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Grande Artista e Goleador

A época perfeita do futebol feminino

Era a cereja que faltava em cima do bolo. O Jamor pintou-se de verde-e-branco, mesmo que a mancha não tenha sido tão grande quanto eu esperava.

Os que estiveram não deixaram as nossas leoas na mão e acreditaram, mesmo após uma primeira parte fraca, provocada pela entrada forte das bracarenses e alguns nervos evidentes.

 

Num jogo em que o habitual pendor ofensivo das nossas laterais não se verificou, fosse pelo alarme que soava sempre que as extremos bracarenses embalavam, fosse pela tarde menos inspirada de Fontemanha e Marchão (sobretudo a nossa lateral esquerda), foi bom ver que a equipa não deixou de ter capacidade para resolver os problemas ofensivos.

O nosso meio-campo também não esteve particularmente inspirado, sobretudo no que tocou às tarefas das nossas Pinto (Fátima e Tatiana).

 

Mas, pese embora algumas individualidades em sub-rendimento (Solange Carvalhas também não esteve nos seus dias), a nenhuma delas faltou voluntarismo e espírito colectivo. 

Não podemos dissociar disto a qualidade das jogadoras do Braga, que condicionaram o rendimento de algumas das nossas jogadoras mas foi ver as laterais a lutar, a ir ao chão, mesmo não podendo aventurar-se no ataque. As Pinto a reparar os erros, muitas vezes cometidos pelas próprias e a Solange a dar linhas de passe, mesmo que a bola não lhe chegasse.

 

E nós...nós na bancada a puxar por elas e a mostrar que a desvantagem no marcador não desvanecia nem um pouco o nosso crer na capacidade delas.

E lá voltaram para a segunda parte de confiança renovada e com vontade de dar a volta ao texto. Teve de ser em dois actos, tornando ainda mais épica a conquista.

 

Ana Borges (sempre ela) ganhou uma bola pela direita e serviu Diana Silva que, com classe e frieza bateu a guarda-redes das minhotas. Estava feito o empate e reforçada a crença em mais uma tarde feliz no Jamor, desta vez com perfume feminino. O golo "obrigou" Nuno Cristóvão a abortar a entrada de Ana Capeta, que assim só se entregou ao jogo dez minutos depois, para render a capitã, Solange Carvalhas.

Nas bancadas acreditava-se ainda mais, não fosse a nossa alentejana sinónimo de golos. Capeta não desiludiria mas teríamos de esperar mais um pouco...havia dose extra de futebol.

 

A primeira parte do prolongamento voltou a ter maior domínio do nosso adversário. Notava-se ainda mais do que nos 90 minutos a maior dimensão física do futebol do Sporting de Braga. Mas as nossas lutavam, corriam e desbobravam-se em compensações e acertos posicionais. Estávamos todos unidos, tínhamos vontade e fé na Capeta.

Mesmo em cima do apito para o intervalo do tempo complementar, Fontemanha cruzou e Capeta fuzilou Rute Costa. Estava feita a remontada e tínhamos pela frente 15 minutos para sofrer até sermos felizes.

 

Assim foi, com Matilde Figueiras a salvar em cima da linha de golo o empate a dois, no lance de maior aperto da segunda metade do tempo extra.

Matilde que formou com Catarina Lopes uma dupla de centrais forte, bem escudada por Sara Granja, que corrigiu muitos dos erros das colegas de sector. 

Na frente, foram Ana Borges, Diana Silva e Ana Capeta a fazer a diferença.

 

No final, todas foram importantes em determinados momentos do jogo e só com uma equipa unida e coesa foi possível esta dobradinha.

Termino com uma palavra para Nuno Cristóvão, claramente um louco apaixonado, como nós. Arrepiante o festejo junto à nossa bancada no final do jogo. Emocionante, mesmo. Depois foi fazer a festa, merecida, diga-se.

 

Parabéns a todos os intervenientes nesta época de sucesso do nosso futebol feminino!

 

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