Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Grande Artista e Goleador

Caminho redefinido. Objectivos intactos.

Em muito me agradou a aposta desta temporada em todas as modalidades. Hoje, centro a minha análise nas épocas do hóquei em patins e do andebol que, já no decorrer desta temporada foram alvo de alterações estruturais.

No hóquei, a saída de José Trindade, coordenador geral da modalidade, acabou por ser consequência de erros administrativos, que lesaram o Sporting desportivamente. A punição com derrota e consequente perda de três pontos num jogo do campeonato em que um jogador foi indevidamente utilizado terá sido o episódio com mais peso nesta decisão.

No andebol, assumiu-se que a continuidade de Zupo Equisoain, treinador da equipa sénior, foi um erro e, para já, é Hugo Canela quem fica com um plantel de luxo em mãos mas também com a árdua tarefa de fazer do andebol um projecto bem sucedido desportivamente.

 

Começando pelo hóquei, parece claro que o plantel é de extrema qualidade e bem orientado pelo espanhol Guillem Pérez, que substituiu o carismático e apaixonado Nuno Lopes (que, já agora, ficou com a tarefa de fazer a ponte entre a formação e a equipa sénior, assumindo o comando da equipa B).

O treinador espanhol trouxe à nossa equipa uma forma totalmente diferente de jogar hóquei, mais virada para o ataque e para o jogo em transições do que aquele que Nuno Lopes preconizava (com menos meios humanos, diga-se). Claro que ter jogadores como Pedro Gil, Ferran Font, Caio e Sérgio Miras ajudam a encarar os adversários de outra forma e trazem à equipa o incremento de qualidade e uma variabilidade de opções que antes não existia. No fundo, era isso que se pretendia; aproximarmo-nos dos principais candidatos. Um plantel da valia do nosso tem tornado essa aproximação real, mesmo que não aos olhos de todos.

Não podemos olhar para o nosso investimento  ignorando a maior estabilidade dos projectos dos rivais. Podemos e devemos exigir mas sem nunca perder a noção da realidade.

O Benfica tem provavelmente a melhor equipa do Mundo e tem dominado a modalidade nos últimos anos, juntando o título de campeão nacional ao de campeão europeu.

A Oliveirense vem de anos de investimento consecutivo, com a vantagem de, desde há muito tempo, ter uma estrutura e um projecto consolidado de ataque ao domínio de Benfica e Porto que, na última década, só o Valongo conseguiu furar, aproveitando uma época atípica dos principais candidatos ao título. Para além disso, são vice-campeões europeus e actuais líderes do campeonato nacional.

O Porto, depois de ter perdido o domínio para o Benfica, tem sabido regenerar-se com jogadores jovens de grande qualidade e apresenta neste momento uma equipa de topo, sustentada por uma estrutura que venceu onze dos últimos quinze campeonatos.

Podia ainda falar de clubes como o Barcelos que, amiúde, se intrometem nesta luta de titãs, mas fico-me por aqui.

Tudo isto para que percebamos que o trajecto ascendente, desde a terceira divisão até ao topo foi percorrido em tempo recorde e já coroado de forma incrível com um título europeu.

Esta época que, face à qualidade do plantel, está para muitos a correr abaixo das expectativas, para mim, está a correr dentro do previsto e, não fossem os três pontos perdidos na secretaria, estaríamos a apenas quatro pontos do líder. Realço que a equipa tem neste momento mais seis pontos do que na época passada, que seriam nove caso não se tivesse verificado a perda dos três pontos por violação do regulamento. A melhoria é notória e substancial.

Dos rivais, só o Benfica tem menos pontos do que tinha na época passada, fruto do menor desnível para os rivais.

Assumido foi o fracasso na Liga Europeia que, em última instância, poderá beneficiar-nos internamente, visto que os três primeiros do nosso campeonato seguiram para a fase a eliminar da prova e nós nos mantemos apenas a disputar campeonato e taça de Portugal.

Está tudo em aberto e os confrontos das últimas 5 jornadas (ainda estamos na 17ª de 26 jornadas) decidirão o campeão.

 

No andebol, Sporting e Porto reforçaram-se muito e bem mas, mais uma vez, há que olhar para os investimentos de forma diferenciada. Se é certo que o nível do nosso plantel em nada é inferior ao dos portistas, não é menos certo que o Porto reforçou um plantel com uma estrutura que venceu sete dos últimos oito campeonatos e que, inclusive, teve prestações interessantes na Liga dos Campeões.

Se é certo que Zupo se revelou um erro, não é menos verdadeiro afirmar que, sem ele, dificilmente teríamos atraído jogadores da qualidade dos que dispomos hoje.

O emendar de mão que a saída de Zupo significou e a aposta em Hugo Canela, ex-adjunto do espanhol, tem tudo para dar certo, até porque já se percebeu que, para além da vantagem óbvia de conhecer bem o campeonato e o Clube, Canela tem ideias bem diferentes e demarcadas das do seu antecessor. Parece-me óbvio que o nosso actual treinador pouco ou nada interferia ou colaborava na metodologia e dinâmica de Zupo e a sua liderança tem sido uma evidente lufada de ar fresco para o plantel.

O campeonato deste ano tem mais equipas pelo que, em vez dos pontos, compararei as percentagens de sucesso. Os 92% de pontos conquistados este ano suplantam os 85% do ano passado e é evidente que é no confronto directo com o rival que as coisas têm de melhorar. Perdemos ambos os jogos com o Porto por um golo e em ambos poderíamos perfeitamente ter ganho, sendo que o jogo em casa foi perdido de forma inacreditável e acabou por precipitar a alteração no comando técnico da equipa.

As diferenças entre 1º e 4º classificado estão nos sete pontos, sendo certo que o sistema de pontuação dificulta a aproximação dos perseguidores, visto que todos os resultados dão pontos (3 por vitória, 2 por empate e 1 por derrota).

De resto, estamos na taça de Portugal e mantemos intactas as ambições de vencer a Taça Challenge, onde o próximo adversário serão os gregos do AC Doukas.

Os três pontos de diferença para o Porto no campeonato voltam a colocar-nos a depender de nós próprios mas temos sobre nós a exigência de uma fase final quase perfeita, onde a maior competitividade pode ainda dar azo a uma intromissão por parte de ABC ou Benfica, mais não seja por poderem interferir na luta a dois entre os principais candidatos. A própria luta pelos lugares europeus pode baralhar as contas dois dois primeiros, factor que reforça a necessidade de vencer a maioria dos jogos que restam da temporada.

 

Confio que acabaremos por ter sucesso, tanto no hóquei quanto no andebol, ao qual juntaremos certamente êxitos no futsal e em muitas outras modalidades, algumas delas, como o atletismo, já multi-tituladas este ano.

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal