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Grande Artista e Goleador

Rio Ave 3-1 SPORTING CP: Quem facilita...

Quem facilita, fode-se! Assim, com todas as letras. Em mais de 10 anos de bola (em campo) e mais de 20 como espectador e adepto, esta foi das frases mais vezes ouvida e proferida.

Jorge Jesus facilitou. Em 6 anos no rival, nunca ganhou de forma folgada em Vila do Conde (perdeu mesmo uma vez e empatou outra). No ano passado ganhámos lá 2-1 com muita dificuldade. Eu tinha avisado para a extrema dificuldade da deslocação porque sabia que, neste caso, a história tinha um certo peso. É muito difícil trazer 3 pontos dos Arcos e, desta vez, eles ficaram lá.

 

"O foco é o campeonato". Ouvimos isto desde o ano passado. Ao rodar em demasia a equipa, o sinal que passa ao grupo é: "isto resolve-se, com maior ou menor dificuldade". Esqueceu-se a parte em que os melhores têm de jogar na prova prioritária, ainda por cima quando só volta a haver jogo na 6ª feira. Não quero com isto dizer que Jesus não devesse mudar 1/2 jogadores, até porque há especificidades do adversário que podem tornar um ou outro jogador mais apropriados para o jogo em questão mas, mudando meia equipa, naturalmente que fica mais difícil.

 

Não adianta dizer agora que a responsabilidade é do jogador A ou B (e houve quem tenha ficado a merecer uma pausa sabática). Jesus é o responsável pela derrota e terá de corrigir isso daqui para a frente. O plantel é bom mas as rotinas ressentem-se quando se muda meia equipa. E digo mais...Jesus começa a perder o jogo na conferência de antevisão, onde saiu mais uma vez traído pela bazófia que o caracteriza.

Chama-se "banho de humildade". Mais para o treinador que para jogadores. E os adeptos não mereciam. Jesus não vai aprender, porque "burro velho não aprende línguas", mas vai certamente pensar duas vezes antes de repetir a graçinha.

Um jogo em casa não é igual a um jogo fora e a responsabilidade das acções que se tomam a este nível é enorme.

JJ escolheu mal o onze e mexeu mal ao intervalo mas...vamos ao jogo.

 

Foram Gelson e Alan Ruiz que tentaram pegar no jogo ofensivamente mas, a defender, nem todos estavam a recuperar devidamente, a tempo de anular as investidas rápidas dos vila-condenses. Campbell é totalmente alheio ao processo defensivo que ainda estará a apreender mas isso não justifica o total desprendimento das acções defensivas demonstrado na 1ª parte.

André foi um corpo estranho numa equipa que está ainda a habituar-se a jogar sem Slimani. Passou totalmente ao lado do jogo e Jorge Jesus arriscou-se a queimá-lo. É Dost, o previsível titular, quem precisa de minutos.

 

O primeiro golo nasce de um alívio de Rui Patrício. Alan Ruiz não disputa a bola e Roderick ataca o nosso lado direito, tal qual um extremo. A partir daqui, quase tudo é patético, sobretudo o comportamento de Schelotto.

O segundo é uma autêntica oferta da nossa ala esquerda, completamente passiva a ver Gil Dias (já vi três jogos dele e não engana) a cavalgar por aí fora, antes de assistir Guedes.

O terceiro golo, ainda antes do intervalo, teve o alto patrocínio do trio de serviço, cocó, ranheta e facada. Novamente os dois da ala esquerda a dormir e o Schelotto a movimentar-se com a inteligência de um esquilo.

 

Ao intervalo, apetecia trocar meia-equipa. Provavelmente a metade que já não devia ter entrado de início. Não será coincidência que os piores tenham sido precisamente as "novidades" no onze. Sabendo que se tinha de guardar uma substituição para a 2ª parte, era difícil escolher só dois para sair. A meu ver, escolheu mal, sobretudo Alan Ruiz, que não estava a jogar nada mal. Teria feito entrar os mesmos dois mas para os lugares de Campbell e André.

 

Depois, na 2ª parte, era uma tarefa praticamente impossível ir buscar pontos. A equipa teve o mérito de tentar ser rápida de processos sem perder a matriz base do seu jogo. Não caímos na tentação do jogo directo e tentámos, nem sempre com o melhor dos discernimentos.

 

Só um ou dois golos cedo fariam da segunda parte um pesadelo para o Rio Ave. Assim, o golo de Bas Dost aos 82' não chegou para abanar a estrutura defensiva adversária.

 

Sem dramas, fica a lição de uma noite má que, felizmente, aconteceu já à 5ª jornada. E, quem sabe, não acontece um empate hoje à noite...

 

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