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Grande Artista e Goleador

Real Madrid 2-1 SPORTING CP: Caimos na praia mas estamos vivos

Foi para isto que fomos fundados. Para que um dia fôssemos grandes, tão grandes quanto os maiores da Europa.

José Alvalade e seus pares, fundadores do Enorme, estarão certamente orgulhosos daquilo que o Sporting é hoje.

Não fomos ao Bernabéu para perder por poucos.

 

Não fomos ao Bernabéu jogar encolhidos, para o pontinho.

Fomos ao Bernabéu, casa do campeão Europeu em título, fazer uma afirmação de grandeza, jogando de igual para igual, como só os grandes o fazem.

Perdemos sem que o tenhamos merecido. Porque fomos quase sempre melhores ou, no mínimo, equivalentes ao Real. Porque condicionámos todo o seu jogo numa demonstração de poder e grandeza que não me lembro de ver algum clube ter feito nos tempos mais próximos. Porque jogamos com a confiança de quem sente não ficar nada a dever aos maiores.

 

O Real não sofria um golo no Bernabéu para a Champions desde que Morata eliminou os espanhóis nas meias-finais de 2014/2015. Há 6 jogos, mais precisamente há 719 minutos, que ninguém marcava um golo para a Champions no Santiago Bernabéu. O Sporting marcou, ameaçou marcar mais e merecia mais do que uma vitória moral.

Não que o resultado de ontem o seja. É frustrante perder da forma que perdemos e não há vitórias morais. Perdemos, de cabeça erguida e com a consciência que que tudo fizemos para vencer. E não há vitórias morais precisamente porque não fomos à procura do milagre mas sim de mostrar que era possível e exequível derrotar o Real na sua própria casa.

 

Não aconteceu mas, hoje, lá fora, todos falarão do Grande Sporting que, por minutos, não venceu categoricamente o Real em sua casa.

Falarão também de Gelson Martins, o miúdo que despontou e teve o privilégio de fazer no Sporting aquilo que a maioria não fez... Atingir um estado de maturidade que permite avaliar mais do que simples potencial. Gelson é, indiscutivelmente, dos extremos fantasistas formados no Clube, aquele que mais cedo atingiu uma maturidade que lhe permita ser mais do que um repentista que entusiasma bancadas. Gelson tem inteligência, criatividade, velocidade e vale hoje o dobro do que valia no ano passado. Porque a montra onde se expôs ontem e onde poucos fazem o que ele fez o permitiu e porque Jorge Jesus lhe permitiu crescer num ano aquilo que a maioria dos seus antecessores não cresceu em dois ou três. Sem qualquer tipo de pressão, mas Gelson pode facilmente destronar João Mário como a maior venda de sempre do Sporting.

 

Talvez tenham sido as mexidas na equipa que nos fizeram perder rendimento ou simplesmente o Real que acordou tarde, mas a tempo da remontada. Não é fácil explicar e, depois do jogo é fácil apontar culpados.

Para mim, nada apaga o orgulho que ontem senti nos nossos. Dentro e fora de campo. Uma demonstração clara de pujança e vitalidade de um Clube com mais de 110 anos que já viveu o céu e esteve à beira do abismo.

A personalidade forte e vincada deste Sporting, reflectida nos seus adeptos, é garantia de força. Força que nos deixará mais perto da glória, que há tanto nos foge e perseguimos agora como nunca.

 

Podem contar connosco para a Champions, pois discutiremos o apuramento.

 

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