100% de eficácia em 42 passes curtos e, em todo o jogo, só falhou um passe, longo, dos dois que executou. Depois, a classe e a limpeza de cada desarme, fazem dele um dos centrais mais "elegantes" do futebol, mundial. Impressionante.

BAS DOST: Pelo golo (mais um) mas não só. O holandês marcou, fez três passes para ocasião e só perdeu um dos nove duelos aéreos. Dost parece ser daqueles que, inevitavelmente, deixarão o seu nome na história do Clube. Espero que pelos muitos golos e títulos. Está no bom caminho.

BRYAN RUIZ: Esteve num patamar abaixo dos supracitados mas não posso deixar de o mencionar, Um golo, o sempre determinante primeiro golo em jogos como este, um passe para ocasião e o perfume técnico habitual que nos deixa, ora espantados, ora extasiados e por vezes desesperados, só por nunca saber jogar mal.

 

Nota final para os dez jogos consecutivos em Alvalade com casa acima dos 40 mil espectadores. Um hábito a manter e que, espero, deixará em breve de ser notícia.

 

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