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Grande Artista e Goleador

O nosso ADN

Devem ser poucos os Sportinguistas que menosprezam os resultados e os valores emergentes da nossa formação. Somos formadores por natureza e temos gosto em aproveitar o que ajudamos a criar. É-o assim, mais visivelmente, no futebol mas o nosso ADN formativo é transversal a todas as modalidades, amadoras e profissionais.

Num ano em que Portugal foi campeão europeu com quase metade da sua equipa formada no Sporting Clube de Portugal, parece-me interessante olhar com atenção àquilo que tem sido a época dos nossos escalões de formação, projectando (se é que isso é possível) aquilo que poderá ser o futuro de alguns jovens na nossa equipa principal.

Vou, por hoje, cingir-me ao futebol, a modalidade que mais apaixona e move em Portugal e no Mundo.

 

JUNIORES

Campeonato: 1º lugar (+11 pontos),12 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 67 golos marcados, 10 golos sofridos
Youth League: 3º lugar (-2 pontos do último apurado), 1 vitória, 3 empates, 2 derrotas, 6 golos marcados, 9 golos sofridos

A única mancha na temporada da nossa equipa júnior é mesmo a desilusão que foi o não apuramento para uma das fases seguintes da Youth League, sobretudo quando partimos para a última jornada em posição favorável para aceder ao playoff e perdemos em casa do último classificado do grupo.

A derrota em Varsóvia não deixou marcas no campeonato e a equipa vai com uma série de quatro vitórias consecutivas (nove no campeonato) e já assegurou a passagem à fase final em primeiro lugar. Tiago Fernandes dirige uma equipa recheada de talento em que será uma pena que alguns tenham obrigatoriamente de se perder ou fazer um caminho mais longo, fora do Sporting.

O primeiro destaque vai para um jogador que até nem foi formado no Sporting mas que se vem revelando como um nome a seguir. Pedro Marques, recrutado esta temporada ao Belenenses, onde passou a maior parte da sua formação, leva um impressionante registo de 23 golos em 23 jogos (20 golos em 16 jogos, se contarmos só a prestação ao serviço dos juniores) e mostra que pode trabalhar-se bem na prospecção.

Quanto aos valores formados por nós, esta equipa tem muitos bons exemplos.

A minha aposta pessoal vai para Rafael Leão, aquele que me parece juntar mais características para singrar no futuro. É alto, ágil, hábil e pode fazer qualquer das posições da frente de ataque, onde demonstra uma capacidade interessante (mas que pode e deve ser trabalhada) para fazer golos. Faz parte do lote de segundos melhores marcadores deste escalão e é talvez o jogador que mais mexe com os jogos, sobretudo os de maior grau de dificuldade, factor interessante para um júnior de primeiro ano.

A estes nomes junto os de Luís Maximiano (guarda-redes), João Ricciulli, Gonçalo Vieira e Abdu Conté (defesas), Pedro Ferreira, Bruno Paz, Miguel Luís e Daniel Bragança (médios) e Elves Baldé, Nuno Moreira e Rúben Teixeira (avançados).

São treze nomes a seguir com atenção, doze deles com um percurso longo na nossa formação, muitos dos quais com mais um ano de juniores pela frente.

 

JUVENIS

Equipa A: 1º lugar (=),14 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 66 golos marcados, 7 golos sofridos
Equipa B: 3º lugar (-8 pontos), 7 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 36 golos marcados, 12 golos sofridos

A equipa principal de juvenis (sub-17) fez uma primeira fase brilhante, com onze vitórias em outros tantos jogos. Na segunda fase acabámos de ceder os primeiros três pontos da época, em Belém, e encontramo-nos em igualdade pontual com o Benfica, numa série onde passarão duas equipas à fase final.

Também a equipa de João Couto tem ao seu dispor um conjunto de jovens talentos que poderão vir a ter futuro como profissionais o serviço do Sporting.

Não conhecendo tão bem os jogadores, do que vi, destaco Gonçalo Costa (defesa), Bavikson Biai, Rodrigo Vaza e Bernardo Sousa (médios), Diogo Brás e Tiago Rodrigues (avançados). Há mais jogadores interessantes mas foram estes os que mais me impressionaram nos poucos jogos que vi. De todos, talvez Bernardo Sousa e Diogo Brás sejam os de maior potencial.

