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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-0 Varzim: Faltaram mais golos

Jorge Jesus disse que foi uma exibição razoável. Eu diria que foi boa e teria mesmo sido muito boa com uma eficácia a condizer com a qualidade com que soubemos construir. Falhou o último passe e, quando este entrou, foi a finalização que falhou.

 

O Sporting fez um jogo, como se esperava, de domínio absoluto, com momentos de bom futebol e algumas oportunidades para concretizar mais do que um golo, sobretudo na segunda parte, onde conseguimos desorganizar mais vezes a defensiva do Varzim, sobretudo devido às investidas de Gelson Martins.

 

Por falar em Gelson, se é certo que nem sempre acerta no momento de fazer o último passe, é inegável que vêm dele os momentos de melhor futebol da equipa, sobretudo pela sua capacidade de, individualmente, resolver aquilo que muitas vezes não conseguimos em equipa. Os colegas sentem isso e, num momento que continua a não ser de grande confiança, é vê-los a entregar de forma consecutiva a bola ao miúdo à espera que tire um coelho da cartola. Foi o que fez ao marcar o único golo do jogo, um grande golo que me pareceu fortuito, dado que a intenção parece ser a de cruzar. Voltando às vezes que Gelson é solicitado durante os 90 minutos, é impossível que o jovem extremo não acabe por errar muito, dado que passa o jogo em constantes acelerações e subidas e descidas pelo corredor. Há alguns jogos que é evidente que Gelson faz a última meia hora cansado e isso é culpa da equipa, que o tem "massacrado" por não conseguir resolver as coisas colectivamente. Todos sabemos que o cansaço tira discernimento e a calma que Gelson revelou no primeiro terço da época tem sido atrapalhada nos últimos jogos pelo frenesim com que os colegas o procuram. Foi o melhor em campo e tenho a certeza que voltará a decidir melhor assim que o rendimento colectivo melhore e se torne constante.

 

O resultado escasso não resolve o apuramento, como por exemplo um 3-0 faria. Assim, uma derrota por dois golos em Setúbal coloca-nos fora da competição e, sabendo como são as coisas, não vai dar para facilitar no Bonfim. Se um resultado dilatado nos permitiria rodar quase a totalidade da equipa, o que obtivemos coloca-nos em posição favorável mas ainda em estado de alerta. Teremos de apresentar uma equipa forte em Setúbal, pois ainda há pouco tempo vimos como é difícil vencer lá. Felizmente Ryan Gauld e André Geraldes não poderão jogar e isso tornará os sadinos menos fortes (que regra estúpida que teve de ser criada para combater o chico-espertismo dos encarnados).

 

Termino aludindo às dificuldades que se aproximam. Teremos oito jogos em pouco mais de um mês e seis deles serão fora de casa, onde decidiremos a passagem às meias-finais de ambas as taças e jogaremos a continuidade da luta pela Liga. Precisaremos da segurança defensiva que temos apresentado nos últimos jogos (um golo sofrido nos últimos quatro) e será necessário melhorar ligeiramente a eficácia ofensiva. 1-0 chega mas temos de ganhar margem para vencer mais tranquilamente, afim de evitar dissabores. Ultrapassar esta fase com oito vitórias manterá certamente vivas as esperanças de vencer as três competições que disputamos.

 

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