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Grande Artista e Goleador

Bom teste em Espanha

Mais uma vez a vitória esbarrou no poste da baliza adversária. Não sendo o mais importante, o troféu ficou em Espanha, após derrota nas penalidades. A quem não viu, o empate a zero pode dar a entender um enfadonho jogo de pré-temporada mas não foi isso que se verificou em Badajoz, entre Sporting e Villarreal.

 

O jogo deu os mesmos sinais positivos que o anterior, frente ao Lyon, embora a segurança defensiva tenha tido momentos de menor fulgor, em muito devido às mexidas na defesa e ao tampão que Petrovic ainda não consegue ser.

 

A primeira parte não foi muito bem jogada de ambas as partes mas foram do Villarreal os sinais mais positivos. Felizmente, Azbe Jug mostrou que está ali por algum motivo e terá calado alguns que nas últimas semana o têm dado como dispensável.

As mexidas à entrada para o 2º tempo, aliadas à entrada de João Palhinha, ainda na 1ª parte, para o lugar do 'tocado' Petrovic, deram maior estabilidade à defesa e profundidade e acutilância ao ataque.

 

Mesmo com um relvado péssimo, foram boas as combinações ofensivas demonstradas. Tendo que individualizar um pouco, destaco hoje os miúdos que, na minha opinião, mostraram que estão ali para somar e não para fazer número.

 

João Palhinha, Iuri Medeiros, Daniel Podence e Matheus Pereira mostraram qualidade para ajudar (e muito) nesta época e, sobretudo os três recém-chegados, mostram já uma maior desenvoltura e um acelerado nível de conhecimento do modelo de jogo. Não é fácil para jogadores que vêm de outro contexto apreenderem conceitos com a complexidade dos que Jorge Jesus implementa nas suas equipas.

 

Palhinha apresenta níveis físicos superiores a Petrovic e isso permite-lhe ser mais efectivo defensivamente. Ofensivamente, tendo limitações, senti-o mais confiante para arriscar no passe e vir buscar a bola no meio dos centrais, como tantas vezes vemos William fazer. Palhinha está a crescer e alegra-me a forte possibilidade de o ver a titular no próximo sábado em Alvalade.

 

Iuri tem demonstrado um crescimento defensivo incrível para alguém a quem nunca foi pedido para defender. Miguel Leal soube cultivar em Iuri a necessidade de participar no momento defensivo e Jorge Jesus tem em mão o papel de o desenvolver, aumentando nele os níveis de concentração. Ainda são alguns os momentos em que se sente que não lhe são naturais as movimentações defensivas mas, com o tempo, tudo será mais fácil. O foco nas tarefas defensivas tem feito com que o açoriano não tenha dado tanto nas vistas como muitos esperavam mas, um olhar mais atento detecta no seu momento ofensivo as mesmas qualidades de sempre. Grande capacidade de passe que, com o tempo, se fará notar ainda mais. Iuri será, entre todos os extremos jovens, aquele que mais determinante será a contornar os 'autocarros' da nossa Liga. Podem escrever isto.

 

Podence arrisca-se a começar a época como titular. A ausência de Slimani do primeiro jogo e o bom entendimento revelado com Alan Ruiz (que qualidade tem o argentino) podem colocá-lo na pole position. Tem pecado apenas por excesso de entrega (normal em quem quer mostrar serviço na primeira oportunidade) que, por vezes, lhe retira esclarecimento. Com o tempo pode revelar-se num jogador importante, embora ache que vá ser mais difícil do que muitos esperam a sua afirmação na equipa principal.

 

Matheus é um caso diferente destes três. Tem já um conhecimento total do modelo de jogo e só precisa de mais minutos. Veremos se os terá esta época.

 

Espero agora ansioso pelo próximo sábado, onde farei a estreia desta época em nossa casa.

 

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