A equipa B (sub-16) tem a maioria dos jogadores que, no ano passado não tiveram capacidade para lutar pelo título de iniciados, tendo terminado em 3º na fase final. Este ano, as duas derrotas com os dois primeiros da divisão de honra da AFL (Benfica B e Belenenses B) deixam-nos a oito pontos do líder Benfica, que tem aqui uma geração que dominou toda a temporada passada e se sagrou campeã nacional de iniciados sem derrotas e com 33 vitórias em 34 jogos.

Claro que mesmo numa equipa que, como colectivo, não tem atingido os objectivos, há jogadores de qualidade, como os avançados Rui Reis e Tiago Gouveia, os que melhor conheço de todo o plantel.

 

INICIADOS

Equipa A: 1º lugar (+2 pontos),14 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 70 golos marcados, 2 golos sofridos
Equipa B: 2º lugar (-6 pontos), 9 vitórias, 0 empates, 2 derrotas, 35 golos marcados, 4 golos sofridos
Equipa C: 1º lugar (+4 pontos), 9 vitórias, 0 empates, 2 derrotas, 30 golos marcados, 7 golos sofridos
Equipa D: 1º lugar (=), 10 vitórias, 0 empates, 2 derrotas, 55 golos marcados, 5 golos sofridos

A equipa de iniciados (sub-15) tem feito um percurso quase imaculado. O empate frente ao Elvas em casa mais não foi que um acidente de percurso, num jogo atípico em que o guarda-redes alentejano fez a exibição da sua vida. Na segunda fase são 4 vitórias em 4 jogos, com 17 golos marcados e nenhum sofrido.

Pedro Coelho, o treinador dos mais jovens a entrar na competitividade mais a sério (na minha opinião, o futebol é sobretudo lúdico até aos sub-14), tem também ao seu serviço alguns jovens de qualidade. Embora a idade precoce faça com que qualquer aposta tenha uma margem de erro mais elevada, não posso deixar de destacar Rodrigo Rêgo (defesa), Gonçalo Batalha (médio), Tiago Tomás e Joelson Fernandes (avançados).

A equipa B (sub-14), onde Joelson Fernandes (13 anos) ainda podia jogar perdeu apenas para o eterno rival pela margem mínima e escorregou mais uma vez frente a um adversário que devia ter vencido. Os seis pontos não são irrecuperáveis na luta pelo título distrital mas afiguram-se difíceis de reduzir. Vencer o Benfica na segunda volta é obrigatório. Nas equipas a competir nos distritais não conheço os jogadores e poderemos acompanhar melhor o seu percurso a partir da próxima época, no campeonato nacional.

 

INFANTIS

Futebol 11: 1º lugar (+5 pontos), 8 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 51 golos marcados, 0 golos sofridos
Futebol 9: 2º lugar (-3 pontos), 8 vitórias, 0 empates, 1 derrota, 54 golos marcados, 8 golos sofridos
Futebol 9 "B": 1º lugar (+5 pontos), 7 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 52 golos marcados, 2 golos sofridos
Futebol 7: 1º lugar (+3 pontos), 8 vitórias, 0 empates, 1 derrota, 56 golos marcados, 14 golos sofridos

 

BENJAMINS

Equipa A: 1º lugar (=), 9 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 135 golos marcados, 2 golos sofridos
Equipa B: 1º lugar (=), 10 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 199 golos marcados, 3 golos sofridos

 

ESCOLAS

Equipa A: 3º lugar (-5 pontos), 1 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 83 golos marcados, 17 golos sofridos
Equipa B: 1º lugar (=), 9 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 139 golos marcados, 5 golos sofridos
Equipa C: 1º lugar (+6 pontos), 10 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 75 golos marcados, 8 golos sofridos

 

TRAQUINAS

Equipa A: 1º lugar (+3 pontos), 7 vitórias, 0 empates, 0 derrotas, 57 golos marcados, 7 golos sofridos
Equipa B: 1º lugar (+1 pontos), 5 vitórias, 2 empates, 0 derrotas, 59 golos marcados, 17 golos sofridos

 

Em 18 competições, o Sporting lidera a sua série em 14, um excelente sinal e um indicador claro de uma das melhores formações do Mundo.

 

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