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Grande Artista e Goleador

Olympiacos 2-3 SPORTING CP: Ainda houve tempo para o Sporting ser Sporting

Desta vez Jesus esteve bem na análise ao jogo. Os minutos finais tiram a cereja do topo do bolo mas nada mais. Dois minutos de desatenção não beliscam nem um pouco o mérito da grande exibição realizada no Estádio Georgios Karaiskakis.

Importa dizer que, nas últimas três temporadas, o Olympiacos tem apenas 7 derrotas em casa em todas as competições e, excepto duas derrotas por 0-3, frente a Arsenal e Bayern de Munique, ninguém marcou três golos no Piréu. Em 2014/15, os gregos venceram mesmo na fase de grupos a Juventus (que viria a ser finalista) e o Atlético de Madrid (que chegou aos quartos-de-final da Champions). Temos de recuar até 2013/14 para encontrar uma equipa que tenha marcado mais do que três golos em casa do crónico campeão grego; foi o Paris SG (1-4), numa fase de grupos em que o Olympiacos até se apurou para as eliminatórias finais, tendo derrotado o Manchester United por 2-0 nos oitavos-de-final (acabaram por perder 3-0 em Inglaterra).

Isto apenas para demonstrar que não é qualquer equipa que vai ao Piréu jogar da forma afirmativa e letal, com a qualidade que o Sporting ontem apresentou.

 

Sem qualquer tipo de exagero, o resultado certo ao intervalo seria de 5-0, isto ainda com margem para erros na finalização.

Jesus surpreendeu (ou não) com Doumbia na frente e o costa-marfinense voltou a mostrar o porquê da sua utilidade no plantel. Dois golos, divididos por 182 minutos, em cinco participações. Um golo a cada 91 minutos. Um golo por cada jogo em que foi titular. 32 jogos na Liga dos Campeões, 19 golos marcados. Isto diz muito da experiência e da performance do avançado contratado à Roma na prova máxima de clubes da UEFA.

Esta contagem só aumentou porque Marcos Acuña, sem ser exuberante mas mostrando a sua enorme utilidade em vários momentos do jogo, rubricou o seu quinto passe para golo em oito jogos pelo Sporting.

Tudo isto em apenas um minuto de jogo. Não poderíamos ter pedido melhor entrada em campo.

 

Treze minutos; segundo remate, segundo golo. Rui Patrício soca a bola após um lance de bola parada no nosso último terço, Bruno Fernandes divide a segunda bola, esta sobra para Doumbia que assiste Gelson Martins para o 0-2.

O extremo formado no Sporting correu meio campo com a bola nos pés e ninguém conseguiu, sem bola, atingir a velocidade suficiente para o apanhar...nem o próprio Doumbia, que a certa altura desistiu de tentar acompanhar o colega. 

Quinto golo de Gelson esta temporada, registo que, em apenas oito jogos, o coloca a apenas dois golos do seu melhor (sete golos em cada uma das temporadas anteriores).

 

Tempo para o azar e o desperdício. Bruno Fernandes atira ao poste, Doumbia e Coates falham oportunidades para ampliar a vantagem e, já mais perto do final do primeiro tempo, Gelson volta a atirar ao ferro da baliza de Kapino.

Logo de seguida, o 0-3. Coates isola brilhantemente Bruno Fernandes que, em esforço, consegue desviar com a delicadeza suficiente para praticamente matar o jogo antes do intervalo. Cinco golos em oito jogos, tantos como em toda a temporada passada na Sampdoria, a melhor da sua carreira no que a este dado estatístico diz respeito (Alan Ruiz fez sete em 26 jogos, no ano passado).

 

O intervalo trouxe um Sporting mais preocupado em controlar o jogo do que em mostrar a objectividade do primeiro tempo.

Os remates só apareceram já com Bas Dost no lugar de Doumbia e bem perto do final do encontro. Num minuto Bas Dost enviou mais uma bola à trave e permitiu mais uma defesa ao guarda-redes grego.

 

Dois minutos depois Filipe Pardo faz o 1-3, para reduzir de seguida o resultado, cifrado no 2-3 final. Injusto e nada revelador do que se passou em campo, mas a lembrar-nos que no Sporting nenhum jogo está ganho antes do árbitro apitar.

 

Destaque merecido para Doumbia, Bruno Fernandes, Gelson Martins e Coates. Sobretudo estes, mas mais houve que estiveram em muito bom plano.

Segue-se o Tondela, num embate que me coloca num estado de nervos bem superior a um jogo da Champions. No entanto...oito jogos, sete vitórias e um empate que em nada comprometeu os nossos objectivos. Que continue assim.

 

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