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Grande Artista e Goleador

Boavista 0-1 SPORTING CP: Três pontos muito importantes

Uma vitória à Sporting. Sofrida, sem necessidade disso. Duas bolas nos ferros e aquela atracção pela tragédia que, felizmente, não se consumou. 

Boa primeira parte, segunda parte mediana mas a verdade é que prefiro assim. Uma vitória suada saberá sempre melhor que uma goleada. É assim o Sportinguista. Temos o coração treinado para o pior e um jogo com emoção é sempre melhor do que um jogo sem história. Nem todos concordarão, eu sei. Mas já dei comigo entediado em goleadas (algumas delas com excelente futebol) e entusiasmado com vitórias tangenciais, com momentos de arrancar os cabelos.

No fundo, sabe-me bem vencer, sabendo que o adversário tudo fez para que isso não acontecesse (e olhem que isto não acontece em todos os campos). Num jogo do Sporting, nada nos é dado de mão beijada.

 

Ontem, fruto de uma boa entrada no jogo, depressa colocámos as redes do Boavista em perigo. Dost, depois de acertar no poste, após boa jogada com Campbell, fez o único golo do jogo após brilhante jogada individual de Gelson que, sozinho, criou o golo. Bas Dost fez aquilo para que o contratámos e que o próprio já afirmou ser a sua obrigação em lances como aquele. Atirou a contar e estava feito o mais difícil num dos mais duros campos deste campeonato.

Campbell, a surpresa do onze, acompanhou Bas Dost no ataque e, tal como os restantes que têm desempenhado esta função, não me convenceu que está encontrada a solução para o lugar. Talvez possa ser mais efectivo do que os que o antecederam mas ainda não é bem aquilo, tal como Jesus confirmou na flash e na conferência de imprensa. Com dois avançados que não parecem ser opção para o lugar e com o costa-riquenho a assumir a pole-position (veremos por quanto tempo), dou por mim a pensar se não poderia ser Mané a acompanhar o holandês.

 

O intervalo chegou com o Sporting em vantagem mas não sem antes apanhar um susto. Após uma bola que sai pela linha final (aposto que a maioria nem reparou). Patrício não segura o esférico e acaba por proporcionar uma situação de finalização aos da casa. Felizmente o remate saiu por cima.

Importante dizer que, para não variar, o Sporting chegava a meio do jogo com dois jogadores amarelados sem que em nenhum dos casos se tenha percebido porquê.

 

Na segunda parte o Boavista entrou melhor e soube condicionar mais o nosso jogo, sem que daí tenha vindo grande perigo para a baliza de Rui Patrício. Ainda assim, a melhor oportunidade do segundo tempo foi mais uma vez criada por Gelson mas desta vez finalizada por Bruno César que, de fora da área, atirou à barra.

 

Entrados nos últimos 10 minutos, já começava a ficar nervoso. Era o período crítico e Veríssimo estava a mostrar-se. Vendo que as faltas e faltinhas inventadas no meio campo leonino não estavam a resultar, resolveu expulsar injustamente e incompreensivelmente Rúben Semedo que, fazendo falta, não coloca minimamente em risco a integridade física do jogador do Boavista.

Felizmente, o Sporting foi mestre a gerir os últimos minutos do jogo. Com a mesma receita em Guimarães e Madrid, podíamos estar hoje bem melhores do que estamos.

 

Dizer, para terminar, que Gelson é hoje o melhor jogador do Sporting, o mais influente e mais decisivo da equipa. Um verdadeiro craque! Foi novamente o melhor em campo e está em grande forma. 

Foi bem secundado por Bas Dost (o segundo melhor em campo), William e Coates. Num plano idêntico mas mais discretos, destaco Adrien, Bruno César e Zeegelaar. Os restantes estiveram "assim-assim", sendo que João Pereira me parece sempre bem melhor que Schelotto.

 

A noite acabaria por terminar da melhor forma, com Uri Rosel e Domingos Duarte a ajudarem a travar o Porto, deixando assim o Sporting sozinho na vice-liderança.

 

Venham o Arouca e os Pinho a Alvalade, de onde espero que saiam goleados para a Taça da Liga, na próxima 4ª feira.

 

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