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Grande Artista e Goleador

Alexis no encalce de Yokochi

Os nacionais de natação vieram mostrar que Alexis Santos está no bom caminho para se vir a tornar no maior nadador português de sempre.

Depois da boa prestação olímpica, onde bateu o recorde nacional dos 400 metros estilos, Alexis traçou novos objectivos, com Tóquio 2020 como alvo final.

Este fim de semana melhorou o seu próprio recorde nos 200m livres e resgatou para si o recorde nacional dos 400m estilos.

A próxima grande paragem são os Mundiais de Budapeste, a disputar entre 14 e 30 de Julho.

 

Alexandre Yokoshi, antigo nadador do Benfica tem a si associado o feito único de ter disputado uma final olímpica (1984), sendo que foi também vice-campeão da Europa (1985) e, embora tenha competido até 1992, nunca voltou a subir a um pódio numa importante competição internacional.

 

Alexis, aos 25 anos, continua o seu percurso ascendente, rumo a uma carreira sólida e de sucesso. Depois do bronze nos Europeus de Londres, no ano passado, e do 12º lugar nos Jogos Olímpicos (ambos os resultados nos 200m estilos), o nadador do Sporting, detentor de quatro recordes nacionais (200m livres, 50m costas, 200m e 400m estilos) procura agora subir o nível e provar que pode bater-se de forma consistente com os melhores.

 

Ao nadador leonino falta a tão ambicionada final olímpica sendo que, até lá, terá várias oportunidades de rechear o currículo.

Não sei até que ponto Alexis pode disputar provas num único estilo e muito menos sei se seria competitivo fazendo-o em simultâneo com aquela que parece ser a sua "especialidade". Bater-se com os melhores do Mundo já é difícil numa prova e não sei até que ponto está nas ambições do melhor nadador português da actualidade a possibilidade de se bater em provas internacionais em mais provas do que os habituais 200m e 400m estilos.

 

Talvez seja aqui que Alexis possa vir a marcar a diferença para Yokochi, afirmando-se em definitivo, ainda antes dos "Jogos" de Tóquio, como o melhor português de sempre.

É que Yokochi desde cedo se especializou a nadar bruços e Alexis tem a "vantagem" de ser forte em mais do que um estilo. Talvez possa marcar uma era, sobretudo nas competições continentais e, assim, encarar Tóquio com um balão motivacional que lhe permita atingir a tão desejada final, onde todos sonham estar.

 

Que as lesões não o fustiguem e a sorte o bafeje. O resto virá do trabalho e Alexis já mostrou que, força de vontade não lhe falta.

 

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2 comentários

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    GAG 05.04.2017 09:59

    Jaques, eu até concordo contigo mas o palmarés é importante e pesa, independentemente do "estilo" ou se se ser mais ou menos "completo".

    Fiz a ressalva das diferenças entre ambos precisamente porque também vejo em Alexis um nadador diferente, mais completo, como disseste. Daí que ache que talvez possa até ir "mais além", em vez de se centrar nas provas de estilos em provas internacionais.

    O Yokochi escolheu um estilo (independentemente de ser o mais ou "menos nobre") e acumulou mais de 20 títulos de campeão nacional, acumulando alguns títulos internacionais numa altura em que os nadadores portugueses pouco passavam a fronteira para nadar.

    O recorde dos 4x200 livres do passado fim-de-semana foi "esquecido" propositadamente. Queria levar as coisas para um plano mais pessoal mas é justo mencionar mais esse recorde.

    Quanto às movimentações para levar o Alexis, têm acontecido de ambas as partes (e, agora, nem interessa quem começou). Não esquecer que trouxemos o Nélson Évora, entre outros, e que vários fizeram também o percurso inverso, como o Rui Silva, um símbolo do Sporting.

    Mais um par de títulos e a tal final olímpica colocarão Alexis num patamar inalcançável por um período de muitos anos.
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