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Grande Artista e Goleador

Benfica 2-1 SPORTING CP: Culpas repartidas

Entre o desperdício dos nossos e as mãozinhas dos outros estará o motivo da derrota de ontem. E se já teria sido injusto sair da Luz só com um ponto, perder o jogo é um golpe duro e difícil de digerir. Mais difícil se torna quando assistimos a uma arbitragem que nos dificultou ainda mais a tarefa e nos tirou algumas possibilidades de ser felizes.

 

O domínio foi claro. Algo consentido pois, Rui Vitória, sempre que defronta o Sporting, monta a equipa para jogar em transições rápidas, valendo-se de uma união e entreajuda que, é inegável, os encarnados têm. Foi uma exibição tão avassaladora quanto a do ano passado, que peca por não ter tido a eficácia demonstrada a 25 de outubro de 2015. Com o aproveitamento demonstrado no duelo da temporada anterior, facilmente teríamos marcado a diferença entre aquilo que é a identidade de jogo e a qualidade dos dois conjuntos.

 

Começo por nós, pelo que fizemos e deixámos por fazer. Orgulha-me a forma extenuada como vi William e Adrien terminar o jogo. É pelo exemplo que dão em campo que granjeiam apreço da esmagadora maioria dos Sportinguistas. William com mais qualidade nas suas acções do que Adrien mas ambos a personificar o lema do nosso Clube. Excelente o nosso Rui Patrício a segurar a vantagem mínima antes do intervalo e entusiasmante a entrada de Campbell no jogo de ontem (pena que não seja sempre assim). Brilhante, o puto Gelson. Pensa o jogo com cada vez mais critério e dá neste momento a todos uma lição de maturidade a cada jogo. Menos decisivo mas não menos preponderante em toda a manobra colectiva.

 

Depois a parte menos boa. As nossas laterais demonstraram mais uma vez a sua fragilidade, sobretudo a esquerda. A forma como Marvin (não) controla Salvio à distância no lance do primeiro golo é inadmissível, sobretudo quando parte para o lance com total controlo do espaço. O argentino só finaliza porque o holandês "dormiu na forma".

No lance do segundo golo, culpas mais repartidas. Entre Ruiz (que obrigou William a ter de sair do meio para tentar cobrir a falha de marcação a Nelson Semedo), Marvin (que mais uma vez foi demasiado passivo, desta vez a fechar a linha de passe) e João Pereira (que se deixou antecipar pelo mexicano) estão encontradas as razões para o avolumar do resultado, num momento em que até poderíamos estar na frente.

Tenho de falar em Bas Dost. Pode parecer injusto, pois o holandês mostrou qualidade no jogo sem bola, exporando bem a profundidade, enquanto alternava com o apoio frontal aos colegas mais recuados mas, para um matador, tem de ser mais eficaz. Sem querer levantar fantasmas, até porque acho Dost pelo menos ao nível do seu antecessor, não tenho dúvidas que Slimani marcaria pelo menos uma das oportunidades que o holandês desperdiçou.

Por fim, Jesus... Já não é a primeira vez que não entendo a leitura que o "mestre" faz do jogo, com consequências que depois se verificam em erros de juízo na hora de trocar um jogador por outro. Entendo a confiança de Jesus em Bryan Ruiz, na sua inteligência e capacidade para gerir como poucos os ritmos de jogo mas este Ruiz não é o melhor que já vimos, ao contrário de Bruno César, que tem mostrado o melhor de si desde que chegou. Também a saída de Dost nos minutos finais não se percebe. Não quando o jogo directo poderia ser tudo o que nos restava. A troca de avançados facilitou a gestão dos últimos minutos ao adversário. Quanto aos que entraram, não é justo culpar Jesus pelo rendimento de Alan Ruiz, por exemplo. A intenção era a melhor e até a percebi. Simplesmente o argentino não correspondeu. Se temos cérebro a montar a estratégia e ideia de jogo, muitas vezes temos falta dele durante os 90 minutos.

 

Por fim, mas não menos determinante, a gestão do jogo de Jorge Sousa. Dualidade de critério em lances idênticos, que resulta num número díspar de faltas cometidas por ambas as equipas, falta de critério na análise dos lances de mão dentro da área e um conjunto de faltas no meio campo encarnado por assinalar, com aquela de Luisão sobre Adrien "à cabeça".

Se no lance de Pizzi posso até dar o benefício da dúvida, dado o ressalto em Lindelof, o mesmo não posso fazer na acção deliberada de Nélson Semedo para cortar a bola com o braço direito. Fica pelo menos uma grande penalidade por assinalar, num momento em que o Sporting poderia ter aproveitado para empatar antes do intervalo e, nestes jogos, a análise correcta destes lances pode ser determinante para um justo desfecho dos mesmos. Vídeo-árbitro, precisa-se!

 

São cinco pontos, os mesmos que tínhamos de atraso há uma semana. Está mais difícil mas há muito jogo pela frente. Venha o Vitória sadino, que a Taça é um dos objectivos da época.

 

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